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Planeta Saturno

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Fúria da cidade, 31 Jan 2017.

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    A Cassini da NASA está chegando ao fim da sua missão, mas a valente sonda está encerrando de
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    . Atualmente ela
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    e acaba de enviar algumas imagens deslumbrantes de diversos anéis do gigante de gás.

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    De acordo com a
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    , as novas imagens são algumas das “mais próximas já tiradas nas partes exteriores dos anéis principais”. A Cassini já tirou muitas fotos dos anéis, mas nenhuma delas tinha esse nível de detalhes.

    As fotografias mostram visualizações das “
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    “, ou estruturas que se parecem com lacunas nos anéis causados por uma das 62 luas de Saturno. Algumas “
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    ” estão bem visíveis nessas fotografias.

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    “Essas visualizações próximas representam a abertura de uma janela inteiramente nova nos anéis de Saturno, e nos próximos meses esperamos dados ainda mais animadores enquanto preparamos nossas câmeras para observar outras partes dos anéis que estão ainda mais perto do planeta”
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    Matthew Tiscareno, cientista da Cassini e especialista em Saturno no Instituto SETI, em um comunicado de imprensa.

    Então nós podemos esperar imagens mais bacanas nos anéis de Saturno nos próximos meses. Mas infelizmente para a Cassini, sua missão de 20 anos irá terminar em abril, quando ela fará um mergulho na atmosfera de Saturno.

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    [
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    ]
    Imagens: NASA.
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    --- Mensagem Dupla Unificada, 31 Jan 2017, Data da Mensagem Original: 31 Jan 2017 ---
    Acabei postando erradamente no Atualidades, quando na verdade seria no "Ciência e Tecnologia"

    Se algum moderador puder muda-lo pra lá, desde já agradeço.
     
    • Gostei! Gostei! x 3
  2. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Enquanto isso, na Terra, tem gente defendendo que o nosso planetinha azul é chato como uma pizza, e o Sol está dentro de nossa atmosfera.
     
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    Por Salvador Nogueira

    A Nasa realizou uma entrevista coletiva para apresentar a conclusão dramática de sua missão a Saturno, a Cassini. Apelidada de “Grand Finale”, a última fase do projeto começa no próximo dia 26 e verá a sonda mergulhar no vão entre o planeta e seus majestosos anéis, não uma, mas 22 vezes, antes de queimar furiosamente na atmosfera saturnina, em 15 de setembro.

    Em termos de navegação — acertar o vão –, o problema não é tão grande. A sonda terá de passar numa faixa de 2.400 km de largura, numa série de órbitas alongadas ao redor do sexto planeta do Sistema Solar. O maior desafio será passar incólume ao encontrar um fluxo de partículas perigosamente alto, proveniente dos anéis mais internos.

    “Fizemos muita modelagem dos anéis”, explicou Earl Maize, gerente do programa da Cassini. “Esperamos que seja mais como atravessar fumaça do que realmente receber impactos de partículas maiores.”

    A manobra, contudo, não é livre de riscos. Na pior das hipóteses, segundo Maize, há um risco de 3% de perda da espaçonave por uma colisão imprevista e fatal. “De todo jeito, a Cassini vai terminar onde planejamos, na atmosfera de Saturno.”

    Isso porque as últimas manobras terão um piloto insuspeito: Isaac Newton. No próximo dia 11, a programação para o Grand Finale será transmitida para a Cassini. E no dia 22 a sonda fará seu último sobrevoo próximo de Titã, a maior das luas saturninas. E será a gravidade do satélite natural que colocará a espaçonave em sua rota para sua primeira passagem entre os anéis e o planeta, marcada para acontecer no dia 26.

    A órbita resultante permitirá que a sonda complete 22 desses sobrevoos rasantes de Saturno, ao ritmo de um por semana. Mas Newton seguirá no comando e uma última intervenção gravitacional, distante, de Titã em setembro alterará suavemente o trajeto da sonda, que então mergulhará na atmosfera do segundo maior planeta do Sistema Solar no dia 15 de setembro.
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    Concepção artística de sobrevoo da Cassini pelo polo Norte de Saturno, em suas órbitas finais. (Crédito: Nasa)
    E ainda bem que podemos contar com a gravidade para o serviço, porque a razão pela qual a Cassini está sendo encerrada, após 20 anos no espaço e mais de 13 nos arredores de Saturno, é que não há mais combustível a bordo para operá-la de forma segura. Arriscar prosseguir com o tanque praticamente vazio implica perder o controle sobre o futuro da sonda, e aí arriscar derrubá-la numa das luas saturninas potencialmente habitáveis.
    A pequena Encélado tem um oceano habitável em seu interior, e evidências mais recentes colhidas pela espaçonave sugerem que Dione também tem o seu.

    Como a Cassini não foi esterilizada com tanto cuidado ao sair da Terra (ninguém imaginava esse “show da habitabilidade” que a sonda descobriu por lá), ela pode ter em seu interior bactérias que “entraram de gaiato no navio”. Em caso de possível colisão com uma dessas luas, nada garante que elas não desembarquem e façam vida por lá. Por isso a sonda terá de encontrar seu fim na atmosfera de Saturno em 15 de setembro.

    A última etapa da missão será a mais arriscada, mas promete incríveis recompensas científicas. Espera-se com a manobra poder medir com precisão a massa dos anéis e, com isso, determinar sua idade — há controvérsias sobre se eles são tão velhos quanto Saturno ou recentes, formados há meros 100 milhões de anos. Também será possível sondar a estrutura interna do planeta gigante, a exemplo do que a Juno está fazendo em Júpiter, e observar os anéis de uma distância inédita. Por fim, a Cassini promete dar seu mergulho final transmitindo informações sobre a composição da atmosfera do planeta.

    “Sabemos que ela é 99% hidrogênio e hélio, mas estamos atrás desse 1%”, disse Linda Spilker, cientista-chefe do projeto.
    Este dia fatídico, 15 de setembro, será agridoce para todos os entusiastas da exploração espacial. Haverá razão para festejar o sucesso de uma incrível e longeva missão, que literalmente reescreveu tudo que sabíamos sobre Saturno, mas também motivos para tristeza, pelo fato de que não teremos mais uma conexão direta com o majestoso planeta dos anéis.

    A Cassini já está lá desde 2004 e fez descobertas incríveis. Quando ela se for, teremos de nos acostumar a olhar apenas de longe por alguns anos — talvez décadas –, até que a próxima espaçonave possa continuar de onde ela parou. Se você é fã da Cassini, tente ver o trailer acima e não chorar. Eu não consegui.
     
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    Por Salvador Nogueira

    Na madrugada desta terça-feira (2), a espaçonave Cassini realiza seu segundo mergulho no estreito vão entre os anéis de Saturno e o próprio planeta, e os cientistas certamente devem estar ansiosos pelas novas observações. Na primeira passagem, no último dia 26, a sonda produziu as imagens mais espetaculares do misterioso polo Norte saturnino.

    A equipe da Nasa certamente está bem ocupada com o ritmo frenético do “Grand Finale”, a derradeira etapa da missão, que termina em 15 de setembro, após 22 sobrevoos próximos de Saturno (o de agora é o segundo). Tanto que, depois de divulgar um trio de imagens “cruas” do primeiro deles, sem processamento algum, passaram dias sem colocar nada de novo no ar.

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    Imagens não processadas e transmitidas pela Cassini após seu primeiro mergulho sob os anéis de Saturno (Crédito: Nasa)

    O Mensageiro Sideral começou a ficar angustiado com isso e decidiu fazer justiça — ou melhor, processamento de imagens — com as próprias mãos. E a essa altura, no começo do texto, você já teve um gostinho do resultado.

    COMO A CASSINI TIRA FOTOS

    Uma das críticas que alguns desavisados fizeram na semana passada sobre as imagens divulgadas pela Nasa é que elas não eram coloridas. O que eles não sabiam é que toda câmera digital, inclusive aquela do seu celular, só faz imagens em preto e branco. É isso mesmo. Só preto e branco. O truque que não deixa você perceber isso é que ela tira três fotos em preto e branco seguidas, em rápida sucessão: a primeira coleta as partículas de luz que têm comprimentos de onda próximos aos da cor vermelha, a segunda, das que se aproximam do verde, e a terceira, que estão próximas do azul.

    E aí, num passe de mágica, ela combina as três imagens PB em uma única imagem colorida, aproximadamente nos mesmos tons que enxergamos, a partir das cores básicas vermelho, verde e azul (padrão conhecido pela sigla RGB, red-green-blue).

    A Cassini funciona do mesmo jeito. Sua câmera de bordo, chamada ISS (Imaging Science Subsystem), tem duas configurações, de ângulo amplo e de ângulo estreito, e gera basicamente imagens PB a partir de uma série de filtros sensíveis a diferentes comprimentos de onda. Só que, enquanto a câmera do seu celular está satisfeita com três filtros, vermelho, verde e azul, os cientistas da Nasa queriam um pouco mais. Exatamente 26 a mais. São, ao todo, 29 filtros, com os mais variados objetivos científicos: alguns permitem enxergar através da névoa quase impenetrável da lua Titã, outros permitem enxergar ultravioleta (que nossos olhos não veem), outros infravermelho (idem), e a configuração mais simples é a “sem filtro nenhum”, ou seja, aí vai rolar um imagem PB mesmo, produzida por todas as partículas de luz que entrarem na câmera.

    Certo, para brincar de processar as imagens “cruas” da sonda (que a Nasa publica integralmente assim que são recebidas da espaçonave
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    , para o desgosto dos teóricos da conspiração), eu precisava descobrir quais eram os filtros correspondentes aos clássicos RGB das nossas câmeras. Eu queria saber da Cassini que fotos eu poderia obter com o meu celular se estivesse viajando com ela. Após alguma pesquisa, descobri que eles figuram nas informações das imagens brutas com os códigos BL1 (para azul), GRN (verde) e RED (vermelho).

    Em seguida, corri atrás de aprender como integrar as três imagens numa só, colorida, com um editor de imagens. Achei sem demora este
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    escrito por Emily Lakdawalla, da Planetary Society. E aí, uau.
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    Imagem do polo Norte de Saturno feita pela Cassini no dia 26 de abril, às 3h08 (UT). (Crédito: JPL-Caltech/Nasa/Salvador Nogueira)
    O POLO NORTE DE SATURNO

    É um espetáculo tão fascinante quanto bizarro — o planeta dos anéis tem bem sobre seu eixo de rotação uma corrente de ventos e nuvens que forma um imenso hexágono. Descoberto pela missão Voyager, em 1981, esse padrão nunca havia sido observado antes em planeta algum. Desde então, o fenômeno chegou a ser reproduzido em laboratório com experimentos de fluidos, o que ajuda a entender como pode ser verdade uma coisa dessas.

    O hexágono de Saturno, contudo, é dinâmico, e o que a Cassini nos ofereceu ao longo dos últimos anos foi uma oportunidade de monitorá-lo de forma quase contínua nos últimos anos. Até 2009, tudo que a sonda podia fazer era colocar aqueles filtros obscuros para trabalhar e obter imagens de infravermelho do polo Norte, uma vez que era inverno por lá e o hexágono estava escondido o tempo todo do Sol — como nos polos da Terra, que passam por seis meses de escuridão e seis meses de luminosidade. Só que lá em Saturno o ano (o período de translação do planeta) dura 29 anos terrestres. Uma longa espera.

    A Cassini aguardou, resistiu, prosperou e foi premiada. Desde 2009, vem monitorando o hexágono e já notou um efeito interessante: entre 2012 e 2016, ele foi gradualmente mudando de cor, saindo de um tom mais azulado, para um mais pálido, quase no mesmo tom bege que domina a maior parte do planeta. Os cientistas especulam que a transformação possa ter a ver com reações fotoquímicas. Conforme a luz do Sol começou a bater por lá, a composição da atmosfera sofreu alterações que levaram à mudança de cor. Mas ainda é preciso estudar mais a questão, e nesse sentido o “Grand Finale” veio a bem a calhar: em órbitas que fazem sobrevoos rasantes do planeta, a sonda conseguiu obter as imagens mais próximas já feitas do hexágono e do vórtice azul que reside em seu centro.

    Na boa, são de tirar o fôlego. E tenha em mente que a Cassini é uma espaçonave que decolou em 1997, ou seja, isso é tecnologia de ponta da Nasa dos anos 1990. Nada mau.

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    A Cassini registra o polo norte novamente às 4h36 (UT) do dia 26 de abril. (Crédito: JPL-Caltech/Nasa/Salvador Nogueira)

    E O QUE TEM DE RUIM?

    Claro, não podíamos encerrar sem antes dar alguma coisa para os reclamões reclamarem, não é? Sempre tem alguma coisa. E, no caso, a má notícia é que as imagens colhidas pela Cassini em seu momento de máxima, máxima aproximação — a cerca de 3.000 km do topo das nuvens — serão PB raiz mesmo, e não esse PB nutella que podemos transformar em uma imagem colorida por processamento.

    Entenda o problema: quando a sonda cola em Saturno, está viajando a inimagináveis 124 mil km/h. É cerca de cinco vezes mais rápido que um satélite em órbita da Terra, e 130 vezes mais rápido que um avião de passageiros. Aí tem dois desafios: o primeiro é que a perspectiva muda muito depressa para a espaçonave. Entre a câmera bater a primeira e a segunda foto, com filtros diferentes, a sonda já está sobre um pedaço diferente do planeta. E tem o segundo — e fatal — desafio: o tempo de exposição da câmera, ou seja, o quanto você a deixa aberta para receber as partículas de luz, precisa ser muito curto. Se não for assim, a imagem sairá um borrão puro. E, se o tempo for curto, vai entrar pouca luz na câmera. E se você começar a colocar filtros, escolhendo quais fótons você quer e quais não quer, é capaz de ficar sem nenhum.

    Por tudo isso, as observações feitas em aproximação máxima serão colhidas no modo “sem filtro”, deixando todo e qualquer fóton que queira aparecer na foto entrar na câmera. E aí é PB mesmo, sem choro nem vela.

    Se você, como eu, acha que esse é um pequeno preço a se pagar por uma missão como a Cassini, fique ligado. Os próximos meses devem trazer muito mais. Na primeira passagem do Grand Finale, a Nasa constatou que a quantidade de partículas dos anéis na região por onde transitou a sonda é bem mais baixa do que o esperado — eles chamaram a região de “o grande vazio”. E essa é uma ótima notícia. Significa que, para o sobrevoo desta terça-feira (2), a Cassini não precisará viajar usando a antena como escudo, o que permitirá maior flexibilidade para observações.

    E assim vamos seguindo, enquanto nos encaminhamos para a agridoce conclusão da missão, em 15 de setembro.
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    Imagem da Cassini no dia 29, já bem mais afastada de Saturno em sua órbita elíptica. (Crédito: JPL-Caltech/Nasa/Salvador Nogueira)
     
  5. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Filtros monocromáticos são muito úteis. Eu uso de vez em quando no microscópio, eles possibilitam realçar o contraste de algumas estruturas para trabalhar a foto e facilitam identificar elementos em movimento já que as cores sobrecarregam um pouco a nossa visão (organismos, partículas). O engraçado que essa semana estava procurando por fotos de arco-íris noturnos formados ao pé de cachoeiras em noites de lua e arco-íris monocromáticos formados em túneis de neblina e em cidades enevoadas à noite com a luz dos postes. Os monocromáticos podem ser um monte de tons de mesma cor e podem também ser apenas um halo branco. Eventualmente são noctilucentes com uma paleta de cores mais suave tendendo ao vermelho:

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    Saturno já está mais brilhante e visível no céu e terá o melhor momento para ser visualizado na noite desta quinta-feira (15). Isso porque este é o momento do ano em que o planeta dos anéis fica alinhado com o a Terra e o Sol, com a Terra no meio. Essa é a melhor época para observar o astro. A olho nu, será possível ver o planeta. E com um bom binóculo ou um telescópio simples será possível ver detalhes, como seus anéis.

    O planeta encontra-se próximo às constelações do Serpentário e de Escorpião. Para quem não domina o mapa estrelar, pode localizar o astro tomando como referência a estrela de Antares, de coloração alaranjada que fica na constelação de Escorpião.
    Se você estiver olhando para leste, na direção do horizonte sudeste do céu, à esquerda, estará Saturno, e mais acima, à direita, está Antares.

    "Saturno estará bem brilhante, visível a olho nu. Não tem como confundir", diz Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

    As únicas coisas que podem atrapalhar a observação é poluição luminosa, de locais com muitas luzes, e o céu nublado.
    Será visível durante todo o mês de junho

    Saturno estará visível em todo o Brasil, sendo que com condições um pouco melhores de visualização nas regiões Sul e Sudeste.
    De acordo com Mello, o momento do alinhamento entre Saturno, Terra e Sol ocorrerá às 14h (no horário de Brasília). Algumas horas depois, por volta das 18h, o planeta alcançará o ponto em que fica com a menor distância com relação à Terra. E somente por volta das 19h30 ele surgirá no céu para os brasileiros, no horizonte leste. Mas o "show" de Saturno não depende do momento exato da oposição.

    Saturno realiza no céu um movimento circular semelhante ao do Sol e ao da Lua. Assim sendo, no começo da noite ele estará em uma posição "baixa" no céu, a leste. Ao longo da noite, o planeta irá "subir" na perspectiva do observador da Terra.

    "O melhor momento para observar é perto da meia-noite, quando vai estar mais alto no céu e mais brilhante", diz Rojas. Depois disso, Saturno começará a "descer", voltando ao horizonte, mas desta vez à oeste, no fim da madrugada.

    "O momento em que o alinhamento ocorre é apenas um instante. Mas na prática, observar uma semana antes ou depois, o resultado é o mesmo", diz Gustavo Rojas, astrônomo da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e da Sociedade Astronômica Brasileira. Segundo os astrônomos, Saturno estará mais brilhante durante todo o mês de junho.
    Use binóculo com aumento de 20 vezes

    Para visualizar detalhes de Saturno, é necessário utilizar um binóculo potente, que possibilite aumento de até 20 vezes. "Com binóculos simples, não fica muito nítido", diz Mello. Um pequeno telescópio permite visualizar bem os anéis do planeta.

    Quem quiser explorar mais coisas na noite desta quinta, poderá observar Júpiter, no alto do céu. O maior planeta do Sistema Solar teve sua oposição à Terra no fim de abril, mas ainda está bem brilhante. Com um bom binóculo, é possível observar faixas de nuvem e satélites do gigante vermelho.
     
  7. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

    E eis que chegamos ao último dia da Cassini: às 08h54 (BRT) de amanhã ela mergulhará na atmosfera de Saturno após usar as últimas gotas de combustível em uma manobra iniciada em Abril que a levou a aproximações sucessivas do planeta. É uma forma desesperada de evitar o risco de a nave ficar descontrolada, seja pela falta de combustível de manobra ou pelo desgaste natural dos componentes, e cair em algum satélite de Saturno, contaminando um ambiente com condições possivelmente adequadas à vida com material terrestre.

    Uma órbita-cemitério sempre esteve fora de cogitação (não existe órbita estável em Saturno nas altitudes que ela pode atingir com o combustível restante) e também não há combustível para criar um estilingue gravitacional e colocá-la em velocidade de escape. Então o jeito é usar a a proximidade para extrair as últimas gotas de dados da missão de forma espetacular.


    A equipe de divulgação não deixou por menos e há alguns meses criou esse vídeo resumindo o fim da missão:
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    E vejam só: quando eu procurava o tópico onde eu achava que tinha postado o vídeo acima há alguns meses (como eu deixei isso passar?) encontrei esse de 2004, antes da manobra de inserção orbital
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    Última edição: 14 Set 2017
  8. A Cassini cumpriu muito bem sua missão. As imagens transmitidas por ela ao longo de sua existência foram excelentes.
     

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