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Quero, não nego; compro quando puder

A Melian criou este tópico para pedir livros?


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Melian

Período composto por insubordinação.
O título do tópico diz tudo (ou quase tudo). Espaço livre para falarmos sobre aqueles livros (não vale dizer "todos"; controlem-se, crianças!) que queremos, muito, comprar. Pode ser algo que ainda nem foi lançado (como a Ilíada do professor do Lufe que o Eriadan não desiste de esperar. Persistência é o seu sobrenome, Daniel!); pode ser algo raro, e caro, a primeira edição de alguma obra que seja tudo para alguém, mas que custe os dois olhos, o fígado e um queijo (acho que o queijo é o mais caro de todos). Pode ser algo barato, mas que, por inúmeras razões (a vida é cheia de som e fúria), não podemos comprar, de imediato. Enfim, manifestem seus desejos mais profundos (literariamente falando. Controlem-se! Ou eu chamo a Kimberly Raabe).

Vou começar. Ontem, a Anica falou, no Twitter, sobre o livro: Amanhã, amanhã, e ainda outro amanhã, de Gabrielle Zevin, que será lançado, no Brasil, em 30 de setembro. (Está em pré-venda, e tem brinde. Não faço ideia de qual seja o brinde, mas pobre ama brinde, o que significa que não sei se quero ler o livro ou ganhar o brinde). Segundo a Anica, o livro é muito bom. E, mesmo que ele não tivesse sido bem recomendado, eu me interessaria por causa do título. Um livro cujo título foi retirado de Macbeth 🥰 não pode ser ruim, né? Pode, mas não será.​
 
Essa semana eu passei no sebo, na volta do trabalho, e me encantei com esse livrinho (pra quem não conhece, é uma espécie de "romance" da Grécia Antiga, um ancestral do romance moderno rs, então tem valor histórico — mas tem também essa capinha muito fofa). Parecia bem traduzido, tinha introdução bacana, etc. Mas custava R$ 83. Daí saí de fininho e deixei por lá, pra quem tivesse condições de pagar :flag:

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O meu desapego material e físico com livros DVD´s, CD´s etc já me faria fazer passar quase batido por esse tópico, exceto apenas desejar ter um Kindle ou um concorrente que esteja a altura dele pra quebrar o monopólio "Amazônico" com tela colorida, bastante espaço de armazenamento e memória a um preço bem acessível. Pronto é só isso que desejo ter :)
 
Essa semana eu passei no sebo, na volta do trabalho, e me encantei com esse livrinho (pra quem não conhece, é uma espécie de "romance" da Grécia Antiga, um ancestral do romance moderno rs, então tem valor histórico — mas tem também essa capinha muito fofa). Parecia bem traduzido, tinha introdução bacana, etc. Mas custava R$ 83. Daí saí de fininho e deixei por lá, pra quem tivesse condições de pagar :flag:

Ver anexo 93848
A Denise Bottman tem uma tradução indireta do francês:
Não tarda e devemos ter uma direta do grego por aqui também...

Meu sonho de consumo é o dicionário Oxford de latim. Completamente fora da realidade de um brasileiro, mas quem sabe, um dia...
 
Eu tô há tempos namorando o Temporada de Furacões mas nunca abaixa o preço daquela budega. 50+ merréis pra um livro de 200 páginas é sacanagi. Sim, ajudar as independentes etc. inclusive já comprei outra vez uns dois livros da Mundaréu na livraria - um que eu logo li, outro que tá me encarando da estante -, mas eles eram maiorzinhos e o preço meio que o mesmo (faz um tempinho tbm)...
 

Esses aí, impressos sob encomenda...

Primeiro o Faerie Queene com arte de Walter Crane aí em cima.

Discutido aqui:


E esse outro aí , os Três Mulla Mulgars do Walter de La Mare com arte de Doroth Lathrop


Esse último discutido aqui:

 
Última edição:
Eu tinha o box com 4 volumes... Daí depois lançaram mais um volume e eu fiquei com cara de tacho. :(
Eu TENHO o box com os 4 volumes.... E agora já vou querer o quinto pra completar. Sacanagem.
donos da bola corinthians GIF by Band
 
Não vou dizer qual o meu "livro dos sonhos do momento", porque tô vigiando ele há meses na Estante Virtual. Vai que divulgo aqui, alguém pega a dica e compra. :lol:

Esse tópico da @Melian foi gatilho. Ao contrário do que sugere o título do tópico, comprei sem poder. E viva o cartão de crédito... :dente:

Então já posso contar o que era: o livro "Ecos do Mundo", que é uma compilação de crônicas jornalísticas do Eça de Queiroz, organizada pelo Rodrigo Lacerda, que também assina o texto de apresentação, e publicada pela Carambaia numa belezura de edição. Vou até deixar aqui a sinopse da Editora, que a isca ali é forte:

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Conhecido mundialmente como um mestre do romance, Eça de Queiroz (1845-1900) atuou em outros gêneros, entre eles a crônica jornalística. Parte de sua colaboração em periódicos trata de assuntos internacionais, valendo-se do conhecimento do escritor como diplomata. A CARAMBAIA lança uma seleção desses textos em Ecos do mundo, organizada pelo escritor, tradutor e editor Rodrigo Lacerda, que assina também a apresentação. Os artigos se alternam entre observações espirituosas de costumes, análises detalhadas do xadrez geopolítico da época, reflexões sobre tendências intelectuais e artísticas em Londres e Paris e narrações que beiram a escrita ficcional.

O Brasil ocupa a primeira parte de Ecos do mundo – título inspirado na coluna “Ecos de Paris”, publicada no jornal carioca Gazeta de Notícias, periódico em que se deu a mais longa colaboração jornalística de Eça (1880 a 1897). Em nove crônicas, fica evidente que o escritor via o Brasil com simpatia, sobretudo quando comparado a Portugal. Na provocadora crônica “O brasileiro”, que se refere aos portugueses que vêm morar no Brasil e retornam, Eça é taxativo: “Nós somos o germe, eles são o fruto: é como se a espiga se risse da semente. Pelo contrário! O brasileiro é bem mais respeitável, porque é completo, atingiu o seu pleno desenvolvimento; nós permanecemos rudimentares”.

Isso não quer dizer que o Brasil e os brasileiros sejam poupados da célebre ironia de Eça. Uma crônica descreve a confusa figura de D. Pedro II viajando pela Europa, sem saber se é imperador ou cientista – e sem convencer em nenhum dos papéis. Outra narrativa descreve e comenta o pandemônio provocado por estudantes durante a passagem da diva dos palcos Sarah Bernhardt pelo Rio de Janeiro.

Nas demais partes do livro, estão reunidos artigos não só sobre os lugares em que Eça morou, Inglaterra e França, mas também sobre a Itália, a Turquia, a China, a Tailândia e outros países, a maioria deles enredados em conflitos internos e externos. Eça escreve sobre alterações radicais no tabuleiro internacional, como a unificação da Itália e o desmoronamento do Império Otomano. Ao apresentar a seleção, Rodrigo Lacerda afirma que “o mundo em que Eça de Queiroz escrevia era ao mesmo tempo muito diferente e muito parecido com o nosso”. Se por um lado o autor discorre sobre o fim de diversas monarquias, também vislumbra as forças emergentes dos Estados Unidos e da China.

De seus postos de observação na segunda metade do “século escrevinhador”, quando os jovens “sofrem dessa posição ínfima e zoológica a que a ciência reduziu o homem”, Eça desenha um panorama que se estende para o passado e o futuro. Numa crônica sobre o esmaecimento da importância política e histórica da Revolução Francesa, lembra que na sua infância os eventos de 1789 ainda pareciam muito próximos na memória coletiva. E em “A perseguição dos judeus”, relata o preâmbulo dos acontecimentos dramáticos na Alemanha do século XX.

O projeto gráfico de Ecos do mundo, de Mayumi Okuyama, se inspira nas implicações da palavra “eco” e se estrutura na ideia de pontes e ligações, relacionadas à reunião de textos de diversas publicações que apontam para o passado e o futuro. Encadernado em capa dura, o volume traz o título serigrafado e repetido, como um eco, em seis camadas de tinta.

José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como “O Cenáculo”. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo.

Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance O mistério da estrada de Sintra. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance O crime do padre Amaro, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, O primo Basílio teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu Os Maias, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance A cidade e as serras, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.
 
Um trem que morro de vontade de comprar — só por ter, mesmo. Não é prático para manusear — é a Obra Completa de Machado de Assis - 3 Volumes, da Nova Aguilar. É de 1997, e só dá para encontrar em sebos, o que significa que o valor é bastante puxado. Já vi por mil reais. :shock:
 

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