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Regras do Fórum Valinor - Dúvidas e Comentários

Polechim

Usuário
Haha quantas pessoas acessam por dia , isso me paresse um site fantasma
[doublepost=1556580193,1556580155][/doublepost]Haha quantas pessoas acessam por dia , isso me paresse um site fantasma
 

Meneldur

We are infinite.
Usuário Premium
Haha quantas pessoas acessam por dia , isso me paresse um site fantasma
[doublepost=1556580193,1556580155][/doublepost]Haha quantas pessoas acessam por dia , isso me paresse um site fantasma
Bem, se você olhar os fóruns, verá que temos novos posts todos os dias. Não é tão movimentado quanto antigamente, mas bastantes pessoas ainda postam.
 

Haran Alkarin

Usuário
A imagem deturpa a ideia de Karl Popper sobre o assunto...

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O que o Karl Popper advoga é que se use a força apenas quando há a iminência da força ser usada por parte dos chamados intolerantes, quando não há mais debate racional. Nenhuma novidade para quem conhece um pouco do Karl Popper: racionalista (em época na qual o irracionalismo e o perspectivmo já eram tendências), democrata liberal e grande crítico do marxismo, combatido por ele como uma pseudociência e germe de autoritarismo... dificilmente Karl Popper para proteger a democracia liberal advogaria "expurgos" contra opiniões X ou Y consideradas intolerantes, pelo contrário, o que ele descreve como limite da tolerância é justamente o ponto em que o debate racional se perde e há a emergência de expurgos: ao invés do debate, há a denúncia ao debate mesmo, por esse supostamente trazer à tona elementos "enganosos" para os quais só seria possível responder via "punhos ou pistolas". Por outro lado, uma vez que se aceita o âmbito do debate, a liberdade seria total.

Expurgos daquele tipo foram comuns nos países de inspiração marxista, como China e URSS, como também na esquerda moderna, quando se diz que "com fascista só se dialoga na ponta do fuzil" ou "para o bom conservador uma boa cova", que são chavões comuns da esquerda, tendência que tem retornado com o ruir do governo Bolsonaro. O que no final das contas talvez seja até bom: enquanto a direita faz uma oposição real ao governo Bolsonaro (o que a esquerda não fez com o ruir moral do governo Lula já em 2005 com o mensalão, ou mesmo com o petrolão no governo Dilma), a esquerda fica no mundo da lua de sempre, fechada em sua bolha sectária, focada em combater os "fascistas", e os cinquenta milhões de eleitores do Bolsonaro buscarão alternativa ainda no espectro da direita.

Também distante de Karl Popper está o fã típico de Carl Sagan, que tende a só se preocupar com pseudociências caricatas como a terra plana...[1]
 
Última edição:

Deriel

Administrador
Tem uma parte que você não negrita e que contradiz boa parte do que você diz: "Mas devemos reivindicar o direito de suprimi-las, se necessário, até pela força; pois pode ser que não estejam preparadas para nos encontrar no nível da discussão racional"

E não, não desmonta nada e o conceito vale: não se pode tolerar o intolerante pois inevitavelmente se perde a discussão racional uma vez que a intolerância não é racional. Negritar e citar parcialmente alguns pontos também não contradiz nada, e o texto maior só reforça. É o mesmo que dizer que antifa e nazista são iguais - não são, um só existe pra acabar com o outro. É vacina e vírus.

A imagem fica, e a regra vale.
 

Haran Alkarin

Usuário
Não fui eu que fiz essas duas imagens, já vieram assim da internet. Mas não vejo nada demais no negrito. É claro que negritar não contradiz nada, mas serve para chamar a atenção para um determinado trecho, ato inspirado por uma dada interpretação do texto que se deseja divulgar. Se você acha que outra interpretação é possível e que negritar outro trecho talvez fosse mais adequado, normal, mas há de se criticar a interpretação e não o ato de negritar em si. E ué, "citar parcialmente"? A citação foi de todo trecho relevante. Justamente trouxe a segunda imagem porque a primeira, esta sim, tinha citação apenas parcial.

O trecho que você chamou atenção agora também foi levado em conta no meu texto anterior. Trata-se de um limite que o Popper coloca para não tolerar os ditos intolerantes: "pois pode ser que [as filosofias intolerantes] não estejam preparadas para nos encontrar no nível da discussão racional". Mas se elas estão preparadas para nos encontrar no nível da discussão racional, aí sim entra (ou pode entrar) no caso de que "a supressão delas seria certamente insensata". Ter o direito de não tolerar os intolerantes não quer dizer que esse direito se materialize em toda e qualquer situação, isso é, que é exigido não tolerar o intolerante, como diz a tirinha.

Por exemplo, uma filosofia intolerante, Karl Popper decerto concordaria, é aquela que defende a ditadura do proletariado. Outra exemplo de filosofia intolerante é a de Nietzsche, que em certos aspectos foi precursora do nazismo.[1][2][3] Será que Karl Popper pregaria a intolerância automática para os adeptos de algumas dessas ideias? Claro que não, debateria com eles, se ele fosse tão irredutível assim, não suportaria a universidade. E o próprio conceito de "filosofia intolerante" pressupõe que a intolerância pode ser dotada de racionalidade sim. Razão representa um eixo independente da moralidade, da compaixão, etc. Tanto é que Popper diz que "pode ser que não estejam preparadas para nos encontrar no nível da discussão racional" ao invés de dizer algo como "e, sendo intolerantes, não nos encontrarão no nível da discussão racional". Ainda assim, Karl Popper, como racionalista, acredita no poder da razão para combater a intolerância.

Aliás, diga-se de passagem, esse limite não é a toa, pois se a esfera racional for dispensada de antemão no trato com os intolerantes, pode acontecer que os dois lados julguem o lado oposto como "intolerante". Daí vence o mais forte? Esse limite não é só um mero critério para determinar quando debater com intolerantes, mas acaba funcionando como um meio prático para separar, ao menos em primeira aproximação, os tolerantes dos intolerantes, afinal a intolerância se configura mais perfeitamente em um ato de violência (física ou verbal), ato oposto em natureza ao debate racional. Enquanto há debate não há intolerância, ainda que o intolerante possa debater: o problema só começa quando o debate é boicotado, seja verbalmente ou fisicamente.
 
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