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Sobre a evolução do Silmarillion

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Meneldur, 11 Mai 2010.

  1. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Criei esse tópico para tratar do tema da evolução da escrita do Quenta Silmarillion. Eu acho que isso ajuda a compreendermos melhor o texto. Sabendo em que época e sob que inflluências o texto foi escrito nos ajuda a entender por que os textos são assim, e solucionarmos possíveis contradições.

    Ah, é bom pra quem quer saber um pouco mais do conteúdo dos HMe, pois os textos citados aqui estão presentes lá.

    Desculpem se eu errar algo. Me faltam dois volumes dos HMe, o III e o IV, se tiver algo errado me corrijam.
    _______________________________________________________________

    A Terra-média começou por volta de 1916, quando Tolkien escreveu o texto A Queda de Gondolin, primeiro texto ambientado na Terra-média. Nele vemos surgir as primeiras concepções da mitologia tolkieniana: Gondolin, os elfos, balrogs, Melkor (chamado de Melko), os Valar, Tuor e algumas outras coisas.

    Mas temos que notar que muitas dessas concepções eram diferentes das atuais: os Balrogs, por exemplo, eram demônios criados por Melko e eram muito menos poderosos.

    Esse texto é o único relato detalhado que temos da Queda de Gondolin.

    Tolkien começa então a escrever o The Book of Lost Tales, o germe do Silmarillion.

    Um dos aspectos em que o Lost Tales se afasta do Silmarillion é o seguinte: o livro não se preocupa em relatar apenas a história dos Elfos: ele relata também como essas histórias chegaram até nós. O primeiro dos contos, The Cottage of Lost Play narra como o marinheiro humano Eriol consegue chegar a Tol Eressëa e ouve lá as histórias dos Elfos. Eriol ouve os contos ao mesmo tempo que nós; nós ouvimos o que ele ouve. Assim, temos os contos The Music of Ainur, The Tale of the Sun and of the Moon, The Chaining of Melko, The Tale of Tinúviel, The Fall of Gondolin e por aí vai. Vou citar algumas diferenças do Lost Tales para o Silmarillion atual (não vou citar mudanças nos nomes, elas são muito extensas:

    • Beren era um homem; depois a história foi mudada e ele "virou Ellfo". E depois, "virou" homem de novo!
    • Os Valar tinham filhos (Oromë, por exemplo, era filho de Yavanna);
    • A concepção dos Maiar não estava inteiramente formada;
    • Os contos de um modo geral são bem mais detalhados;
    • Turambar, após matar Beleg, lhe lasca um beijo na boca;
    • Existiam dois Valar em Valinor, Makar e Meássë, que "tomavam o partido" de Melko em algumas situações (não chegaram exatamente a passar para o lado dele).
    Os Lost Tales tinham um tom bem mais "mitólógico". Os elfos eram mais "etéreos", como fadas.

    Na década de 1920, Tolkien deixou de lado as narrativas em prosa e entrou de cabeça nas narrativas em verso. Escreveu, em grandes poemas, as histórias de Túrin e de Beren e Lúthien. Mas deixou os poemas um tempo depois.

    No começo da década de 1930, Tolkien escreveu o texto Scketch of the Mythology, "Rascunho da Mitologia". Esse texto é um resumo em algumas páginas da mitologia que ele tinha em mente então. Vemos agora um Silmarillion ainda diferente, mas bem mais próximo do atual.
    Tolkien escreveu nessa época o Qenta Noldorinwa, o Qenta , "A História do Noldor", uma versão bem antiga do Silmarillion, o sucessor do The Book of Lost Tales. Essa é a única versão completa que temos do Silmarillion.

    É dessa mesma época as primeiras versões dos Anais de Valinor e dos Anais de Beleriand, uma espécie de "Conto dos Anos" da Primeira Era.

    Foi também na década de 1930 que surgiram as primeiras versões da história de Númenor, inexistente até então; mas não me alongarei nesse ponto.

    Em 1937 Tolkien começou a reescrever (de novo!) o Silmarillion, que passou a ser chamado de Quenta Silmarillion. Mas deixou-o inacabado, na história de Túrin. A partir desse ponto só ha rascunhos de como seria o desenvolvimento da história. Foi essa versão que ele apresentou ao seu editor, no fim de 1937, e que foi recusada.

    Uma característica tanto dessa versão quanto a anterior, o Quenta Noldorinwa é de serem bem curtas. O Quenta de 1937 ocupa, na minha edição do HMe V, as páginas 199-338, incluindo os comentários de Christopher!

    No finzinho de 1937, Tolkien abandonou o Silmarillion para começar a escrever o Senhor dos Anéis. Mas como estamos tratando só do Silmarillion aqui, vamos pular essa parte.

    No começo da década de 50, Tolkien voltou à Primeira Era e começou a reescrever o Silmarillion para uma possível publicação. No começo apenas modificou o Quenta de 1937, fazendo anotações no texto, mas logo começou a reescrever o Silmarillion totalmente novo, desde o começo. Esse Silmarillion (chamado pelo Christopher de Later Quenta Silmarillion) é bem mais extenso que as versões anteriores. Tolkien começou nessa época uma completa reforma da cosmogonia de Arda. O texto nunca foi completado, terminando depois da morte de Fingolfin.

    São dessa época também os textos The Annals of Aman (que trata dos acontecimentos de Valinor) e The Grey Annals (que trata dos acontecimentos de Beleriand). O primeiro está completo, o segundo acaba logo depois da morte de Túrin.

    Uma característica de ambos os anais é que, embora no começo tragam apenas a data e um resumo sumário dos fatos, mais para o fim os anais vão virando uma narrativa bem mais detalhada (como exemplo, o capítulo XXI do Silmarillion foi praticamente retirado todo do Grey Annals!).

    O Silmarillion que conhecemos foi quase inteiramente retirado desses textos (o Later Quenta e os anais de Aman e Cinzentos).

    Na década de 50, Tolkien procurava "cristianizar" mais a sua mitologia, mudá-la para se adaptar mais à teologia católica. Vemos alguns textos de caráter bem teológico, como o Athrabeth Finrod ah Andreth.

    Na década de 1950, Tolkien praticamente abandonou as narrativas mais extensas, se concentrando em pequenos textos e ensaios. São dessa época os textos Glorfindel, O Desastre dos Campos de Lis, As Batalhas dos Vaus do Isen, Tar-Elmar, The New Shadow, dentre outros.

    E ele morre sem publicar o livro que tanto sonhou...
    ________________________________________________________________

    E então, gostaram? Dúvidas, só me perguntar, que se eu souber eu respondo!

    É claro que esse é só um pequeno resumo com os principais trabalhos. Muitos textos ficaram de fora.
     
    Última edição: 12 Mai 2010
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  2. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Excelente resumo: adorei a inclusão do beijo lascado na boca do cadáver degolado de Beleg como uma diferença significativa porque realmente é significativa embora ninguém fale muito dela nem em inglês onde o assunto é cercado pelo mais exacerbado puritanismo e suspeita indiferença.

    Acrescentando uma coisinha só: Beren era um elfo noldo mas isso já era uma emenda feita em cima de uma versão ilegível rasurada da história onde ele era um homem. A história original de Túrin Turambar do Contos Perdidos refere-se a Beren como sendo um dos Edain.

    Ou seja: Beren mudou de raça não uma mas DUAS VEZES. De homem pra elfo e depois de volta pra homem.

    Lembrando a espada da She-Ra: de Espada para Escudo, de Escudo para Corda, de corda pra vara de salto e depois? O céu era o limite... :grin:
     
    Última edição: 12 Mai 2010
  3. marktl82

    marktl82 Usuário

    Achei interessantíssimo, agora uma dúvida minha, considerando que estou longe de sequer ser um conhecedor intermediário de Tolkien. Quais foram os fatores que fizeram com que houvesse essa cristianização de suas obras?
     
  4. Biorn

    Biorn Fiz uns rock's com Iluvatar

    Queria muito ter lido esses textos diferentes, devem ser foda :D
     
  5. Rikky

    Rikky Unleash His Hard Fury

    Célio
    "A Queda de Gondolin" é uma narrativa completa como 'Os Filhos de Húrin' ou ta muito longe disso?

    É que depois de ver que lançaram Os Filhos de Húrin eu sempre fico pensando em Beren e Lúthien e em A Queda de Gondolin.

    Tolkien concluiu essas historias ou "abandonou" na metade do caminho?
     
  6. Dúnadan Thorongil

    Dúnadan Thorongil Mensageiro de Gondor

    Muito bom Célio! Não fazia idéia que a concepção do Silmarillion como conhecemos hoje teve toda essa história. E o beijo do Túrin, Beren ser um elfo e os Valar que "tomavam partido" de Melkor, são novidades pra mim. Muito interessante mesmo!!
     
  7. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    A obra sempre teve um elemento cristão muito forte, as analogias dos valar com os arcanjos e de Melkor com o Diabo sempre estiveram no lugar, sendo Eru Ilúvatar o Deus Cristão desde o começo, mas, depois da publicação do Senhor dos Anéis, Tolkien ganhou mais confiança na inserção de simbolismo e teologia cristã no Legendarium pq:

    a) A mutreta anti-católica na Inglaterra exacerbada pela emancipação política da Irlanda já tinha amainado um pouco e ele já podia, inclusive, reconhecer a influência celta que tinha como uma das bases a Irlanda do Sul "papista" onde ele dava aulas de vez em quando.

    b) C.S. Lewis provou por A mais B que havia "mercado" até mesmo pra teologia embutida como alegoria evangélica em Narnia, então, Tolkien perdeu o medo de colocar esse temas na obra até pq ele é muito mais sutil do que Lewis. E muito da inspiração que vinha pra Terra Média nascia dos debates que Tolkien tinha sobre religião com Lewis e os outros Inklings

    c) a Virgem Maria da qual Tolkien era devoto teve a sua Assunção reconhecida como Dogma da Igreja Católica nos anos cinquenta e a teologia por detrás disso motivou um bocado as inspirações pro Diálogo de Finrod e Andreth, o conceito de fëar e hröa , a criação do Elemento Morgoth, a demonização mais católica e cristã dos balrogs e o simbolismo cristão dos Istari.

    d) a Segunda Guerra Mundial e a secularização da sociedade capitalista Pós Edwardiana fazia Tolkien sentir mais vontade de propagar não uma religião específica mas sentimento de religiosidade como um antidoto pro Niilismo materialista do século XX.
     
    Última edição: 3 Nov 2014
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  8. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    As versões de Contos Perdidos estão completas e Queda de Gondolin pode ser encontrado em português em versões traduzidas pela galera daqui e de outros lugares .

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  9. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Uma pena, o beijo na boca de Túrin no cadáver de Beleg e os Valar terem filhos tornariam meu livro predito ainda mais forte e interessante... maldito puritanismo!
     
  10. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Mesmo assim acho que vc iria gostar de dar uma bizolhada nisso daí Kabral:

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    Nem tudo que deixa de ser literal no Tolkien , necessariamente, perde sua relevância simbólica. Túrin pode não ter o seu beijo no Beleg descrito textualmente ( repare que o texto final não é incompatível com a noção de que ele possa ter ocorrido) mas o catatonismo traumático pós-evento tomou o seu lugar e foi tão grave que teve que ser curado com mágica a la Taliesin curando Merlin na mitologia celta. Pro bom entendedor...

    Do mesmo jeito, em vários sentidos, Yavanna ( e sua irmã Vána) continuaram vinculadas a Oromë de um modo abstrato e mais simbólico ( explicado no texto acima) e , aparentemente, essa ligação entre eles tinha conexão com as identidades de Tom Bombadil e Goldberry, no sentido metafísico do termo.

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    Não preciso te dizer que Exú, o orixá mensageiro entre esse mundo e o outro e símbolo de fertilidade, faz o papel correspondente do Deus de Chifres céltico que corresponde ao Oromë. Oxóssi e Ossain também são paralelos a ele.

    Também não deixa de ser interessante, coisa que até Jason Fisher notou que o nome de Gandalf , Olórin, seja tão similar ao "Eru Ilúvatar" dos mitos iorubás, Olorun, que é associado à cor branca.
     

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    Última edição: 1 Jun 2010
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  11. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Ótimo tópico Célio, parabéns!
    Agora tive certeza que os HOME devem ser adquiridos.

    Muito interessante o artigo Ilmarinen.
    As semelhanças com a mitologia celta ficavam martelando na minha cabeça quando lía sobre o Oromë, e depois que eu lí
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    , mas ainda as cornetas do caçador faziam sentido para mim.

    Agora que o Oromë era chamado de Araw, foi a cereja no topo do sundae!
     
  12. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Obrigado pela correção, Ilmarinen! Farei uma pequena modificação no texto!

    E obrigado a todos que gostaram!
     
  13. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Hahahahahaha, você tocou em pontos interessantes:


    - Em algumas de muitas leituras a respeito de religiões e mitologias, achei uma analogia interessante, na qual equiparava Exu, Hermes, Loki, Set e Lúcifer, entre outros - da mesma forma que equiparava Xangô, Zeus, Thor, Hórus e Arcanjo Miguel, etc.

    Das divindades tolkieneanas, colocaríamos aí Oromë (ou mesmo Melkor!) e Manwë (ou Tulkas...?), respectivamente.


    Estou lendo o texto do blog, achando-o interessante!


    É verdade, não tinha ainda reparado na similaridade de Olórin Gandalf com Olorum, Deus Criador, representado pela roupa branca! Oo
     
  14. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Tu vai gostar desse texto ai

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    Lloyd Alexander dividiu o Deus de chifres entre três figuras: Arawn de Annuvin, o Rei Cornífero e Gwynn o tocador de trompa, condutor dos mortos. Assim como aspectos dele se dividiram entre Oromë, Tilion, Sauron, Mandos e Melkor em Tolkien.

    Lembrando que Sauron tinha uma versão primitiva do seu nome em Quenya que lembrava demais um dos nomes de Oromë/Tauron: Thauron.

    Thauron e Tauron são muito próximos pra Tolkien não ter pensado em alguma conexão.

    Então, sim, a forma humanóide de Sauron era, provavelmente, " chifruda" como a representação cristão medieval do Diabo.

    Vide a picture que Tolkien fez da nuvem Sauron

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    Aí Huan atacando Sauron.

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    Mais sobre isso e outras coisas nesse texto aí:

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    Última edição: 16 Mai 2010
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  15. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Tanto o texto como as imagens são ótimas Ilmarinen!

    A semelhança da Terra do Verão do Lloyd com a Valinor do Tolkien foi tão gritante pra mim que foi suficiente pra eu não ter gostado do final da série de Prydain (só o final, a série é ótima).
     
  16. Forostar

    Forostar Usuário

    Muito bom! Talvez o motivo de os Balrogs terem mudado seja que só depois Tolkien definiu que Melkor não podia criar vida.

    E é curioso o fato de os Valar terem filhos, porque isso, de certo modo, também é criar vida, não é?
     
  17. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Não necessariamente. Mesmo na mitologia mais tardia, a vida em si poderia ser criada por outros que não Eru. Os anões, por exemplo, mesmo antes da intervenção de Eru eram vivos. Temos também as águias e os ents como exemplos. O que só Eru podia dar era o espírito.


    Só um complemento à resposta do Ilmarinen: Tolkien começou a reescrever o A Queda de Gondolin, mas o abandonou quando Tuor chega à Gondolin (essa é a versão presente no Contos Inacabados). Se ele terminasse de escrevê-la, acredito que daria pra publicar, como Os Filhos de Húrin.
     
    Última edição: 12 Mai 2010
  18. Forostar

    Forostar Usuário

    Tem razão. Mas eu tenho uma dúvida; depois que permitidos por Eru, os anões ganharam um espírito?
     
  19. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    A não ser que esteja muitíssimo enganado, ganharam sim.
     
  20. Húrin

    Húrin Amante da Calíope

    Ótimo tópico e posts. Vou acompanhá-lo, afinal, aprender sobre a Obra e suas peculiaridades é sempre interessante! Com isso, meu desejo de publicarem as HoME só aumenta...
     

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