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PM agride aluno na USP

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Clara, 9 Jan 2012.

  1. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Da
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    no Yahoo, onde tem links pra outras reportagens como a versão do aluno e o afastamento dos policiais envolvidos.

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    P.q.p., viu?
    O que falar disso?
    Às vezes eu fico tão cheia de ficar tão constantemente puta da vida e indignada.

    Coméquepodeisso?
    Como é que pode ainda ter gente que acha que a PM tem mesmo que ficar na USP?

    E o bundão do Kassab e o cuzão do Alkimin tirando o corpo fora da questão da cracolândia?
    (Pra quem não é de São Paulo, e estiver interessado,
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    ).

    Meu! Isso é verdade! Deu até no Estadão (cuja redação é lotada de PSDBistas até os cornos) os dois juram de pés juntos e mãozinhas postas que não autorizaram a operação na cracolância!

    Ah gente, desculpa o desabafo tá?
    Eu estou cansada.

    :(
     
    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
  2. Marc_dell

    Marc_dell Usuário

    Mas tem tanta coisa misturada nessas histórias que fica até difícil falar alguma coisa...

    Primeiro não vejo porque a polícia não pode estar no campus da USP... afinal a lei também precisa ser respeitada lá dentro. O que não pode é esse abuso, como se fossem instruídos a bater primeiro e perguntar depois. Isso é meio 1968 e o mundo já mudou demais depois disso, já era tempo de aparecerem umas idéias novas na PM. Mas o discurso de que estudante tem que ter liberdade também é uma distorção, porque não está escrito em lugar nenhum que estão livres para estuprar, assassinar calouros, botar fogo nas pessoas, etc. E digo isso porque cansei de ver as barbaridades nas festas de universitários quando estava na faculdade... Não há inocentes.

    Já o problema da cracolândia chega a ser piada... Acredito que está se construindo um consenso de que mesmo violando os direitos individuais os drogados devem ser retirados da vista (não necessariamente resolver o problema, apenas varrer pra debaixo do tapete). Como se fosse o crack o causador da condição sub-humana que aquelas pessoas vivem e não essa condição que as faz procurar a droga. Enfim, não importa o que se faça ou quem assuma os erros ou acertos, o que parece é que de qualquer forma o ponto principal não só nunca é tocado como deixa de existir no discurso das autoridades e dos assistentes sociais.
     
  3. Dr. Who

    Dr. Who Lost User: Feynman

    Apanhou pouco. Possivelmente nem aluno da USP é!
    Quanto a real necessidade da policia na USP, só as estatísticas de crimes / delitos no campus após o convenio com a PM já são suficientes para refutar os opositores. O que sobra são argumentos apaixonados oriundos e fomentados por sujeitos sejam eles estudantes profissionais ou simplesmente penetras mesmo, normalmente de partidos de esquerda (PSOL, PSTU, PCO, PCC...). Que ainda acreditam viver nos anos de chumbo.
    Isso tudo sem enveredar pelo tema dos “maconheirinhos birrentos”.
     
  4. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Agentes públicos despreparados abusando de violência? Um clássico. Dr. Who, favor não juntar as pontas desse acontecido com o dos "maconheiros".

    O que aconteceu aqui é injustificável... o rapaz não precisa se identificar sem motivo (constituição).. no fim ficou provado que era estudante da USP.. não precisava ser.... o erro dele? Era negro e tinha dreads....

    E o meganha escondendo sua identificação... parece mesmo os generais de 68' escondendo o rosto.


    E sim.... universidade não é lugar de policiais.. ao menos não dessa laia.
     
  5. imported_Shiryu

    imported_Shiryu Yippie-ki-yay...

    Bom, sinceramente eu aprovei a repressão dos nóia sem noção que ocuparam a USP no ano passado: eram tudo uma mistura de playboyzinho e PSTU lá no meio que queria uma anarquia lá dentro... Porra, assassinaram uma ou duas pessoas no campus ano passado, então manda a polícia para lá. E depois os manolos reclamaram porque prenderam uns caras fumando uns bagzito lá: é substância proibida, vai deixar os caras fumarem? Muito sem noção mesmo. Mas como já dizia o profeta, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

    Agora esse episódio foi de fuder: o cara é totalmente racista, tava de boa falando com o primeiro pessoal, mas viu o nego drama e tchau, já eras. Porra apontar a arma pro cara foi um absurdo, isso daí era pra levar um chute na bunda e ser demitido da PM (nem sei se pode isso)...

    Agora sobre o episódio da Cracolândia não tenho como dar uma opinião assertiva porque nem moro lá, nem conheço a realidade do lugar. A única coisa é que era meio óbvio que ia acontecer isso de disseminar os nóias pela cidade.
     
  6. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    O negócio na USP anda nebuloso. Um policial totalmente despreparado para exercer a função, e ainda há quem defenda ações desse tipo. Vale lembrar que sediaremos uma Copa do Mundo 2014 e Olimpíada 2016. Essa é a polícia que vai dar segurança nos dois eventos? Se esse rapaz estivesse na periferia seria mais uma vítima nas estatísticas de morte violenta no país. Por falar em anos de chumbo (64), é assim mesmo que a coisa funcionava “bate e atira, depois pergunta”, mas depois é preciso mostrar a cara na foto oficial. Quem não deve, não deveria temer.

    “Polícia!/Para quem precisa/Polícia!/Para quem precisa/De polícia...” Titãs.


    “(PSOL, PSTU, PCO, PCC...)”
    PCC é partido político?
     
  7. Gilda

    Gilda Usuário

    Concordo totalmente.
     
  8. Calib

    Calib Visitante

    Eu não vou entrar no mérito se deve haver polícia ou não na USP, porque não vem ao caso e essa conversa já encheu o saco.
    Esse fato é um típico caso de abuso de autoridade, nada mais, e poderia ter acontecido em qualquer lugar.
    Calhou de ser na USP. Não o vejo como argumento para fortalecer o discurso contrário ao policiamento da universidade.


    Mas, sim, esse policialzinho filho da puta tinha era que ser exonerado. Ponto.
    É isso que dá pôr energúmenos com revólver na mão: os caras não conseguem conversar numa boa e no primeiro sinal de contrariedade já partem para a agressão.
    Falta absoluta de preparo psicológico para o exercício da profissão!
     
  9. Marc_dell

    Marc_dell Usuário

    Acho que um conselho que eu daria para os estudantes da USP (e de outras universidades) seria deixar a polícia trabalhar normalmente dentro do campus. Porque me parece que o mesmo consenso que vem sendo construído sobre os drogados da cracolândia vai um dia se voltar para eles se continuarem a transmitir essa imagem de paz e amor, esse movimento hippie anacrônico que os universitários adoram viver.

    Não entro no mérito sobre formas de tratamento de drogados, mas me chama a atenção como está sendo mascarada a violência da miséria (e embora não seja desculpa, esse é um motivo muito forte para levar as pessoas a esse caminho). Está sendo gerado um consenso de que o drogado está em uma categoria à parte, que não pode responder totalmente por seus atos (e para poder interditar legalmente as pessoas nessa condição é só um pequeno passo). É todo um discurso psiquiátrico-sociológico que está começando a dar bases "científicas" para essa possibilidade jurídica. Pode parecer paranóico, mas quem se lembra de Foucault sabe que as coisas costumam acontecer desse jeito...

    Por isso, antes de tentar transmitir essa idéia ultrapassada de hippies (acho que a revolução deve ser sempre buscada, mas não como há 50 anos atrás), esses estudantes deveriam prestar mais atenção. O perigo de um autoritarismo não está hoje na ocupação da USP pelos policiais, mas de que toda uma categoria possa ter seus direitos revogados com base no discurso científico. E pode ser que poucos achem isso importante, mas será só o primeiro passo...

    Além disso, SP é uma cidade extremamente conservadora, não há como negar. Se as coisas começarem por aqui e ninguém fizer nada, logo logo o país todo vai adotar leis para interditar categorias sociais consideradas incapazes (ou perigosas). E tenho certeza que esses alunos podem muito bem se encaixar nisso. Daí que me parece que antes de ocupar reitoria, centro acadêmico, etc, para ficar discutindo com os educadores, os universitários precisam sair da ilha da fantasia e ter participação efetiva na sociedade. Se querem ser ouvidos, não é dentro do campus que isso vai acontecer, ao contrário. Como disse, SP é uma cidade conservadora, e esses atos só parecem pura baderna para quem está de fora.
     
  10. Dr. Who

    Dr. Who Lost User: Feynman

    Interessante! Em um vídeo de apenas 5 minutos, alguns "juízes de caráter" conseguem analisar toda uma carreira (pelo que pude ler) de 15 anos, e ao que parece, ilibada.
    Que houve excesso é evidente, porém também há ilegalidade na recusa em se identificar a um comando policial. Enfim, o policial deveria ter algemado o nóia e o levado a delegacia para ser fichado por desobediência.
     
  11. Calib

    Calib Visitante

    Não houve ilegalidade nenhuma senão da parte policial.

    Um senhora ilegalidade, por sinal, que põe em xeque a pretensa carreira ilibada do sujeito.
    Não consigo imaginar que um tipo desses tenha vivido até hoje sem cometer outros atos do mesmo naipe, se foi capaz de perder a cabeça por tão pouco.
    Muito mais provável é que das outras vezes não houvesse alguém filmando. Só isso.



    Mas... Ainda que se trate de um julgamento de caráter equivocado, é melhor errar num julgamento de caráter do que no julgamento de uma sentença: "apanhou pouco".
    E apanhou exatemente pelo quê, se faz o favor de me explicar.
     
  12. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    "comando policial"... "algemado o nóia"..."fichado por desobediência"

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  13. Dr. Who

    Dr. Who Lost User: Feynman

    Art. 68. Recusar à autoridade, quando por esta, justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou indicações concernentes à própria identidade, estado, profissão, domicílio e residência:
    Parágrafo único. Incorre na pena de prisão simples, de um a seis meses, e multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis, se o fato não constitue infração penal mais grave, quem, nas mesmas circunstâncias, f'az declarações inverídicas a respeito de sua identidade pessoal, estado, profissão, domicílio e residência.

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    Achismos e suposições vazias, ainda não deixa de ser uma análise precipitada tomando-se como referência um vídeo de poucos minutos.


    Embora me agrade bastante ver o "estudante" tomando uns cola-brincos da policia. Já no meu post anterior afirmo que o policial cometeu excessos, e por consequência deve ser punido por isso. Quanto ao "estudante", possivelmente continuará dando uns "tapas na maromba", invadindo e depredando patrimônio público isso tudo financiado pelo estado. E ai de quem tentar contrariá-lo! Afinal as leis dos homens comuns não se empregam eles!
     
  14. Dr. Who

    Dr. Who Lost User: Feynman


    Imagem engraçada! E os argumentos?
     
  15. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Concordo com você e me preocupo com isso, de verdade. :sim:

    Lembro muito bem de como achei estranho, fiquei até mesmo assustada quando entrei na USP e descobri que muitos alunos (muitos mesmo!) consideram o "entrar na USP" (ou em outra faculdade/universidade) como um fim, não um meio. Isso é bem triste.
    Mas por outro lado sou bem mais velha do que esse pessoal (que estuda na USP) então acho meio óbvio que eu tenha uma outra visão da coisa toda, então fica difícil eu dizer qual seria minha visão disso tudo se minha história fosse outra.

    É complicado, eu não gosto de julgar essas pessoas porque elas são muito jovens. =/
     
  16. Calib

    Calib Visitante

    ABUSO DE AUTORIDADE. FACE AOS TERMOS DA LEI N 5249/67, E DISPENSAVEL A REPRESENTACAO DO OFENDIDO NOS DELITOS DA LEI N 4898/65. CONSTITUI ABUSO DE AUTORIDADE CONDUZIR COERCITIVAMENTE PESSOA QUE RECUSA INTIMACAO PARA COMPARECER A DP NO DIA SEGUINTE PARA ESCLARECIMENTOS, INCLUSIVE CAUSANDO-LHE LESOES CORPORAIS, CONDUCAO COERCITIVA SO E POSSIVEL EM CASO DE PRISAO EM FLAGRANTE, OU APOS O INTIMADO NAO HAVER ATENDIDO A DETERMINACAO. LESAO CORPORAL LEVE. E MATERIAL O CONCURSO DESSE DELITO COM O DA LETRA "I" DO ART. 3 DA LEI 4898/65. CONCUSSAO. COMETE-A O POLICIAL QUE SOLICITA VANTAGEM ECONOMICA PARA DEIXAR DE PRATICAR ATO DE OFICIO. PROVIDO TAO SOMENTE O APELO DE JORGE, PARCIALMENTE. (ACR Nº 696206663, QUARTA CAMARA CRIMINAL, TJRS, RELATOR: DES. WALTER JOBIM NETO, JULGADO EM 10/06/1997)





    Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:
    i) à incolumidade física do indivíduo;
    (Lei de Abuso de Autoridade - Lei 4898/65 | Lei nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965)



    (Um caso típico de abuso de poder, para exemplificar. Notem que neste caso, a vítima provocou os policiais e os ofendeu. Se a apelação foi provida, e os agressores condenados nessas circunstâncias, imaginem se esse pulha aí não será também, por ter agredido completamente de graça!)

    Diferentemente do que concluiu o julgador, vejo que a versão apresentada pela vítima EVANDRO dizendo ter sido agredido pelos policiais denunciados, com tapas, batidas na mão e pontapés, na frente da sua casa, sem nem saber o que estava acontecendo foi reforçada pelos testemunhos de sua mãe e irmã que estavam presentes na hora do fato e oferecem conteúdo probatório com a probabilidade necessária para um juízo de reprovabilidade das conduta desses policiais.
    De outra parte, os milicianos ROBSON e BRADEMIR (fls. 47/48 e 49, respectivamente) contradizem a versão vitimária negando tivessem agido com abuso de autoridade, pois deram voz de prisão por desacato e desobediência, haja vista a vítima estar proferindo palavras de “baixo calão”.
    Contudo, apesar da narrativa dos policiais, ao qual merecem especial crédito, pela função exercida no desempenhado da segurança pública, a descrição pericial (Auto de exame de corpo de delito – fl. 54) descrevendo lesão na perna direita e dorso da mão direita 05 soluções de continuidade superficiais (escoriações) Medindo a maior 7,0 cm de comprimento e a menor 0,5 cm de comprimento, concluindo, a final, pela resposta SIM ao quesito primeiro, positivando a ofensa à integridade corporal ou à saúde do paciente e ao segundo quesito – instrumento contundente dão outro rumo ao deslinde da controvérsia.
    Ao meu sentir, a materialidade garante um suporte probatório a definir o caminho da condenação dos denunciados, restando confirmada a palavra da vítima e seus familiares no sentido de que efetivamente agiram de forma abusiva os milicianos.

    Com efeito, em que pese o entendimento do colega de 1º grau, de não haver prova suficiente para a condenação, no reexame dos elementos fáticos, somando-se ao resultado da perícia médica, ao meu sentir, se vislumbra um novo cotejo probatório capaz de demonstrar tenham os brigadianos extrapolado os limites de suas funções coercitivas, caracterizando o delito de abuso de autoridade.
    Ainda mesmo que se argumente ser legítima a prisão por desacato e desobediência porque a vítima proferiu palavras difamatórias, não podem os agentes lançar mão de meios inidôneos para o cumprimento da condução coercitiva.
    Como se deflui da prova colhida, sem afastar a participação de EVANDRO na ocorrência, mesmo admitindo que este tivesse desacatado a guarnição, os apelados agiram de forma a extrapolar os limites de suas funções.
    Fosse caso de prisão ou de apreensão da motocicleta, seria bastante solicitar reforço e efetuar as diligências necessárias, não havendo justificativa para as agressões perpetradas na vítima.
    Ademais, em se tratando de policiais militares, experientes nas lides com infratores de todas as espécies, não poderiam ter perdido o bom senso e passado à agressão, mesmo que gravemente ofendidos em sua honra ou moral. O que se espera de uma autoridade é que tenha bom senso e equilíbrio no exercício de suas funções. Não pode o policial se equiparar ao infrator. Uma atitude ilícita não justifica a outra.
    No caso, a prova demonstra ter ocorrido um descontrole de parte dos policiais em razão da atitude de desacato e deboche de parte de Evandro e até de seus familiares.
    MARCO AURÉLIO RODRIGUES FERREIRA (fls. 24 e 70,v.) informou, nas duas oportunidades em que foi ouvido, ter visto quando os policiais desceram da viatura e ingressaram no pátio atrás de Evandro, tentando puxar a moto para fora, enquanto que este e seus familiares tentavam evitar, razão pela qual teriam dado chutes nas pernas de Evandro para que soltasse a moto.
    LILIANE DE ALMEIDA GARLET (fls. 26 e 71), confirma que seu irmão foi agredido com um tapa no rosto e jogado contra a viatura.
    Também, MARIA LÚCIA DE ALMEIDA GARLET, nas fls. 25 e 69, v., presenciou o filho ser agredido pelos denunciados, especialmente por um deles, um gordinho, claro, salientando que o policial perdeu a razão quando praticou a agressão.
    Ainda, a vítima e co-denunciado, EVANDRO DE ALMEIDA GARLET (fls. 18 e 69) sustenta ter sido agredido com um chute na perna direita e sua mão apertada quando o puxaram para fora, lesões estas que se coadunam com o auto de exame de corpo de delito de fl.54.
    [...]
    Assim, presentes os elementos definidores da infração penal, e não havendo justificativa para o agir dos denunciados, a condenação é medida impositiva.
    Com efeito, opero a dosimetria da pena para ambos os réus:
    São imputáveis, com plena consciência da ilicitude de sua ação, pois, por dever funcional, deveriam ter se determinado de forma diversa, agindo com maior equilíbrio no trato com supostos infratores; conduta social abonada; não registram antecedentes; nada consta acerca de suas personalidades; os motivos foram próprios do tipo penal; as circunstâncias demonstram que valeram-se da condição funcional para constranger a vítima, mas isto já integra o próprio tipo penal; as conseqüências igualmente permaneceram na esfera da infração - a existência de lesões, ainda, de natureza leves; o comportamento da vítima é certo que influiu no ânimo dos agentes, mas não ao ponto de justificar as agressões.
    Desse modo, como as circunstâncias judiciais do art. 59, do Código Penal, são favoráveis, diante das penas possíveis de serem aplicadas, nos termos do art. 6º, § 3º, da Lei 4898/65, opto pela pena de multa, fixando-a no mínimo legal, em ambos os critérios.

    ISSO POSTO, dou provimento ao apelo ministerial para condenar os réus BRADEMIR RIBEIRO BELMIRO e ROBSON BUENO ROSA ao pagamento de sanção pecuniária, no mínimo legal estabelecido no Código Penal, por estarem incursos nas sanções do art. 3º, alínea i, da Lei 4.898/65.
    É como voto.

    DES. CARLOS CINI MARCHIONATTI (Presidente) – De acordo.

    DES. CLÁUDIO BALDINO MACIEL – De acordo.

    Apelação n.º 70002885564 (Tj-RS)
     
  17. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Não tenho nenhum.
    A imagem foi pra mostrar que sei que você é maioria.
    Tipos como você (e "argumentos" como os seus) eu aguento todos os dias: no trabalho, no transporte coletivo, na mesa ao lado no restaurante, nas lojas, nos jornais, no rádio, na TV ...e aqui, né?
    Enfim, é isso.

    E faz o favor de não encher o saco.
     
  18. Dr. Who

    Dr. Who Lost User: Feynman

    Compreensível, com afirmativas como essa:

    Mesmo frente a argumentos embasados em dados objetivos como esses:

    Fonte:
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    Não há argumentos que se sustentem!
    Pra não falar nisso:
    Se a frase não fosse relativista e de um coitadismo insuportável. Até acharia que você estava sendo irônica.
    Incrível a capacidade que certos usuários aqui do fórum têm para julgar e generalizar. Se minha opinião hoje converge em alguns pontos com a opinião pública, isso não invalida em nada meus argumentos. Só mostra que o mainstream do pensamento acadêmico atual se sustenta em ideologias ultrapassadas do séc. XX .
    Desculpe por discordar de você, ao que parece posts contrários a sua opinião não são bem vindos, atitude totalmente questionável em um fórum de discussão , mas enfim.
    Até mais, e não encherei mais seu saco.
     
  19. imported_Shiryu

    imported_Shiryu Yippie-ki-yay...

    Isto daqui eu tenho que discordar de você Clara, especialmente porque acabei de me formar e sempre fui contra esses "revolucionários" de campus.

    Quanto à agressão, não fica muito claro o que os PMs foram fazer lá, porque a opinião acerca do vídeo é totalmente viesada, mas é claro que o despreparo daquele policial é um absurdo.
     
  20. Anica

    Anica Usuário

    primeiro, para o pessoal dos ânimos mais exaltados: calma. =P

    sobre o video, concordo com o shiryu sobre não ficar claro o que os pms foram fazer lá. sem saber isso, não dá para ir muito além do óbvio: que nada justifica a reação truculenta do pm. por outro lado, eu confesso que estou de saco cheio desse blablabla anti-pm lá da usp, especialmente depois daquela invasão que, desculpe se tem alguém aqui que tem amigo lá, ou se esteve lá, mas conseguiu ser feita da pior e mais idiota forma possível, ganhando a antipatia de pessoas que normalmente os apoiariam. eu, por exemplo, fiquei pensando: esse povo não tem seminário para apresentar, não? não faz prova? porque na faculdade eu estava sempre tão cheia de coisa que o máximo de revolução que eu poderia fazer era assinar algum abaixo-assinado.

    no mais, a usp não é um país à parte e deveria seguir as mesmas regras que todos os demais brasileiros seguem. a presença da pm no campus só é prejudicial a quem está fazendo algo ilegal (entre outros, os maconheiros, que ajudaram a criar essa antipatia do público pela causa, btw). se vc está lá para estudar, não tem como a presença da pm ir além de te proteger.
     

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