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Seus idiomas mais prazerosos na leitura

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Fúria da cidade, 13 Mar 2018.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Não achei nenhum tópico relacionado a isso, então nada mais justo que relacionar e deixar aberto pra cada um comentar.

    Pra mim os idiomas que mais tenho um imenso prazer na leitura são todos de origem e alma totalmente latina: francês, italiano, português, espanhol e o catalão (li pouquíssimas coisas nesse idioma, mas o pouco que li adorei!). Até hoje não consegui sentir nada mais apaixonante na beleza que só encontro nesses idiomas.

    Por mais que o inglês hoje seja todo "pop" e no passado por questão de trabalho até já estudei um pouco o alemão, mas por maior que seja o esforço nenhum desses idiomas me dá o menor tesão na leitura de grandes livros, apenas na música. Só leio neles se não encontro a obra traduzida prioritariamente em um idioma latino.

    A pouco tempo por questão de trabalho comecei estudar mandarim (chinês), mas ainda é um idioma que por enquanto não me despertou paixão.
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Em termos de leitor que busca um dia ler literatura mais antiga no original a taxa é de em torno de 70% dos incunábulos produzidos a partir de 1455 estarem em latim. Somando-se os idiomas derivados (Italiano, Espanhol, Português...) chega a uns 80% de línguas latinas. Depois do latim em segundo lugar estaria o alemão.

    Em termos de estética e sonoridade há a beleza de línguas nórdicas (músicas de metal são bem poéticas) apesar que também vejo grande beleza na língua inglesa quando ela é bem pronunciada por uma bonita, modulada e bem treinada voz.

    Em termos de poesia oriental e contos gosto também curto o japonês e algumas pronúncias ao norte da China. Pessoalmente recomendo ouvir as músicas da Daiqin Tana que puxa para o lado tibetano ou mesmo a Tumenulzii:

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  3. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Ainda não sei falar francês, mas é meu idioma favorito. Quando eu aprender, nem sei direito qual livro vou ler primeiro. Por melhor que seja a tradução,nada se compara a ler um livro no idioma original.
     
  4. G. Asaph

    G. Asaph O Fenrir

    Cof cof,recomendo Pequeno Principe.
     
  5. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Ou talvez Em Busca do Tempo Perdido. Ha. Ha. Ha.
     
  6. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Bom, já que o assunto é fruição em outro idioma, como vocês conseguem desfrutar da beleza das palavras em um idioma não latino?

    Por ter o PTBR como língua materna, pra mim é relativamente fácil ver beleza em línguas latinas, já que a minha alma acaba se ligando às palavras "por instinto". Mas quando pego poesia escrita em inglês, é como se eu não visse beleza em nada. Não consigo captar humor, ternura, agressividade, nada nas palavras. Por exemplo, o tal "Cellar door" não tem nada de extasiante pra mim, é só... interessante. Mas eu queria mesmo conseguir apreciar poesia em inglês. Alguma dica?
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  7. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Bom, qual é o seu nível de inglês e qual é o nível de dificuldade das coisas que você lê? Por exemplo, eu sou praticamente fluente em inglês, mas quando leio algo escrito de forma rebuscada demais, eu acho bem difícil aproveitar aquilo que eu estou lendo, já que o tempo todo estou em um estado mental de tensão e esforço ao invés de relaxado. Para mim, ler um conto leve, por exemplo, seria muito mais prazeroso do que ler um romance cheio de linguagem técnica.
    Tendo dito isso, pode ser também que você, por não ter muita atração pela família das línguas germânicas (das quais o inglês faz parte) simplesmente acaba não gostando da experiência de ler determinados textos (até porque, como você própria disse, você aprecia muito mais a beleza dos idiomas latinos).
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Compartilho da mesma opinião e olha que por razões que dispensam comentários já estudei razoavelmente bem inglês, mas o fato de compreendê-lo bem não necessariamente que dizer que também seja prazeroso. O mesmo ocorre com o idioma mandarim que atualmente estou estudando por razões comerciais/profissionais.

    Fora do universo de origem latina, por enquanto o mais próximo disso, só encontrei uma beleza interessante ao ter um contato inicial bem leve e superficial com alguns idiomas escandinavos, mas só estudando mais profundamente para poder emitir uma opinião melhor.
     
  9. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Hm... eu não sei se fluência em si é problema, já que há muita gnt que não vê beleza nem graça em poesia na própria língua materna. Sou fluente, mas não em nível nativo.
    Pensando um pouco melhor, pode ser falta de conhecimento mais estrutural da língua. Por exemplo, em português eu conheço todas as figuras de linguagem, identifico instantaneamente qualquer desvio ou subversão linguística, morro de amores por Leminski e Manoel Barros. Mas tudo o que identifico instantaneamente como genial em ptbr não vem naturalmente em inglês. Por exemplo, aquelas garden path sentences me dão cabo da cabeça, em vez de fazerem "uau, que massa" :/ Bom, nada me impede de me aplicar mais no conhecimento da língua, né. Atrapalhar não vai. :)

    Mas eu gosto muito do som do alemão, embora não entenda lhufas. :)

    Que tipo de beleza? Nos sons, na escrita, no modo de falar das pessoas? O que é que vc considera beleza em um idioma?
     
  10. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Haleth, já que você gosta de alemão, dê uma olhada no Duolingo e no Memrise. O Lingvist também é bom. Dá pra aprender o básico de vários idiomas nesses sites. Estou aprendendo italiano e acho que vou começar alemão ou francês também.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  11. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Eu analiso a beleza não por um fator isolado e sim pelo "conjunto da obra" que cada idioma é capaz de proporcionar, desde a sonoridade das palavras, na escrita a forma como as frases são pensadas, construidas, se articulam e harmonizam entre si nos textos e poemas dentro da estrutura do idioma, (pois cada um tem as suas particularidades e complexidades) sem esquecer é claro de um critério não menos importante que é a riqueza de vocabulário, pois eu posso muito bem elogiar um idioma "x" por ser bastante simples, objetivo e prático de se comunicar usando um universo pequeno de palavras, mas não necessariamente acha-lo belo se comparado a um outro que me proporciona um universo maior e bem mais rico de palavras, o que me proporciona mais ter experiências mais inéditas e prazerosas em cada nova leitura que faço nesse mesmo idioma.

    Em suma, estou discutindo nesse tópico aspectos que me dão mais prazer na leitura e não amor versus ódio entre idiomas, pois eu particularmente não tenho ódio pessoal de nenhum. Apenas vejo que alguns me proporcionam uma experiência bem rápida, objetiva e prática e outros uma experiência mais inédita, rica e bela.
     
  12. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Dentro da questão de gostar de um idioma há fatores que eu considero essenciais.

    Para corrigir o "bias" é preciso que o leitor se pergunte por qual modo ele deseja estar aberto para a língua. Há os perfis das pessoas que tendem a gostar por meio de indicação (convencimento) que é uma cópia do método usado por outra pessoa para gostar de algo. Nem sempre isso funciona de forma justa para analisar as coisas do mundo. As vezes o lugar que a pessoa procura na literatura de um idioma é um espaço de independência aonde ela possa esticar os braços à vontade sem que alguém atrapalhe a apreciação.

    Independentemente do perfil trazido pelo leitor aquele lado poético e imaginativo, que também faz o idioma ser apreciado, seria um dos fatores mas há vários deles a serem pesados.

    Um livro como o "Tao Teh Ching" do Lao Tse é cheio de poesia mas também é apreciado por ser um livro de lições aonde a interpretação tem um peso ainda maior e a beleza se encontra na prática dentro de um contexto.

    Então antes de responder essa pergunta é preciso "criar a harmonia" antes da apreciação das obras num idioma porque temos que fazer um rito de "purificação" por assim dizer, configurando a mente para um "campo neutro" no sentido de separarmos aquelas condições que são do leitor das condições que são do idioma.

    Numa passagem que encontrei num tratado sobre o poder das palavras (que formam os idiomas) elas podem evocar sons, significados e emoções. Porém, por uma razão ou outra as pessoas podem preferir um som ao invés de outro, podem ter um vocabulário e experiências de vida que criam tendências ou até preconceitos e é preciso mesmo fazer o trabalho de separação antes do julgamento.

    De maneira que o "gostar" (subjetivo) do leitor está condicionado a oscilar entre uma gama de emoções diferentes tais como admiração, simpatia (experiências parecidas com as suas), interesse (curiosidade profissional, fofoca, etc...), convencimento (alguém próximo e valorizado pelo leitor indicou um livro), alegria (cada pessoa se alegra com uma coisa), etc...

    O que nos faz entrar numa outra questão que seria o tempo e energia que a pessoa deseja dispor para essa tolerância e o compromisso/seriedade para a tarefa.

    Com freqüência entram no fórum leitores que não são muito dispostos a uma busca honesta por questão de medo e porque podem se expostos na comunidade que vivem por gostarem livremente de algo.

    Alguns exemplos, aqui no fórum teve um tópico recente sobre pesquisa de mangás e animes. Mas quando o membro não oferece dados sobre orientador, nome da faculdade e pede algo de valor sem descrever um método de segurança de coleta de dados pedindo que os outros acreditem de "boa fé" a percepção é a de uma depressão na busca dessa pessoa.

    As recomendações que faço, dentro da língua inglesa, são essas, de que se você realmente quiser construir uma casa na rocha e não na areia e desfrutar do patrimônio poético não material de uma língua (aquele tesouro que os ladrões não roubam e a traça não come) você deve construir a sua "casa na língua inglesa" de forma a considerar todos esses fatores e condições antes do primeiro passo que é a absorção do conhecimento desses livros.
     
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  13. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

  14. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Esqueci de fazer menção a um idioma não europeu que eu aprecio muito na sonoridade de quem fala e principalmente na música, mas que na escrita eu ainda nunca tive acesso a uma leitura longa e aprofundada e por isso não mencionei aqui que é o iorubá, idioma afro antigo, com a maior população nativa falante na Nigéria e que emprestou ao vocabulário português as palavras vatapá, orixá, acarajé, Omulu entre tantas outras.
     
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  15. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Que interessante! Eu já tinha lido que o português havia sido influenciado por idiomas africanos, mas não sabia que essas palavras específicas eram da Nigéria e também nem conhecia o nome iorubá.
    Gosto muito de idiomas orientais, acho muito exótico e diferente daquilo que a gente está acostumado!
     
  16. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    É exótico apenas aos nossos olhos e ouvidos ocidentais, mas desde que comecei a estudar a pouco tempo um idioma oriental, cada vez mais me consigo me colocar no lugar dos orientais e entender melhor porque pra muitos chega até ser revoltante ter que aprender por imposição imperialista cultural um idioma ocidental, pois a estrutura é muito diferente e hoje cada vez mais estou satisfeito apesar da dificuldade e sentir que estou no caminho certo em querer estudar o mandarim que é o que mais está me abrindo portas em negociações como o maior mercado comercial do mundo. Negociar em inglês com eles? Nunca mais!
     
  17. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Sim, foi exatamente o que eu quis dizer, é exótico pra nós, assim como a cultura brasileira é muito exótica para os japoneses ou os árabes, por exemplo. Ainda quero aprender árabe e hebraico, são belíssimos idiomas. Atualmente estou focando no italiano.
     

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