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Que sejas

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Haleth, 7 Jan 2012.

  1. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Que sejas tu meu amor derradeiro:
    vivo e certeiro qual tempo que vai
    singrando meu norte, unindo-o à tua sorte,
    sem medo ou degredo frente a algum ai.

    Que sejas tu meu amor derradeiro,
    celeiro de vida erguida do chão:
    de semente plantada, de muda
    enxertada - ou de flor em botão.

    Que sejas tu meu amor derradeiro,
    braseiro inda aceso ao frio de abril.
    Resiste comigo até o jazigo:
    faremos da morte um beijo gentil.
     
  2. Graça Reis

    Graça Reis Usuário

    Muito belo, o seu texto.Gosto muito deste estilo,
     
  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Acho o ritmo anapéstico tão sexy... É daquele tipo de coisa que te faz querer ler o poema pouco se importante com o que ele tem a te dizer; apenas querendo sentir aquele cavalgar... Até o jazigo do sentido.
     
  4. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Mav, vc me faz me sentir uma gênia. Só descobri que anapésto existe e tem nome graças a ti. Acho que se tivesse querido fazer um negócio desses intencionalmente não conseguia nem com reza braba XD
     
  5. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Ana...pe... o q? hahahahahaah, Mavericco é d+ :)

    O poema parece de outro tempo, Manu. Não quero que soe como demérito... foi só como me veio, como eu li... amor "das antigas". Estilo dois velhinhos parecendo irmãos de mãos dadas numa praça....

    Maneirão

    Abração.
     
  6. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    E no seu caso você se saiu ainda melhor, tendo usado o anapéstico num decassílabo, quando ele é geralmente usado segundo a cartilha do Gonçalves Dias, que foi o seu maior usuário no Brasil (o Bandeira compara o ritmo do Gonçalves Dias com as sinfonias de Beethoven), que o utilizava geralmente, na arte maior, em eneassílabos e hendecassílabos... Os parnasianos gostavam do anapéstico nos alexandrinos, acentuando-os nas sílabas múltiplas de três; mas eu particularmente não acho o anapéstico no alexandrino muito bonito... Acho que ele é um tipo de verso que precisa ser usado com uma linguagem concisa, de "saltos", coisa que o Gonçalves Dias soube usar muito bem, como por exemplo em: No meio das tabas de amenos verdores, / Cercadas de troncos - cobertos de flores,, também utilizada pelo Castro Alves: Rugia a procela — nem ele escutava!... / Mil raios choviam — nem ele os fitou! E que me parece você também ter usado esse efeito na segunda estrofe: de semente plantada, de muda / enxertada - ou de flor em botão.
     
  7. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Vinnie, que bom! A ideia era essa mesma XD Amor das antigas, meu caro, só é em sépia pra quem olha de longe... :amor:

    Mav, tá bem, vc garantiu minha dose semanal de embestalhamento próprio e cultura útil. Obrigada, obrigada... hehe
     
  8. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Também curto bastante esse estilo, é quase que uma prece. Tua obra reflete bem como a maneira da escrita influência quando queremos dizer alguma coisa, e nesse caso a estrutura em si passa uma idéia de pureza e inocência, o que deixou genial.
     

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