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Re-postando (after BUG)

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Gonzo, 4 Mar 2010.

  1. Gonzo

    Gonzo Usuário

    Depois do BUG do servidor, voltei! E como tudo o que postamos foi pro saco digital estou repostando todos os poemas que tinha postado até então neste post único (1 por 1 seria FLOOD...).

    Abraços,
    Gonzo


    Adeus

    Peço que não interfiram
    que me deixem seguir
    cansei de colaborar
    chega da vida servil
    do cubiculo do trabalho
    vejo os limites do meu quarto
    e de lá meu ridículo salário
    de mim não se preocupa ninguém
    a não ser o cão que me ama
    mas que ama o sofá também
    vou partir para o outro lado
    serei mais do que sou agora
    o vento, o ruído, a sombra
    uma lágrima guardada
    um recorte de um jornal de quinta
    ou mesmo uma carta borrada
    eco de uma jornada
    que foi pura e simplesmente
    falha

    O livre arbítrio

    Não que me impeça
    a liberdade é suprema
    mas na permissão exagerada
    sufoco cansado
    das escolhas e ladeiras
    livre arbítrio
    centelha das centelhas
    me rebelo contra mim
    sigo tudo e todos na tentativa de fugir
    da liberdade que me impõem
    aquela...
    que faz o pensamento fluir
    como se cada passo
    fosse em areia movediça
    no lodo das escolhas
    afundando na necessidade mórbida
    decidir, decidir
    sem margens não me contenho
    não me defino
    sou eu, sou você, sou eles, sou todos
    vivo como um todo
    e por todos eu vivo
    quero algemas
    quero um líder
    senhor de mim me cansa
    quero é ser criança
    correr em chão firme
    sim porque sim
    não porque não
    apenas o plano
    uma linha traçada
    e uma gostosa sensação
    de proteção exagerada

    Circo da vida

    Da tua risada me recordaria
    com pura perfeição
    não fossem os elefantes
    o palahaço ou as buzinas
    no auge atribulado
    do ato de transição
    no fim lembro da careta
    daquela dor passageira
    leviana sem bagagem
    artista intinerante
    que abandona cidades
    tao logo se cansem
    dos seus altos alardes
    e que em sua partida
    na memória dos presentes
    findo o espetáculo
    embora alguns bons momentos se guardem
    quero que saiba
    que no escuro do palco
    atrás das cortinas
    me fui com ela a um lugar
    onde ninguém irá
    ao menos não antes
    que a lona torne a se armar
    e ainda no escuro
    atrás de todo novo murmúrio
    esperarei com paciência
    o barulho sozinho
    de um riso teu
    que eu possa
    enfim
    levar

    Crescer

    Saudade da infância
    maldade
    maldade sem maldade
    falta de conceito
    falta de conselho
    ignorância
    pura e bela
    saudade
    de ser eu
    de ser veloz
    de ser juiz
    algoz e amigo
    ter pálpebras como penas
    e maozinhas pequenas
    sonhar baixo e ser grande
    com expectativas de gigante
    ter um guia
    ter o futuro traçado
    ser homem e não ser
    ser bicho e não saber
    contento em ouvir e aceitar
    ouvir, ouvir
    aceitar, aceitar
    de repente
    não sei quando
    pergunto
    quem sou eu?
    o mundo pára
    não tenho meu guia
    não há quem me fale
    não conheço o amanhã
    não sei o que posso
    dizem o que não posso
    me apóio sobre mãos de gigante
    com esperanças de infante
    e noto
    cresci
    e agora
    vivo de sofrer
    a dor do que perdi
    uma simples resposta apagada
    de uma infância vaga
    que a vida tratou
    e matou
    só pelo prazer
    da sequência a ser seguida
    tirando de mim o que podia
    ao dar o que eu mais queria
    respostas
    da
    vida

    O valor de meio homem

    Fome, dor
    abdomen
    pura essência
    do ser e ser
    homem
    a mão que nega
    a mão que afaga
    ser um mas ser dois
    a dualidade que se prega
    e na carência cai por terra
    toda dor revela
    que ser um é mais que ser dois
    e a dúvida inteira
    morta e faminta
    cai sobre o abdomen
    rijo
    definido
    e morto
    de um homem assolado
    pelo eu
    pelo meu
    todo

    Ócio

    Escrever é sofrer
    amar é entreter
    a si e ao próximo
    na fila indiana do ócio
    escrevo entretendo
    e amo sofrendo
    com o nada faço amor
    do amor não escrevo nada
    parado enquanto amo
    só penso se ela é casada
    o ócio nos uniu
    a falta de vida na dela
    e o excesso de nada na minha
    juntos pelo meio
    um corpo, um pelo, um seio
    descobri pensamento inteiro
    bem em frente a caixa pueril

    A força do não

    Um dia verás
    que no menino perdido
    a culpa sozinha
    do amor iludido
    não nega nem diz
    a força do pedido
    que um dia negastes
    num tiro perdido
    matando o humano
    nascendo o menino

    Aurora urbana

    Aurora de um novo dia
    morno, esperançoso
    próximo com o amor
    calor eterno, amante
    vigia cintilante
    das horas velozes e vorazes
    que esfriam, torturam e matam
    solidão
    noite
    calor próprio
    abraça a si mesmo
    egoista e urbano
    que segue amando
    nada além da aurora morna
    que vem se anunciando

    Noite contra o dia

    Na noite eu penso
    e sobre ela cai você
    e você no meu pensamento
    No escuro da queda nos vemos
    olhos cegos, olhos cegos
    loucura não
    claridade é conhecimento
    Sob a luz da verdade sou louco
    você demais
    excesso de você
    machuca
    embrulha
    apaga e me concede
    ao menos, nem que breve
    um momento de felicidade célebre
    ...noite

    Martírio no amor

    mesa
    armário
    relembro
    tropeço
    isso é o que dá
    receber o olhar
    indagar o sonho
    orar sem resposta
    não virar de costas
    ouvir e calar
    ainda te peço
    me chama em versos
    ouvi-los irei
    respondê-los... não sei
     

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