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Por que os mangas sao sempre mais complexos, mais serios e mais violentos que os equivalentes animes?

Eu mesmo com mais de dez anos de otakuzice, nunca li mangá. :chibata: Prefiro esperar e ver o anime.... Livro tem muitos recursos que as adaptações audiovisuais não podem ter, mas mangá parecem apenas storyboards dos próprios animes.....
Que recursos livros tem que os vídeos não tem?( tirando leitura e ilustracoes e as paginas obviamente)?Como isso e possivel??
 

Béla van Tesma

Blood-sucker
Bem, daí nós discordamos já na premissa de que o quadrinho é uma arte limitada. E de que é um mero storyboard pronto pra ser filmado.
¯\_(ツ)_/¯

Como eu já disse em outra ocasião, os quadrinhos do Watchmen, por exemplo, pra mim são uma experiência muito superior a qualquer filme de super-herói já filmado. E não é porque tenham sido todos adaptações ruins. Não foram. Mesmo a adaptação do Watchmen eu acho muito boa. Só que não funciona do mesmo modo, não consegue transmitir a mesma profundidade dos personagens. O elemento subjetivo, que é um diferencial na literatura, a capacidade de explorar o psicológico com profundidade filosófica, está presente também no bom quadrinho. Esse elemento se perde na passagem para uma mídia essencialmente visual/sonora como o cinema. Cada uma tem lá suas vantagens e desvantagens. Pra não falar que a própria imagem no quadrinho é de outra natureza. É arte sequencial, cada quadro e estático; a relação do leitor com a imagem tem outro ritmo, semelhante ao da leitura de um livro: o leitor lê, pára, contempla o quadro, medita naquilo, volta quando quer etc. Não é uma fruição contínua em linha reta com um ritmo pré-definido já pela mídia. Entre outras coisas.
 

Béla van Tesma

Blood-sucker
Que recursos livros tem que os vídeos não tem?( tirando leitura e ilustracoes e as paginas obviamente)?Como isso e possivel??
O mesmo recurso que faz com que filosofia se faça por escrito e não por imagens dinâmicas: a capacidade de elaborar raciocínios complexos, densos, de explorar a consciência detida e profundamente — que a imagem não te proporciona. Mesmo que você meta um narrador em off pra compensar, já haverá a diferença entre língua escrita e falada e suas peculiaridades (além de que o resultado será péssimo kkk).
 
O mesmo recurso que faz com que filosofia se faça por escrito e não por imagens dinâmicas: a capacidade de elaborar raciocínios complexos, densos, de explorar a consciência detida e profundamente — que a imagem não te proporciona. Mesmo que você meta um narrador em off pra compensar, já haverá a diferença entre língua escrita e falada e suas peculiaridades (além de que o resultado será péssimo kkk).
Ah ta entendi... E que eu so gosto de livros ilustrados rs
 

Haran

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Bem, daí nós discordamos já na premissa de que o quadrinho é uma arte limitada. E de que é um mero storyboard pronto pra ser filmado.
¯\_(ツ)_/¯

Como eu já disse em outra ocasião, os quadrinhos do Watchmen, por exemplo, pra mim são uma experiência muito superior a qualquer filme de super-herói já filmado. E não é porque tenham sido todos adaptações ruins. Não foram. Mesmo a adaptação do Watchmen eu acho muito boa. Só que não funciona do mesmo modo, não consegue transmitir a mesma profundidade dos personagens. O elemento subjetivo, que é um diferencial na literatura, a capacidade de explorar o psicológico com profundidade filosófica, está presente também no bom quadrinho. Esse elemento se perde na passagem para uma mídia essencialmente visual/sonora como o cinema. Cada uma tem lá suas vantagens e desvantagens. Pra não falar que a própria imagem no quadrinho é de outra natureza. É arte sequencial, cada quadro e estático; a relação do leitor com a imagem tem outro ritmo, semelhante ao da leitura de um livro: o leitor lê, pára, contempla o quadro, medita naquilo, volta quando quer etc. Não é uma fruição contínua em linha reta com um ritmo pré-definido já pela mídia. Entre outras coisas.

Pode ser, como disse, não li nenhum inteiro, tô só falando do que achei a partir de contatos bem breves com as mídias. Vou ler Wathcman então, vamos ver se encontro essa tal experiência que é tão inconciliável com a experiência cinematográfica... :naoteouc:
 
Última edição:

Neoghoster Akira

Brandebuque
De minha parte eu vejo que parâmetro de maturidade é bem complicado de se comparar apenas em uma única métrica dos dois grupos (entendendo que HQ seja ocidental na forma e conteúdo e mangá seja algo produzido por japonês, no Japão com meios e fins orientais).

Sobre HQs existem obras em HQ que dependem de uma formação cultural razoável e mínima do leitor para poder detectar as referências (ex: Sandman) e o aproveitamento só ocorrerá se o leitor possuir um "background" de instrução por trás pra significar e entender o que se está lendo. Além da instrução ele também precisa ler a obra munido de cultura e experiência (que é diferente de treinamento e instrução).

Mangás também usam desse recurso em certos títulos pois lá eles separam os públicos por faixa etária e os mais maduros podem ter esse tipo de conteúdo que poderá reconhecido as vezes apenas por quem mora nas regiões inspiradoras das histórias, etc...

Todavia é notável que as sociedades alvo são diferentes. Oriente é vista como a "terra da contemplação" e introspecção, o sistema lógico de pensamento também é diverso e vejo uma exploração intimista em um número muito maior de páginas das obras deles do que das ocidentais que focam reflexões focadas bastante na ação externa e prática. Os orientais experimentam muito com o interior das pessoas, brincam com intrigas e sentimentos dos personagens e eles fazem o possível para mostrar isso na forma visual e de arte dinâmica, por exemplo o Shinichi Sakamoto nesse vídeo fala que não gosta de representar sons com letras pois isso seria injusto com a mídia visual de mangá (ele representa sons visualmente e não com sons igual na turma da Mônica "Tum", "Pof", Crash) :


Por outro lado há uns aspectos underground (rasteiro e apodrecido) que são similares aos dois. Yandere Simulator seria um projeto para otakus de uma comunidade focada em coisas mais doentias (tipo o pessoal que curte Junji Ito ou Cinderalla) que é equivalente aos desenhistas que desenhavam coisas eróticas e sádicas para maiores de 18 na Europa:


Porque considerando outros elementos que embasam uma obra mais madura e complexa (Sexo é uma delas) no oriente eles misturam sexo e morte (por um conjunto de razões que não vou entrar aqui), mas que também aparecem em obras ocidentais como Constantine.

Então vemos que temas não infantis como violência sem limite, sexo livre e experimentalismos podem aparecer em ambas, mas de formas diferentes.

Obviamente não é defendido pelos feudal lords da cultura pop atual preservar hoje em dia obras focadas em maturidade. Hollywood mesmo tornou a arte de reconstrução de época em algo quase proibido para não tocar nas pautas sagradas dos SJWs. E tem saído recriações sem sabor e sem contexto nos filmes e séries, com distorção quase esquizofrênica. O efeito na audiência é o desinteresse e globalmente o desinteresse na própria indústria ocidental de quadrinhos.
 

Serena tsukino

Usuário
Acho que é por causa do formato escrito, o autor tem mais liberdade pra se expressar, enquanto o anime é pra abarcar mais o público em geral, e ter maior escala, por isso é mais leve que o mangá.
 

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