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Pobre Donzela...

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_Raphael, 7 Out 2008.

  1. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

    Pobre donzela soturna
    Refém da fantasia e do tempo
    Agonia envolta por muros
    prantos clamados ao vento

    Espera pela promessa sonhada
    Promessa que agora vacila
    Donzela tão acanhada
    Poderás ainda sentir poesia?

    Poderás ainda sonhar com o amor?
    Poderás talvez sentir compaixão?
    Poderás quem sabe sentir o tremor?
    Quando seu mundo se partir ao chão?

    Donzela, oh pobre donzela
    Por que estás a chorar?
    Será pela vida negada?
    Será só barulho do mar?

    Quisera eu de tua prisão libertá-la
    Ai de mim, quisera eu amá-la
    À liberdade teu semblante entregar
    Por minha vida a tua velar...

    Pobre donzela soturna
    Por que te calas assim?
    Tua pele tão lívida e fria
    Por favor, espera por mim...
     
  2. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Raphael, mas olha...muito bom cara! Poeta nível você! A imagem da pobre donzela fascina, nos deixa sem palavras e expressivos quanto ao seu mundo, construído com fantasias...tão belas quanto o semblante dessas criaturas...maravilhosas, que vagam por aí.
     
  3. imported_Daniel_

    imported_Daniel_ Usuário

    Colega, o poema me agradou muito. A última estrofe fez-me recordar, especialmente, de alguns trabalhos da 2ª Geração do romantismo.
     

  4. (O "por favor, espera por mim", contudo, é bastante contemporâneo ...)

    Muito bom, o poema! :sim:
    Mais, mais, sff! :g:


    ferreiro
    :pipoca:
    [size=xx-small]tàsservido?[/size]
     
  5. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

    Grato, Fernando. Você definiu bem

    Tem razão, Daniel. Os ultra-românticos me influenciaram bastante na adolescência. Esse meu poema parece com um belíssimo do Álvares de Azevedo chamado “Sonhando”.
     
  6. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Ei Raphael coloque mais escritos seus aqui, vou adorar lê-los. Adoro imensamente poesias.
     
  7. Angélica

    Angélica Visitante

    Bastante sensibilidade em suas palavras, Raphael... Gostei muito... bj da angel ;)
     
  8. imported_Cabal

    imported_Cabal O Poeta Aprendiz

    Shoe de bola, muito bom mesmo.
    Mas sinceramente não acho que lembre Alvarez de Azevedo, pois ele era bem mais byroniano que romântico.
     
  9. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

    Obrigado, Angélica.

    Depende, Cabal. Álvares teve várias fases. Uma delas é a mais romântica, pura, idealista. Dá para notar isso na primeira parte da Lira dos Vinte Anos. Depois vem a fase descrente, libertina, boêmia, mais próxima do Byron.
     

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