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Seda - Alessandro Baricco

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Leonardo Pastor, 2 Fev 2009.

  1. Leonardo Pastor

    Leonardo Pastor Usuário

    Pense numa leitura simples, prazerosa, mas que ao mesmo tempo perturba por sua irreverência. Assim é Seda, romance do italiano Alessandro Baricco.

    A história desliza pelos olhos do leitor assim como a leitura, desenvolvendo-se a partir da trajetória de Hervé Joncour, morador de uma pequena cidade francesa. Os únicos grandes acontecimentos que movimentam o locam referem-se, sempre, ao negócio da seda. E quando, por azar dos produtores, os ovos de bicho-da-seda são afetados por uma grande praga, o protagonista Joncour acaba sendo designado a comprá-los no Japão. Assim, nas viagens às terras desconhecidas misturam-se curiosidades, novidades, paixões.

    O lirismo, talvez, forma-se justo pelo transcorrer irreverente da narrativa. Ampliam-se momentos de tempo curto, enquanto passagens temporais longas podem ser resumidas em, até, um único parágrafo de um capítulo. Sim, alguns dos capítulos não atravessam mais do que uma página, e, quando o fazem, duas já se mostram suficientes. Certas inovações estéticas não vêm apenas com a brevidade dos relatos, mas com uma construção de escrita simples e elegante. Grandes explicações, às vezes, são sintetizadas em apenas uma frase de três palavras. Direto, rápido e - o que é mais impressionante - poético.

    Um romance agradável, singelo, rico e, principalmente, leve como seda.


    Eis o primeiro capítulo:

    "Embora o pai tivesse imaginado para ele um brilhante futuro no exército, Hervé Joncour acabou por ganhar a vida com um ofício insólito, ao qual não era estranha, por singular ironia, uma característica doce a ponto de trair vaga entonação feminina.
    Para viver, Hervé Joncour comprava e vendia bichos-da-seda.
    Era o ano de 1861. Flaubert escrevia Salammbô, a iluminação elétrica ainda era hipótese, e Abraham Lincoln, do outro lado do oceano, combatia uma guerra cujo fim nunca veria.
    Hervé Joncour tinha trinta e dois anos.
    Comprava e vendia.
    Bichos-da-seda."
     

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