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Primo de Messi, Paulo Baier e outros 77 atletas processam games de futebol

Tópico em 'Esportes' iniciado por Fúria da cidade, 2 Mai 2017.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Mais de 70 jogadores brasileiros entraram com ação contra a Konami (Pro Evolution Soccer) e EA Sports (Fifa 17) por uso de suas imagens em jogos de videogame. A lista de atletas que buscaram a Justiça contém em sua maioria futebolistas renomados, como Paulo Baier (que já encerrou a carreira), Maxi Biancucchi (primo de Lionel Messi), Wellington Paulista (atualmente na Chapecoense), Vanderlei (goleiro do Santos) entre outros.
    Quatro atletas venceram a EA Sports em 2ª instância, casos de Magrão (Sport), Reinaldo (ex-Flamengo, SP e Santos), Fierro (ex-Flamengo) e Wellington Paulista (Chapecoense). Confira abaixo outros atletas e os valores pedidos nos tribunais.

    Nesta terça-feira, o TJ-SP julgou procedente a ação do ex-jogador do Santos Anderson Carvalho, condenando a EA Sports em R$ 14 mil. Cabe recurso.

    Os processos envolvem jogos de videogame de 2007 a 2014.
    Nos processos, a defesa da EA Sports informa que os acertos são feitos diretamente com a FIFPro, Federação Internacional de Futebolistas Profissionais. A empresa de games destaca que os valores são pagos à FIFPro, que ficaria encarregada de repassar aos sindicatos e associações de atletas dos respectivos países. No Brasil, a Fenapaf é a entidade que representa os jogadores.

    "[A EA Sports] possui Contratos de Licença para uso e exploração dos direitos de imagem dos jogadores com a FIFPro –por meio dos quais se assegura a cessão do direito de imagem de jogadores de diversos países, incluindo do Brasil, pelo período de novembro de 2003 a dezembro de 2015"

    As ações judiciais contra a Konami ainda não foram julgadas. Advogado dos atletas na Justiça, Joaquin Mina ressalta que nenhum jogador assinou contratos para cessão da imagem, e que as empresas de games utilizam gráficos e representações dos atletas para fins comerciais, mesmo sem o repasse de porcentagem aos mesmos.

    "A autorização que a EA Sports e Konami se valeram é da FIFPro, mas no Brasil ela não tem validade. Na lei brasileira, a autorização é pessoal e expressa. E isso [assinatura de contratos para cessão da imagem] não aconteceu".

    O UOL Esporte não conseguiu contato na segunda-feira com a Fenapaf.
    Decisões judiciais favoráveis contra empresas de jogos de videogame (cabem recurso):

    David França (Santa Cruz e ex-Goiás) - R$ 110 mil
    Lúcio Flávio (Ex-Botafogo) - R$ 110 mil
    Ayrton (Pysandu e ex-Palmeiras) - R$ 100 mil
    Renan Oliveira (América/MG) - R$ 100 mil
    Tobi (ex-Sport) - R$ 80 mil
    Emerson Santos (ex-Bahia) - R$ 60 mil
    Vanderlei (Santos) - R$ 55 mil
    Magrão (Sport) - R$ 55 mil
    Wilson (Coritiba) - R$ 50 mil
    Ygor (Ex-Fluminense e Vasco) - R$ 50 mil
    Omar (ex-Bahia) - R$ 50 mil
    Renato Cajá (Ponte Preta) - R$ 45 mil
    Fierro (ex-Flamengo) - R$ 40 mil
    Maxi Biancucchi (Ex-Bahia) R$ 40 mil
    Reinaldo (ex-Flamengo, SP e Santos) - R$ 30 mil

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    Do jeito que a coisa vai, daqui um tempo essas empresas vão ter que fazer como em vários jogos dos anos 90 quando se usava mais nomes fictícios de jogadores e camisas de até sem escudo pra não ter passar por isso.
     
  2. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Problema é que eu confio mais em seriedade da Konami e EA do que na seriedade de repasse dos sindicatos mencionados.
    Mas obviamente o problema é que a FifPro aparentemente negociou coisas que ela não tinha poder de negociar.
     
  3. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    É por essas e outras que muitos reclamam que não tem tanto times brasileiros nos principais jogos e ainda não entendem.

    PS: Agora vi que o tópico estava em Esportes.
     

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