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Quem leu Ferreiro de Bosque Grande?

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Elessar Hyarmen, 23 Jan 2017.

  1. Elessar Hyarmen

    Elessar Hyarmen Senhor de Bri

    Quem aqui já leu ou está lendo Ferreiro de Bosque Grande?

    Acabei de ler pela segunda vez.

    O que acharam da história?

    É realmente um grande conto de fadas, mas o que me chamou a atenção foi a forma como Ferreiro entra na Terra-Fada e lá passa por aventuras e conheçe a rainha élfica.
    A passagem ou porta do nosso mundo para a Terra-Fada é aquele que possui a Estrela, vinda em um pedaço de bolo na grande Festa dos Vinte e Quatro.

    Minha impressão:

    Não tem como não comparar. Fazendo um paralelo com o Legendarium que há no Silmarillion, pareçe que a Estrela é uma oportunidade dos homens entrarem nas "Terras Imortais" e assim, de forma indireta, os filhos de Iluvatar manterem contato, mesmo estando em dimensões diferentes e em tempos diferentes.
    Porque fazendo a analogia a questão da linha do tempo. Pareçe que é uma história medieval, dando prosseguimento nas Eras de Arda. Me lembra muito um mundo medieval, como se esse tempo medieval fosse algo como a Quinta ou Sexta Era dos Homens.

    Deixem suas opiniões.
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Eu tenho essa história em inglês (acho que no Tales of The Perilous Realm do qual por enquanto só li o conto do Tom Bombadil e trechos do Leaf), mas estou demorando porque vou indo por outro caminho antes de ler a história. Pelo que tinha lido no Tolkien Gateway a estória faria parte da abertura de um livro do George Mac Donald que é o The Golden Key. Mas o texto havia ganhado importância própria e virou um conto por si só. Já que o George é relacionado a influência de materiais como o Tolkien ainda estou pegando os livros dele antes para depois entrar no Smith. No projeto Gutenberg tem o livro completo e está na minha fila. Quando eu terminar devo voltar ao Tolkien porque vai me dar uma base melhor para abordar o sentido colocado no "ferreiro de Tolkien".
     
  3. Spartaco

    Spartaco James West

    Comprei neste último fim de semana e comecei a ler ontem. Estou achando bem interessante.
     
  4. _ Sauron _

    _ Sauron _ Senhor dos Lobisomens

    Li e tive exatamente a mesma impressão, a comparação com a Silmaril nas mãos de Earendil. A história de Earendil pode muitas vezes ser ofuscada no silmarillion como temos hoje pelas grandes alianças dos elfos nas primeiras batalhas de beleriand, e os contos de Túrin e Beren, mas também foi uma das primeiras pedras do edifício Silmarillion, de extrema relevância na obra de Tolkien como um todo.
     
  5. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Eu tinha ficado devendo postar aqui logo que eu terminasse o conto e promessa é dívida.

    Bem, inicialmente saí em busca de vídeos sobre George McDonald no Youtube e fui ler sobre a relação relutante de Tolkien com George na Enciclopédia Tolkien. De certo modo foi muito bom fazer isso especialmente pelo que contém o ensaio On Fairy Stories. Também foi legal porque acabei encontrando audiolivros gratuitos dos livros do George. :)

    Enfim, há no ensaio comentários de Tolkien com relação a referências e autores estudados em particular à Rainha das Fadas (Queen of Fairies) e lendas mais antigas como Undine que Tolkien poderia usar para escrever e George também, mas que George nem sempre acertava. Segundo JRR o George acerta por inteiro quando escreve The Golden Key mas acertou apenas parcialmente quando fez Lilith (e de fato em certo ponto o texto dele parece se obscurecer nesse livro).

    No que o On Fairy Stories descreve 3 elementos em contos de fadas:

    -Mistério: Sobrenatural (SuperNatureza).
    -Magia: Natureza aonde vivem os homens e os seres mágicos. Talvez aqui se enquadrem livros como The Night Side of Nature havendo uma divisão entre o lado visível da natureza e aquele lado que ainda é a natureza mas que fica além da capacidade dos olhos como micróbios ou estrelas.
    -Espelho: Focando aquilo que o homem conhece.

    Em um momento mais maduro Tolkien procura se manter longe de elementos que perturbem o desejo ou encantamento do mundo narrado, propiciando portas de acesso coerentes para com o poder de atração sem necessariamente depender de um público de crianças para o sucesso do texto.

    Chama a atenção em especial o que ele descreve como "day of judgement" desejado pelas crianças, uma espécie de porta do julgamento aonde alguns passam e outros não. Ora, nos tempos de George Julgamento e Purificação (o dia do julgamento é o dia da purificação) andavam juntos, que para um personagem conseguir "passar no teste" era necessário ser e estar puro para uma tarefa, do contrário continuaria aguardando o julgamento e não entraria na aventura (o famoso "puro de coração" sem erro de sentimento).

    No que quando Tolkien abre a porta das fadas para a entrada do ferreiro de bosque grande o lado oculto da natureza começa a dar sinais em eventos também ocultos como a estrela no pedaço de bolo. Além do mais, os caminhos por onde ele anda, ocultam a descrição pelo fato de eles mesmos só poderem ser encontrados estando já no lado mágico ou nas fronteiras dele. Nessas ocasiões o mundo comum era substituído de forma tão rápida quanto a perspectiva dos olhos no truque de uma ilusão de ótica. Com uma diferença, não era ilusão.

    O protagonista voltava dos passeios com um brilho, que poderia muito bem ser uma sensação que ultrapassa a luz radiante. Não obstante, o caso não fica por aí e certa vez ele traz também um objeto do mundo mágico (uma herança). Um presente da rainha do reino oculto ao habitante do reino visível.

    De fato o conto é também uma análise de que algumas coisas só podem ser procuradas ou encontradas se a pessoa estiver procurando exatamente por aquilo, ou seja, o ferreiro queria conhecer a fada. A fada já estava na mente do ferreiro ele precisou andar até lá. Poderia ser apenas uma peça pregada pelo reino mágico mas a história prefere contar que nele havia perigos e ocasionalmente esses perigos eram também perigos para nós.
     
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