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QUEM AMA LITERATURA NAO ESTUDA LITERATURA

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Zuleica, 22 Fev 2008.

  1. Zuleica

    Zuleica Usuário

    O objetivo aqui é questionar o modo quase infrutífero como se estuda e leciona literatura no Brasil. Segundo Rufino, para verdadeiramente estudar literatura, não adianta quase nada analisar as obras em relação aos movimentos, escolas e estilos de sua época, como se faz nos colégios e universidades brasileiras. Ele defende que o estudo de literatura só será socialmente relevante no Brasil quando ele for feito com base em antropologia, sociologia, psicologia, história, teoria da comunicação e até economia.
    Autor: SANTOS, JOEL RUFINO DOS
    Tradutor: MARINHO, VANESSA
    Editora: ROCCO
    Assunto: LITERATURA BRASILEIRA-TEORIA E CRITICA LITERARIA
    ISBN: 8532522246
    ISBN-13: 9788532522245
    Brochura
    1ª Edição - 2008
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  2. Anica

    Anica Usuário

    Em tempo, isso me faz lembrar uma conversa que tive com uma amiga minha, que foi pedir orientação para uma professora da UFPR. O tema da monografia dela envolvia basicamente Shakespeare e as adaptações de uma das obras dele para o cinema. A tal da professora alegou que aquilo "não tinha nada a ver com estudos literários".

    WTF.
     
  3. Tilion

    Tilion Administrador

    Estudos literários na verdade não deveriam se concentrar justamente nessas áreas citadas por ele, pois via de regra esse tipo de abordagem apenas usa o texto literário como muleta para justificar determinada ideologia do "crítico" (vide a "crítica marxista", por exemplo).

    Dai-me paciência...
     

  4. Não só a literatura deveria se expandir por outras áreas como a psicologia, história, etc, como a biologia, a física, a economia, a sociologia deveriam também se livrar do fetiche do objeto específico de estudo...

    Os "estudos literários" não deveriam ter medo das outras áreas... a literatura sobrevive a elas...

    Concordo que não deve haver uma subordinação do objeto com propósitos de argumentação (tipo, como a "crítica marxista" faz - ainda que não toda ela), mas fecha-la em si por preciosismo (ou por pretenção a ciência) só a torna algo fraco, um bijuteria... Não que ela tenha que ser útil como uma pá, mas com certeza ela é capaz de elucidar muita coisa (ou complicar - o que é quase melhor em tempos de simplificação)...

    Deleuze usa a literatura para fundar uma teoria da lógica, destruindo uma anterior; Foucault e Derrida vão mostrar as falhas da psicanálise em Queneau e Artaud; Latour critíca o "desvelamento" eurocentrico da antropologia a partir de autores indianos... Não reconheço nesses casos o uso da literatura como muleta...

    Nossos departamentos são traumatizados... eles querem ser reconhecidos como científicos, como áreas de conhecimento específicas... Esse fechamento é uma espécie de mágoa... Afinal, a Matemática, a Física, a Sociologia, etc lidam com números e, afinal, quem vai contrariar os números???

    Mas, por maiores esforços que façam, é sempre bom lembrar de Elias Canetti: "A Ciência é a Arte de ignorar"
     
  5. Tilion

    Tilion Administrador

    Não disse para não haver a aplicação de outras áreas nos estudos literários (pois é óbvio que se bem feito muito pode ser aproveitado dessa prática interdisciplinar), e sim que eles não devem se concentrar nelas, pelo motivo que já explicitei antes, pois invariavelmente é justamente isso que ocorre na maioria das vezes.

    O uso da literatura como mero instrumental para embasar determinada ideologia é maçante e faz um desserviço à própria literatura, banalizando-a justamente por deixar de considerá-la como expressão artística que é.

    Cansa.
     

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