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Politica-Um espaço para voce por a boca no trombone

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Dwain, 12 Jan 2005.

  1. Dwain

    Dwain Banned

    Galera fiz um tour pelo site e não achei nada sobre politica.Sei que muitos não gostam ou ignoram e acham chato , mantendo o pensamento de que todos politicos são um bando de ladrões. Mas acho que aqui todos poderiam expor de maneira aberta suas opniões tanto regional como de nivel nacional . Reclamações ,apoios, ideias porque pra mim isso é politica.
    Não adianta apenas passar os olhos e nada escrever ,sua opnião é de extrema importancia pois no momento que isso é discutido de forma livre estamos mostrando cidadania ,e logo nossas preocupações e duvidas estarão partilhadas entre amigos, que o mundo desejam ajudar.
    obrigado e ajude
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  2. Dwain

    Dwain Banned

    Eu não conheço ninguém que tenha a minha capacidade de dar palpites furados e vaticinar previsões que não ocorrem. Sou um desastre contumaz. Disse que o Brasil seria eliminado nas oitavas-de-final da Copa asiática e fomos sagrados pentacampeões mundiais em Yokohama. Perdi duzentos reais e a vergonha na cara quando afirmei, com a mais austera e patética das convicções, que José Serra seria eleito Presidente da República. Aleguei ser o discurso melancia-com-baunilha de Lula uma bravata eleitoreira (os refinados incorrem no “estelionato eleitoral”, porquanto eu, em meus modos grosseiros, digo “bravata eleitoreira”) que terminaria tão-logo – e se – o petista fosse eleito Presidente da República. Previsivelmente, dei-me mal: Lula afaga Bush, puxa a orelha de Chávez, troca melosos elogios com Delfim Netto e convida o tucano Henrique Meirelles para assumir a presidência do nosso elefantinho prussiano que esporadicamente atende pela alcunha de Banco Central do Brasil. O leitor já deve, mui compreensivelmente, estar tendo-me na conta de um falastrão embusteiro que dispara seus argumentos toscos para todos os lados, o que não deixa de ser verdade. O problema, porém, é que o meu périplo de esculhambações não termina aqui: disse que os republicanos não iriam conseguir maioria parlamentar nas mid-term elections e, para a minha desgraça, os falcões e conservadores de primeira viagem saíram do pleito mais fortes do que nunca – Bush é o terceiro presidente da história norte-americana a conseguir tão escorchante vitória em um pleito legislativo em meio de mandato. Júnior comanda tanto o Senado quanto a Câmara dos Representantes. De volta à Terra Brazilis pós-Lula presidente, apostei que o petista iria convidar acadêmicos marxistas raivosos e anacrônicos para assumir os postos-chave de sua administração. Lula esculacha-me as migalhas de dignidade e indica um sanitarista sorumbático e que flerta envergonhadamente com Adam Smith & seus coleguinhas para assumir a pasta da Fazenda. Em previsões bisonhas, vislumbrei o milenar Brizola ou Celso Furtado na presidência do BC, ao que o sapão indica o ex-presidente do sétimo maior banco dos Estados Unidos. Eu prescindo das minhas próprias reprimendas. Reitero o que disse ao início: em se tratando de previsões furadas, não vislumbro um par à minha altura.

    Em minhas últimas incursões no blefe e no ofício de vaticinar previsões frustradas, apostei que Bush Júnior invadiria o Iraque ainda em 2002 e, em uma atitude desesperada, que Lula faria um bom governo. A primeira, ao que se afigura, estava equivocada: dificilmente Júnior desembarcará marines, rangers e boinas-verdes no Iraque ainda em 2002. Quanto à utopia Lula-lá, devo dizer que, por um breve momento, cri na possibilidade de uma ilha de triunfo previsto em um oceano de fracassos adivinhados. Foi Lula nomear Gilberto Gil para o Ministério da Cultura e minha esperança se esvaiu. Como se não bastasse, o homem indica Ciro Gomes para a pasta da Integração Nacional. A exemplo de Lula, comecei a verter lágrimas atabalhoadamente. Lágrimas estas que se agigantaram em medo e em volume ante a possibilidade de Lula laurear Brizola com um Ministério, após a pronta intervenção do milenar parasita pedetista nas conversas entre Miro Teixeira e a cúpula do futuro governo petista. Tente o leitor pensar na vaga hipótese de termos Brizola como Ministro das Telecomunicações. Sua primeira medida seria a suspensão de programas como Esperança, uma das telenovelas globais, Jornal Nacional e Show do Milhão. Para substituí-los, teríamos memoráveis discursos de Brizola sobre como ele se lembra, detalhadamente, do golpe militar de 31 de março de 1964. Tudo, é claro, adornado ao sabor do tempero ideológico brizolista. Ouvíriamos Brizola dizer o quão forte, decidido, austero e imponente era João Goulart, que, entre um charuto e outro, armava uma cara de choro e desolação ante a paidéia política que se apoderava do País. Em substituição ao Show do Milhão, teríamos construtivas pérolas brizolistas e, logo de início, seríamos laureado com a transmissão ao vivo do fuzilamento de Fernando Henrique Cardoso, tão ardorosamente defendido por Brizola. Buscando inspiração no modelo propagandista soviético, Brizola tiraria do ar as rádios FM, e, ao invés do intestinal cancioneiro de Britney Spears e Mariah Carey, ouviríamos atentamente a um programa de rádio gravado em 1966 sobre o desenvolvimento da coletivização agrícola no leste da Inguchétia, república russa localizada no norte da região caucasiana. Pessoalmente, creio que o melhor que o Brasil poderia fazer por Brizola seria presenteá-lo com uma fazenda na região central da Austrália, com a simbólica condição de que ele jamais retornasse ao País. Mas, de toda sorte, trata-se da mera opinião de um cronista aborrecido. E, afinal, Brizola não será Ministro das Comunicações.

    Quanto a Gilberto Gil, minha reação perfaz uma desolação tal que penso que talvez fosse melhor eu me abster de comentar os fatos. A indicação de Gil para a pasta da Cultura demonstra o formidável conhecimento da cúpula petista acerca do papel do Estado na política cultural, conhecimento este que, em quantidade relativa, é semelhante ao que sei sobre cirurgia bucomaxilofacial, o que equivale a zero. Gilberto Gil, assim como Caetano Veloso e Gal Costa, tem o estranho costume de dizer que tudo é lindo. A Bahia é linda. O Brasil é lindo. Caetano, certa vez, disse que o marido de Carla Peres é lindo. Gal, por seu turno, declarou que Antonio Carlos Magalhães era lindo. Gilberto Gil disse que Bob Marley era lindo. Eu não sei onde esse pessoal vê tanta beleza. A Bahia tem lá suas belezas, mas Caetano declara seu amor à terra natal com tal freqüência que a ocasião já tem ares rocambolescos. E o Brasil não é lindo coisíssima nenhuma. O Complexo do Alemão não é lindo. A Ceilândia não é linda. Nova Itarana, uma das mais pobres currutelas do sertão baiano, não é linda. Antonio Carlos Magalhães não é sequer bonitinho, bem como não o é o aloprado Xanddy, o Sr. Carla Peres. Quanto a Bob Marley, eu me acho mais bonito do que ele. Mas como eu sou um boçalóide frustrado e arqueiro de previsões frustradas, a minha opinião não conta. Mas vocês têm que concordar comigo que ACM não é lindo.

    Aguardo ansiosamente pelo início do governo Lula. Continuo crendo que ele fará um bom governo, embora ache que a ausência de Fidel no dia da posse vá comprometer a estabilidade emocional do Presidente Lula. É uma pena que Fidel não possa comparecer à posse do companheiro Lula. Suas razões, porém, são compreensíveis: em 1° de janeiro de 2003 completar-se-ão quarenta e quatro anos de “mandato” de Fidel em Cuba. Em uma operação simples, depreende-se o resultado de que Fidel chegou ao poder em 1³ de janeiro de 1959, data em que o meu pai ainda era um espermatozóide ignoto nas profundezas dos testículos do meu avô. Após quarenta e quatro anos do mais genuíno autoritarismo despótico, Fidel preserva as características basilares que eivaram-lhe a personalidade ao longo de seu reinado em Cuba. Entre tais características, figura sua antiga amizade com Lula e Frei Betto, o guru espiritual de Lula que afirmou ter visto discos voadores com a forma de pastéis luminosos nos céus de Belo Horizonte. Gilberto Gil, nosso futuro Ministro da Cultura, deve ter suas afinidades com Betto, vez que também já alegou ter visto discos voadores (embora sem o formato de pastéis luminosos). Quem sabe Gil não o ache lindo? E tudo termina na mais diáfana paz, com Lula chorando na entrega de seu primeiro diploma, Frei Betto observando pastéis alienígenas nos céus mineiros e Gilberto Gil dizendo que tudo é lindo, inclusive Bob Marley, Frei Betto e Fidel Castro. Desta vez eu estou certo! Lula fará um governo impecável!

    Lindolpho Cadermatori
     

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