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Notícias Por que o turfe é o único esporte que não parou no Brasil

Fúria da cidade

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Grande Prêmio São Paulo de turfe de 2019 - Porfírio Menezes/Jockey Club de São Paulo

Grande Prêmio São Paulo de turfe de 2019 Imagem: Porfírio Menezes/Jockey Club de São Paulo

Bons tempos quando ligávamos a televisão para assistir ao vivo ao nosso campeonato favorito. Estaduais, Libertadores, Fórmula 1, Superliga, NBB. O mundo virou de ponta-cabeça nas últimas duas semanas e, como medida de contenção contra o novo coronavírus, o esporte mundial parou. Não tem mais ginástica, atletismo, natação, handebol, judô...

Há, contudo, uma modalidade esportiva que ainda não parou: o turfe. E não pretende parar. Inclusive, você pode assistir onze provas somente na tarde deste sábado, transmitidas diretamente do Jockey Club de São Paulo. A presença de público está proibida no hipódromo da capital paulista, onde os restaurantes frequentados pela elite paulistana continuam abertos. Mas o turfe continua correndo solto.


A administração do Jockey, que é um clube localizado na beirada da Marginal do Rio Pinheiros, diz que a decisão de manter os 11 páreos marcados para este sábado (14), envolvendo 96 cavalos, foi tomada depois de pedido formal dos chamados "profissionais": os jóqueis e os treinadores. As duas classes profissionais são autônomas e tiram parte expressiva de suas rendas dos resultados das corridas.

"Houve adesão de 100% dos profissionais para se ter as corridas", disse ao Olhar Olímpico José Pires, o Zeca, diretor de turfe do Jockey. Ele conversou com o blog ontem à tarde e disse que, até a noite, o site do clube publicaria comunicados das associações de jóqueis e de treinadores defendendo a manutenção das corridas. Não houve publicação até o fechamento desta matéria.

O Jockey alega que as provas não geram risco sanitário maior do que o existente no dia a dia do turfe. "As pessoas têm que vir diariamente ao jóquei para dar cuidado aos animais. Os animais precisam de cuidado todos os dias. Essas pessoas já estão vindo todos os dias aqui, ficando algumas horas, para dar os cuidados aos animais. Ter a corrida é a mesma coisa que uma manhã normal aqui, até menos, porque tem menos gente. E os treinos têm que continuar, porque se não tiver o treino matinal os animais vão adoecer", argumenta Zeca.

Segundo ele, as provas contam com apenas 20% dos animais que moram em coxias do Jockey e as pessoas envolvidas são as mesmas que diariamente já frequentam as instalações. As corridas oficiais não atraem pessoas extras, ainda de acordo com Zeca, nem árbitros. O árbitro principal é ele mesmo, que continua indo ao hipódromo.

"Não faz diferença na questão sanitária e é uma opção que ficou mais na mão do jóquei, de querer subsidiar isso para que a atividade não pare. Em outros lugares, por uma questão financeira e não sanitária, não fizeram as corridas porque os hipódromos não queriam pagar os prêmios", justificou o diretor. No Rio, por decreto estadual, o Jockey Club Brasileiro precisou fechar o Hipódromo da Gávea.

Em São Paulo, Jockey dispensou funcionários que fazem parte do grupo de risco do coronavírus e reduziu a equipe que dá expediente no hipódromo a apenas 15 pessoas. De três portarias, duas foram fechadas e o serviço de vallet foi suspenso. Os guichês de aposta física foram fechados e o público "comum" não poderá assistir os páreos. Mas se você é associado do Jockey e for proprietário de um camarote, poderá continuar utilizando-o.

O Jockey diz que recomendou aos três restaurantes que funcionam dentro de seu terreno que fechassem as portas, mas os mesmos, que alugam o espaço, não tiveram interesse. Assim, restou ao clube impedir que quem está nos restaurantes acesse as instalações.

Se você é sócio do Jockey Club, pode acompanhar os páreos de amanhã pessoalmente entrando pela portaria da tribuna social até o fechamento dos restaurantes, ou pelo portão 9. Se tiver mais de 60 anos, a recomendação é que fique em casa. Já se você é um fã de esporte em abstinência de qualquer coisa ao vivo, os páreos vão das 13h15 às 18h e podem ser vistos pela página do clube no Youtube.


 

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