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Sobre a emoção fácil - Uma entrevista com João Cabral de Melo Neto

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Haleth, 26 Nov 2010.

  1. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Olá, povo da pena! =P

    Queria compartilhar com vcs uma entrevista que eu li há muito tempo, mas que foi um marco na minha forma de pensar a escrita literária. Fala especificamente sobre poesia, entretanto, acredito ser aplicável também à prosa. Deixo aqui alguns trechos selecionados, recomendando que leiam a entrevista inteira, que está
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    O que vcs pensam sobre isso?
     
  2. Thorondir

    Thorondir Usuário

    João Cabral é um negócio difícil de ler, mais difícil ainda de entender. Sobretudo porque estamos (estou) tão acostumado com esse sentimentalismo barato que ele cita.

    Gosto da sua poesia seca, ríspida. Acho que todo mundo precisa ler pra pelo menos equilibrar a cabeça. Muito amor e paixão e viagens e loucuras faz mal, também.
     
  3. Excluído046

    Excluído046 Banned

    João Cabral de Melo Neto é meu poeta preferido. (E isso me causa problemas homéricos, porque as pessoas assumem que, por eu ser mineira, meu poeta preferido seja Drummond). E a lucidez de JCMN sempre me deixou fascinada. Eu não sou centrada como ele era, eu não consigo ser objetiva, como ele era. Talvez seja por isso que eu goste tanto da obra dele.

    Como diria Mallarmé, a palavra tem de significar apenas 1/4, 3/4 é sugestão.

    Eu choro oceanos sempre que releio Morte e Vida Severina, O cão sem plumas, A palo seco, Psicologia da Composição, etc.
     
  4. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Eu não gosto das coisas do João Cabral de Melo Neto, mas concordo plenamente com o que ele disse.
     
  5. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    JCMN é a contaposição do sentimentalismo e por isso talvez não seja muito bem aceito por uma grande leva de leitores( por ser difícil compreender a sua arte, sua escrita.)Mas sempre é bom ter escritos que fogem um pouco do padrão romÂntico.Prefiro os poetas marginais :sim:
     
  6. imported_Alberto

    imported_Alberto Usuário

    Eu gosto de ambos, tanto do sentimentalismo escancarado quanto do referenciado. Inclusive, às vezes, a aparente falta de sentimentos... Tudo depende do momento.
     
  7. AlexB

    AlexB Usuário

    Este excesso de subjetividade cansa, fica caricato, é gostoso ver um mestre que não precisa de sentimentalismo gratuito ou mistificação barata, o traço de sábio de João Cabral está justamente na intelectualidade concreta de sua poesia, cria imagem poderosa em forma cuidada, nos desfia a descobrir a lógica de cada poema, sem recorrer nunca ao mesmo expediente. Gosto das obras escritas depois de Serial, a partir daí que junta forma e função de maneira brilhante.

    Aos outros poetas Cabral alcunha-os bissextos, muitos adeptos de uma escrita automática como a do espiritismo. A ele o poema é trabalhado, talhado e aperfeiçoado, nada de criações de momento, muito trabalho.

    Abraço,
    Alex
     

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