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Romances de banca: Sabrina, Júlia e afins

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por -Jorge-, 7 Ago 2010.

  1. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Romances de banca, literatura de mulherzinha, romances água-com-açúcar, literatura cor-de-rosa; os nomes são muitos para os livros do tipo Sabrina, Júlia e afins vendidos em banca, às vezes demonstrando certo preconceito.

    Se não me engano há somente duas editoras no mercado, a
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    , mais antiga e a
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    .

    Por minha parte, só cheguei a ler um desses livros até hoje, mas não lembro o nome dele. A história era simples, com personagens estereotipados, mas deu para passar o tempo. Alguém aqui é fã desses livros? Ou não considera nem literatura? O que acham deles?
     
  2. Anica

    Anica Usuário

    RE: Romances de banca

    Você está falando daquelas coleções tipo Sabrina, Júlia e afins?

    Eu nunca li. Na verdade, normalmente eu só compro livro em banca qdo são aquelas séries tipo a que a Abril lançou esse ano, e mesmo assim só se estou na rua sem nada para ler =S
     
  3. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Romances de banca

    Sim sim. Vou mudar ali para ficar mais claro.

    Hoje em dia eles nem são mais tão baratos, então nem sei se dá vontade de fazer uma experimentação.
     
  4. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    RE: Romances de banca

    cândido, do voltaire, foi um dos poucos livros que eu comprei na minha vida. comprei numa banca. o papel parecia papel higiênico de péssima qualidade. devia estar na banca uns bons meses, num fim de mundo chamado xinguara, no sul do pará. custou 4 reais. os olhos da cara, pra um livro tão mal impresso. mas que foi bom ler durante aquela viagem de mais de doze horas de ônibus, foi
     
  5. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Nunca li esses tipos de romances, mas sei de bastante gente que se delicia com eles, minha madrinha por exemplo, já devorou muitos desses, hein?

    Realmente não sei o que dizer sobre eles.
     
  6. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Há uns dez ou quinze anos eu via bastante gente lendo esse tipo de publicação, hoje em dia vejo de vez em quando, não sei o que aconteceu.
    No Skoob tem muita gente que os coloca na estante.
    Talvez compre um em algum sebo (eles têm aos montes) só pra ver qualé a desses livrinhos.
    Acho legal as capas e os títulos das histórias, todos sempre muito parecidos :lol: :

    [attachment=2521] [attachment=2522] [attachment=2523]

    E pra quem se interessar, no
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    ela coloca todas as informações e até resenha das novelas.
     
  7. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Então, minha avó tinha pilhas desses livrinhos. E eu que passava as férias na casa dela li uma meia dúzia deles, pelo menos. Não resisti à curiosidade. :hihihi:
    Mas a verdade é que as histórias são muito repetitivas mesmo. Só muda o lugar e a profissão do mocinho e da mocinha. O que acrescenta? A descrição de alguns lugares é legal, se passam em países diferentes. Fora isso não tem mais muita coisa. Ah, as cenas eróticas daqueles que são os mais "picantes" como dizia a minha avó, são bem elucidativas até. :rofl:
     
  8. Excluído044

    Excluído044 Banned

    [align=justify]Tenho uma amiga que é grande fã deste tipo de livro. Ela gosta de ler para passar o tempo, pois as historinhas são bem leves, gostosinhas de ler. Puro entreterimento. Fiquei curiosa e pedi algumas destas revistas Júlia, Sabrina e Bianca para ler...Realmente é pura distração. Eu os considero pornografia light. Sempre tem cenas de sexo com muita metáfora ridícula tipo pênis se torna mastro e outras cafonices similares. Achei um livro desses aqui. Lá vai um trecho para ilustrar uma cena "caliente":

    "Tomou-lhe os lábios, então, com um beijo voluptuoso e a explosão de paixão entre ambos foi inevitável. Jaspar, enfim, deslizou os lábios pelo corpo dela, deixando-lhe uma trilha incandescente na pele, até que lhe chegou ao ventre e, então, foi descendo mais, desvendando-lhe o centro da feminilidade, enlouquecendo-a de prazer." :rofl:

    Mas eu acho que temos que ler de tudo. De pornografia até grandes clássicos universais. A gente para aprender, chorar, rir, passar o tempo... Ler é o que vale![/align]
     
  9. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    só isso já valeu pelo livro, hahaha
     
  10. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Eu já li alguns quando não tinha nada melhor... E se não tiver e aparecer um desses eu leio na boa, só para passar o tempo. Mas não compro...
     
  11. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Eu vou ser ultra sincera. Detesto frases com sentido dúbio. Elas podem levar a interpretações errôneas e a uma má reação que poderia ser evitada. ¬¬
     
  12. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    sentido dúbio? não, achei engraçado o "elucidativas", imaginei algo bem cafona meeesmo. XD
     
  13. Mi Müller

    Mi Müller Usuário

    Eu participo de um desafio literário e a organziadora é grande fã deste gênero, o tema de janeiro era ler um desse gênero, afffff detestei com todas as minhas forças, personagens estereotipadas, história mal escrita, erros grosseiros, ainda quero tentar ler outro para ver se essa péssima primeira impressão se esvazia. Uma coisa que observei acompanhando as resenhas dos outros participantes é que tem autoras que escrevem "romances de banca" e também "romances de livrarias" (termos horríveis né?!) e que elas se empenham mais nos ditos de livraria, que nesses de banca é sempre a mesma estrutura, mocinho + mocinha + adversidades sem fim + final feliz, sem nenhum aprofundamento, tanto das personagens como da história em si. Já nos de livraria elas capricham mais. Fiquei curiosa para comparar...
     
  14. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Artigo do Braulio Tavares sobre estes romances

    http://mundofantasmo.blogspot.com/2010/01/1555-o-romance-de-amor-732008.html

    555) O romance de amor (7.3.2008)


    Já ganhei a vida fazendo traduções para grandes editoras (atividade de que me orgulho, e à qual recorro sempre que a grana começa a encurtar). Já traduzi manuais técnicos, livros de auto-ajuda, romances policiais, de terror, de faroeste, de ficção científica. Um gênero para o qual torci o nariz no começo, mas que depois se revelou muito informativo, foi o do chamado “romance de amor” para o público feminino. Faz parte da cultura masculina menosprezar qualquer leitura em que o amor seja o tema central. Não importa se se trata de fotonovelas da Capricho ou Sétimo Céu (eita, como eu sou velho!), de romances de Jane Austen, ou de ensaios sofisticados como o de Roland Barthes. Diante desses produtos culturais, o adolescente rebelde que existe em nós mete os pés e grita: “Falas de amor, e eu ouço tudo, e calo! O amor na humanidade é uma mentira!” E nada mais dizemos, por mais que nos seja perguntado.

    Ler (pior: traduzir) os romances de Barbara Cartland ou Barbara Delinsky pode ser uma atividade educativa, porque são produtos cuidadosamente planejados e executados para reproduzir um conjunto de mentalidades que editoras, autoras e leitoras vêm aperfeiçoando entre si há cerca de dois séculos. Como qualquer outro gênero literário, principalmente os de massa, o romance de amor é um conjunto de protocolos, garantindo a quem lê a certeza do que vai encontrar lá dentro, e que pode ser definido como “um pouco mais daquilo mesmo”.

    Num artigo recente em The Guardian Kathryn Hughes relata sua tentativa frustrada de escrever livrinhos da Mills & Boon, editora inglesa que vende 200 milhões de histórias de amor por ano. Diz ela, sabiamente, que a maioria dos aspirantes a essa literatura fracassa porque na verdade não gosta desses livros. Quer escrevê-los porque acha que é fácil (acha que eles requerem pouco talento literário e pouca inteligência) e precisa ganhar um dinheiro rápido. E o leitor de best-seller é especialista em best-seller. Percebe, logo nas primeiras páginas, quando o autor é um deles ou não. Percebe quando o autor compartilha seu gosto por aquele tipo de livro ou está somente querendo fazê-lo de bobo.

    Diz Hughes: “Todo mundo acha que pode escrever um romance da Mills & Boon, mas é mais difícil do que parece. A principal coisa é não ser condescendente. A editora está cansada de autores espertos que tentam fazer ventriloquismo com uma voz narrativa da indústria de massas e não conseguem disfarçar o fato de que se consideram superiores àquilo tudo”. O romance de amor (como a telenovela) pode ser definido como “uma fantasia de realização romântica em que um herói másculo abandona voluntariamente seu modo evasivo de ser e se compromete a uma vida monogâmica com a heroína”. Além disso, o romance é “uma fantasia sobre a vida das classes superiores”. Seu propósito é garantir por algumas horas, a uma leitora insegura de si mesma, a fantasia da felicidade afetiva e da ascensão social.
     
  15. Liv

    Liv Visitante

    Pô, eu já li sim! Contra a vontade da minha mãe (que leu milhares quando tinha uns 16 anos e criou muitas ilusões por conta disso). São as histórias mais tosquinhas do mundo, sempre a mesma coisa "mocinha bonita" encontrando o "garotão sarado" e fazendo muitas "coisas picantes" :hihihi:
     

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