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Qual narração é melhor?

etienne

Usuário
Aiya! Gostaria de saber se vocês preferem narração em primeira ou terceira pessoa. Pessoalmente acho muito difícil encontrar um bom texto em primeira pessoa, que não fique tão enjoativo ler o que o personagem pensa. Prefiro em terceira, com o narrador implicito, como Tolkien sempre escreveu.
 

nemorendil

Usuário
Depende do gênero e do tipo de livro.
Algumas coisas acho particularmente difícil de dar certo em terceira pessoa. Outras, concordo que é um porre em primeira pessoa.
Em geral, livros de fantasia, aventura etc, acho que a narrativa em terceira pessoa se adequa melhor. Porém, imagine um Memórias Póstumas de Brás Cubas em terceira pessoa :P
 

Myreal

Usuário
Ah, narrações podem ser boas tanto em primeira quanto em terceira pessoas - sem contar que a forma como é construída uma narração muda a impressão sobre o livro.

Exemplos de narração em primeira pessoa que são também um mergulho no narrador-personagem e na sua percepção da cena (e que eu considero excelentes) são: Memórias Póstumas de Brás Cubas, do grande Machado de Assis, Reparação, do Ian McEwan e Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery.

Agora livros lindos em terceira pessoa são Retrato de Uma Senhor, do Henry James, e também A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, para citar dois de que eu gosto.

Depende muito da proposta do autor e da personagem - o Holden, do Apanhador do Campo de Centeio, é uma personagem que você pode amar ou odiar, e isso influi tremendamente na forma como o livro se reflete em você. Agora, para retratar mentalidades, muitos autores se usam da primeira pessoa porque ela propicia uma imersão em um caráter e pensamento - o que é possível de se ver em narração de terceira pessoa somente quando temos um narrados onisciente.
 

Bilbo Bolseiro

Bread and butter
É difícil dizer qual seria a melhor. Como já comentaram, existem diversos tipos de estórias, na qual cada uma forma se encaixa e é mais adequada. Depende muito da trama e do estilo do autor.
 

Pim

God, I love how sexy I am!
Prefiro a boa narração. Nela a gente nem para pra pensar se é primeira ou terceira pessoa, a não ser em análise crítica da obra.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Eu gosto de bons textos, textos bem escritos - sejam eles narrados em primeira ou terceira pessoa -, textos que me façam lembrar, o tempo inteiro, o porquê de eu amar Literatura. Gosto de textos que despertem as minhas mais profundas e inenarráveis emoções. E tanto obras cujo foco narrativo é centrado na primeira pessoa quanto obras cujo foco narrativo é centrado na terceira pessoa me proporcionam isso. Então, sinceramente, não tenho uma preferência, não.

Exemplos de boas obras narradas em primeira pessoa, temos muitos: Memórias Póstumas (que já foi citado), Dom Casmurro, Grande Sertão: Veredas, etc.
 

Fúria da cidade

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Usuário Premium
Pra mim não vejo nenhuma regra a ser rigorosamente seguida na aplicação da primeira ou terceira pessoa. Se o autor é compentente ele pode fazer seu texto ser apreciável e envolvente nas duas.
 

Sentinela

.............
Essa pergunta me fez lembrar de uma coisa que estava pensando outro dia enquanto lia "Os Irmãos Karamázov", do Dostoiévski. Em muitos trechos do livro ele usa expressões como "não vou falar sobre isso agora" ou "vou repetir pra ficar claro", ou seja, conta a história de terceiros usando a primeira pessoa, como se fosse uma conversa de bar. Me fez lembrar das falas do Gandalf nos livros do Tolkien, minhas passagens favoritas, que dão a impressão de estar com ele ao lado da chaminé lá no Bolsão.

Concordo que os dois estilos podem ser muito bons, mas esse mistura dá um tom mais próximo muito agradável.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Concordo que os dois estilos podem ser muito bons, mas esse mistura dá um tom mais próximo muito agradável.
:yep:

Tem um livro, do qual gosto muito, que é divido em três partes. Nas duas primeiras, o foco narrativo é centrado na terceira pessoa. Na última, é centrado na primeira. E o melhor: esse deslocamento, conforme o enredo, faz todo o sentido do mundo. Ah! o livro é "A mulher comestível", de Margaret Atwood.
 

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