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Skinheads colam cartazes com ameaças a estudantes na USP

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 20 Nov 2011.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Cartazes como esses, com ameaças contra usuários de maconha e frases anticomunistas, foram afixados anteontem por skinheads na USP.

    Os panfletos foram colados em pontos de ônibus na Cidade Universitária, à tarde.

    A Folha encontrou restos dos papéis em dois pontos: na entrada da Faculdade de Educação e no portão principal da universidade.

    A PM diz ter apreendido os cartazes com dois jovens. Eles foram abordados e tiveram os dados registrados para apuração, segundo o coronel Wellington Venezian, que comanda o policiamento na região oeste de SP.

    Não foi confirmado se eles são ou não alunos da USP. Nos dias de semana, o campus tem acesso livre.

    A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) afirma investigar o caso e ter identificado os responsáveis.

    Segundo a delegada Margarette Barreto, o grupo foi identificado como sendo um dos "movimentos de intolerância" que atuam na cidade.

    Em um dos cartazes, um grupo de skinheads aparece sobre a frase:
    No segundo, uma referência ao CCC (Comando de Caça aos Comunistas, organização de extrema-direita que atuou no regime militar) aparece com a imagem do jornalista Vladimir Herzog, morto nos porões da ditadura. Na versão dos militares, divulgada à época, Herzog se matou.

    Estudantes relataram que foram ameaçados por dois skinheads anteontem, diante da Faculdade de Educação.
    afirma o aluno H., 30.

    A crise da USP foi deflagrada após três alunos serem pegos com maconha. Colegas tentaram impedir a prisão. Houve confronto com a PM e os prédios da FFLCH e da reitoria foram invadidos.

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  2. Hamfast

    Hamfast Melodia e distorção

    Pouca coisa me irrita mais do que esse povinho neo nazista, e o pior de tudo é que tem muito mais do que aparenta espalhado por ai, pessoas que fazem questão de serem ignorantes e ainda tem orgulho disso. Por outro lado, quando acontece
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    parece que a grande maioria dos estudantes se cala, dessa forma é só isso que eles vão conseguir, opressão.

    P.S. E não cobre o cartaz do Matanza com essa p*rra não c*r*lho!
     
  3. Deriel

    Deriel Administrador

    Achei legal o "só não adianta depois ligar 190" :lol:

    Pra mim a extra direita e a extra esquerda (leia-se "invasores de reitoria") estão no mesmo baixo nível. Eles que se resolvam.
     
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  4. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    A impressão que eu tenho é que a questão da prisão dos usuários foi só um estopim, um motivo para gerar uma massa crítica e alimentar protestos de uma liderança estudantil que reclamava de outras coisas, inclusive de problemas na gestão do atual reitor, o Rodas. A mídia não está nada imparcial nessa.
     
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  5. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

    Dados os ânimos atuais no DCE da USP (a chapa da situação, apoiada pelos pirralhos que invadiram a reitoria, cancelou as eleições recentemente; a oposição afirma que foi uma estratégia ilícita para evitar uma derrota) não duvido que isso seja obra de um
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    ou só alguém trollando para ver o circo pegar fogo. Tudo isso é absurdo demais para ser real.

    Agora, Comando de Caça aos Comunistas?! Se isso for real é coisa do pessoal da Física: aqueles que andam estudando wormholes e outras possíveis abordagens para viagens no tempo :D :D

    E esses universitários de hoje... no meu tempo de universidade eu estudava :think:
     
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  6. Deriel

    Deriel Administrador

    Burros então foram os estudantes, que usaram como estopim esse fato. Quem nem deveria ser usado como bandeira. Afinal, os três carinhas estavam usando drogas ilícitas.

    E eu acho que estudante tinha que estudar. Ainda mais usando o MEU dinheiro (e o seu, mesmo a USP sendo estadual), claro que os grêmio são válidos e importantes, mas a politização dos estudantes, no sentido de participantes de partidos políticos, é altamente danoso. Não precisamos de militantes do PCO, PSTU, PRONA (falecido!) dentro da universidade.

    E eu sou um pouco cético quanto à imparcialidade da mídia. Do jeito que falam há um complô contra a revolução estudantil da USP, o que nem de longe é verdade. Também interessante notar que veículos de mídia declaradamente de esquerda (como a Carta Capital) nunca são criticados.
     
    Última edição: 20 Nov 2011
  7. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Hmm, sei.
    E os que (como a maioria) não são nem de uma extremidade nem de outra, como ficam aí no meio?
    E os que não lêem Veja e muito menos Carta Capital (como eu) e frequentam a USP pra estudar?
     
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  8. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Vou com o Deriel nessa. É claro que existe uma politicagem enorme nessa história toda, mas não desisto desses pontos:

    1-não houve manifestação, houve baderna, destruição de patrimônio público

    2-a mídia manipula sim, mas se formos falar de mídia, falemos de toda a mídia e não só da Folha e da Veja, please

    3-o uso da baderna para justificar ideologia de extrema-direita é uma merda. Portanto não coloquem todos os críticos da esquerda fanática no barco dos neo-nazistas. Isso se chama infantilidade.

    Enfim, a situação é mais confusa por causa desses jogos ideológicos.
     
  9. Hamfast

    Hamfast Melodia e distorção

    Ao que parece, ficam calados e com atitude de "não é comigo", como é de costume.
     
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  10. Deriel

    Deriel Administrador

    Nesses momentos, Clara, manter o silêncio é conivir com a minoria barulhenta. A solução é invalidar o movimento revoltista derrotando nas assembléias :|
     
  11. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Não estopim para a organização de uma manifestação, eu quis dizer estopim para sua massificação.

    Já recebi opiniões diversas sobre o ocorrido (tanto sobre natureza como também juízo de valor pelo mesmo) - lembrando que eu sequer moro em São Paulo. Nunca estive em tal cidade. E há gente dizendo que não foi só isso. Lembro-me de meses antes dos protestos ler reportagens sobre os imbroglios envolvendo o Rodas, a Faculdade de Direito e o resto da USP. Tem muita coisa que a imprensa está deixando de focar.

    E não há críticas à Carta Capital ou ao quase-finado (definhando até na internet) JB? Eu já as li em certa quantidade, e até concordo com elas. E não suporto petista chato que lê Viomundo, Conversa Fiada, Tijolaço, Sader e a Carta Capital e vem pregar a isenção destes. Até porque eles são muito sinceros, como você bem disse, quanto ao contrário. Para a Carta eles usam o argumento de que há colunistas de direita. Mas o que interessa: o editorial é sim, de esquerda.
     
  12. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Mas e se a minoria tiver razão? Ou pelo menos alguns motivos bastante justos pra fazer o que faz (fez)?

    Não fumo maconha mas sou contra a presença da PM no campus.
    (Porque não contratar segurança privada? com certeza porque deve custar os tubos já que aquilo tudo, a cidade universitária, é gigantesco.)
    Isso posto, lembro que, quando os alunos que tomaram o prédio da FFLCH (protestando contra a PM que havia prendido três alunos fumando maconha no campus) fizeram uma votação pra decidir se deixavam ou não o prédio, a maioria votou por deixar o prédio; então, aquela minoria que votou contra abandonar o prédio, decidiu invadir a reitoria e aí foi aquilo tudo que ouvimos.

    Eu estava, então, como todas as manhãs ouvindo a rádio Estadão-ESPN que é, claro, do grupo d´O Estado de S. Paulo, e, sério, só pude achar graça na indignação dos locutores da rádio perguntando várias vezes: "mas pra que teve a votação, então?" .
    Se esquecendo totalmente de uma notícia de três anos atrás, que tem como
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    (e o grifo é meu).

    Em uma instituição na qual o
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    é complexo e (extremamente) restritivo, saber de uma coisa dessas é frustrante.
    E se alguém tiver mesmo que um pouco de espírito crítico (e não for aluno do Mackenzie :hihihi: ) irá ao menos parar pra pensar no que significa essa invasão e protesto dos estudantes, mesmo que não concorde com a invasão e depredação do prédio público e aquela coisa toda.
     
  13. Na maioria dos cursos os alunos estudam. Esses que invadiram a USP são uns desocupados. Querem ser como os estudantes de outras épocas que tinhas motivos válidos para lutar. Estudo na UFRGS e aqui também tem uma turminha dessas. Só são mais queitos. Me irrita muito os partidos políticos por trás dos estudantes. Já me basta tolerá-los nas eleições para o governo. Teve eleições recentes pro DCE da UFRGS. Imagino que os estudantes envolvidos não passem nas cadeiras. Via os caras todo dia fazendo campanha e disribuindo panfletos. Eu não teria tempo para isso com a quantidade de coisas que tenho pra estudar...
    A grande maioria dos estudantes não se envolve porque se preocupa em estudar. Então eu concordo com o Deriel, esses extremistas de esquerda e direita que se resolvam - de preferência que desapareçam. Os demais estudantes querem tranquilidade pra estudar.
     
  14. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    E você com esse avatar faz todo sentido o seu comentário, ser politizado é uma coisa (eles não são), mas maconheiro é uma coisa completamente diferente.

    Os PMs já são pagos pelo Estado, porquê pagar 2 vezes a mesma coisa?
     
  15. Bilbo Bolseiro

    Bilbo Bolseiro Bread and butter

    Curioso eles escreverem no cartaz "Mentes fracas não pensam". Eles sim sabem pensar muito, né.
     
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  16. Eriadan

    Eriadan Bears. Beets. Battlestar Galactica. Usuário Premium

    Só uma coisa: até agora eu não vi nenhuma reportagem entrevistando um líder dos protestos. Sou levado a criticá-los - vá estudar, vagabundo! -, mas não sei se existem outras coisas por trás. E eu falo isso com alguma vivência: quando o meu irmão participou de alguns protestos na UFBA, os motivos e objetivos eram muito maiores do que o que se publicava, e só o que saía no jornal era "Estudantes invadem universidade" etc. A imprensa, naquele caso, procurou criar uma opinião pública desfavorável para desincentivar o movimento, porque não atendia aos interesses de quem a controlava (a motivação era em grande parte política, e ACM era dono dos jornais da Bahia - até hoje sua família controla um dos maiores). Isso ficou muito claro na época.

    A mídia de esquerda é alternativa e assumida. O resto (a mídia forte) pinta-se de imparcial. Aí é que está o problema.

    No ano passado, próximo às eleições presidenciais, assisti a uma palestra de Mino Carta (fundador e editor-chefe da Carta Capital, e fundador da própria Veja, anos e anos de experiência editorial), em que lhe perguntaram se a revista apoiaria alguém. Sem devaneios, ele disse: "Claro. Dilma" - e aí disse algo que vou levar para a vida toda: "Nunca esperem que qualquer veículo de imprensa seja imparcial. A única coisa que se pode pedir, e que deveria ser um dever ético, é que sejam honestas: que o leitor saiba que tipo de opinião ele vai encontrar ali". Virei fã.
     
    Última edição: 22 Nov 2011
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  17. Deriel

    Deriel Administrador

    No momento em que o movimento se diz democrático e coloca as decisões na mão de uma assembléia maior o resultado da assembléia é a razão. Não há mais minoria com razçao, a razão fica sendo o resultado da assembléia.


    Porque a gente já tem uma força de segurança que faz isso, porque temos que dar um privilégio adicional aos alunos públicos (que estudam com o nosso dinheiro?). E segurança particular não resolve nada, dá na mesma que polícia. Pode ter os mesmos potenciais abusos e omissões, inerente ao poder pelo que tudo indicam os estudos, como o
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  18. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    O movimento do DCE não é democrático justamente por ser "aberto" a qualquer um se manifestar na teoria, e na prática ser totalmente fechado.
    Ir dar uma opinião contrária ao ME (Movimento Estudantil) é ser reaça, pelego e outros nomes legais.
    Mas a questão não se resume ao DCE, é relevante à USP e deve ser discutida em toda a sociedade.

    O que acontece é que a PM está incomodando um ambiente universitário pelo simples motivo deles estarem atuando com a sua tradicional e histórica humildade e comprometimento com a segurança.
    Ou seja: estão revistando qualquer um que é negro, barbado ou comunista, parando qualquer motoqueiro (meu companheiro de sala teve a moto danificada porque o policial o sacaneou. E ele não é drogado - e mesmo se fosse, justificaria?). E intencionalmente, estão provocando os estudantes ao revistarem qualquer um que esteja perto do prédio da geografia e história. No dia que os estudantes foram pegos fumando maconha, a polícia ficou o dia inteiro abordando todos, de professores aposentados, a estudante da pós e da graduação, justamente pra procurar o enfrentamento. Porque sabe que justamente no meu prédio (sou estudante de geografia) o pessoal não iria deixar barato e devido ao grande número de pessoas com posições políticas claras (e não vou entrar no juízo de valor delas) o enfrentamento iria ocorrer.

    E quem esteve lá no momento, viu que criou-se uma multidão amorfa de estudantes, funcionários, professores, outros(?) e policiais que fizeram o que sabem fazer e são pagos pra isso.
    Importante dizer que o comandante da PM se esforçou ao máximo pra conter seus comandandos. Mas assim como a multidão ficou descontrolada, os PMs também ficaram. Pressão dos dois lados.

    O problema é que a PM atua assim em qualquer lugar, na USP, no Capão Redondo, em Higienópolis...

    Além disso, como a Clara V. lembrou, o nosso querido reitor tem uma posição política bem clara também: reprimir qualquer manifestação política contrária ou de reinvindicação.
    Reivindicação por mais professores (já tive aula com + de 200 alunos), melhor estrutura (meu curso já teve que ser paralisado por goteiras na sala de aula, se alguém quiser verificar pesquisa "geografia" "fflch" "cachoeira" no youtube), entre outras coisas.

    A questão da PM no campus é muito maior que a questão da maconha.
    Fica fácil apelar pra uma questão moral pra desqualificar qualquer reinvindicação estudantil. A mídia e o Rodas sabem muito bem como manipular isso.

    E as cartas dos professores e alunos (grevistas e não grevistas) se manifestando sobre o problema?
    Foram enviadas à mídia, mas ela NÃO PUBLICA. A grande mídia (tivemos espaço na TvT, alguém conhece?) blinda os olhos e ouvidos das informações e opiniões que não interessam.

    O ME dá tiro no pé a alimentar os urubus que procuram problemas e
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  19. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Eu percebo deficiência no serviço (ou perda de qualidade de serviço) oferecido na área universitária da Usp. A falta de segurança e caos é sinal de defasagem que já vem corroendo o ensino superior em vários centros universitários. A economia universitária anda desregulada, desregrada, indisciplinada.

    Se não existe compromisso na faculdade de levar a cabo um programa de redimensionamento da infra-estrutura (que é baseado na demanda e inclui policiamento) começam a aparecer acidentes e instabilidades que tiram o foco do mais importante que é a aula dos alunos e a produção de ciência.

    A questão do ressurgimento do nazismo e de correntes extremistas no cenário brasileiro ganhou visibilidade com esse atrito da Usp porque a escalada do radicalismo vem acontecendo no mundo e na internet. A Islândia saiu dos canais de notícias mas não deveria ter saído, uma vez que o futuro europeu pode ser uma caça às bruxas após a crise do Euro colocando nazistas (o pesadelo dos atuais governantes alemães) contra desempregados em programas sociais apoiados em ideais sindicais e sociais da união soviética(socialismo/assitencialismo/comunismo).

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    A faculdade é uma miniatura do mundo, com gente de todo tipo, e a Usp é uma miniatura do Brasil em que os jovens de hoje na economia não digeriram muito bem a multipolaridade mundial e há chances de a multipolaridade se tornar numa multifragmentação. Se não houver polícia para segurar os atritos pode virar uma zona sem lei.

    O dinheiro é uma força da natureza ("dinheiro na mão é vendaval") quando ele é bem tratado ele trata bem as pessoas, mas se for tratado mal acontece igual as enchentes de São Paulo que é a revanche da natureza. De modo que quando (neo)nazistas, (neo)comunistas e universidades tratam mal o dinheiro o que se vê é a terra vazia, queimada e salgada.
     
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  20. Mercúcio

    Mercúcio Well-Known Member

    Acho que os estudantes que invadiram a reitoria deslegitimaram seus pares, que haviam optado em assembléia pela desocupação do prédio da faculdade de letras e ciências humanas (acho que é isso). Meteram os pés pelas mãos, se precipitaram e cometeram um grave erro político ao depredar o patrimônio. Por outro lado, como alguns dos colegas colocaram... há um processo de desgaste entre parte da comunidade acadêmica e a reitoria (parece que o Rodas está enfrentando até algumas investigações acusado de corrupção). Não sou estudante da USP, mas acho que pelas suas dimensões, o policiamento se faz necessário. De que adianta seguranças particulares se estes não possuem o vínculo que os liga ao monopólio da violência, representado pelo Estado? É verdade que outras questões que merecem apreciação, como problemas de iluminação e infra-estrutura. São extremamente necessárias para a garantia da segurança dos estudantes... e a própria ação dos policiais deve ser muito bem pensada, evitando e punindo excessos e ações discriminatórias. Talvez caiba o debate: "Qual o real sentido da presença da PM no campus? Dar batida em estudante e prender maconheiro ou garantir a segurança do alunado?"
    Um outro ponto que me assustou foi a onda de "reacionarismo" que os eventos na USP gerou. Do dia pra noite, quantos indivíduos proclamando-se defensores da ordem, promoveram elogios da violência policial, reafirmaram estigmas e reforçaram no senso comum o sentido de descaracterização e deslegitimação de todo e qualquer movimento social contestatório?

    Acho que invasão de reitoria é uma medida política válida quando os canais de diálogo são fechados ou mostram-se ineficientes. Eu mesmo participei de uma em 2008 na Universidade Federal de São João del Rei, em razão da precariedade da assistência estudantil. Eu vi o que é perseguição política dentro de uma Universidade, coação de centros acadêmicos e todo tipo de arbitrariedade. E conseguimos ao fim o compromisso de construção de um Restaurante Universitário (em andamento, mas atrasado), Moradia Estudantil (em construção, mas atrasada) e medidas paliativas para aqueles colegas que comprovassem carência. Mas a invasão da reitoria da USP foi uma sucessão de erros políticos.
     
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