1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Por que filmes brasileiros são ruins?

Tópico em 'Cinema' iniciado por Sister Jack, 23 Set 2006.

  1. Uglúk o Uruk-Hai

    Uglúk o Uruk-Hai ... o maioral.

    Esse eu não vi de verdade...
     
  2. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Eu acho foda bagarai. Melhor filme brasileiro, etc.
     
  3. Fosco

    Fosco Usuário

    É foda. Lavoura Arcaica também. Por sinal, até mais.
     
  4. Dirhil

    Dirhil Olha, Schroeder...

    Abril Despedaçado é um dos melhores nacionais já feitos.



    Bem.... nos últimos dias eu vi "Cinema, Aspirinas e Urubus" e não gostei muito não.... lerdo até não se aguentar mais.


    "O Ano Que Meus Pais Saíram de Casa" é bem bonitinho. Mostra a copa de 70 vista pelos olhos de uma criança que nem sabe que a ditatura afeta diretamente sua vida. Bem bacaninha.

    Vi também o doc "Sou Feia Mas Tô na Moda".... bem.... eu achei meio curto. Enfatizaram apenas o funk atual.... o funk sensual.... mostrando os motivos e influências para chegar no nível que chegou. Bem interessante e construído.
    Só faltou aprofundar mais o lado do funk quebradeira.... "lado A lado B"... aquele cheio de violência e morte que marcou os anos 90.

    E por fim.. "O Céu de Suely".... Eu gostei. Esperava mais, mas gostei. Boas interpretações numa história bem amarrada. E sem muitas delongas.
     
  5. V

    V Saloon Keeper

    Tipo, o problema desses filmes "artísticos" brasileiros (Aspirinas, Ano, Céu, etc) é que aparentemente os realizadores acham que tudo que você precisa pra fazer um filme "de arte" é de uma fotografia bonita e um ritmo lento e contemplativo.

    Todos eles são decentes, mas sofrem do mesmo mal, i.e. a quase total ausência de cenas fodas.

    Casa de Areia tem o final, que pelo menos pra mim deixou o filme na casa dos 60. Ele em parte justifica a falta de peso do que veio antes, mas só no sentido de que essa falta de peso aumenta a potência do final em si. Ou seja, não havia motivos pras cenas anteriores não tomarem uma dosesinha de Red Bull.

    Cinema, Aspirinas e Urubus tem uma interação interessante entre os protagonistas, uma amizade surgindo do desconforto e da desconfiança -- os dois não dão praticamente nenhuma amostra de estarem apreciando a presença alheia até quase o finalzinho ali. Mas em termos de cenas fodas ele tá ali com Casa, e infelizmente não tem aquele final pra compensar.

    O Ano em que meus pais saíram de Férias é bastante previsível (eu adivinhei a trama inteira quando bati os olhos no poster pela primeira vez), mas o clima "filme europeu estrelando crianças" é agradável pela duração (apesar de filmes europeus geralmente serem um pouco superiores no quesito "atuações infantis"). Ele até tem umas cenas "legais" (Judeus x Italianos -- essa tem um payoff hilário, etc), mas nada realmente marcante.

    O Céu de Suely... é a mesma coisa. Fotografia bonita, clima agradável, ritmo lento, basicamente nenhuma cena marcante.


    Roteiristas brasileiros o que vocês tem contra coisas fodas. Eu não estou dizendo que todo filme tem que ter assassinatos e pessoas gritando com outras pessoas, mas algo que tenha algum impacto visceral seria de bom tom etc.
     
  6. Fausto

    Fausto Lovely head

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Comprei da marca Dako porque Dako é bom, Dako é bom, Dako é bom, Dako ... [ad infinitum]
     
  7. Dirhil

    Dirhil Olha, Schroeder...

    Ahhh.... isso é verdade. Ainda assim os filmes são bons, só falta mesmo algo que os marque de verdade. Eu gostei deles, mas.... falta mesmo o diferencial, que nenhum possui.

    E realmente.... as atuações infantis do "Ano Que Meus Pais...." foram BEM sofríveis.
     
  8. Fosco

    Fosco Usuário

    Concordo em parte com o V. "Cinema, etc" é ótimo, mas falta uma cena foda. "O Ano.." é muito bom também, mas inferior aos ditos filmes europeus. Faz tempo que eu não assisto, porém "Abril Despedaçado" tinha todas essas qualidades, mais algumas cenas realmente fodas, como o próprio final.
     
  9. eu gosto de filmens brasileiros sim, apesar de algumas empresas fazerem o monopólio do mercado tem pessoas muito talentosa, ta certo que na fotografia o brasil até se destaca, mas tb temos exelentes roteiristas e cenografistas..
    acho que muitos estao cansados de ver sempre os mesmos atores, mas isso faz parte do circulo vicioso em que são os mesmos atores que as pessoas procuram rever (os globais claro).
    uma dica legal é acompanhar os festivais nacionais de cinema, onde além das longas tem curtas exelentes e docuemntários muito bacanas. quem tem festival na cidade ótimo, quem nao tem tem altas chances de ter uma que outra expo em museus ou pequenas salas de cinema "cult", ou simplesmente acompanhar os sites dos festivais para acompanhar a onda brasileira.
    afinal se muitos de nos acompanhamos o oscar, que tem 98% dos filmes americanos, pq nao fazer o mesmo com a produção nacional?
    :)
     
  10. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Não é nem uma questão de "cenas fodas" (a vida não é simples assim). O que falta são cineastas com
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , que tenham talento e coragem pra lidar com projetos consistentemente audaciosos, ou que tenha um senso de estética que não siga essa linha "minimalista" que o cinema de "arte" brasileiro segue hoje (como você diz que segue) (e que copiou do cinema de arte internacional, que também se masturba nesse minimalismo apático).
     
  11. DiegoFerrite

    DiegoFerrite Usuário

    É, isso realmente é tenso. Na verdade, a globo tem atores bons que sabem atuar diferente na tv e no cinema, mas a repetição sistemática de rostos e enredos acaba esgotando o expectador.

    Quando tínhamos porno xanxada era só isso praticamente, agora com cinema falando do social também ee só isso.

    O Brasil é muito grande e tem muitos atores, diretores e histórias diferentes para serem explorados, e acaba sendo tudo quase a mesma coisa. (as vezes boa, as vezes ruim, mas esgotada.)
     
  12. Kiwi

    Kiwi mi perna está jodida.

    Pra quem estiver em São Paulo durante a Virada Cultural, o PopCine da rua Maria Antônia vai exibir três filmes do Zé do Caixão fodamuybom (À meia-noite levarei tua alma, Esta noite encarnarei em teu cadáver e O ritual dos sádicos: despertar da besta), à meia-noite, 2h e 4h da manhã, respesctivamente.

    aviso: NÃO RUIM
     
  13. Pips

    Pips Old School.

    Dêem uma lida:

    Folha de São Paulo

    O cinema brasileiro acabou

    Meu amigo cinéfilo sentenciou: "Os filmes ruins continuam sendo feitos, só que agora eles são bons"

    HÁ SÉCULOS eu não via o Emilinho. Desde aqueles finais dos anos 70, início dos 80, quando freqüentávamos cineclubes, participávamos de debates e líamos "tudo", inclusive a "Cine Olho", publicação alternativa que circulava em São Paulo e no Rio. Lembro de uma página antológica: sobre uma foto de Lula, na greve dos metalúrgicos, os editores aplicaram um balão de gibi, fazendo com que o então líder sindical, erguido em triunfo por companheiros operários, dissesse: "Il n" éxiste pas le cinéma-vérité"...
    O Emilinho era "o" cinéfilo da turma. Não me lembro mais de seu verdadeiro nome -apenas do apelido, em referência ao grande Paulo Emílio Sales Gomes.
    Eis-me agora diante dele, mirrado, branco, introvertido, num bar perto do Kinoplex. Sinal dos tempos. Depois dos cumprimentos saudosos e alguns copos, ele olhou-me com firmeza e sentenciou: "O cinema brasileiro acabou".
    "Que é isso, Emilinho?", reagi. Não estamos, afinal, cheios de novos filmes, atores magníficos, cineastas prestes a virarem gênios?
    "Mais ou menos", disse ele. E explicou que sentia saudades daquele conjunto de filmes de antigamente, meio espontâneos, improvisados, com som muitas vezes sofrível e ótimos atores mal-ensaiados, do qual episodicamente emergia alguma grande obra. "Esse cinema acabou. Éramos felizes e não sabíamos", murmurou.
    Tentei lembrá-lo da quantidade de filmes ruins que era produzida naqueles tempos, mas ele não se comoveu: "Os filmes ruins continuam sendo feitos, só que agora eles são bons", respondeu-me, ao mesmo tempo em que aplicava aspas com os dedos à palavra "bons".
    Nos despedimos, os dias passaram, mas fiquei com a conversa passando em minha cabeça. Acho que o Emilinho tem lá suas razões. Com as honrosas exceções, o cinema brasileiro parece um pouco aquela moça adoravelmente malvestida que agora anda toda "fashion".
    Sim, houve um notável avanço técnico, os roteiros e os diálogos melhoraram e tudo parece convergir para um padrão médio internacional. Afinal, os cineastas, como os jogadores de futebol, também sonham em atuar em outros gramados. E esse sonho vai sendo financiado por uma lei segundo a qual o investidor é uma entidade isenta de riscos, que em geral nada investe, apenas faz cortesia com a renúncia fiscal. Talvez isso -o fato de que obras já saiam pagas na produção- seja uma das razões das baixas bilheterias nacionais, como já apontaram alguns críticos desse modelo.
    O fato é que, como diria Emilinho, deixamos de ter aqueles filmes que podíamos, para bem ou para mal, chamar de brasileiros e passamos a ter filmes tipo alguma coisa, tipo fulano, tipo sicrano. Um caso exemplar recente é "O Cheiro do Ralo", que é tipo Sundance -o festival "independente" americano. Digo logo que acabei gostando, mas sabendo que se trata de uma farsa. Não falo de Selton Mello, que está excelente e segura a onda toda. Mas a cenografia, os figurinos, a luz, a música, tudo ali me soa tremendamente underground de butique.
     
  14. Lathenor

    Lathenor Usuário

    Pra quem acha filme brasileiro ruim deveria ver filme turco pra ver como os brasileiros são bons ^^ como esse aqui "http://video.google.com/videoplay?docid=-7069307816427160377&q=turkish+star+wars"
     
  15. _Kain

    _Kain Preacher

    Cartola - Música para os Olhos = 72
     
  16. Silenius

    Silenius Ehre und Stolz

    São ruins? Não acho.
     
  17. Almië

    Almië cute as a button

    Cão sem dono - 61

    Filme bacana do Beto Brant. Não é o melhor roteiro já feito por aqui... mas o conjunto impressiona; fotografia bonita, boas interpretações, etc
     
  18. Almië

    Almië cute as a button

    Na verdade, a parte final do filme entra em contradição com o que tinha sido passado até então. Inclusive com o título

    Não por acaso - 52

    sofre disso

    Mas é um draminha legal!
     
  19. supernova*

    supernova* Bang bang!

    Sem querer ofender, mas eu acho que dizer que a cultura brasileira é ruim, seja no cinema, na música ou em geral, é uma grande falta de conhecimento. Como assim, a cultura brasileira é ruim?!? O Brasil tem uma cultura riquíssima, maravilhosa!
    É claro que o Brasil produz filmes ruins, músicas ruins. Tanto quanto os EUA, a Inglaterra, a Austrália, o Japão, o Irã, a Tchecoslováquia. Mas o Brasil tb produz coisas fantásticas, tanto quanto todos esses países que citei e os que não citei tb.

    É claro que as pessoas tem todo direito de não gostar da cultura brasileira. Mas daí a dizer que é ruim?
     
  20. Almië

    Almië cute as a button

    Ngm, depois de Gilberto Freyre, ousa dizer uma estupidez-desse-tamanho haha
    O pessoal aqui discute só cinema mesmo... e o pq de no Brasil existirem mais filmes ruins¹ do que bons².

    _________
    ¹ conceito totalmente subjetivos
    ² op cit
     

Compartilhar