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Sinédoque, Nova York (Charlie Kaufman, 2008)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Meia Palavra, 22 Mai 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Um dramaturgo hipocondríaco está sufocado com sua nova obra-prima: uma réplica em tamanho real de Nova York em um galpão, enquanto tem que conviver com as mulheres de sua vida.

    Sinédoque é um tipo especial de metonímia baseada na relação quantitativa entre o significado original da palavra usada e o conteúdo. Normalmente utilizada como a parte pelo todo ou ao contrário (todo pela parte): “Ficou sem teto”, neste caso vemos que teto é uma parte do todo que seria a casa.”Brasil leva o ouro”, aqui temos um caso duplo, o time ou atleta é trocado pelo país de onde veio e troca-se a medalha pelo material que ela é feita.

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  2. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Cara, esse filme é enorme.

    Mas, wow, eu vi o filme de uma forma bem diferente. Não vejo como a peça como uma tentativa megalomaníaca de criar/controlar um mundo próprio; o que o Cotard busca incessantemente é fazer algo sincero. É o tipo de esforço que se vê na obra do Foster Wallace frequentemente (Octet me vem à mente). A peça vai crescendo pra acompanhar a vida dele, não pra sobrepor. E a peça acompanha a vida dele porque ele quer construir algo realmente verdadeiro, mas através de uma representação. E a peça vira a vida dele porque é pra peça que ele vive. Ele vive essa completa impossibilidade de representar a verdade de forma sincera (se se pensar que a representação é uma construção externa, todo o resto, acho, é autoevidente).

    Já vi o Kaufman dizendo que Sinédoque é um filme de terror, que ele pensou em tudo o que deixava ele apavorado e tentou escrever a respeito. O filme é absurdo. É estranho, é bizarro, mas é muito humano. É um filme que me move bem mais do que um 8½ da vida.

    Engraçado como o Kaufman passou a ter uma grande resistência (ao menos entre os cinéfilos que eu conheço) pós-hype-brilho-eterno-é-o-melhor-filme-do-mundo. Hoje em dia eu conheço muito mais gente que torce o nariz pro Kaufman do que gente que admira o cara. O que é uma pena.

    Hm,
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    tem a introdução que o Kaufman escreveu pra publicação do roteiro, bem bacana.
     
  3. Pips

    Pips Old School.

    Ver dessa maneira, no meu ver, é muito raso. Você citar sobre a busca da sinceridade é a parte autoevidente.

    A comparação com Morel é válida, porque ele quer propagar a dor dele, lembremos que ele é hipocondríaco e não busca uma cura sua possível doença. Tanto que os personagens que representam ele não são doentes, são ausentes, manequins, fantasmas.

    Já vi o Kaufman dizendo que Sinédoque é um filme de terror, que ele pensou em tudo o que deixava ele apavorado e tentou escrever a respeito. O filme é absurdo. É estranho, é bizarro, mas é muito humano. É um filme que me move bem mais do que um 8½ da vida.

    Kaufman sempre será genial por causa de um filme: Adaptação. Não existe melhor exemplo de como ele conseguiu fazer um filme de suspense-comédia-drogas a partir da adaptação de um livro sobre orquídeas. Nesse filme ele dá o exemplo de como se encontra subplots em contextos que abrangem assuntos rasos.

    Eu acho que seu exemplo de David Foster Wallace combina mais com esse filme do que com Sinédoque.
     

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