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Pó de Parede (Carol Bensimon)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Izze., 9 Dez 2010.

  1. Izze.

    Izze. What? o.O

    Casinhas do jogo Banco Imobiliário – ou Monopoly, pra quem gosta do nome original – ilustram o livro. Isso já indica que não se deve pensar na “parede” do título do primeiro livro de Carol Bensimon como algo diferente de uma… parede. Pó de Parede, publicado pela Não Editora, contém três contos que falam de estranhezas e inseguranças da juventude. A Caixa, Falta Céu e Capitão Capivara estão diretamente ligados à parede, ao concreto, a um lugar onde se cresceu, ou um que se viu construir, ou então em um onde se passou pouco tempo da vida.

    O primeiro texto que abre Pó de Parede é A Caixa, cuja protagonista é Alice, uma adolescente vista como estranha, e assim se sente ante seus colegas de escola e também os próprios pais. Esse sentimento parte da própria casa onde mora, no meio de um subúrbio de casinhas com telhados convencionais e seus jardins, que apenas realçam o contraste entre o clássico e a arquitetura moderna do lugar onde mora. Os vizinhos consideram sua família esquisita, certamente por aceitar viver debaixo de um teto tão incomum. E ela, claro, ficou conhecida como a garota que mora na “caixa”. Mas o conto começa de trás pra frente, com um amigo já adulto transpondo madeiras que trancavam as portas e janelas de outra casa, uma que não é a “Caixa” e que o leitor nem faz ideia de que ligação realmente ela tem com a que dá nome ao conto.

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  2. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Foi lendo um texto em que ela dizia gostar de escrever sobre lugares desinteressantes que me surgiu a curiosidade pela obra da jovem escritora gaúcha Carol Bensimon. Já há muito perdi a desconfiança que tinha quanto à autores brasileiros, em especial quando se trata dos mais jovens.

    Ao ler Pó de Parede o que ela escreveu nesse texto ficou bastante claro. Nenhuma das três histórias parece ter um cenário especial- um bairro de classe média, uma bucólica e entediante cidade do interior, um hotel decadente. Esses lugares, tão estupidamente comuns e sem sal, no entanto, criam vida justamente a partir dos acontecimentos que Bensimon cria, e do modo cuidadoso como ela articula o tempo, as ações e os pensamentos das personagens.

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