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Room 237 (idem, 2012)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Ana Lovejoy, 5 Jan 2013.

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Sua nota para o filme.

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  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Matéria interessante
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    , fica aí o tópico para o caso de alguém assistir:

    não sei sobre vocês, mas O Iluminado é meu filme de terror favorito e fiquei bem curiosa sobre esse documentário. Aproveito para compartilhar uma teoria do Skywalker sobre o filme:

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  2. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Parece ser bem interessante mesmo.
     
  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Acabei de ver e olha, é beeeem legal. Chama a atenção para um monte de detalhe que passou batido nas 'n' vezes que eu vi e por mais que eu ache que algumas teorias são meio forçadas, ainda assim é bacana ver que o filme permite tantas possibilidades de interpretação. E agora estou morrendo de vontade de ver O Iluminado de novo ><'
     
  4. Vëon

    Vëon Do you know what time it is?

    Assisti ontem, achei mais ou menos. Algumas teorias até tem coisas interessantes, de ver como se encaixam, mas no geral achei muito viagem, bem forçadas, a mulher lá falando do poster do minotauro :ahhh: Nem com muito boa vontade. E o estilo da montagem, usando só cenas de vários filmes me incomodou um pouco, meio confuso.

    O melhor mesmo ficou por conta dos detalhes que eu também nunca tinha reparado e que só reforçam a genialidade do Kubrick, destaque pro mapinha do Danny andando no triciclo.
     
  5. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    tb achei a teoria da mulher a mais forçada, pelo menos nas "pistas" que ela usa para comprová-la. o lance da primeira vez do homem na lua é divertido, mas continuo achando bobagem. na realidade, eu acho tudo meio vago demais (máquina de escrever alemã booom é sobre o holocausto, etc.) mas acho que o que vale do documentário são justamente esses detalhes que só gente obcecada consegue perceber (nunca tinha notado que na cozinha eles entram por uma porta com um número e saem por uma de outro número, por exemplo). desses detalhes o que mais me surpreendeu foi a da sobreposição do filme correndo na ordem certa e ao contrário. e sim, o mapa do danny foi bem legal.
     
  6. Vëon

    Vëon Do you know what time it is?

    O lance das portas também, muito legal. Agora, cadeira que some de um take pro outro, a máquina de escrever que mudou e até a janela impossível, o Kubrick era muito perfeccionista pra deixar isso passar por erro de continuidade, talvez tenha um motivo, mas mantenho minha interpretação de que é uma história sobrenatural, então não tem que ter muito explicação lógica por trás do que acontece.

    Uma que gostei e é totalmente plausível foi do fusca vermelho, lol.
     
  7. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    nisso que eu acho que achei o documentário legal: não as teorias são furadas, mas os entrevistados chamam atenção para muita coisa que nunca nem me liguei sobre o filme, e só faz dele (o iluminado) ainda melhor. por exemplo, o lance da cadeira que vc citou. nuss, isso é coisa de filme de terror típico. só que ao invés de fazer de forma escancarada, o kubrick provavelmente escolheu ser sutil. a cena que mostram ali ganhou um novo sentido para mim (e é por isso que estou louca para rever o iluminado agora >< )

    né? :rofl: outra coisa que nunca tinha percebido
     
  8. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    ctrl c ctrl v
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    :

    Se um dia eu e o Fábio participássemos daqueles programas de auditório em que o casal tem que responder perguntas um sobre o outro, na pergunta “Qual o filme de terror favorito da Anica?” Fábio acertaria com toda certeza, respondendo “O Iluminado“. Sei disso porque dia desses perguntei para ele, e a resposta foi correta, há. Enfim, eu sei que meu favoritismo oscila bastante entre esse e A espinha do diabo, mas no final das contas o longa de Stanley Kubrick sempre sai ganhando pelo fator nostalgia (já que a primeira vez que vi ainda era criança). E se estou falando tudo isso é só para dar a dimensão da minha curiosidade sobre o documentário Room 237, que busca dissecar algumas teorias de conspiração envolvendo a adaptação cinematográfica desta obra de Stephen King.

    O filme é montado da seguinte maneira: imagens de O Iluminado e outros filmes (como De Olhos bem Fechados e A Lista de Schindler) formam uma espécie de colcha de retalhos, ilustrando os depoimentos de alguns entrevistados sobre as tais das teorias de conspiração. Algumas delas eu tenho certeza que você já ouviu por aí, como a de que O Iluminado é um jeito de Kubrick falar sobre a participação dele na falsa gravação dos primeiros passos do homem na Lua; ou a de como o filme conta de maneira subliminar o massacre sofrido pelos índios nos Estados Unidos. Confesso que nunca acreditei em nenhuma dessas teorias: vejo O Iluminado como um filme de horror, e se formulei alguma teoria a respeito do filme não foi sobre significados ocultos, mas mais sobre o que diabos o hotel Overlook fez com o Jack. E olha, continuo não acreditando. E aí que eu acho que o que é bacana nesse documentário não é a argumentação dos entrevistados, mas mais alguns detalhes que eles apontam.


    Das argumentações, a maior parte do tempo o documentário trabalha com: 1) genocídio dos índios; 2) holocausto; 3) o labirinto do minotauro; 4) revelação da farsa da apollo 11. Entre elas vão aparecendo outras “sub-teorias”, digamos assim, que servem como apoio à teoria principal (coisas como 1) Kubrick estudou e aplicou no filme recursos para deixar mensagens subliminares; 2) erros de continuação que na realidade não são bem erros; 3) intenção do diretor em tirar qualquer possibilidade de orientação de quem vê o filme, etc.). O problema de todas as teorias é que elas parecem forçar a barra e em momento algum conseguem apontar algo realmente conclusivo. Aliás, do jeito que os depoimentos se sucedem, Kubrick poderia ter falado de tudo isso *e* feito um filme de terror e estaria tudo ok. Esse é o problema: uma não elimina outra, e muitas são soam só como uma piração mesmo, por exemplo, o poster com o Minotauro (onde na realidade temos um sujeito esquiando) ou ainda, a sobre o quarto 237, mostrando a imagem da chave na porta:

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    Para dizer que o “Room nº” que antecede os números 237 é um jeito de Kubrick dizer Moon (wut?). Ou todo aquele papo sobre o número 7 e sobre o número 42 (Douglas Adams aprova). Enfim, de todas as teorias a única que não pareceu uma total viagem na maionese foi a de que Kubrick propositalmente colocou um fusca vermelho estraçalhado por um caminhão em determinada cena como um modo de dizer para o Stephen King um “Fuck you, é meu filme!”, digamos assim. Vale lembrar que King não é exatamente um fã da adaptação cinematográfica (e inclusive nem foi entrevistado para o documentário).

    E se as teorias são forçadas, o que prende a atenção do começo ao fim? Porque é sério: eu não conseguia nem piscar, e algumas coisas ditas ali inclusive me deixaram tensa (como se eu estivesse vendo um filme de suspense, e não um documentário). Bom, como disse antes, são os detalhes que esses entrevistados apontam e que nunca percebi (mesmo tendo assistido ao filme repetidas vezes), que fazem com que O Iluminado fique ainda melhor (ou seja, que o trabalho de Kubrick seja ainda mais genial). Cito como exemplo a cena da cadeira que desaparece:

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    Pode ter sido um erro de continuidade? Claro que sim. O diretor era um gênio, mas não dá para dizer que é infalível. Mas se considerarmos a natureza metódica de Kubrick (que inclusive coordenou até as dublagens de O Iluminado) será que coisas assim acabariam passando sem que tivesse alguma intenção por trás disso? Não entenda mal: não que eu ache que a intenção seja de falar sobre o holocausto ou seja lá qual teoria essa cena tente comprovar. É só que Kubrick opta por revelar a atmosfera sobrenatural do Overlook também de forma sutil. Poderia ser uma cena como a das cadeiras em Poltergeist (e eu morro de medo dessa cena ¬¬), mas é algo sendo trabalhado no fundo, não tão óbvia.

    Gostei também da sacada de que O Iluminado é um filme para ver do jeito normal e ao contrário. A pessoa que fala dessa teoria conseguiu sobrepor as imagens do filme em flashforward e em flashback – algumas das cenas que aparecem desse jeito são bem perturbadoras e, o pior: parecem realmente se conectar de alguma maneira, mesmo que às vezes seja pela ironia (Jack todo calmo na entrevista de emprego junto com a cena de Jack alucinado correndo atrás do filho para o matar, por exemplo). Para ter uma ideia do que estou falando, vai aqui uma cena do documentário sobre isso:

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    E é por causa dessas sacadas (e de outras, como o sujeito que diz que a desculpa que Kubrick deu para ter mudado o número do quarto do livro – 217 – para 237 era esfarrapada) que o documentário é tão legal. Se você for considerar pelas teorias em si talvez fique no mediano, porque as teorias são fracas. Mas o olhar que estes entrevistados trazem para algo que você pensava já conhecer é realmente muito interessante e faz valer cada minuto. Ah, sim, e se você já assistiu,
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    . E para quem ainda não viu, eu até ia colocar o trailer, mas ele tá tão bobo que acho melhor deixar
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