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Philip Roth

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por G., 19 Set 2011.

  1. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Philip Milton Roth (Newark, Nova Jersey, 19 de março de 1933) é um romancista norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX. É conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios.

    Entre as suas obras mais conhecidas encontra-se a colecção de contos «Goodbye, Columbus», de 1959, a novela «O complexo de Portnoy» (1969), e a sua trilogia americana, publicada na década de 1990, composta pelas novelas «Pastoral Americana» (1997), «Casei com um comunista» (1998) e «A Mancha humana» (2000).

    Muitas das suas obras reflectem os problemas de assimilação e identidade dos judeus dos Estados Unidos, o que o vincula a outros autores estado-unidenses como Saul Bellow, laureado com o Nobel de Literatura de 1976, ou Bernard Malamud, que também tratam nas suas obras a experiência dos judeus estado-unidenses.

    Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão. A marca registrada da sua ficção é o monólogo íntimo, dito con um humor amotinado e a energia histérica por vezes associada com as figuras do herói e narrador de «O complexo de Portnoy», a obra que o tornou conhecido.

    Recebeu o Prêmio Pulitzer na categoria de ficção por Pastoral Americana em 1998. É conhecido sobretudo por seu alter-ego, Nathan Zuckerman protagonista de diversos de seus livros. Foi galardoado com o prestigioso Prémio Internacional Man Booker em 2011.


    _____________________________

    Gostaria de compartilhar esse post desse autor, que conheci há pouco com a leitura de Indignação, com vocês.


    P.S.: desculpem o simples ctrlc + ctrl v, mas não conheço ainda muito sobre o autor :timido:
    Qualquer contribuição é bem vinda :yep:!
     
    Última edição: 7 Nov 2012
  2. G.

    G. Ai, que preguiça!

    vcs já ouviram falar ou até mesmo já leram essa trilogia dele intitulada "ZUCKERMAN ACORRENTADO"?

    gostei demais da descrição sobre o
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    :sim:
     
  3. Anica

    Anica Usuário

    eu estou com ele aqui para resenhar, acho que semana que vem leio e comento =F
     
  4. Pips

    Pips Old School.

    Não sou muito fã dele, na verdade acho bem superestimado os livros dele: O Complexo de Portnoy e O Animal Agonizante.
     
  5. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Ah que legal!!!!
     
  6. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Estou lendo agora Homem comum e estou gostando bastante... Só li um livro do autor por enquanto: Indignação. Não sei ainda tudo o que esperar dele mas até agora me agradou bastante o estilo direto, pungente, angustiante e ao mesmo tempo sensível, íntimo :yep:.
     
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    O Operação Shylock tem uma premissa e uma amarração fantástica, mas me parece arrastado demais... Dava pra resolver em metade das quase quinhentas páginas do livro. Sei que tem umas cenas importantes muito por aquelas características hilárias e bastante absurdas que o Roth sabe fazer muito bem, por exemplo a cena em que ele se encontra com o Roth impostor no quarto de hotel, mas nem isso justifica. É um sentimento que não tive por exemplo com O Teatro de Sabbath, que é também um dos mais extensos da obra dele.
     
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  8. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Eu achava que ele já era bom com O Complexo de Portnoy e Pastoral Americana, obras densas de enfoque na psique masculina judaica, mas aí peguei Adeus Columbus e fiquei impressionado como ele era também era bom como contista. Exceto pela novella que dá nome à coletânea - que já pressagia o desenvolvimento dessas questões sobre identidade no universo judaico -, todos os demais contos mostravam a influência dos autores iídiche do passado. A Conversão dos Judeus é absurdo de tragicômico, e Eli, o Fanático é um feito incrível da literatura pós-Holocausto: ele desnuda o judeu de sua assimilação pra expor a fragilidade de sua condição.
     
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  9. G.

    G. Ai, que preguiça!

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  10. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    Pqp, essa notícia acabou com o meu dia. Roth era seguramente o maior escritor vivo até então e um dos meus heróis literários. Um escritor corajoso e honesto, escreveu uma penca de obras-primas literárias.

    Descanse em paz, mestre. E pau no cu da Academia Sueca.
     
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  11. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Um adeus a Philip Roth
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    28 de Maio de 2018 às 12:43
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    Valor Econômico)

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    FOTO: © Nancy Crampton

    Nos próximas dias e semanas certamente leremos dezenas de eulogias a Philip Roth, sem sombra de dúvida um dos maiores nomes da literatura em língua inglesa da segunda metade do século passado. Além das queixas por jamais ter sido agraciado com o Prêmio Nobel (o que o põe na companhia dignificante de Borges e Nabokov, para só citar dois de meus autores prediletos), não há como deixar de estudar suas reflexões incessantes e dolorosas sobre a identidade dos judeus na sociedade norte-americana. Como descendente de avós que chegaram aos Estados Unidos paupérrimos e sem falar uma palavra de inglês, de pais que já haviam se adaptado externamente aos hábitos locais mas falavam ídiche em casa e frequentavam as sinagogas, Roth buscava a aculturação total, que implicava o abandono de rituais religiosos, de costumes seculares, de um modo de pensar que ele julgava confinador. Os conflitos de que daí decorreram, inclusive devido à hostilidade que lhe devotavam os segmentos mais conservadores da comunidade judaica, gerou uma série de livros brilhantes, a começar pelo revolucionário
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    .

    Deixando aos críticos literários a tarefa gigantesca de lidar com uma personalidade vulcânica, refletida em sua intrincada vida conjugal, vou apenas repassar aqui rapidamente as seis obras dele que tive o prazer de trazer para o vernáculo, estimulando o leitor brasileiro a lê-las ou relê-las.

    Em
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    , seu penúltimo romance, escrito em 2008, um jovem estudante judeu de Newark vai para um universidade em Ohio a fim de escapar do pai sufocante, um açougueiro kosher que teme neuroticamente os perigos que a vida adulta guarda para o filho. Lá, o protagonista se apaixona por uma moça que já tentara o suicídio e tem embates cada vez mais violentos com as autoridades universitárias, em especial por quererem obrigá-lo a frequentar os serviços religiosos quando ele se declara ateu. Finalmente expulso da universidade, é recrutado pelo Exército e, meses antes de completar vinte anos, morre na guerra da Coreia. Escrito numa prosa simples e direta, Roth mostra como as escolhas impetuosas de um jovem raivoso podem ter consequências trágicas quando ele não consegue se fazer compreender pelos adultos que o cercam.

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    retrata o drama de um jovem que é responsável pelo pátio de recreio de uma escola num bairro judeu de Newark e vê seus pupilos ameaçados por uma brutal epidemia de poliomielite no verão de 1944, quando não havia vacina para tal doença e suas vítimas morriam ou ficavam aleijadas. Os dilemas existenciais e religiosos que o protagonista enfrenta se multiplicam quando ele próprio fica enfermo e imagina que infeccionou algumas crianças de quem cuidava numa colônia de férias. Roth aqui, mais uma vez, nos põe magistralmente diante das fragilidades da condição humana.

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    e
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    , escritos respectivamente 1988 e 1991, são obras autobiográficas que revelam muito sobre o caráter e personalidade do autor. No primeiro, Roth descreve sua infância segura nas décadas de 1930 e 40, sua educação universitária, o relacionamento tempestuoso com a primeira mulher, seu embate com a comunidade judaica por causa dos primeiros livros. Patrimônio, ao relatar as doenças que afligem seu pai idoso, conduz inevitavelmente a uma profunda análise sobre o relacionamento dos dois e as indignidades que a medicina moderna impõe aos que precisam cuidar de seus enfermos e moribundos. Houve páginas que traduzi com os olhos marejados de lágrimas – e duvido que o leitor escape incólume de uma narrativa tão incisiva.

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    , de 1977, é um mergulho burlesco em todas as fantasias sexuais de David Kepesh (um dos alter egos de Roth), que, na faculdade, se considerava “um libertino entre os doutos, um douto entre os libertinos”. Mas, obviamente, há muito mais que erotismo nessas páginas vívidas de Roth.

    Por fim, Quando ela era boa (publicado originalmente em 1967), é um melodrama de família que, em muitos aspectos, se baseia na experiência de Roth com sua primeira esposa, uma típica WASP (branca, anglo-saxã, protestante). É também o único livro do autor em que o personagem principal é uma mulher, no caso uma figura insuportavelmente moralista que termina por se destruir ao tentar reformar todos os homens a seu redor.

    ***

    Jorio Dauster é um dos maiores tradutores do país. Nascido em 1937, entrou para o Serviço Diplomático em 1961. Foi embaixador junto à União Europeia de 1991 a 1999 e presidente da Vale do Rio Doce de 1999 a 2001. Foi membro do Conselho do Global Crop Diversity Trust (Roma), presidente do Conselho de Administração da Ferrous Resources do Brasil e compositor de sambas e marchinhas. Traduziu as principais obras de J.D. Salinger, Vladimir Nabokov, Ian McEwan e Philip Roth.
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    , de George Saunders, é seu mais recente trabalho como tradutor.

    Fonte:
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