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Reino Unido vota por deixar a UE

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por ExtraTerrestre, 24 Jun 2016.

  1. Calib

    Calib Visitante

    Urr durr... E você é mongolão assim por conta própria, né?
     
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  2. matheus apc

    matheus apc Usuário

    não,mas vou precisar de muito mais teoria da conspiração para chegar ao seu nível de mongolice.
     
  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    As falhas da UE parecem espelhar o que ocorre nas regiões que importaram o modelo de recuperação do pós-guerra (Europa, Japão, etc...) aonde cresce em maior ou menor velocidade uma tendência hegemônica que replica os problemas não solucionados do sistema administrativo americano, infelizmente.

    Geograficamente falando podemos referir como aparecimento de "food desert", uma região aonde não se encontra comida saudável disponível. Todavia esse termo é simplesmente um sintoma ou faceta de um problema disseminado que inibe o valor da experiência pessoal/individual aonde a destruição do poder do voto do eleitor produza o típico psicopata que cresce no condomínio de luxo sem carências físicas porém vazio de significado, o autêntico deserto de alimento da alma.

    O duro é ver que o esquecimento do período das grandes guerras se deu num grupo inteiro enriquecido que detém títulos, propriedades, etc, e cujas experiências nada tem a ver com as dificuldades dos jovens atuais, os quais se encontram cercados de dívidas educacionais, com pesadelos para adquirir casa própria como há muito não se via, sem perspectiva de como encontrarão solução para sustentarem a renda da velhice quando a doença chegar.

    Mesmo que o RU e a UE empobreçam, se isso favorecer uma reformulação e um fortalecimento dos debates das questões reais então pode valer cada centavo perdido. Acho que por isso vi uma distribuição bem variada num gráfico dos votantes. Todo mundo deseja maior foco, mais clareza e menor dependência de pessoas distantes que nunca se vê na vida.
     
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  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Hoje os europeus em grande maioria, ao menos curtiram muito uma nova saída britânica: a da Inglaterra da Eurocopa.

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    Quanto ao futuro da UE, que diga-se de passagem foi fundada sem a presença do RU, acredito que o bloco vai reaprender a viver novamente sem ele. A desestabilização de momento é inevitável, mas sinceramente não acredito na ruína total a curto e médio prazo como querem alegar alguns. Só o tempo irá dizer.
     
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  5. Calib

    Calib Visitante

    Última edição por um moderador: 27 Jun 2016
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  6. Fëanor

    Fëanor Fnord

    Alguns pontos:
    • Como o Caio bem ressaltou, resumir a questão à xenofobia ou nacionalismo é de uma simplificação grotesca. Sim, nacionialismo e até xenofobia desempenham algum papel, mas de caráter mais marginal. Além disso, não dá pra colocar "nacionalismo" como algo homogêneo: existem nacionalismos e nacionalismos. Pode ser tanto uma posição extremada (lembrem-se do bigodinho alemão) quanto um valor mais "suave", de caráter cívico e que não se coloca numa ordem hierárquica (nós acima deles). Mas acontece que, como quem acompanha movimentos sociais com alguma atenção já notou, as vozes mais estridentes chamam mais a atenção. O mongolão xenofóbico vai ser o primeiro a aparecer, gritando palavras de ordem na rua e sendo seguido por outros acéfalos da mesma estirpe. E isso passa a falsa impressão de que esse tipo de comportamento é padrão, predominante, quando não é.
    • Nesse sentido de um nacionalismo mild é que se colocam aspectos bastante importantes, como o que o Scruton menciona no vídeo que o Calib postou. É absolutamente normal que o cidadão comum sinta-se incomodado com a imposição de normas alienígenas, que contrastem significativamente com hábitos e sistemas nacionais. Por isso a burocracia da UE incomoda tanto o inglês, inclusive muito mais do que os habitantes dos demais países europeus (vejam o vídeo do Scruton). E é por isso que o Reino Unido sempre foi tão relutante em adentrar a UE (e quando dentro nunca esteve realmente contente). O que me leva ao próximo ponto, de cunho mais econômico:
    • O baque do Brexit é grande, mas não tão grande quanto seria caso fosse a saída de um país totalmente integrado à União. O UK sempre foi um membro mais marginal, e sua saída agora tem mais implicações políticas do que propriamente econômicas. Os desdobramentos econômicos tem a ver principalmente com o nível em que o comércio dos países será afetado e com o grau de incerteza que vai permanecer no ar. Mas esses elementos estão eles mesmos ligados aos próximos desenvolvimentos políticos:
    • Agora fica na mão da UE decidir como irá tratar com o UK, e isso poderá ser fundamental para sua vida ou morte. Se decidir punir o UK por sua saída, irá amargar mais no lado econômico, mas pode garantir sua unidade política futura. Se resolver ser condescendente com o UK não deve sofrer tanto com uma retração econômica, mas poderá enviar um sinal para os demais membros de que a saída não é um caminho tão ruim.
    • Só quero concluir dizendo que enquanto a UE era mais ligada a uma ideia de facilitar o comércio e o fluxo de pessoas, a coisa era promissora. Mas conforme o monstrinho cresceu, ganhou vida própria e chegou ao nível de sandice de estabelecer uma moeda única. Se a união monetária já pode ser problemática dentro de um mesmo país onde encontram-se regiões muito díspares econômicamente, o que dizer disso para um continente inteiro, onde não somente os países são muito diferentes entre si, mas as próprias regiões desses países apresentam extremos de desenvolvimento? Os delírios de grandeza da UE estão cavando sua própria cova. O problema é que levam junto milhões de pessoas que só querem seguir suas vidas.
     
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  7. guerreirodosigma

    guerreirodosigma Usuário

    Krlh, como sempre arrasando camarada.

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  8. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Um problema que percebo no apoio da geração de líderes iguais a Merkel (incluo Obama e Lula) em favor da atual política dos acordos é que ao assumir que o tratado entre os países do bloco funcione como uma autoestrada para acelerar a circulação todos ignorem o problema que a instalação de um estrada levanta.

    Para quem acompanha notícias de licitações, as estradas são muito importantes mas se implantadas de forma desleixada elas podem destruir comunidades inteiras, podem cortar bairros e literalmente isolar e eliminar a vida própria de uma região quando é mal instalada, sem consultas, sem compensações, etc (pra não falar da ecologia local)... Por sinal a pressão política exterior sobre as leis de fronteiras em relação a situação dos refugiados é um sintoma. Dentre outros efeitos diretos a competitividade interna pode não ser interessante (nem sempre por razões mais pessoais como reserva de mercado), muitas vezes o país não está preparado ou tem programas próprios com outras prioridades. Se for acreditar só na mídia a pessoa vai achar que é só porque os ingleses estão seguindo a tradição de isolacionistas, mas não é bem assim, o RU realmente tem a peculiaridade geográfica insular mas eles não gostam historicamente de prejudicar os negócios do comércio interior ao mesmo tempo em que se voltam para fora tanto é que se interessaram em ter um império enorme. A falha está na União passar por um momento de fragilidade econômica e se surpreender imaginando que todo mundo deva o tempo todo abraçar a idéia e modo de vida globalista.
     
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  9. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Estava pensando: a votação também é muito mal feita. Não tem como não ser por plebiscito, uma vez que, numa democracia, o poder teoricamente vem do povo, e participar ou deixar de participar de blocos internacionais interfere na soberania nacional. Mas...

    Como deixam uma eleição tão impactante e potencialmente incerta para ser decidida num único referendo, num único dia, por maioria simples? Podem ocorrer
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    A grande diferença é que uma eleição elege representantes políticos temporariamente, enquanto que uma decisão como o Brexit, além do peso bruto do que está sendo posto em jogo, tem efeito duradouro e possivelmente irreversível.

    Há vantagens e desvantagens em permanecer na UE, de tal forma que os britânicos poderiam antes pressionar pela saída a ponto de obter (ainda mais) opt-outs do bloco, ou mesmo conseguir mudar a estrutura essencial do mesmo.

    Seria interessante, por exemplo, se o plebiscito, ao invés de ser por maioria simples, lançasse mão de uma "banda morta". Por exemplo, abaixo de 40% dos votos, o Reino Unido permanece definitivamente na UE. Entre 40% e 60%, mantém-se o status quo, mas fica determinada a realização de uma segunda consulta popular num prazo de cerca de 2 anos. Acima de 60%, Brexit.

    Num caso como o de quinta, haveria enorme pressão sobre Bruxelas - outros países tenderiam a realizar plebiscitos ou referendos nos mesmos moldes, com resultados que tenderiam a ser parecidos. A tendência é que, para se manter, Bruxelas concordasse com a realização de reformas que devolvessem aos países-membros parte de sua autonomia perdida e que tornassem sua estrutura de governança mais transparente e mais democrática, mais acessível para a população.

    Gostei muito do argumento dele sobre a common law: realmente, é um diferencial anglo-saxão que tem uma série de vantagens no processo de edição de leis e que torna o sistema deles bem diferente dos continentais, gerando essa sensação de estranhamento.

    Mas sobre a imigração, parece ser uma divisão de geração. Jovens, que votaram mais fortemente a favor da permanência, provavelmente têm bem menos rejeição a estrangeiros provenientes de outros países da União Europeia, especialmente se eles constituírem mão-de-obra qualificada. Eles já vivem em um mundo mais global e não têm esse apego à região que seus pais e avós desmonstram ter.
     
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  10. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Muito se debateu na mídia que o assissnato da parlamentar que defendia o lado "pró-permanência" pudesse causar uma comoção nacional que poderia minar a campanha Brexit e criar uma onda positiva do lado oposto que solidificaria a permanência, mas pelo que se viu isso não teve influência.

    Quanto ao valor do plebiscito, foi algo realizado com razoável antecedência para ser minimamente debatido e muito bem discutido nos meios de comunicação e o voto dos eleitores é do tipo facultativo que apresentou um dos melhores índices de comparecimento voluntário dos últimos tempos.

    Entendo que um plebiscito que decide uma séria emancipação é algo que tem um peso diferenciado em relação a uma tradicional eleição de cargos majoritários, porque vai decidir algo importante com efeitos a longo prazo, mas todo processo precisa no final ter um lado vencedor e aí reclamar das regras estabelecidas depois do resultado final não adianta mais. Ficou a lição pro lado perdedor ter se empenhado mais para evitar a derrota.
     
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  11. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Claro que deve ter influenciado algo a favor dos votos remain. Mas outros fatores arbitrários devem ter tido igual ordem de grandeza a favor do leave.

    É evidente que seria muito pior, agora, o Parlamento britânico jogar o resultado do último referendo no lixo e mudar a regra - seria estragar o país mais estável do mundo nos últimos 300 anos. Só tentei imaginar um modelo no qual, qualquer que fosse o resultado, amenizaria as enormes perdas devido às incertezas geradas, seja por levar a um novo acordo entre as partes, seja por aumentar o tempo de adaptação.
     
  12. G.

    G. Ai, que preguiça!

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  13. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Se tem uma coisa que a saída do RU fez foi possibilitar a volta de uma nova primeira-ministra, a primeira depois de Margareth Thatcher.
     
  14. Caio Alves

    Caio Alves Asuka Langley Soryu

    Esperemos que não seja um cu como a primeira.
     
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  15. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Sei não hein, é Tory... chances are.
     
  16. guerreirodosigma

    guerreirodosigma Usuário

    Eterna Thatcher, tá no ranking dos melhores líderes do século XX junto com Reagan e Churchill.

    Enviado de meu LG-D227 usando Tapatalk
     
  17. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Já até rola algumas comparações na mídia entre a Theresa May e a M. Thatcher, apostando que teremos a "Dama de Ferro 2.0" mas até que assuma o cargo, só o tempo dirá se ela será dura na queda como a sua antecessora.
     
  18. fcm

    fcm Visitante

    sempre foi bastante elogiada a donzela de ferro.
     
  19. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Exceto na Argentina :lol:
     
  20. Caio Alves

    Caio Alves Asuka Langley Soryu

    Stalin tambem já foi.

    E ele mandaria vocês dois quebrarem pedras em um gulag.
     
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