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[Rauthar] A Queda de Caemus - Prólogo [L]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Rauthar Hast, 27 Jul 2013.

  1. Rauthar Hast

    Rauthar Hast Usuário

    Essa semana me deu vontade de escrever uma estória - ao contrário de escrever poemas e divagações, o que tenho feito recentemente -, e eu simplesmente elaborei um enredo com elementos que eu já tinha criado pra um cânone de uma outra estória, ou seja, essa estória faz parte de uma outra estória maior que eu já tinha começado a criar. É como se essa estória fosse um capítulo d'O Silmarillion.
    Não sei se vou continuar, até pq não sei se está bom (não consigo fazer uma auto-avaliação), mas decidi compartilhar aqui com vocês, pra vocês mesmos darem suas opiniões.
    P.S.: Ainda não tenho certeza se o título vai ser esse que coloquei no nome do tópico
    P.S.²: No caso de eu continuar essa estória, o texto a seguir seria o Prólogo.

    Autor: Leonardo
    Gênero: Fantasia
    Título: A Queda de Caemus (Provisório)

    Há muito tempo, quando mais do que apenas homens vagavam por esta terra, e a magia estava sempre presente no coração dos vivos, havia um reino chamado Caemus. Tal reino se erguia acima do céu, no pico das mais altas montanhas do mundo, e nesse reino habitavam os anjos, também chamados de caerin, homens com asas brancas como a neve, que podiam voar e conversar com qualquer criatura que possuísse asas neste mundo.

    Na época em que esta história se passa, reinava em Caemus o rei Maglan, conhecido posteriormente como Maglan, o Grande. Quando Maglan estava no poder, todos os caerin viviam em plena harmonia, não havendo guerras ou ladrões, pois os injustos eram gravemente punidos pelo grande rei, que não tolerava injustiças entre seu povo. No reinado de Maglan, Caemus era feliz.

    Tal rei possuía um filho, o príncipe Palan, o pequeno e jovem Palan, que assim como seu pai era querido por todos no reino, um garoto forte e saudável que respeitava as palavras de seu pai e não gostava de confusões, justo e honesto assim como o Grande Rei. E no fundo de seu coração, Palan ansiava por ser rei de todo o reino, governando acima das nuvens acima como seu pai, tendo o respeito e o amor de todos.

    - Levante-se, passarinho – estas foram as primeiras palavras que Palan ouviu naquela manhã – teu pai requer tua presença, ele finalmente quer lhe mostrar a Floresta Sagrada.

    “Finalmente”, pensou Palan, que sempre quisera ir para aquele lugar. Assim como todos no reino, Palan bem sabia que o reino de Caemus ficava acima de um conjunto das montanhas mais altas de todo o mundo, montanhas tão douradas e brilhantes como o Sol. No centro de todas essas montanhas, porém, havia um pico mais alto que todos os outros, e ali, somente ali, havia uma floresta que nunca morria, que apesar de se sustentar em rochas e longe de água, continuava viva, para sempre. Tal floresta era considerada uma dádiva dos deuses, e somente a família real e a Ordem de Caemus poderia visitar a Floresta Sagrada acima de todos os palácios. “E hoje é o meu dia”, pensou Palan.

    Vestiu roupas dignas de um príncipe, cuidadosamente selecionadas pelo servo que servia Palan naquela manhã – servo aquele cujo Palan sequer sabia o nome –, e foi direto de encontro ao seu pai, de corredor em corredor, de degrau em degrau, a felicidade do jovem príncipe não poderia ser medida.
    -Me chamou, meu pai? – disse o príncipe caerin assim que viu o Grande Rei, olhando para a pouca parte de céu que restava ali, acima das nuvens, observando em seu salão de conselhos, lugar que poucas vezes Palan vira vazio.

    -Sim, meu filho, o chamei, e imagino que a essa altura já saiba por quê.

    -O servo disse que queria me mostrar a Floresta – o tom do príncipe era calmo, porém por dentro não podia se conter de felicidade, sempre imaginara como seria a Floresta.

    -Sim, é verdade. Lembro-me quando estava aí, exatamente onde está agora, e meu pai falou que queria me mostrar algo. Você já tem 9 anos, meu filho, já tem idade suficiente para compreender certas coisas – Palan nada respondeu àquilo, mas pôde sentir o orgulho dentro de si – Vamos, vou levar você à Floresta Sagrada.

    Os dois saíram caminhando juntos, por corredores e mais corredores, até que o Grande Rei começou a falar:

    -Quero que entenda que isto é importante, filho. A Floresta nos guarda e nos protege há centenas de anos, e apesar de estar a milhas acima do mar, ela continua firme. Não é uma floresta qualquer, em que se pode arrancar seus frutos e cortar sua lenha. Tal pecado seria gravemente punido pelos deuses... E por mim

    -Por que você, meu pai?

    -Há mais obrigações para um rei que simplesmente mandar, meu filho. Um rei precisa servir e ser servido, é assim que as coisas funcionam, e um dia você deverá entender isso, se quiser ser um bom governante.

    -Entendo, mas por que os deuses não se encarregam de levar os homens maus?

    -Bem poderiam, se quisessem, mas eles preferem deixar o serviço para nós, mortais, a fim de testar nossa fé, neles e em nós mesmos. Certamente não é o caminho mais fácil, mas é o certo a se fazer. Entendeu?

    -Sim, entendi. Mas por que estamos vindo por este lugar? Não poderíamos simplesmente ir voando? E se a floresta é Sagrada, o que impede que outros de nosso povo vão até lá?

    -Há guardas ao redor da Floresta, eles guardam e protegem tudo que há ali, com o juramento de não tocar em nada. Eu mesmo instruí eles a matar qualquer homem que tente chegar ali por ar. E é por isso que devemos chegar ao lugar por terra, onde só os escolhidos conhecem o caminho.

    -Certo...

    Chegaram então a um corredor escuro e úmido, cheio de irregularidades nas paredes, mostrando que obviamente aqueles corredores não foram feitos por mãos mortais. Preso por um suporte na parede, havia uma tocha, que Maglan acendeu e então disse:

    -Até aqui o caminho foi fácil, meu filho, mas agora é preciso que você saiba onde está indo. Qualquer pessoa pode chegar até aqui, e é por isso que a partir de agora haverá armadilhas pelo caminho. Apenas quem sabe onde está indo pode chegar à Floresta.

    -Entendido – disse Palan em um tom determinado, pronto para fazer o que o pai dissera. E ele fez. Degraus que sobem, degraus que descem, bifurcações, portões falsos que não necessitam de chave para ser abertos, e milhares de outras dificuldades foram postas naqueles corredores, e Palan sempre prestando atenção, sabendo que no menor erro da próxima vez que passasse ali poderia resultar em uma flecha errante em sua direção.

    -Estamos quase chegando, filho – disse Maglan depois de certo tempo andando pelos corredores – finalmente você vai ver tudo que eu vi, há muito tempo atrás, e ficar tão maravilhado como eu fiquei. – E logo após de dizer estas palavras, eles chegaram a um incrível portão brilhante feito de ouro, com maçanetas de bronze, e grandes faixas azuis contornavam a borda do portão. – Saiba que é uma honra, meu filho. – disse o Rei colocando sua mão esquerda em uma das maçanetas - O que você vai ver agora foi visto por poucas pessoas através dos séculos, uma dádiva dos deuses nas terras dos mortais. Quero que nunca se esqueça disto.

    -Não irei. – Palan forçava ao máximo para que sua voz ficasse calma, quando na verdade quase não podia conter sua ansiedade.

    E foi então que o Grande Rei de Caemus abriu os portões para a grande Floresta Sagrada, e Palan contemplou. Mas aquilo que viu não era o que esperava. Um rápido olhar para o rosto do pai pôde revelar a fúria e surpresa que ele tinha naquele momento, de repente ele perdeu uma das coisas mais preciosas que já tivera, pois toda a Floresta estava queimada, já não havia mais o verde das plantas, nem o vermelho das frutas, apenas o marrom dos poucos galhos que sobraram no duro e frio chão dourado.

    -Pai, o que aconteceu? – Palan não podia entender.

    -Convoque a Ordem!
     
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