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Rohan, Forte da Trombeta, Inverno de 2758-9 TE

Tópico em 'Fanfics Tolkienianas' iniciado por Eferos Masopias, 11 Jan 2016.

  1. Eferos Masopias

    Eferos Masopias Senhor dos Pastéis

    Nos dias de Helm Mão-de-Martelo, Rohan fora atacada. Meduseld foi tomada por Wulf, filho de Freca. Muitos dos rohirrim se refugiaram no Forte da Trombeta, junto com o rei Helm. Entre eles estavam Aveling, o escrivão, Hargling, um jovem guerreiro eorlinga de Meduseld, Dwime, um guarda do forte da trombeta, e Menogel, veterano guerreiro, também de Édoras. Acompanhe a conversa deles.

    Aveling: “Por Ilúvatar, que inverno rigoroso”.

    Menogel: “Aveling gosta de exibir erudição! Diga-nos Aveling, quem é Ilúvatar?

    Aveling: “Eru, o criador. Porém, digo-te Menogel, amigo de meu primo Dwime, que um experimentado guerreiro como tu, nestes tempos funestos, é de mais valia que uma dezena de eruditos.

    Hargling:“Não sabia que quatro homens podiam caminhar lado a lado nesta muralha, como fazemos agora!

    Menogel: “Já estive aqui, quando ainda era jovem, nos dias do rei Gram. Aqui um conselho decidiu se era viável nos empenhar numa tentativa de expulsar os terrapardenses de Isengard.

    Hargling: “Será possível sobreviver a este inverno?

    Dwime: “As nossas provisões talvez não durarão muito. Eu pessoalmente estive envolvido no armazenamento.”

    Menogel: “Diga-me Dwime, será que os homens do Forte da Trombeta não sabiam de nossa desesperada situação? Ora, desde os tempos do rei Déor, um possível ataque fulminante era previsto.”

    Dwime: “Fomos saqueados durante as safras deste ano. Homens valorosos entre nós expulsaram os terrapardenses de nossos campos, mas eles eram muitos e o que não puderam usufruir, queimaram. Lembre-se, porém Menogel, que Haleth, filho do rei, o que pereceu defendendo as portas de Meduseld, veio até nós em pessoa e levou muitos dos nossos homens até Edoras, pois Helm pensava em enviar de lá auxílio a Gondor. Dessa maneira ficamos privados de homens experientes.”

    Menogel colocou-se a pensar. Lembrou-se dos dias de Freca, de quando Helm levou-o para o campo, fora de Édoras e o matou. Recordou-se de quando Helm ameaçou os homens de Freca dizendo que eles deviam deixar os dois a sós e deviam conversar com seus homens - de Helm - e dois dos defensores de Freca olharam em estado de alerta justamente para Menogel. Havia um ar pesado e os olhares se ameaçavam. A luta estava por um fio, mas os homens de Freca estavam em menor número, e se contiveram. Quando se deu por si, Menogel viu que Aveling e Hargling discutiam…

    Aveling: “Como é que Helm poderia matar Wulf, se Wulf não viera com seu pai pedir a mão da filha do rei?, Wulf estava longe, em casa!

    Hargling: “Claro que Wulf viera, como poderia ser diferente, achas tu que ele mandaria o filho sozinho até Helm?

    Menogel não entrou na conversa e se aprofundou nos seus pensamentos novamente. O que estaria acontecendo em Gondor? Quando poderia vir de lá ajuda? Perdido entre seus pensamentos, ele sussurrou as palavras: “Gondor alega que não cedeu Isengard aos rohirrim, mas não a protege devidamente! Como uma torre tão poderosa como Orthanc pode ser relegada dessa maneira?

    Bela pergunta”, disse Aveling. “Mas já é noite, e devo recolher-me”. Menogel percebeu que pensara alto.

    Vou com você Aveling” disse Dwime. “Porém, conte-me mais a respeito desse Ilúvatar.

    Assim se foram Aveling e Dwime. Aveling foi lhe narrando os relatos sobre Eru, a música, a criação de Arda, os Valar, Melkor, etc …

    A conversa continuou entre Harling e Menogel:

    Harling: “Estamos numa situação desesperadora. Como será que estão os demais povos da Terra-Média?

    Menogel: “Não é do meu ofício saber o que se passa em outros lugares. Sei que os anões, longe daqui, tem tido problemas com dragões.

    Harling: “Aqueles pequenos das lendas?

    Menogel: “Não esses. Mas os anões que trabalham com pedras.

    Harling: “Será que não foram eles que construíram esse forte? Dizem que são hábeis nesse tipo de construção!

    Menogel: “Suas perguntas devem seriam melhore respondidas se fossem dirigidas a Aveling, não a mim. O que sei, é que ninguém jamais subjugou o Forte. Isso, porém, sem víverez para os cercados é de pouca valia.

    Harling: “Agora que os dois se foram, quero dizer-lhe algo. Notícias de Háma, filho mais novo do rei, chegaram até Eodomer, o vigia. Ele é meu amigo. E ele…

    Menogel: “Espere, Eodomer, aquele que atuou como hábil batedor nos dias de Gram?

    Harling: “Não esse, é outro, um amigo meu. Como ia dizendo, Eodomer disse-me que Háma e os que o acompanharam pereceram, pois se perderam na neve.

    Menogel ficou estupefato. Sem falar por alguns segundos, arqueou as sobrancelhas e depois, num to grave e pesaroso, disse: “Isso deve afetar profundamente a Helm. Devemos esperar pelo pior, até por uma ordem para atacar, mesmo sendo nós muito poucos. Aliás, atacar e morrer com honra é melhor do que morrer trancado como um rato.”

    Nesse momento, um grande e ensurdecedor clangor ecoou. Era Helm, desarmado e de branco, parecendo um troll-de-neve, saindo sozinho e desarmado. Para onde ele ia ninguém podia dizer. Dessa maneira terminou o diálogo dos dois guerreiros, que intrigados, foram descobrir por quê tal visão teve lugar diante de seus olhos. Onde ia o solitário rei e que proezas o aguardavam?
     

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