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Sidarta

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Pips, 9 Jun 2009.

  1. Pips

    Pips Old School.

    Hermann Hesse, laureado com o prêmio Nobel de Literatura em 1946, viajou à Índia na década de 1920 procurando iluminação, um direcionamento diferente do militarismo alemão na Primeira Guerra Mundial. Dessa busca saiu Sidarta, baseado na tradição de Siddhartha Gautama, o Buda, um romance sobre questionamentos existencialistas através da busca pela plenitude espiritual (considerado por muitos, parte de uma trilogia escondida entre Demian, Sidarta e O Lobo da Estepe).

    Sidarta é filho prestigioso da religião Brâmane1 que vive uma infância e juventude longe de qualquer contato com o mundo exterior. Dotado de calma inegável tinha sede pelo saber, até que um dia resolve saciar sua vontade de separar-se do seu eu e conhecer o mundo através de uma peregrinação com nômades conhecidos como samanas. Abdicando sua vida de luxos e acompanhado pelo seu amigo de infância Govinda.

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  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    além do livro, a adaptação para o cinema feita em 1972 também ficou excelente. pena q só é encontrada nos porões da net, como o meu pc, :hahano:
     
  3. Anica

    Anica Usuário

    uia, não sabia que tinha filme. vou procurar para ver :timido:
     
  4. Excluído044

    Excluído044 Banned

    Acabei de ler este livro. Conversando com um amigo sobre este livro, chegamos a conclusão de que é um livro simples e profundo. Além de ser fácil de ler, este livro de Hesse toca a gente. Nos faz pensar sobre nossas próprias buscas interiores...
    Recomendo a leitura.
     
  5. Jarsgirl

    Jarsgirl Usuário

    Concordo com você Maura. O texto é muito leve, mas vamos lendo e percebendo que a história é muito profunda.
     
  6. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Pois é, o flerte de Hesse com a filosofia oriental é profunda e de uma reverência sem igual. A jornada do Sidarta é uma daquelas histórias que você lê e fica anotando trechos para se lembrar depois. Eu mesmo anotei uma porção aqui a tiracolo.

    Gosto muito do ascetismo do Sidarta para alcançar a revelação superior ou transcendência, como o livro é tão pleno quanto aparentemente é 'vazio' no sentido de poucos acontecimentos típicos de reviravolta. Sidarta alcança o que busca não pela saturação de pensamentos, pela compilação massiva da realidade, mas pela reflexão a partir da simplicidade, da observação paciente e contemplativa, que nem por isso deixa de ser menos ativa e perspicaz.

    Isso me faz pensar sobre a diferença do ritmo de vida de Sidarta para a nossa hoje em dia: somos 'obrigados' a ter epifanias diárias, cumprir prazos, buscar massivamente por conhecimentos, referências, leituras e reflexões; bem ao contrário da humanidade do tempo vivenciado pelo jovem Sidarta. Gosto muito disso no livro, sempre me faz pensar um bocado sobre as coisas.[/align]
     
  7. Gigio

    Gigio Usuário

    Uma coisa excepcional que há no "Sidarta", e também no "Lobo da Estepe", na minha opinião, é que os personagens centrais não seguem um caminho óbvio: eles seguem conclusões parciais, se perdem, assumem novas posturas... Acho mais fácil acompanhar o percurso que eles vão desenvolvendo do que dizer, ao final, se Hesse queria com a história concluir isso ou aquilo. Sempre termino pensando se, afinal, aquela era a resposta definitiva ou só mais uma resposta parcial.

    Em "Sidarta", por exemplo, o personagem principal não é o Buda. Embora esteja em busca de algo semelhante, ele segue um percurso muito mais tortuoso. Fiquei muito impressionado com o momento em que ele se envolve com a Kamala, a cortesã, e eles se põem a zombar dos outros homens. Em alemão eles usam a palavra "Kindermenschen", um termo muito forte, que deve ter sido cunhada pelo Hesse, não tenho certeza, mas que expressa perfeitamente a soberba de considerar os outros como tendo uma visão menos madura do mundo. Era sinal de que não estavam indo bem...
     
  8. Jarsgirl

    Jarsgirl Usuário

    Acho que, para mim, o que fez o livro ser tão belo é que ele vive uma vida "normal". Ele vive sua vida e vai ponderando se encontrou o que desejava. Ele sabe o que é não ter, o que é ter tudo e também sofre como qualquer pessoa sofre
    como quando seu filho o rejeita

    e em nenhum momento ele se angustia por nao ter, mas se envergonha do que fez. Hoje em dia acontece o contrário.
     
  9. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    Em Sidarta, gostei muito da filosofia sobre o rio, pura contemplação, serenidade e humildade. O protagonista também vive maus bocados quando se envolve com o comércio, não só com a paternidade.

    Acho que Lobo da Estepe é bem diferente de Demian e Sidarta. Em Demian e Sidarta, existe aquele ar de superioridade. Demian, o ser perfeito. Sidarta, um buda que prova os prazeres carnais e o ascetismo e não opta por nenhum. No Lobo da Estepe não, nele se fala do valor dos considerados fúteis. Aqueles que transam e dançam. Os delírios no Lobo da Estepe são bem mais interessantes do que a momania com a Fênix e Demian.
     
  10. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]
    Pois é, essa é uma das passagens mais legais do livro, uma das que estão mais vivas na minha memória. A contemplação de que tu falaste é maneira mesmo, mas justamente porque ela não é meramente a absorção passiva de algo, mas o exercício ativo de observar, apreender, compreender e reelaborar. É uma contemplação epifânica para Sidarta, é algo que, por mais aparentemente irrelevante que possa parecer, tem um valor profundo para o asceta. Aliás, essa é uma das marcas tanto de Demian como de Sidarta, coisas pequenas levam a desdobramentos grandes, obviamente que não por si só. Algo muito legal de se pensar. :think:

    Ainda não li O Lobo da Estepe, mas sempre que ouvi alguém falando sobre, essa pessoa ressaltou uma grande diferença entre ele e os romances anteriores de Hesse. Acho que O Lobo da Estepe (segundo o que ouvi e li por aí) aquele clima mais calmo e às vezes até idílico, que aparece em Sidarta e Demian, é substituído por uma brutalidade incipiente. Enfim, não vou comentar mais até tê-lo lido.

    -------------

    Só a título de curiosidade: alguém aqui já leu O Jogo das Contas de Vidro? Se alguém leu poderia traçar alguns paralelos entre o Sidarta e esse romance para enxergarmos em um recorte mais longo?[/align]
     
  11. Nadz

    Nadz Usuário

    Sidarta é o livro favorito do meu pai chinês. Por mais de um ano ele me falou sobre a história, o quanto ela ficou marcada na vida dele e um dia me presenteou com o livro. Adorei, é simples e verdadeiro. Bonito. E muitas vezes eu pensava "como eu queria fazer você (sidarta)agir diferente!" mas o gostoso mesmo é ele ser como é,sabem?
     

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