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Qual será o futuro dos livros?

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Palazo, 24 Jul 2009.

  1. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Questão interessante levantada pela Revista Capitu sobre o futuro dos livros e cultura em geral, e creio ser interessante para ser discutida aqui no Meia.

    Fonte:
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  2. Anica

    Anica Usuário

    Sobre os leitores eletrônicos tipo o kindle, acho que o problema principal no momento é o valor - pelo menos para brasileiros. Ainda não chegou naquele ponto que vale a pena ter um. Mas não duvido que vá baratear com o tempo (lembram que só os riquíssimos podiam ter celulares umas décadas atrás?)
     
  3. alrob

    alrob Usuário

    A Anica tocou num ponto interessante, o barateamento.

    É um fato: Tecnologia lançada agora dentro de 6 meses estará com 20% do valor atual mais baixa e daqui uns anos torna-se muito barato, exemplo mais fácil: Pen-drives; Antes uma pendrive de 512mb custava 500 reais, hoje você arruma uma por menos de 20 reais (quase por 10) <e original!>

    Mas quanto aos livros, eu espero que nunca acabem!... Livro de papel não se compara a um Kindle!
     
  4. Anica

    Anica Usuário

    eu até diria que o formato eletrônico tem uma vantagem em comparação ao papel: a durabilidade. custaria muito menos manter uma "biblioteca" de títulos eletronicos do que uma de livros de papel, já que com o tempo vc tem que começar a investir na conservação dos livros ou simplesmente jogá-los fora qdo já estão tão destruídos pelo tempo que se tornam ilegíveis. por outro lado, convenhamos, qualquer coisa eletrônica dá pau hehehehe. imagina, vc tem trocentos mil livros em formato eletrônico e bans, perde tudo.
     
  5. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Ser pego de surpreso por aquela chuva repentina marota, ou então ter no bolso o aparelho quando aquele sapeca amigo te joga na piscina...

    Eu ainda prefiro os de papel, acho que a questão de conservação é bem mais tranquila se a qualidade da impressão voltar a ser como nos idos da década de 40/50. Peguei três livros impecáveis na biblioteca no projeto Livro Livre e olha que a biblioteca daqui não é um primor com conservação.
     
  6. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    A Anica tem razão, a durabilidade das obras não terá fim, ficarão em arquivos digitais perpetuando sua longevidade, e como disse Alrob, logo essa tecnologia estará a preços populares e acessivel a todos, inclusive superando ps problemas relacionados a direitos autorais.

    Quanto ao problemas de perder tudo, creio que faremos o mesmo que fazemos com fotos e trabalhos que hoje possuimos digitalmente, guardaremos em diversos lugares (Pen Drive, discos virtuais, Cd´s, etc, etc, etc...)
     
  7. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Outro ponto interessante é o espaço, os livros digitais não ocupam espaço... e sinceramente, quem tem espaço para ter uma biblioteca com 1000 livros?

    Veja a reportagem sobre os livros digitais e o papel eletrônico feita pelo Jorge Pontual, disponibilizada pelo blog
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    no youtube, dividida em 3 partes que se encontra completa
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  8. marcelo.lopes

    marcelo.lopes Usuário

    O futuro do livro é digital, não tenho dúvidas, mesmo gostando - e muito - do papel. Vai haver o barateamento dos leitores que usarão tecnologias como as do Kindle (o e-paper, se não me engano, que não emite luz forte, não maltrata os nossos olhos, não solta as tiras e não tem cheiro) e as editoras passarão a publicar seus livros em meio eletrônico.
    Foi assim com o LP, o VHS, o K7 e será com o livro impresso. Isso trará um monte de questões novas, para as quais ainda não temos resposta alguma, novas oportunidades, mas também problemas. Livros raros e de pouca possibilidade de venda provavelmente continuarão raros, e assistiremos ao fenômeno que já ocorre na música: uma incrível segmentação - bandas que têm 1000 fãs espalhados pelo MySpace lado a lado com fenômenos globais de popularidade.
    No futuro ainda mais distante, teremos implantes neurocibernéticos conectados diretamente ao nosso córtex cerebral, acessando redes a partir de nosso pensamento e lendo livros sem precisar sequer de... opa, desculpa, me empolguei. :g:
     
  9. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Eu ainda sou cético com relação a mudança da midia utilizada para ler o livro. Ainda acho que apesar das inovações o livro vai continuar. Acho que kindle pode até pegar para livros onde vc precisa de fazer consultas eventuais (manuais, livros técnicos ou pessoas que fazem utilização de livros, ainda que romances nos seus trabalhos de dia a dia). Pra maioria acho que o papel prevalece.

    Primeiro pelo preço. O kindle exige investimento e ainda mais no brasil, é um risco ficar andando com aquilo nos onibus, metros e etc. Segundo pela maleabilidade do livro. Vc joga na mochila sem preocupação se vai quebrar, dobra, lê em qq lugar. Sei que o Kindle é melhor q ler no monitor por exemplo, algo q eu acho inaceitável, mas nunca vi pra saber o quão bom é. Pra mim, isso de livros digitais nunca pegou pq por mais q seja gratuito eu simplesmente não consigo ler um livro no computador e imprimir muitas das vezes sai até mais caro.
     
  10. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Quanto ao preço, ele vai baratear como qualquer outro equipamento eletrônico. Fora os apelos bara baratear os livros e o apelo ambiental, tão em moda, uma vez que os livros não serão mais impressos.

    Mas o grande fator que eu acredito que seja é o espaço, quem hoje tem espaço para ter uma coleção de 1000 titulos?
     
  11. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Não sei. Sempre tem as pessoas que não gostam de tecnologia ou gostam muito de livros em papel. Eu sou daquelas que adora pegar um livro, ver sua capa, sentir o cheiro das folhas novas ou velhas. Acho que o livro impresso nunca vai acabar.
     
  12. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Barateia entre aspas( eu podia ter escrito "Barateia" mas acho que a expressão já pegou :lol: ) pq pode ser q não custe mais 2000 reais, mas ainda vai custar uns 200/300 que é o preço de um bom MP3 player hoje em dia. E isso é valor suficiente para ser alvo de roubos e assaltos. Se não for mais caro já que a escala da indústria da música é bem maior doq a da literatura.

    Acho esse o fator menos importante. Afinal quem é que tem coleção de mais de 1000 livros. Estamos falando de um número muito limitado de pessoas. Além disso, existe a vontade de ter o livro, o status da prateleira cheia e isso é intangível nesse caso. Quem faz questão de ler e guardar o livro, gosta dele na prateleira. Quem aceita ter uma coleção de PDF é o mesmo leitor que depois q a prateleira tá cheia doa/vende os livros pra dar uma limpeza na casa.
     
  13. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    O verbo "baratear" realmente deve ter virado moda, professor Paschale deve enlouquecer quando ouve ou lê isso...rss

    Hoje é possivel encontrar MP3 players muito mais baratos, por cerca de R$70, além de ser item quase obrigatório nos celulares. O preço nos EUA é de US$ 300,00 (Kindle), o que concordo ser caro, porém creio que irá diminuir (evitando o "baratear", rs) assim como acontece com a TV, DVD, Radios, MP3, etc, etc, etc...

    Talvez vc tenha razão, mas o mesmo argumento era usado por colecionadores de Vinil, Fitas Cassetes, CD´s (e futuramente de DVD´s) etc, etc, etc... Nada disso acabou (ainda), e creio que o livro também não vai acabar, sempre existirão exemplares por ai, eu inclusive tenho e terei minha pequena biblioteca particular.

    Mas tudo depende de como o mercado reagirá ao leitores digitais e novas tecnologias. Se pegar (e creio que vá pelo comentários e reportagens que já ouvi), as novas gerações vao crescer com o livro digital, e tornar o livro algo obsoleto.

    Afinal, qual a melhor forma de procurar um livro? Olhando em algumas prateleiras e pilhas de livros, ou digitando o titulo e fazendo uma busca em uma bibioteca digital? A praticidade domina os novos tempos.
     
  14. mandah

    mandah Usuário

    Apesar de livros digitais serem mais práticos e poderem se tornar até mais baratos, eu não abriria mão do livro impresso. Não consigo ler se não estiver tocando o livro, sentindo seu cheiro, mas eu não duvido que os livros digitais se tornem maioria no mercado. A maior parte das pessoas prefere praticidade, mas sempre restarão os que preferem livros impressos, por isso, acho que sempre existirá a impr~essão de livros, mesmo que em pequena quantidade.
     
  15. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    Olha, eu, assim o pessoal aí em cima, acredito sim que com o barateamento desses livros eles seriam mais comprados. Particularmente eu sou e permaneço Old School, eu gosto de papéis, eu gosto de ver as capas, eu gosto de folhear e não acredito que os livros impressos desaparecerão um dia, ou pelos menos, espero que não.
     
  16. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    O nosso gosto é muito pouco perto do mercado. Muitos de nós adorava vinil e isso não impediu seu fim. Tb diziamos que compraríamos CDs pra sempre, pela caixa e os extras e só baixamos musica.

    Primeiro que muitas pessoas comprariam isso por não ligarem pro livro. Outras de nós, torcemos pra não mudar mas se mudar aderimos pela questão financeira. E tem ainda aqueles que começam a ler já direto no kindle e com o tempo estes dominam o mercado.

    No entanto, apesar disso, de saber que a opinião dos colecionadores influenciar pouco ou nada no mercado, acredito que a massa ainda não vai aderir, oq inviabiliza os outros argumentos ali.

    Só acho que o Kindle pega se descambar pra pirataria, como os mp3s. Pelo menos aqui no Brasil. Vc não veria uma popularização do MP3 se tivesse de pagar 2 reais por música lá.
     
  17. Petra

    Petra Usuário

    Particularamente eu prefiro mil vezes o livro impresso, as folhas, a capa. O verdadeiro livro. Também adoro folhear o livro e ver uma estante cheia deles, organizados e quando der vontade simplesmente abrir na minha página favorita.
    Claro que a tecnologia vai chegar, é óbvio, como os e-books já chegaram. Mas quem ler um e-book e realmente gosta e pode comprar o livro depois, sempre compra.

    Também que os livros impressos vão sumir, pelo menos eu espero e torço que não.
     
  18. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Essa é uma boa discussão Fingolfin, e acredito que esse fato tenha influencia no mundo todo, visto que a internet questiona os modelos de mercado ligados a direitos autorais (música, livros, informação, etc, etc, etc).

    Talvez a dúvida seja:
    Será que a industria de direitos autorais está preparada para combater a pirataria desde o inicio no caso dos livros, ou temos um novo modelo já estabelecido?
     
  19. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Eu acho que a pirataria da literatura fica mais restrita justamente pela questão da midia. Podemos falar oq for, mas um "livro player" nunca vai ser tão prático qto um mp3 player, q conforme falado já é item obrigatório de qq celular descente.

    Não existe ganho de mobilidade que sempre foi um dos principais ganhos do mp3. O ganho é de armazenamento total(ou prateleira de casa) e de custo. Só. No entanto, ao contrário do caso da musica, as perdas são mais reais. Ouvir uma música do CD ou Mp3 pra vc é indiferente. Andar com um diskman na rua é intolerável.

    Agora livro não. Pode ser q andar com 5 livros seja, mas 1 nem é tanto. Além disso livro só anda na bolsa de poucos. Muitos optam por ler em casa mesmo. Tem o fato de ser alvo de assalto e mais frágil que um livro. No final é pouca vantagem pra pegar. Acho que o Kindle pode pegar por exemplo para revistas. Principalmente em cidades do interior onde a distribuição é mais lenta e demorada.

    Mas bem, eu sou um cara que tinha certeza q SMS ia fracassar (e ainda não entendo hoje pq as pessoas insistem em usá-lo ao invés de ligar) então...
     
  20. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    Fingolfin: O nosso gosto é muito pouco perto do mercado. Muitos de nós adorava vinil e isso não impediu seu fim. Tb diziamos que compraríamos CDs pra sempre, pela caixa e os extras e só baixamos musica.

    Sim, eu concordo com isso, por isso disse que espero que não aconteça.
    Quanto a questão da pirataria, concordo com isso: O ganho é de armazenamento total(ou prateleira de casa) e de custo. Só. No entanto, ao contrário do caso da musica, as perdas são mais reais. Ouvir uma música do CD ou Mp3 pra vc é indiferente. Andar com um diskman na rua é intolerável.
     

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