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Primatas raros podem estar falando entre si

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 24 Abr 2013.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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    Enquanto estudava geladas, um primata aparentado com o babuíno que vive apenas no Planalto da Etiópia, o biólogo evolucionário Thore Bergman tinha a sensação de que alguém falava com ele apenas para depois perceber, como ele afirmou ao Los Angeles Times, que eram “apenas os geladas”. Como Bergman, um pesquisador da Universidade de Michigan, relata em seu estudo recém-publicado na Current Biology, os geladas fazem estalos com os lábios (como se estivessem beijando) e outros sons que não apenas se assemelham a sons da fala humana mas oferecem dicas de como a fala humana se originou.

    Os geladas são capazes de estalar os lábios movendo seus lábios, língua e o osso hioide por baixo todos juntos. Eles também vocalizam enquanto fazem isso, desse modo produzindo sons que lembram a fala humana. Enquanto isso a maioria dos primatas se comunicam em uma ou duas sílabas que são em sua maioria em tons baixos.

    Bergman se refere às vocalizações dos geladas como “oscilante” e está agora no processo de analisá-las para ver se produzem algum ritmo que lembre aqueles da fala humana. Isto é, palavras são apenas um aspecto da fala humana, os ritmos e tons de nossas vozes também nos ajudam a nos expressar. (Meu filho autista usa apenas uma pequena quantidade de palavras para se comunicar, mas também produz uma variedade de sons que são com certeza uma forma de comunicação, não vemos apenas sons como sinal de linguagem).

    De todos os sons dos geladas que lembram a fala humana, não está ainda claro para qual propósito seus estalos e as “oscilações” servem. Bergman ressalta na Wired que os geladas têm uma “situação social muito complexa” e vivem em grupos que permanecem juntos por muitos anos; as fêmeas em especial mantém longos relacionamentos. Os grupos de geladas podem incluir várias centenas de indivíduos. Como Bergman salienta:

    Como ele também comenta:

    Enquanto nós certamente usamos a linguagem para espalhar ideias, expressar nossas crenças e muito mais, nós também falamos para interagir uns com os outros. Conversas casuais são apenas um exemplo, como é o uso de palavras como “oi”, “olá”, “adeus”,”por favor” e “obrigado” – de fato, autistas como o Charlie devem ser ensinados frequentemente como usar tais palavras e para os seus propósitos sociais apropriados.

    Estalos de lábios também foram identificados em macacas (gênero de primatas da subfamília dos Cercopithecinae) e, segundo a Wired, foi descoberto que eles têm uma “correspondência intrigante aos ritmos universais da linguagem humana”; os estalos das macacas são diferentes dos movimentos que fazem ao comer.

    A descoberta das habilidades vocais únicas dos geladas – estalos além das “oscilações” – também aumenta as dúvidas intrigantes sobre a origem da linguagem humana. Será que foi assim, nós primeiro produzimos sons complicados em diferentes ritmos e padrões e então percebemos que com esse maior arranjo de sons ao nosso dispor nós podíamos nos comunicar mais? Ou foi como Bergman se pergunta, que por causa de termos mais a dizer e para se comunicar “nós desenvolvemos uma habilidade para produzir uma maior variedade de sons”?

    Talvez você possa colocar o questionamento desse modo: nós falamos por que precisamos nos expressar ou foi apenas no processo de fazer sons que chamamos de “fala” que percebemos que tínhamos algo a dizer?

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  2. adrieldantas

    adrieldantas Relax and have some winey

    Muito interessante. :)
     

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