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Síndrome de Guillain-Barré: professor da UFRN fala sobre possível associação com Zica vírus

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 10 Mai 2016.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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    Professor da UFRN estuda a neuropatologia
    Foto: Anastácia Vaz​

    O neurologista Mário Emílio Dourado, do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acompanha os casos de Síndrome de Guillain-Barré em Natal desde 1994, quando passou a se interessar pela doença autoimune que surge após infecções e causa paralisia temporária.

    Acostumado à média de 13 pacientes ao ano, Dourado registrou 36 vítimas da doença em 2015. Foi do professor da UFRN, o primeiro alerta para a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), em junho do ano passado, associando Zika vírus e Guillain-Barré.

    “A síndrome de Guillain-Barré é um ataque do sistema imunológico à parte do sistema nervoso, mais precisamente aos nervos periféricos, que conectam o cérebro à medula espinhal e são responsáveis por enviar comandos de movimento para o resto do corpo. Trata-se de uma reação rara a vírus ou bactérias, que causa fraqueza gradual e paralisa dos músculos”, explica o professor.

    Segundo Mário Dourado, a doença é potencialmente grave, mas a maioria dos pacientes volta às atividades normais em poucos meses. Em apenas 20% dos casos os que são acometidos com síndrome apresentam sequelas, como dificuldades de fazer movimentos. Suspeita-se que, em alguns casos com maior suscetibilidade por conta de fatores genéticos não identificados.

    "Por ser uma doença de nervo periférico o paciente chega se queixando de dormência nos pés que ascende para os braços. Depois vem a fraqueza e a paralisia, que varia de paciente para paciente, podendo chegar a um grau extremo de paralisar todos os músculos, inclusive os nervos que comandam a respiração. Nesse caso, o paciente precisa ser encaminhado para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para que possa respirar com ajuda de aparelhos”, afirma.

    No período de grande número de infectados pelo Zika em Natal no ano passado, foram registrados 26 casos de Guillain-Barré em apenas 3 meses. Segundo o professor, do ponto de vista espaço-temporal a relação entre o vírus Zika e a síndrome é evidente. “Se antigamente a gente via um ou dois casos por mês e agora estamos vendo bem mais após o Zika vírus, é sinal de que há uma relação entre a arbovirose e a neuropatologia”, avalia.

    Não existe uma cura específica para a Síndrome de Guillain-Barré e os tratamentos são voltados a reduzir a gravidade dos sintomas. Há apenas dois tratamentos indicados: doses de imunoglobulina, que ajudam a desarmar o sistema de defesa, e a filtragem da fração do sangue onde estão os anticorpos, chamada plasmaférese.

    “Os hospitais não estão preparados para receber um grande número de pacientes com a Síndrome, já que parte deles precisa se internar em uma UTI”, alerta.

    Após o aumento dos casos de Síndrome de Guillain-Barré no ano passado, o Ministério da Saúde solicitou que todos os estados notifiquem os casos da doença e repassem as informações. Antes disso a neuropatologia não era de notificação obrigatória, o que dificultava a coleta de dados.

    “Essa doença é pós-viral, ou seja, ocorre após a infecção por determinado vírus. Então, notificá-la, serve também como alerta para o sistema público de saúde sobre o surgimento de viroses”, avalia.

    Guillain-Barré no Brasil


    No ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 1.868 casos de internação por Síndrome de Guillain-Barré, uma média de mais de cinco internações por dia. Na comparação com 2014, o aumento foi de 29,8%.

    Até novembro de 2015, a incidência de casos tinha mais que dobrado em quatro estados no Nordeste: Alagoas, com aumento de 516,7%; Bahia, com 196,1%; Rio Grande do Norte, com 108,7% e Piauí, com 108,3%. O número de casos cresceu também no Espírito Santo (78,6%) e no Rio de Janeiro (60,9%). Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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