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Russofobia Bipolar

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Paganus, 8 Nov 2014.

  1. Paganus

    Paganus Visitante

    por Michael McGregor

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    Tradução por Conde de Olivares

    Justo quando você acha que colunas comparando Putin a Hitler tinham atingido seu máximo, George Will, possivelmente, escreve o artigo que deve superar todas as outras:

    "O Estado Islâmico é um problema terrível que pode ser remediado se seus vizinhos, apoiados pelos Estados Unidos, decidirem fazê-lo. O renascimento fascista de Vladimir Putin é uma crise que testa a capacidade decisória do Ocidente .

    A essência de Putin é a raiva. É um amálgama ardente de ressentimento (da humilhação da Rússia em razão do colapso da União Soviético), ambições revanchistas (no que diz respeito a antigos territórios soviéticos e esferas de influência), desprezo cultural (pelo pluralismo de sociedades abertas) e chauvinismo étnico que pressagia a “limpeza étnica” das porções não-russas da Rússia em expansão de Putin.

    Isso não é meramente uma mente fascista; seu componente étnico-racial componente o faz hitlerista. Assim, Putin é imprevisível apenas àqueles que não são familiarizados com os anos 30. No que diz respeito ao ressentimento e à vingança, lembremos onde Hitler insistiu que a França capitulasse em 1940 – em um depósito ferroviário, próximo à cidade de Compiegne, onde a Alemanha assinou o armistício de 1918"
    . [1]

    Essa não foi o primeiro registro [2] de uma voz conservadora a afirmar que a Rússia está se tornando um império Fascista do mal sob as dissimuladoras vistas de Vladimir Putin. A maioria dos conservadores parecem abraçar a idéia de que a Rússia está se tornando novamente o inimigo dos Estados Unidos, e eles voltam agora a propagandear contra um inimigo branco ao invés de um mais escuro. Não deveria nos surpreender que ele usa o Estado Islâmico para prefaciar seu argumento e deseja que a América se foque no Urso Russo ao invés de se voltar aos militantes islâmicos.

    Na mente do conservador americano, o regime de Putin agora representa algum tipo sinistro de Estado autoritário, nacionalista racial, adequado para ser o inimigo perfeito de um jogo do Call of Duty [3]. Enquanto isso, nossos amigos do Counter-Currents produziram vários artigos que deveriam ser enviados a Will e seus amigos para tranquilizá-los de que Putin não é nenhum fascista malvado. Mas eles vão muito além disso e se aventuram na russofobia. Ao invés dos conservadores que dão chiliques quanto a uma Rússia que estaria se tornando em um Terceiro Reich, Counter-Currents pinta a Rússia como um regime liberal, controlado por judeus, anti-branco e falsamente Tradicionalista. Aliás, brancos russos aparentemente também não são brancos [4].

    Aqui vai o mais recente artigo de Counter-Currents sobre o mal Russo:

    "O nacionalismo conservador, cego quanto à questão racial, filo-semita e cívico de Putin é, na realidade, o pior cenário para os brancos, já que ele assenta um sistema essencialmente anti-branco em fundações econômicas e políticas mais firmes, as quais irão permitir que suas inclinações anti-brancas e etnocidas continuem a agir mais eficientemente até que a população branca da Rússia esteja biologicamente além da recuperação. Mas Putin não pensa assim, já que ele não é um 'fascista', isso é, um nacionalista racial - nem mesmo um do tipo implícito.

    Dessa forma, quando Putin afirma que ele está lutando contra o fascismo e o anti-semitismo na Ucrânia, ele quer dizer isso mesmo. E, como um 'fascista' e um anti-semita', Strom precisa levar em conta suas palavras. Vladimir Putin não é o nosso 'amigo secreto'."
    [5]

    E o mesmo se aplica a Alexander Dugin. Você sabe aquele cara que, segundo os conservadores, é um místico neo-nazista que quer destruir de vez a liberdade [6]? É, então, ele também é agora um anti-branco, um falso anti-liberal e tradicionalista:

    "É de se notar que Dugin, também, evita qualquer crítica do igualitarismo. Na medida em que a oposição ao igualitarismo é a essência da verdadeira direita, isso significa rebaixar as verdadeiras diferenças entre esquerda e direita para se focar inteiramente no ataque ao 'liberalismo'. O conceito de 'liberalismo' - deixado intencionalmente ambíguo, se referindo por vezes ao individualismo econômico capitalista, por vezes ao individualismo moral de ativistas de direitos gays e secularistas - deve funcionar como um polo central de oposição que irá artificialmente unificar em uma frente única e coesa grupos que são, de outra forma, heterogêneos.

    É crucial entender que Dugin, que convoca uma 'cruzada contra o Ocidente', não se opõe ao liberalismo porque ele está levando à destruição da raça branca. Ao contrário, ele freqüentemente identifica o 'Ocidente' com a raça branca (já que ele não vê os russos como brancos, como será explicado adiante). Seu objetivo principal declarado é destruir o liberalismo, mesmo se isso significar destruir a raça branca ('humanidade européia') junto com ele."


    A última série [7] de artigos voltados a atacar Dugin é uma reviravolta deprimente já que há apenas um ano atrás Counter-Currents publicava tanto entrevistas com o homem quanto artigos louvando seu trabalho. Já que ele apóia o regime de Putin e a invasão da Ucrânia, agora nada do que ele escreve pode ter valor e nós temos de condenar seu trabalho.

    O fantástico artigo de Lucian Tudor, "The Real Dugin" [8], deveria responder suas questões sobre os aspectos controversos (para os identitários, não os neocons) sobre o filósofo barbudo e como suas idéias são relevantes à nossa causa.

    O que é mais problemático sobre Counter-Currents e muitos dentro da direita identitária nessa reviravolta sobre a Rússia é como eles estão quase ecoando as preocupações da direita americana e da esquerda. Nós somos incessantemente inundados com histórias lamentando sobre quão má é a Rússia e como nós precisamos tomar uma postura forte contra ela. Isso é perfeitamente alinhado com a política externa atual dos Estados Unidos que vê a Rússia como uma ameaça à sua hegemonia global.

    Com isso em mente, eu acho que os identitários precisam ter um ponto de vista realista sobre a Rússia. Putin não é um dos nossos e a Rússia possui algumas políticas questionáveis. Eles não são o grande etno-Estado do Leste e nós não deveríamos cega e servilmente adorar o poder russo. Eu pessoalmente acredito que muitos dos artigos que Counter-Currents publicou no começo desse ano sobre a Rússia foram muito perspicazes e deram um necessário banho de água fria em algumas fantasias sobre a Rússia. Mas agora muitos do nosso meio estão passando do mero ceticismo quanto a Putin para a desbragada russofobia.

    O que precisamos, ao invés da russofobia ou da russofilia, é uma visão equilibrada da Pátria Mãe. Nós todos precisamos concordar que Putin não é um etno-nacionalista que esconde suas posições. Nós também precisamos concordar que a Rússia, enquanto poder global, é de forma geral uma força positiva (eles preveniram sozinhos o bombardeamento do regime de Assad e teriam impedido uma intervenção na Líbia se Putin fosse presidente). Eles possuem algumas políticas boas e algumas políticas más, mas deduzir que eles são um Estado anti-branco é ir longe demais. Por outro lado, os Estados Unidos são concretamente um Estado anti-branco e seu poder global é uma força negativa.

    Por fim, não deveríamos colocar todo o trabalho de Dugin na lista negra por ele tomar uma posição forte em um conflito que envolve seu país. Se podemos discordar de Dugin, ele, diferentemente de Putin, é (filosoficamente) um de nós. Ele é um tradicionalista, ele escreve incríveis críticas à sociedade liberal e ele é simpático ao etno-nacionalismo. Se você quer limá-lo por ter posições atípicas quanto à raça, você pode pensar também em jogar fora Spengler, Yockey e toda uma hoste de outros conservadores revolucionários que tinham visões similares.

    O conflito ucraniano criou divisões desnecessárias dentro de nossas fileiras – e ele não é nem mesmo um evento no qual podemos ter qualquer poder para influenciar ou que se liga de qualquer forma conosco. Não é a nossa luta para lutarmos. Ainda cabe dizer que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia é uma deprimente recordação do quão difícil é unir povos brancos, sendo esse o motivo pelo qual nós deveríamos permanecer neutros no que lhe diz respeito já que nenhum dos lados representa nossos interesses. A guerra civil ucraniana não deveria ser travada entre identitários ocidentais que precisam se unir para preservar nossa própria existência.

    No meio tempo, deveríamos aceitar uma visão realista da Rússia e não sucumbir ao canto de sereia da russofobia (uma cortesia do Departamento de Estado dos Estados Unidos).

    [1]
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