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[RedeRPG] O Retrato da indústria em 2006 - Parte II (NACIONAL)

Tópico em 'RPG' iniciado por Ka Bral o Negro, 27 Fev 2007.

  1. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    É realmente interessante este sítio RedeRPG. Deveria ter-me conscientizado dele antes. :)

    A discussão agora seria acerca das empresas nacionais.
     
  2. Taverneiro

    Taverneiro Old school

    Bom, o RPG como conhecemos está mudando. As empresas por aqui demoram muito para "captar" a mensagem dessa mudança. Ao que parece, poucas delas já estão em sintonia do que é ideal para atrair iniciantes. Por mais que D&D seja um titulo de peso, para um iniciante, talvez não faça diferença, tudo que ele precisa nesse momento é saber como os jogos de RPG funcionam. Minha aposta é no RPGQuest nesse quesito e ao que parece a daemon está focando seus produtos nele. 4D&T eu nuca vi e não vou opinar, mas teoricamente é uma opção.

    E finalmente a DEVIR descobriu que todas as mancadas de atrasos, tradução porca e o tipico desrespeito com o consumirdor já perdeu a graça: o pessoal tá comprando da Jambô ou os titulos importados. Muita gente perdeu a paciencia. A Jambô tem titulos importantes e vai trazer mais, como o M&M. Tá na hora da Devir se situar e começar a fazer as coisas direito. Só pq ela tem os direitos dos titulos de peso (D&D, nWoD, GURPS e por aí vai) isso já não significa tanto assim, comodidade de um mercado que ela pensava que tinha monopólio. Vamos ver se 2007 ela melhora um pouco. Já não compro nada da DEVIR faz MUITO tempo, e acho que muitos jogadores tbm não.
     
  3. Elminster

    Elminster Usuário

    Sim! Devir mostre-nos um grande valor para traduções! Muitos RPGistas estão esperando á muito tempo que você lançe livros bons e em boa quantidade! Mal posso esperar, ela deve deixar de ser vagabunda esse ano para começar a acordar pro mundo rpgístico brasileiro, espero!
     
  4. Deriel

    Deriel Administrador

    Qualidade a gente até pode esperar/exigir mas quantidade não. Quantidade só com mercado consumidor (que não existe).
     
  5. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Ainda mais considerando que faz mais de 6 meses que a Devir lançou o último livro de RPG...
     
  6. Taverneiro

    Taverneiro Old school

    Qualidade pode gerar quantidade, pelo menos com aqueles que já conhecem os jogos dela. Mas acho que o estrago jah foi feito: jogadores de D&D desencanaram, os de GURPS já tme o 4th edition em ingles, e por aí vai. Outro fator que aumenta a quantidade de consumo pode ser a acessibilidade, com produtos bons mas com um preço mais camarada, como foi discutido no outro tópico.

    Mas nem isso a DEVIR tem, eles estão presos aos seus titulos e poucos são aqueles dispostos a consumi-los, seja pelo preço ou pela qualidade do produto. Não que isso seja bom, mas eu acho que a DEVIR já era. Duvido que lance mais coisa além de uns poucos livros de D&D por ano. Boatos já dizem que a Devir vai abandonar o RPG.

    Quanto as outras editoras, acho que elas estão aprendendo e lentamente as coisas vão se normalizando, mesmo com um mercado pequeno. Daemon, Jambô e talvez a Conclave: são elas o futuro do RPG no mercado brasileiro. Devir é passado (ao menos que ela aprenda realmente a respeitar jogadores de suas linhas).
     
  7. Deriel

    Deriel Administrador

    Vamos ressaltar que o preço em si não é muito mais caro que o preço do original americano, com a mesma qualidade de papel e impressão, mas tiragem muito maior. Ou seja, os livros são caros pra nós por termos renda baixa. Conhecendo um tico o mercado editorial como eu conheço eu posso afirmar que não tem como baratear os custos do livros sem diminuir a qualidade. Só com aumento de vendas mesmo (e isso não vai acontecer, não há mais RPGistas)
     
  8. Taverneiro

    Taverneiro Old school

    Compreendo, na verdade os livros da DEVIR são até que baratos pelo acabamento. Mas então você está jogando essas variáveis em cima dos titulos "D&D style": capa dura e papel de qualidade. Isso encarece o produto e ae entramos na seguinte questão:

    Imagine que você não conhece RPG, só ouviu falar mas nunca jogou. Você não conhece ninguém na sua cidade que jogue, ou se conhece eles não aceitam iniciantes. Você vai em uma loja e descobre que precisa de 240 reais para jogar, mais 20 reais em média pelos dados. R$260 em um jogo que eu nem sei ao certo como é? Isso pode até funcionar com videogames, pois é algo mais difundido e você sabe EXTAMENTE o que é um videogame e como jogá-lo. RPG não, vai ser sempre aquele troço "exótico" de nerd. Esperar que com uma "fama" dessas alguém se convença SOZINHO a gastar tanto por um jogo, é um pouco dificil, como realmente é. Então não se tem renovação.

    Em 93 eu comecei com RPG/Aventuras Fantásticas, por 8 conto. No começo era "dungeon crawl" mas os módulos como "Saqueador de Charadas" e principalmente "Blacksand!" traziam uma faceta muito inteligente e de boa qualidade. Depois, alguns poucos meses depois eu descolei o D&D da grow, foi uma evolução natural. Se houvesse algo desse tipo, com um direcionamento certo e apoio ficaria muito mais fácil um jogador ver que realmente vale a pena gastar tanto em livros luxuosos. Por isso eu disse: " a DEVIR está presa em seus produtos", porque ela não pode lançar nada desse tipo: ela é obrigada a lançar livros de capa dura e papel bonito por que a wizards, SJGames e WW assim exigem nos contratos.

    Não tem mercado, mas também ninguém faz nada a respeito. Nos EUA existem inúmeras alternativas, como o dono da Green Ronin disse: As empresas médias conseguiram absorver iniciantes que a wizards e WW não conseguiu atrair ou manter.
     
  9. Elminster

    Elminster Usuário

    Interessante você dizer isso Taverneiro, porque foi exatamente esse o meu caso. Eu não conhecia D&D, só tinha vista algumas vezes folheando os livros básicos e não conhecia ninguém que jogava. Mas por um golpe ao acaso eu comprei os livros e hoje jogo bastante. :cerva:
     
  10. Deriel

    Deriel Administrador

    Eu acho que só uma minoria compra livros de RPG sem saber do que se trata :think:
     
  11. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Na verdade é praticamente impossível o cara comprar um RPG sem saber como é. Na pior das hipóteses vai ser um "ah, é tipo o neverwinter nigths só que usando a imaginação? hmmmmmmmmmmmmm!" ou "como assim é um jogo sobre coelhos e suas tocas? eca!"*


    *gozação automática em cima do GURPS Bunnies and Burrows :g:
     
  12. Taverneiro

    Taverneiro Old school

    O que me leva a pensar que a renovação depende quase que exclusivamente dos próprios jogadores ao recrutarem novatos. Pode ser poetico, mas em termos de mercado é pouco funcional, uma vez que praticamente não existe propaganda a esse respeito. Ficar no boca-a-boca e exigir um crescimento em massa (outro boom) é pedir um pouco demais.

    O RPG não cresce muito por causa disso: só compra quem já teve algum tipo de experiencia. A coisa poderia ser um pouco menos "mistificada" e algo mais direto, afinal RPG não é algo tã complexo assim.
     
  13. elijha

    elijha Lord Pierrô, bufao com orgulho

    Comecei a jogar graças a DB (por isso nunca vou xinga-la como alguns fazem...), quando tinha uns 9,10 anos meu primo comprou a primeira DB dele...e eu li, foi paixao a primeira vista...
    E isso mostra o quanto coisas bartas nos levam a jogar, tanto que sem ter nenhum livro basico, so com o que veio em uma revista que meu primo tinha, nos comecamos a jogar....
    depois daquilo nao paramos...
     
  14. Barlach

    Barlach Verde. E arqueiro

    Esse cara pareceu ter feito uma pesquisa boa na versão internacional, mas deixou muito a desejar nesse artigo.

    A questão da Devir não tem nada a ver com o que ele falou. A Devir tá com dois grandes problemas que fizeram ela parar de lançar livros.

    O primeiro deles é aquele problema com as importações. Aquela gambiarra que eles faziam tá trazendo muito prejuízo pra eles e eles tiveram que parar o lançamento de livros por um tempo.

    E o segundo é o próprio amadorismo da Devir. Por incrível que pareça, a Devir tem um cronograma que ela segue à risca. Tão a risca que quando um livro demora pra ficar pronto, todos os outros são adiados. Tanto que o Eberron básico já tá pronto e eu até conheço o cara que traduziu, mas eles seguraram porque um livro de Warcaft atrasou na tradução. Isso porque tudo é feito a toque de caixa e eles precisam recuperar um pouco os gastos que eles já tiveram com o livro de Warcraft antes de lançar o de Eberron.
     
  15. Elminster

    Elminster Usuário

    Não gostei muito da importância de traduzir warcraft, apesar de que faz alguns novatos se interessarem e se tornarem bons no D&D :roll:
     
  16. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Barlach é o nosso contato com a DEVIR! :lol:

    Então, não há como ao menos lançar-lhes uma sugestãodo tipo: "Esqueça Warcraft e aposto no Eberron"?


    Eu não quero o fim da DEVIR; desejo que fiquem "espertos" como a Jambô.
     
  17. Barlach

    Barlach Verde. E arqueiro

    Eu não conheço ninguém da Devir... A empresa que faz a tradução é uma empresa diferente.
     
  18. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Você tocou em pontos cruciais.
    Primeiro que é um absurdo utópico querer que os próprios jogadores(clientes) exerçam a função que as empresas do segmento devem se preocupar: atrair novos clientes, divulgar seu negócio.

    Segundo: qualquer negócio exige um mínimo de divulgação. Eu falo de algo planejado, com orçamento e estratégia definida para o ano: gastar X com mídia impressa (em revistas especializadas ou de temas atraentes ao público alvo), Y com patrocínio de eventos pertinentes, Z com mídia eletrônica, etc. Enfim, algo profissional. O amadorismo não funcionou até agora, hora de mudar.

    E não adianta, sinceramente, vir com esse negócio de RPG para a sociedade, para ajudar o desamparado, etc. Marketing social é muito bom quando se tem um mercado consolidado, aqui o problema é lá no início, é preciso criar um mercado. O foco tem que ser comercial, apelando em descontos, aproveitando moda (filmes por exemplo, como o SdA) para colocar os lançamentos no mercado com inteligência, etc.

    Outra coisa, sem essa de buscar aceitação da sociedade. Estamos em uma "democracia" e é um absurdo pensar em proibições desse nível. Os recursos (escassos) devem ser para divulgar e atrair compradores e não se explicar e pedir permição para existir.

    Importante também é criar produtos para atrair pessoas ao mundo do RPG, sem precisar enfiar um livro GURPS ou d20 de 300pgs na sua cara. As alternativas são várias: algo que a Wizards percebeu e que não caiu a ficha da Devir, por exemplo, é o quão o jogo de miniaturas de D&D tornou-se estratégico para a empresa: além de ser bastante lucrativo por si só, é uma forma muito boa de trazer clientes para os livros de RPG de mesa (nesse caso de d20). Isso porque esse jogo usa um sistema simplificado do d20 (o que já serve como introdução ao mesmo) e inicialmente não esta ligado ao RPG...qualquer um que gosta de jogos de estratégias, que jogava WAR quando era novo pode comprar seu booster e entender perfeitamente o jogo. As miniaturas tangibilizam o RPG ajudando os "leigos" a se acostumarem com a sua característica fundamental: ser abstrato, exigir exclusivamente uma imaginação fértil para acontecer.

    Esse é só um exemplo. Seria interessante a volta de livros como Aventuras Fantásticas, imaginem esses livros chegando a um preço bem razoável e disponíveis e quaisquer bancas. Enfim, não adianta ficar chorando o mercado perdido nem temer a onda de RPGs eletrônicos. A solução vai ser encontrada com um pouco de planejamento e profissionalismo por parte das principais empresas.
     
  19. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Isso me lembrou um papo que eu tive com o Rafael da Jambô sobre o Mutants & Masterminds. O livro tava previsto pro final do ano passado e foi adiado pro fim do primeiro semestre desse ano. Eu, curioso, perguntei pra ele o porque disso.

    A resposta dele foi bastante interessante. Ele falou da relação das séries/filmes com o sucesso dos lançamentos de outros mercados, que ele adiou em 6 meses um lançamento de um livro exatamente por esse motivo. O M&M é um RPG sobre super-heróis e o lançamento da série Heroes (que, no momento do lançamento do livro, vai estar no meio da temporada - a.k.a. "bombando" -, um excelente momento pra lançar um RPG sobre o mesmo tema.

    Daí eu parei pra pensar em outras relações séries de TV/sucesso de RPG e cheguei ao seguinte questionamento: será que a série Arquivo X contribuiu pro sucesso do World of Darkness nos anos 90?
     

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