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Pegando fogo: por que cozinhar nos tornou humanos (Richard Wrangham)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 6 Abr 2016.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Livro propõe tese que muda a visão evolutiva até então. Segundo a obra, o que nos fez homens modernos foi a capacidade de dominar o fogo e cozinhar os alimentos

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    Livro diz que carnes e vegetais sem cozimento são mal aproveitados pelo organismo. O domínio do fogo ditaria o começo da nossa espécie (Foto: Flickr / jackeliiine).​

    Metáforas, analogias, alegorias com fogo e luz há aos montes. Da caverna de Platão a rituais indígenas e ditados populares, o fogo – além da sua importância óbvia – serve de ferramenta que molda filosófica e psicologicamente o ser humano. No fogo, morre; das cinzas, renasce.

    Mas há uma proposição ainda mais radical da relação do ser humano com o fogo. E é tão científica (e concreta) quanto poética: só somos humanos porque aprendemos a cozinhar, a controlar as chamas. A tese, que indica novas explicações do nosso caminho evolutivo, está no livro
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    , lançado este mês pela Zahar. O autor, o
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    , defende que nosso antepassado imediato, o Homo erectus, dominou o cozimento dos alimentos para alcançar a sua condição.

    Segundo Wrangham, o Homo sapiens (nós) é, fisiológica e estruturalmente, semelhante ao Homo erectus. E foi apenas questão de tempo para que a evolução desta espécie chegasse ao ser humano de hoje.Portanto, o mistério da evolução seria um degrau abaixo. Nas palavras do autor:

    [...] A questão de nossas origens diz respeito às forças que fizeram o Homo erectus saltar de seu passado australopitecino. ​

    Wrangham combate a ideia de que essa evolução se deu basicamente pelo ímpeto presumível de se comer carne. E se dedica, boa parte do livro, a provar que carne e até vegetais, sem cozimento, são muito mal aproveitados pelo organismo. Para isso, conversa com crudívoros (aqueles que têm a dieta baseada 100% em alimentos crus) e observa estudos que provam que o corpo funciona de modo muito menos eficaz quando sujeito a esse tipo de comida. Chega a exagerar: para provar a sua tese, vai viver em meio a chimpanzés e passa a ingerir apenas o que os animais comem. Ou seja, uma dieta selvagem e crua. A conclusão – menos energia no corpo.

    Então, Wrangham diz:

    O cozimento aumentou o valor da comida. Ele mudou nossos corpos, nosso cérebro, nosso uso do tempo e nossas vidas sociais. Transformou-nos em consumidores de energia externa e assim criou um organismo com uma nova relação com a natureza, dependente de combustível.​

    Em
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    , o antropólogo comenta a discordância que existe entre a sua tese e o estudo de alguns arqueólogos e paleoantropólogos, que acreditam que o homem dominou o fogo mais tardiamente do que o livro sugere. Mas combate a ideia dizendo que a biologia prova o contrário. Chama o dilema de um caso de fricção científica. No livro, ainda afirma: "Nós, seres humanos, somos os macacos cozinheiros, as criaturas da chama".

    Linguagem fácil e bem humorada
    O livro foge ao estereótipo do que é um texto acadêmico. Ou feito por um acadêmico. Clichê que para alguns parece bobo, para muitos ainda é dilema crucial na hora de comprar uma obra científica. O receio de ler e simplesmente não entender nada ainda é grande. Mas aqui não vem ao caso. Ao contrário: às vezes, Pegando fogo pode soar bem engraçado, como quando Wrangham compara o bocejo de Mick Jagger (notoriamente conhecido pela sua boca enorme) ao de um chimpanzé.

    O antropólogo também não se furta em dar uma mão ao leitor e bancar algumas analogias com o mundo cotidiano. Prática, importante lembrar, ridicularizada por alguns especialistas. Mas nada como uma boa imagem para entendermos algo que não se vê. Por exemplo: no livro, nossa árvore genealógica é reconstruída por meio da alegoria de um estádio cheio, 60 mil pessoas. A primeira pessoa é a sua avó. A segunda, a sua bisavó. A terceira, a sua trisavó. E assim segue. Até que o último familiar ocupa o estádio. Essa pessoa – da sua família – não seria mais um ser humano. Seria um australopitecino. Conclusão da alegoria: não estamos tão distantes assim de nossos ancestrais, mesmo os mais primitivos. Entendido o recado.

    Quase filosofia
    Em seus melhores momentos, Pegando fogo lembra os grandes livros do gêneroexplica-mundo. Como o conhecido
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    , do jornalista norte-americano Bill Bryson, que – apesar de não ser unanimidade – faz um livro introdutório e acessível sobre milhares de descobertas científicas.

    Uma outra semelhança com o livro de Bryson: Pegando fogo tem diversos momentos em que a ciência navega por áreas mais abstratas e vagas. Aí, Wrangham dá vazão à alcunha de antropólogo que carrega. Ele cita o historiador
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    para justificar nossa condição: "O cozimento é um índice de humanidade na humanidade".

    Estamos diante de um livro baseado numa proposição nova, que tenta romper com as 'certezas absolutas'. De 'espírito livre', como
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    dizia.

    Pegando fogo: por que cozinhar nos tornou humanos
    Richard Wrangham
    232 páginas – R$ 34,00
    Editora Zahar
    Tel: (21) 2108-0808

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    Da panela viemos

    O que nos tornou humanos? Uma nova teoria defende que somos o que somos graças a um hábito muito simples: o cozimento dos alimentos. Entenda aqui por que fritar, assar, ferver e cozinhar pode ter criado todos nós

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    Numa tarde de inverno de 1998, enquanto olhava para a lareira da sua sala de estar em Massachusetts, EUA, e pensava em como elaborar uma palestra sobre a evolução humana para o dia seguinte, Richard Wrangham, um antropólogo de Harvard, teve uma epifania. "Somos humanos porque cozinhamos nossos alimentos!", ele teve certeza naquele momento. Décadas antes, entre 1971 e 1973, Wrangham havia estudado o comportamento alimentar dos chimpanzés no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, e pôde acompanhar de perto o cotidiano desses animais. De perto mesmo: ficava na companhia dos bichos o dia todo na floresta, comendo o que eles comiam. O cardápio contava principalmente com frutas silvestres, excessivamente amargas, duras e fibrosas. Não importa o quanto ele comesse: não havia nada no mato que pudesse encher o estômago do pesquisador. "Eu estava sempre faminto", lembra. A experiência lhe deu na época a certeza de que não seríamos capazes de viver com uma dieta de alimentos crus. E foi essa vivência que, anos depois, inspiraria sua epifania - e sua nova teoria: e se o segredo para nossa evolução estiver na maneira como preparamos nossos alimentos? Richard Wrangham, então, passou os 10 anos seguintes pesquisando o assunto para, finalmente, colocar sua teoria no papel. No ano passado, deu à luz seu livro Pegando Fogo - Por Que Cozinhar Nos Tornou Humanos, lançado agora no Brasil, no qual defende que nós não apenas começamos a cozinhar bem antes de nos tornarmos humanos como nos tornamos humanos justamente por causa disso. E ele já encontrou muitos motivos para acreditar que sua teoria faz sentido.

    Ninguém sabe como os primeiros humanos descobriram o fogo, nem quando isso aconteceu. Talvez tenha vindo de faíscas produzidas sem querer pelo atrito entre duas pedras, talvez algum raio tenha atingido uma árvore. Wrangham acredita que tenha acontecido entre 1,6 milhão e 1,9 milhão de anos atrás, com base em vestígios encontrados em escavações. Mas o que importa é que, em algum momento, algum hominídeo teve a brilhante ideia de usar o fogo para cozinhar seus alimentos. O resultado é imediato: a comida fica mais fácil de cortar e mastigar, e livre de micro-organismos perigosos para a saúde. Mas a grande vantagem de esquentar os alimentos foi a quantidade extra de energia que passou a ser possível obter deles. Foi o grupo que rapidamente evoluiu para o primeiro Homo erectus e, mais tarde, deu origem à humanidade.

    O cru e o cozido
    Um dos primeiro passos de Wrangham foi tentar descobrir mais sobre a alimentação dos grupos de caçadores-coletores atuais para entender seus hábitos alimentares. Para isso, ele analisou os cardápios dos inuítes, do norte do Canadá (os esquimós), do povo !kung, do Kalahari (deserto do sul da África) e dos aborígenes australianos. Depois de anos de estudo, ele concluiu que não há registro de povos que tenham uma dieta inteiramente crua. Em todas as partes do mundo, seres humanos esperam uma refeição cozida no fim do dia, geralmente provida pelas mulheres. Até mesmo nos lugares em que se imaginava que a dieta era dominada por alimentos crus, como nos esquimós, descobriu-se que o cozimento era a regra da noite. Era até mais do que regra: segundo um estudo feito na Universidade de Oxford, o homem esquimó que não encontrasse sua refeição pronta - e cozida - quando chegasse da caça provavelmente daria uma surra na esposa ou a pisotearia (!) na neve, podendo expulsá-la de casa. "Não passamos bem com dietas cruas, nenhuma cultura se baseia nelas, e adaptações em nosso corpo explicam por que não consumimos só crus", diz o antropólogo.

    Por que cozinhar a comida é algo tão importante que todas as sociedades humanas resolveram incluir esse hábito em sua cultura? Provavelmente porque alimentos cozidos são digeridos mais facilmente do que os crus, já que o organismo gasta menos energia para quebrar suas moléculas. Estudos sobre o amido cozido presente na aveia, no trigo, nas batatas e no pão branco, por exemplo, revelaram que 95% dele é digerido pelo corpo humano. Já para o cru a taxa cai quase pela metade. No caso das proteínas da carne, o cozimento pode aumentar a digestibilidade em até 40%. O calor promove a quebra dessas moléculas, fazendo com que suas ligações internas se enfraqueçam e fiquem mais expostas à ação das enzimas digestivas. Aí é só se esbaldar nas calorias.

    Para comprovar esse ganho no valor energético dos alimentos cozidos, Richard Wrangham foi atrás dos crudívoros - pessoas que voluntariamente optam por uma dieta crua por acreditar que terão uma saúde melhor. Pesquisas com esses grupos mostram que, à medida que a proporção de alimentos crus aumenta na dieta, o índice de massa corporal (a relação entre o peso e a altura de uma pessoa) diminui. Está aí um sinal de que talvez os alimentos crus não forneçam quantidade suficiente de calorias para manter um corpo saudável. O mais extenso estudo da área, feito com 513 pessoas na Alemanha, comprovou que, além de perderem em média 10 quilos quando passavam de uma dieta cozida para uma dieta crua, quase um terço das pessoas apresentava deficiência crônica de energia.

    Mas as desvantagens são ainda mais graves: a função reprodutiva também fica comprometida. Segundo o estudo, cerca de 50% das mulheres com dietas cruas param de menstruar. Isso também costuma ocorrer com as que sofrem de esgotamento extremo, como maratonistas e anoréxicas. Os homens que experimentaram a dieta também parecem sofrer alterações em suas funções sexuais. O autor americano de livros de auto-ajuda e defensor do crudivorismo Christopher Westra contou em seu livro How to Live the Raw Food Diet with Joy ("Como Viver Feliz com uma Dieta Crua") que sua libido havia diminuído significativamente. Isso é perigoso para a manutenção de qualquer espécie. Uma taxa de infertilidade maior que 50% teria sido devastadora em uma população de caçadores-coletores (na nossa também, aliás), já que quem tem dificuldade em procriar tende a desaparecer rapidinho do rol genético. Sem contar que nossos ancestrais não viviam em cidades confortáveis, com acesso a alimentos enriquecidos industrialmente. Eles tinham que (literalmente) correr atrás da comida para sobreviver.

    A consequência desse alto fluxo de calorias foi sentida diretamente no nosso corpo. Como a digestão dos alimentos ficou mais fácil, desapareceu a necessidade de ter bocas, maxilares, estômagos e intestinos muito grandes - e esses órgãos acabaram diminuindo. Toda a energia anteriormente dispensada na digestão pôde ser usada para desenvolver uma joia evolutiva: nosso cérebro. As evidências estão em todas as partes do corpo. Todas as áreas que envolvem a comida são proporcionalmente pequeninas. Tente beijar um macaco, por exemplo: eles abrem a boca duas vezes mais que humanos (o maior bocejo de Mick Jagger não é nada comparado ao de um chimpanzé). De um modo geral, o volume total do nosso tubo digestivo é cerca de 60% do esperado para um primata do nosso tamanho.

    A consequência na nossa cabeça é ainda mais impressionante. Uma pesquisa feita em 1995 na Inglaterra sugere que em primatas um tubo digestivo menor está relacionado a um cérebro maior. Para Richard Wrangham, a comida cozida fez a caixa craniana dos habilinos (símios de baixa estatura, braços longos e face protuberante) crescer, o que teria levado ao aparecimento do Homo erectus há cerca de 1,8 milhão de anos. Naquela época, o tamanho do cérebro teria aumentado cerca de 40%, até 870 cm3. (Depois ele continuou crescendo, até chegar aos 1 400 cm3 de caixa craniana que temos hoje.) E é graças ao que está dentro dessa caixa que somos o que somos. "A arte provavelmente se desenvolveu muito tempo depois do cozimento, como resultado da cognição avançada. Que, por sua vez, só foi possível graças a um grande cérebro - que vem da dieta cozida", diz Wrangham. O mesmo pode ter acontecido com outras criações humanas, como ferramentas complexas e a linguagem.

    Saciedade faz sociedade
    Não foram só nossos intestinos diminutos e grande cérebro que surgiram graças aos cozidos. A vida em sociedade foi desenvolvida por causa (e ao redor) da mesa. A primeira mudança social que a comida cozida trouxe foi a economia de tempo. Sim, mastigar é um negócio demorado. Basta ver como é a rotina dos macacos. Os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, com seus meros 30 quilos e uma dieta de frutas silvestres e folhas, passam mais de 6 horas por dia mastigando alimentos para extrair nutrientes. Depois, ficam outras tantas horas fazendo digestão. Como entre primatas o tempo gasto na mastigação está relacionado ao tamanho do corpo, pode-se estimar que, se os humanos comessem esse mesmo tipo de comida crua, passariam pelo menos 42% do dia mastigando - cerca de 5 horas por dia. Haja maxilar. Hoje, os adultos passam em média apenas 5% do dia fazendo isso, ou seja, 36 minutos.

    A maior rapidez na mastigação e digestão deu a nossos antepassados mais tempo e oportunidade de ficar juntos. O cozimento uniu as pessoas ao redor do fogo (que também protegia contra o frio e predadores) e estimulou a socialização, permitindo que se sentissem mais confortáveis umas com as outras. Isso reduziu a agressividade. Richard Wrangham já havia observado que a alimentação desempenha um papel importantíssimo nos relacionamentos afetivos entre primatas. Segundo ele, os humanos cultivam relações incrivelmente pacíficas em torno de seus alimentos. Sim, por mais que sua família possa brigar à mesa, saiba que nenhum animal costuma fazer as refeições tão amigavelmente e partilhando a comida como nós.

    Além disso, o cozimento pode ter sido responsável por fortalecer a união entre homem e mulher, que mais tarde daria origem ao casamento. Cozinhar demanda tempo e trabalho e expõe a cozinheira solitária a ladrões famintos. Laços conjugais resolviam o problema e resultavam em vantagem para os dois lados. A mulher não teria os alimentos roubados, e o marido garantia uma refeição vespertina quando voltasse para casa - e ambos teriam a certeza de um parceiro sexual. Ainda assim, a teoria do cozimento não explica tudo. O próprio Richard Wrangham admite que ainda há muito a ser pesquisado. Não há consenso, por exemplo, sobre a data em que os humanos começaram a controlar o fogo. Ainda há um longo caminho a percorrer, mas talvez agora ele tenha mais placas indicando a direção a tomar. Por enquanto, elas apontam para nossa mesa.

    Nossos miúdos ficaram miúdos...

    • O volume total do tubo digestivo é 60% do esperado para um primata do nosso tamanho.

    • A área estomacal humana é menor que a de 97% dos outros primatas.

    • Os chimpanzés comem 2 vezes mais em peso do que nós, apesar de pesarmos até 57% a mais que eles.

    • ...Mas as células cinzentas cresceram: Nossa caixa craniana tem 1 400 cm3. A dos chimpanzés tem entre 350 e 400 cm3.


    Depois do fogo, o auge humano

    • 1,6 a 1,9 milhão de anos atrás descoberta do fogo, com o Homo erectus

    • 1,8 milhão de anos surgimento da família nuclear, ou seja, os casamentos

    • 200 mil anos surgimento do Homo sapiens

    • 80 mil anos desenvolvimento da arte e da religião (primeiras evidências de sepultamento dos mortos)

    • 35 mil anos primeiros instrumentos musicais

    • 7 mil anos primeiras grandes cidades na Mesopotâmia​


    Para saber mais
    Pegando Fogo - Por Que Cozinhar Nos Tornou Humanos
    Richard Wrangham, Editora Zahar, 2010

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    Eu achei o livro (e essa ideia) muito interessante. O que eu poderia falar sobre as informações que o livro dá está nas duas matérias então não vou repetir, mas como interessado em antropologia eu gostei muito do livro.
     
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  2. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Não morro de amores por estudos antropológicos, mas não é que a resenha desse livro me pareceu ser interessante? Depois vou dar uma conferida.
     
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  3. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Antropologia é bom, Fúria. Deixe de ser chato!
     
  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Acho tão chato quanto estudar filosofia!

    Mas sendo um assunto do qual não curto, se o autor se expressa com uma abordagem interessante que prende a atenção do inicio ao fim eu leio de boa.
     
    Última edição: 14 Abr 2016

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