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Peter Jackson, Ian McKellen e outros prestam homenagens a Christopher Lee

Tópico em 'O Hobbit - os Filmes' iniciado por Elendil, 21 Jun 2015.

  1. Elendil

    Elendil Equipe Valinor

    Elendil enviou um novo Artigo

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    O diretor Peter Jackson e os atores Sir Ian McKellen (Gandalf), Elijah Wood (Frodo), Dominic Monaghan (Merry) e Graham McTavish (Dwalin), companheiros de elenco de Sir Christopher Lee em O Hobbit e O Senhor dos Anéis, prestaram suas homenagens ao ator que faleceu no último domingo, 07 de junho de 2015.

    Com belas emocionantes palavras, o diretor neozelandês Peter Jackson prestou sua homenagem e despediu-se de Christopher Lee em
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    . Lee, que de ídolo passou a amigo de Jackson em decorrência das filmagens de O Senhor dos Anéis, é carinhosamente chamado de “Chris” pelo diretor.

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    É com enorme tristeza que tomei conhecimento do falecimento de Sir Christopher Lee. Ele tinha 93 anos, não estava em sua costumeira boa saúde há algum tempo, mas o seu espírito manteve-se, como sempre, indomável.

    Christopher falava sete idiomas; ele era, em todos os sentidos, um homem do mundo; bem versado na arte, política, literatura, história e ciência. Ele era estudioso, um cantor, um contador de histórias extraordinárias e, claro, um ator maravilhoso. Uma das minhas coisas favoritas a fazer sempre que eu ia para Londres era visitar Christopher e Gitte, onde ele iria me deliciar por horas com histórias sobre sua vida extraordinária. Eu gostava de ouvi-las e ele gostava de contá-las – elas eram as mais atraentes, porque elas eram verdadeiras – histórias de seu tempo com o SAS [Serviço Aéreo Especial], durante a Segunda Guerra Mundial, dos anos de filmes de horror da Hammer e, mais tarde, de seu trabalho com Tim Burton – do qual ele era extremamente orgulhoso.

    Eu tive a sorte de trabalhar com Chris em cinco filmes ao todo e nunca deixou de ser uma emoção vê-lo no set. Eu me lembro dele me dizendo no meu aniversário de 40 anos (ele tinha 80 anos na época), "Você é a metade do homem que eu sou". Sendo metade do homem que Christopher Lee é, era mais do que eu jamais poderia esperar. Ele era um verdadeiro cavalheiro, em uma época em que já não valorizam cavalheiros.

    Eu cresci amando os filmes de Christopher Lee. Na maior parte da minha vida eu estive encantado com os grandes papéis icônicos que ele não só havia criado – mas continuou a manter décadas mais tarde. Mas, e em algum lugar ao longo do caminho o Christopher Lee, de repente, e magicamente, dissolveu-se e tornou-se o meu amigo Chris. E eu amei Chris ainda mais. Nunca haverá outro Christopher Lee. Ele tem um lugar único na história do cinema e nos corações de milhões de fãs ao redor do mundo.

    O mundo será um lugar menor sem ele.

    Minhas profundas condolências à Gitte, sua família e amigos.

    Descanse em paz, Chris.

    Um ícone do cinema tornou-se lenda.

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    Sir Ian McKellen, o eterno Gandalf, também falou em
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    sobre a morte do companheiro de elenco das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit, relembrando a época em que os atores se encontraram na Nova Zelândia durante a primeira reunião do elenco da trilogia do Anel.



    Christopher Lee (1922-2015)

    Quando cheguei à Nova Zelândia para começar a filmar como Gandalf, na primeira semana do século 21, Peter Jackson realizou um jantar para alguns do elenco. Fiquei feliz ao sentar-me ao lado de Christopher Lee que eu soube por toda a minha vida ser um admirado ator. Ele havia sido escalado para interpretar o Mago Branco Saruman, mas suas primeiras palavras para mim foram: ...“ Sempre pensei que eu deveria interpretar Gandalf. Leio 'O Senhor dos Anéis' uma vez todo ano – às vezes duas.”

    Ele, então, recitou-me um trecho da Língua Negra de Mordor e senti que foi meio inadequado. Não que isso fosse a intenção de Chris: ele tinha 78 [anos] e era um bom praticante da arte da retidão cavalheiresca. O epítome do "alto, moreno e bonito" mantinha quaisquer demônios internos de seu Drácula, do monstro de Frankenstein e de Sherlock Holmes, que ele interpretou uma vez.

    É o que fez seu Saruman tão eficaz. Com sua longa barba e vestes brancas, ele tinha o ar de um severo, porém ainda um benigno papa que contradizia sua ambição de governar a Terra-média, com crueldade e maldade.

    Entre nossos intervalos no set, ele era facilmente persuadido a reminiscências. Afinal, havia mais de 200 filmes em seu currículo e alguns pares de álbuns como cantor. Sua primeira intenção era a de ser um cantor de ópera. Comoventemente ele estava um pouco nervoso no início. "Peter me fez repetir minha primeira fala 10 vezes!!" Eu disse a ele para não se preocupar, pois no dia anterior eu tive de repetir uma cena 27 vezes. Seus olhos escuros se arregalaram e brilharam, mas ele não reclamou novamente.

    Peter estava contente por ter o seu herói dos filmes de horror da Hammer como o vilão e planejou uma morte espetacular para reconhecer seu passado vampírico – caindo sobre uma ponta que perfurou seu covarde coração. Chris não aprovou muito e acho que o episódio só pode ser visto na versão do diretor da edição estendida [de O Retorno do Rei].

    É uma pena e algo estranho que ele não tenha trabalhado no teatro, nem dirigido um filme, como seu ídolo Laurence Olivier, que teve Chris como um lanceiro em seu filme sobre “Hamlet”. Mas ele era extremamente orgulhoso da extensão e do sucesso de sua carreira no cinema, e quando foi nomeado Cavaleiro deve, como todos nós, ter tido o prazer de compartilhar um título com Sir Larry.

    A última vez que Saruman e Gandalf apareceram juntos foi em volta de uma mesa em Valfenda, mas enquanto Galadriel, Elrond e eu estávamos em um estúdio em Wellington, interjeições de Sir Christopher foram filmadas em Londres alguns meses mais tarde. Mas você nem nota. Em filmes, nem tudo é o que parece.

    No entanto, quando ele se juntou ao elenco de "Star Wars" ele disse que fez todas as suas próprias cenas de ação sem o benefício de um dublê. Isso certamente não era verdade em relação à sua luta com Gandalf que desafia a gravidade. Eu suspeito que ele apenas quis dizer que ainda estava apto para a cena. Ele não precisava ter se preocupado. Seu talento na atuação nunca diminuiu. – Ian McKellen, junho de 2015.

    Outros companheiros de elenco de Christopher Lee, de O Senhor dos Anéis, também se pronunciaram sobre a morte do ator (via
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    ), como Elijah Wood, o Frodo, que escreveu: "Um homem extraordinário, Sir Christopher Lee. Você era um ícone, um ser humano imponente com história para muitos dias. Sentiremos sua falta". Já Dominic Monaghan, que interpretou o hobbit Merry, disse: "Lamentando muito ao saber da partida de Christopher Lee. Ele era uma pessoa fascinante. Uma lenda".

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    Também pelo
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    o ator Graham McTavish, que interpretou o anão Dwalin na trilogia O Hobbit, prestou sua homenagem ao ator. McTavish se encontrou com Sir Christopher Lee em Londres, nos estúdios Pinewood, quando o diretor Peter Jackson transferiu parte das filmagens de O Hobbit para a Inglaterra a fim de filmar as cenas do falecido ator, pois ele não pôde fazê-las na Nova Zelândia devido a sua idade avançada. Apesar de não contracenar com Lee, McTavish quis acompanhar seu desempenho por ser seu fã desde menino.



    Christopher Lee, um colosso do cinema, faleceu hoje aos 93 anos. Eu cresci assistindo-o em quase tudo o que ele fez, desde Drácula até [007 e] O Homem da Pistola de Ouro. Disseram-me uma vez que ele esteve em mais filmes do que qualquer outro ator, vários deles em outros idiomas. E ele era fluente em vários. Eu bem acredito. Tive a enorme honra de conhecê-lo ao fazer O Hobbit, e fiquei encantado quando ele nos alegrou com histórias de seus anos de trabalho no cinema. Ele tinha quase 90 anos na época e uma mente afiada como navalha, e uma voz inimitável que impunha respeito. Eu o conheci uma vez antes, mas brevemente, em uma loja de departamento em Londres em 1982, onde eu trabalhava durante as minhas férias da universidade. Ele estava com sua bela esposa, ambos eram a própria imagem da elegância e do estilo. Eu dei a ele informações. Nunca me esqueci disso. Anos mais tarde, tive a sorte de trabalhar em "The Wicker Tree" [2011], de Robin Hardy, em que interpretei o neto de Christopher. Resolvi que era melhor não lembrá-lo de que um dia eu dei a ele informações na Selfridges, 30 anos antes. Talvez eu devesse ter. Seu talento, inteligência e contribuição ao cinema, além dos serviços prestados ao seu país merecem menção especial. Nós não veremos alguém como ele de novo.

    Mais desse encontro, além de cenas de bastidores de Christopher Lee em seu último trabalho em um filme sobre a Terra-média pode ser visto no material extra da edição especial estendida de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada.

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