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Rotoscopia

Tópico em 'Cinema' iniciado por Meia Palavra, 20 Ago 2009.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Em uma das cenas de Waking Life, filme dirigido e escrito por Richard Linklater, um homem sendo entrevistado por outro diz que a diferença entre o cinema e a literatura é que esta serve para contar histórias, e a função do cinema é capturar momentos, “momentos sagrados” como ele os chama. Waking Life é justamente isso. Não há uma história, um enredo, assim por se dizer, o que se desenrola na tela são momentos.

    O filme é na verdade o sonho do personagem principal. Um sonho lúcido, no qual ele tem noção de que está sonhando mas não consegue acordar. No seu sonho ele conversa com as mais diversas personagens, ou assiste à conversa de outros. O filme são 90 minutos de sequências (aparentemente) desconexas de diálogos, nenhum deles trivial. É um verdadeiro desfile de idéias, sobre política, filosofia, reencarnação, a evolução das espécies, o tempo e o espaço e a natureza dos sonhos.

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    Esse artigo foi uma colaboração do Wilson. Você também pode ter textos publicados no blog Meia Palavra, basta enviá-los para o email [email protected] informando nome, nick no fórum e endereço de blog, caso tenha um.
     
  2. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Assisti Waking Life umas 4 ou 5 vezes. ADORO esse tipo de animação (se é que podemos chamar assim..) assim como os diálogos, um melhor que o outro. Uma das minhas partes preferidas é aquela em que duas mulheres conversam sobre se nós somos a mesma pessoa que vemos numa fotografia antiga (aquela questão das células se renovarem completamente após 7 anos e talz)
     
  3. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Ótimo artigo Wilson...
    Eu sou suspeito para falar do Walking Life e homen duplo, fiquei (e ainda fico) remoendo minha cabeça sobre os dialogos, indagações e outras tantas questões...

    Um deste dialogos (ou monólogos) é este aqui...

    “A razão pela qual eu me recuso a encarar o existencialismo como uma outra moda francesa ou curiosidade histórica é que eu penso que ele tem algo muito importante a nos oferecer, para o novo século. Temo que estamos perdendo as verdadeiras virtudes de viver a vida apaixonadamente no sentido de termos responsabilidade por quem somos, a habilidade de fazer algo de si mesmo e se sentir bem em relação a vida. Existencialismo geralmente é discutido como uma filosofia do desespero, mas eu penso que a verdade é realmente o oposto disso. Sartre, uma vez entrevistado disse que ele nunca sentiu um dia de desespero na vida dele. Uma coisa que aparece de ler esses caras não é tanto um senso de angústia sobre vida, mas um tipo verdadeiro de exuberância de se sentir no topo dela, é como se a vida fosse sua para criá-la. Eu li os pós-modernistas com algum interesse, até admiração, mas quando eu os lia eu sempre tinha esse sentimento irritante horroroso que algo absolutamente essencial estava sendo deixado de lado. Quanto mais você fala sobre uma pessoa como uma construção social ou como uma confluência de forças ou como sendo fragmentada ou marginalizada, o que você faz é abrir um novo mundo inteiro de desculpas. E quando Sartre fala de responsabilidade, ele não está falando de algo abstrato. Ele não está falando sobre o tipo de “eu” ou “almas” que os teólogos falam. Ele está falando de você e eu, conversando, fazendo decisões, fazendo coisas, e recebendo as conseqüências. Pode ser verdade que existem seis bilhões de pessoas nesse mundo, e aumentando, entretanto – o que você faz, faz a diferença. Faz a diferença, primeiramente, em termos materiais, para outras pessoas e dispõe um exemplo. Resumindo, eu penso que a mensagem aqui é que nós nunca deveríamos nos subestimar ou nos vermos como vítimas de várias forças. A decisão por sermos quem somos é sempre nossa.“
     
  4. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Sartre realmente não parece ter sido um homem em desespero, pelo que li em Tête-à-Tête (biografia de um dos casai mais interessante do século XX).
     

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