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Perdaedores

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Umav Ozatroz, 11 Ago 2011.

  1. Umav Ozatroz

    Umav Ozatroz Usuário

    Eu tenho um gato
    Com fama de comedor:
    É o terror do roedor,
    É morte que vem do mato.


    Na surdina, afia as garras.
    Ao menor ruído dispara
    E a vítima nem repara:
    Já na boca jaz entre barras.


    Brinca, cruel,
    com presa indefesa
    Jogada ao céu
    E do chão à dureza.
    Presa por natureza
    Prova do fel
    Na vida, em tristeza
    E na morte, ao léu.


    Cego e furado, já sem amarras
    O gato o devora e retalha,
    Alheio da vida a represália:
    Outro felino por trás o agarra.


    De feroz caçador de rato
    À caça de maior predador:
    Ganhou fama de perdedor
    E tomou no rabo.
     
  2. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    "À caça de maior predador:
    Ganhou fama de perdedor
    E tomou no rabo. "
    Esse poema me fez recordar o dia que , eu e meus primos amarramos uma garrafa de vidro no rabo do gato ( :nao: me pergunte porque e como). Irresponsabilidade infantil. O problema é que o gato escapuliu e deu um trabalhão danado para recapturar e desfazer a travessura. Minha avó não ficou brava não XD... Só um pouquinho.
    Foi uma perda e dores no nosso ouvido.
     
  3. Umav Ozatroz

    Umav Ozatroz Usuário

    à propósito, foi o acontecimento literal que inspirou o poema: pouco depois de ter posto comida pra ele, comecei a ouvir uma quizomba no quintal e quando fui ver tinha um gato maior correndo e o meu estava todo trêmulo e assustado. Verifiquei que estava com o dito cujo dilatado. Depois de tantos assassínios, os ratos tiveram sua vingança... é assim que os mata: jogando pra cima várias vezes seguidas.

    Assim é a vida: um dia da caça, outro do caçador. O poema saiu fluido...
     

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