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Notícias Preço fixo no livro

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Ecthelion, 28 Jun 2017.

  1. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    O preço do livro caminha para ser fixo
    POR LAURO JARDIM

    27/06/2017 09:25


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    Marcos Alves | Agência O Globo




    A ideia de se adotar um preço fixo para livros no Brasil está caminhando no Congresso.

    Lindbergh Faria, relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado do projeto que institui o "preço livro do livro em todos os formatos", deu parecer favorável ao texto.

    Por ele, livrarias (online e físicas) só poderão dar até 10% de desconto num livro nos doze primeiros meses após seu lançamento — depois desse período, estão liberados abatimentos maiores.

    A prática é corrente na Europa.

    Aqui, as editoras sempre foram contra a ação. Mas mudaram de posição. O motivo tem nome e sobrenome: Amazon.

    A gigante do comércio eletrônico tem ganhado mercado no Brasil. Sua capacidade de dar descontos, segundo o temor do restante do mercado, pode sufocar os concorrentes, sobretudo as livrarias físicas.

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    O projeto no senado

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    PROJETO DE LEI DO SENADO nº 49, de 2015
    Autoria:
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    Relator atual:
    Lindbergh Farias
    --- Mensagem Dupla Unificada, 28 Jun 2017, Data da Mensagem Original: 28 Jun 2017 ---
    ...............................
    Sinceramente, achei mais um projeto ruim vindo do PT.
     
  2. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Não queria mais comprar livros mesmo :wall:
     
    • LOL LOL x 1
  3. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Acho que seria importante fomentar a abertura e facilitar a manutenção das livrarias de bairro. Mas não acho que esse seja o projeto adequado. As redes menores e as livrarias independentes vão acabar vendendo muito mais best-sellers recém lançados, que vão conseguir oferecer a preços mais competitivos, empobrecendo os catálogos. As grandes redes - a Saraiva já sinalizou com a alteração do Saraiva plus - vão recorrer a planos de fidelização, oferecendo descontos diretamente nas contas dos usuários, e não nos livros.
     
    • Ótimo Ótimo x 2
  4. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    Bom e ruim para o consumidor, ambos sob o ponto de vista da livre concorrência. Contraditório? Não: regulação sobre práticas do mercado acaba aumentando os preços, mas ao mesmo tempo, em alguns casos, pode ser necessária para garantir a existência de concorrência contra o estabelecimento de alguma hegemonia, que invariavelmente resultará em prejuízo ao consumidor. Também acho que o ideal é fomentar de todas as formas possíveis a iniciativa privada, mas todos os países do mundo acabam tendo que fazer esse controle - inclusive um dos que mais fazem é o Estados Unidos, expoente liberal.
     
    Última edição: 29 Jun 2017
    • Ótimo Ótimo x 1
    • Gostei! Gostei! x 1
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Uma das promessas é de que, assim, o valor de capa que comumente é aumentado para que eles consigam ter uma margem de manobra maior na hora dos descontos seria reduzido e assim os livros todos ficariam de um modo geral mais baratos. Ou seja: quando se lança um livro, mesmo que ele custe, sei lá, 20 reais, você precisa colocar o preço na faixa dos 50 pelo menos pra que possa ter essa margem de manobra na base dos descontos, fazendo eventualmente uma queima de estoque com o livro a 30 -- o que não será prejuízo pois o livro ainda assim tá em conta.

    Como todo bom pão-duro, refestelo-me no meu kkkkkkkk diante de uma promessa destas. Mas acho que é como o camarada @Jacques Austerlitz disse: as grandes redes vão continuar tecendo estratégias pra permanecer no mercado predatório. Não acho que isto mudará alguma coisa pras editoras pequenas e independentes... Livro é um negócio muito complicado. Não é porque o livro da minha micro-mini-editora custa 50 reais que ele por conseguinte perderá espaço para o da mega-macro-editora que consegue ter um preço de capa também a 50 mas um desconto de 50% a cada Aleatório-Santo-Friday. Então fico meio sem entender até que ponto isso vai mudar tanto.

    De todo modo, as livrarias físicas não estão sufocadas só pelos descontos. Não vou mentir que em parte é isso mesmo -- eu quase nunca compro numa livraria física pois PRA QUÊ, NÉ MORES, eu vou jogar uma onça em cima da brochura se na INTERNETZ eu compro com um mico e ainda ganho um livro da Kéfera. Mas há que se considerar que o modelo delas tem se tornado meio megalomaníaco. Vide o caso da FNAC. Chamar aquilo ali de livraria chega a ser um ultraje. É como se eles tivessem perdido a capacidade de se comunicar com o leitor, sei lá. Eles focam num público que (é a minha impressão pelo menos) não fideliza. O leitor de raiz mesmo quer é um outro modelo de livraria, onde o fato dos caras venderem sanduicheiras com Minecraft não é um atrativo de jeito nenhum.
     
    • LOL LOL x 1
  6. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    O problema desse tipo de análise é que ele desconsidera o elemento político e seu funcionamento, e toma como dado que, se almejamos determinado fim social, então uma escolha política que tenha como intenção tal fim irá inevitavelmente atingi-lo, e sem custos colaterais. Não funciona assim, por diversos motivos. Primeiro, pelo fato de que a sociedade e os mercados não são máquinas determinísticas, onde puxar alguma alavanca vai fazer com que as engrenagens funcionem como queremos. Segundo, e mais importante, pelo fato de que a opção pela intervenção política sempre traz consigo colateralidades, uma vez que os próprios mecanismos e estruturas necessárias para a consecução da intervenção almejada são eles mesmos vetores de disputas particularistas, que se escondem por trás do verniz das intenções benevolentes. E é assim que chegamos ao oxímoro dessa intervenção: propõe-se intervenções para garantir a concorrência, mas as próprias intervenções deixam as portas abertas para que o interesse particular asfixie a concorrência através da intervenção política [1].

    Senão, basta questionarmos: foi algum interesse dos consumidores que gerou essa demanda por preço fixo? Os consumidores foram lesados, e resolveram reclamar de quem dá desconto? Ou será que alguns burocratas se julgam iluminados o suficiente para saberem o que é melhor para os consumidores de livros, e decidir por eles (tudo com as melhores intenções, lógico)? Ou então talvez alguns grupos bem específicos estejam interessados nessa intervenção?

    Lei básica da economia política: quando existem benefícios dispersos e custos concentrados, aqueles que que carregam os custos irão agir coordenadamente para reverter a situação pela via política, obtendo benefícios concentrados à custa de custos difusos - e quem agora arcará com estes custos não tem articulação suficiente para resitir a isso, justamente pelo fato de seus interesses estarem dispersos.

    ---
    [1] Por exemplo, existem vários estudos empíricos que procuram estudar as origens das demandas por medidas anti-truste e seus impactos sobre a concorrência e o bem-estar do consumidor. O que eles tendem a encontrar é que as políticas anti-truste: 1)
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    ; e 2)
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    , pois, entre outros motivos, 3)
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    .
     
  7. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Só acharia bom se o preço fixo fosse somente pra definir tetos máximos que impeça preços abusivos ao consumidor e por consequência torne o acesso aos livros maior e mais justo.
    Já por outro lado, se houver teto mínimo e atrapalhar que as mesmas tenham a liberdade de praticar descontos e promoções quando bem entender, com certeza será ruim.
     

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