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Notícias Paulo Coelho, que lança seu 22º romance, diz que "Ulysses" fez mal à literatura

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 5 Ago 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    pergunta Paulo Coelho, em francês, a um amigo que o visita na Suíça, onde vive.
    responde rindo o interlocutor.

    retruca o escritor em entrevista à Folha, por telefone.

    É que o autor brasileiro de maior sucesso internacional, agora lançando "Manuscrito Encontrado em Accra" (Sextante), seu 22º romance, se reinventou.

    Aos poucos, a aura mística que atribuía a si e o epíteto de mago foram deixados de lado. Hoje ele veste as roupas da modernidade e do pragmatismo.

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    "Paulo Coelho grava comercial para marca de carro em biblioteca de Praga, em 2009​

    Consagrado por 140 milhões de livros vendidos em 160 países e traduzido em 73 línguas, Paulo Coelho defende a livre circulação dos seus livros, pirateados ou a preços baixíssimos, e, conectado praticamente o dia inteiro, se tornou um militante digital e suprimiu qualquer tipo de atravessador. É ele quem fala com o seu público.

    diz ele, que logo mais deve alcançar 15 milhões de seguidores em redes sociais.

    A interlocução facilitada com os leitores o fez se abster de sessões de autógrafos e viagens de divulgação.

    se gaba.

    Mas não só disso. Segundo ele, ser lido de Nova York a Caruaru (PE) e Ulan Bator, na Mongólia, se deve ao fato de ser um autor moderno, de literatura globalizada, a despeito do que diga a crítica.

    diz.

    Sobre o tal modernismo de sua escrita, Coelho diz não ter a ver com estilo ou experimentações de narrativa.

    CULPA DE JOYCE

    Para ele, escritores caíram em desgraça ao perseguirem o reconhecimento pela forma e não pelo conteúdo.

    opina. E aponta em seguida o culpado:
    provoca.

    A acessibilidade pregada por ele dá o tom também em "Manuscrito", o primeiro livro que escreveu desde o susto que tomou em 2011, quando ouviu de seu médico que, por causa de um problema cardiológico, teria apenas 30 dias de vida. "Perdi o chão".

    Sobreviveu para contar a história de uma Jerusalém sitiada, prestes a ser tomada por cruzados. Trocando em miúdos, uma reflexão com forte tom religioso sobre a iminência do fim. Sem ligações autobiográficas, garante.

    conta ele, que escreve um desses a cada dois anos e sempre de uma vez só.

    Entre uma coisa e outra, diz que se dá "ao luxo de ter tempo". Tempo para se informar a respeito de tudo. Do julgamento do mensalão às intrigas sobre os autores brasileiros selecionados pela revista "Granta" (Alfaguara).

    Lista sobre a qual ele diz não ter interesse.
    Spohr é uma das estrelas da "Geração Subzero" (Record), coletânea de autores que se julgam negligenciados pela crítica, contraponto à "Granta". É nesse oposto que Coelho se sente à vontade e para quem pretende continuar escrevendo até morrer.
    Tem medo de que haja disputa por direitos autorais entre herdeiros ou, pior, publiquem obras sem a sua autorização.
    MANUSCRITO ENCONTRADO EM ACCRA
    AUTOR: Paulo Coelho
    EDITORA: Sextante
    QUANTO: R$ 19,90 (176 págs.)

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    Última edição por um moderador: 7 Nov 2012
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  2. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Paulo Coelho devia se associar a isso daí ó

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    Tem muito de verdade e até sensato no que o Coelho diz. Só não espalhem que eu falei isso por aí :P

    Detalhe : Neil Gaiman é membro da Fraternidade Pré-Joyceana.
     
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  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Poisé, hoje eu estava escrevendo um post defendendo o ponto de vista do Coelho, mas do jeito que ele expôs a opinião ficou difícil. Parece que é meio que querendo a polêmica pela polêmica, e não de fato apontar para essa anomalia que criamos em literatura, de separar a tal da "alta literatura" da literatura de entretenimento e considerar o segundo tipo necessariamente inferior ao primeiro, ou que uma pessoa inteligente deveria se envergonhar por curtir o segundo.
     
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  4. Hobbit Bonzinho

    Hobbit Bonzinho Usuário

    Essa matéria do The Guardian resume bem o que eu penso:

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    "Only someone who had barely glanced at Ulysses would damn it for "pure style". It is an utter come-all-ye, salmagundi, snarl and macédoine of styles (Johann Wolfgang von Goethe famously said he didn't have a style, he had styles, a motto many aspirant writers in search of their elusive "voice" might adopt). Coelho – let's give him the benefit of the doubt – may not be complaining about the glorious polyphony of Ulysses. The exuberant styles might conceal a lack of import. As he says: "There is nothing there." In Joyce's defence, I would say there is love, grief, anger, lust, generosity, small-mindedness, kindness and redemption as well as kidneys, dogs, claret, soap, what-the-butler-saw machines, classical statues, menstrual blood and brogues. But maybe Coelho isn't placing style against content but style against message. Maybe Ulysses can't be summarised into a sentence-long quote such as: "Remember that wherever your heart is, there you will find treasure." Perhaps life is actually a bit less pat than that. Maybe Coelho was confusing Ulysses and the 1981 cartoon Ulysses 31.".
     
  5. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu já acredito que isso aqui resume bem o que eu penso:

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    Eu não gosto dos livros do Paulo Coelho. Mas não é porque eu não gosto do que ele escreve que vou transformá-lo num Judas literário para ficar descendo a lenha só para pagar de inteligente/erudita.
     
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  6. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    É bem por aí mesmo, eu nunca li Paulo Coelho, mas não é por uma falsa erudição (nem tenho a erudição verdadeira), mas por não ter tido a oportunidade, mas de tanto ouvir críticas negativas eu ainda vou ler algum livro dele, não seria a primeira vez que eu discordaria da crítica geral, e é engraçado ouvir as pessoas falarem mal, muitas nem leem ou leem e não entendem e fazem isso só pra pagar de erudito. Se o próprio Joyce falasse mal, eu me calava, mas quem fala mal não tem o talento que ele tem para escrever livros e vender, se isso vem de um autor que se sente desprestigiado, é mais despeito que qualquer outra coisa.
     
  7. Excluído047

    Excluído047 Banned

    "Nunca li Paulo Coelho. Por nenhuma razão específica, a não ser uma: não sou uma pessoa mística, nunca fui. Portanto, os temas que são caros ao escritor não me atraem, não me atiçam, não me convidam à leitura.

    Nunca li “Ulysses” de James Joyce. Por nenhuma razão, apenas não calhou. Não há suficiente tempo na vida para se ler tudo e a gente vai escolhendo o que é mais importante, cada um faz a sua própria lista de prioridades literárias e Ulysses jamais esteve na minha, não até hoje. Mas devo confessar que livros tidos como “difíceis” tampouco são my cup of tea."

    Continua no
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  8. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Se ele tivesse soltado a frase em outro tempo, até entraria na provocação. Só que ele soltou a frase no lançamento do livro. Tá comprovado o poder que o mago tem para marquetingui.
     
  9. Hobbit Bonzinho

    Hobbit Bonzinho Usuário

    "Nunca li Paulo Coelho, mas o respeito. Em todos os países para onde fui encontrei leitores dele, pessoas interessantes e inteligentes que apreciavam seus livros – só não eram críticos literários."

    Cadê?
    Eu nunca conheci nem ouvi falar alguém que lê Paulo Coelho e consegue defendê-lo de forma coerente. Parece quem compra e lê o faz escondido, com vergonha, para não ser acusado de nada.

    Aí vimos as duas reações nessa história: A primeira defendendo o Joyce contra o cinismo absurdo das afirmações ofensivamente e cinicamente marketeiras do Paulo Coelho (últimas informações que eu tenho é que as vendas dele tem caído no mundo inteiro). Então temos que respeitar alguém que diz que ""Sou moderno porque faço o difícil parecer simples e, assim, me comunico com o mundo inteiro" e "Ulysses dá um tuíte"?
    A segunda reação, é dessas pessoas falando que as primeiras são inerentemente intectualóides inseguros, esnobes, invejosos do dinheiro e fama dos autores best-sellers, blablabla.
    Logo se vai chegar em um um círculo completo de quem tem vergonha de ler para quem futuramente terá vergonha de falar que gosta de Ulysses para não ser acusado dessas mesmas coisas acima.
    Ler é só mais uma questão de status, o prazer pela literatura que se foda, certo?

    E outro que ponto que não posso deixar de discordar é esse: "não importa a mínima que os críticos não considerem seus livros “boa” literatura, o autor best seller recebeu o aval dos leitores para ter uma voz importante, digna de ser ouvida". Eu particularmente não consigo dar a mínima pra alguém cuja maior credencial é vender livros. Não digo que não seja fácil, ou não tenha seus méritos, mas para mim não existe qualquer valor nisso. Mesmo os autores citados como best-sellers, Agatha Christie, Doyle, Chandler, venderam muito, parabéns para eles, mas se eles tem um lugar na literatura e merecem ser lidos, não é pq os mistérios da Christie são excitantes, Sherlock Holmes é um grande personagem e pq a atmosfera do Chandler fascina?
    No máximo, autores que vendem muito mas não tem nada a dizer ganham uma nota histórica. Do tipo, esse autor X vendia muito na época dele. Olhem o tipo de coisa que o pessoal da época do autor X comprava!

    Outra questao é que o Paulo Coelho tem o direito de ter a opinião dele sobre qualquer coisa, a questão é que ele quer falar o que quiser sem direito a réplicas. Pelos tuítes dele, parece que quem tá defendendo Joyce está ofendendo os leitores dele inerentemente, por algum motivo.
     
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  10. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    O que incomoda quem já leu Ulisses é a afirmação de que o livro é só estilo. O estilo te deixa realmente, na falta de melhor palavra, abestalhado, principalmente na primeira leitura. Mas para mim, pelo menos, o enredo acaba se sobressaindo muito mais. Esse paralelo fantástico entre a jornada de Odisseu, herói quase sobre-humano, favorito de alguns deuses e odiado por outros e a jornada de Leopold Bloom, homem tremendamente comum na agrura de suas batalhas cotidianas, é o que acaba marcando.

    Nada contra o PC. Aliás já o li. Mas daqui a 200 anos eu tenho certeza absoluta de qual autor será lembrado e ainda lido.
     
  11. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    ele foi meio infeliz nessa colocação mesmo. mas é coisa típica de quem trabalha só o enredo, achar que vc precisa de muito mais do que um recorte do dia comum de um cara para escrever algo foda. eu penso aqui em mrs. dalloway, por exemplo, que se fosse seguir essa linha de raciocínio tb é "só estilo", afinal, o dia na vida de uma mulher? só que aí você lê os pensamentos da clarissa, os medos do septimus, etc e poooourra, é destruidor, daqueles livros para mexer com você mesmo que não tenha um dragão, perseguição de carro ou algo crime para solucionar.

    ou ainda esperando godot. caracas, a peça toda são dois caras esperando pelo tal do godot. e é uma das peças mais geniais do teatro.

    enfim, NISSO ele foi meio mané na colocação dele, e NISSO eu senti a vontade de criar a polêmica pela polêmica, como comentei antes. mas ele levanta sim uma discussão pertinente, embora não da melhor maneira, é claro. o que é uma pena. vai ficar todo mundo se doendo pelo ulysses e ninguém vai de fato debater o lugar da literatura de entretenimento.
     
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  12. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

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  13. Placebo

    Placebo O Bonitão das Tapiocas

    "Um dos livros que fez esse mal à humanidade foi 'Ulysses' [clássico de James Joyce], que é só estilo. Não tem nada ali. Se você disseca 'Ulysses', dá um tuíte"

    É lugar comum que aqueles que escrevam também leiam, mas nem sempre que admirem. o comentário tecido por Paulo Coelho é, como costumo dizer, um aborto da mente, um pensamento mal elaborado e que não foi filtrado entre o cérebro e a boca. SeUlysses fez mal a literatura? De certo que não. Onde Joyce penetrou na linguagem, como, quando e onde, até hoje tentam descobrir. Se é possivel resumir seu contéudo a um tuíte? Não. Quannto a Paulo Coelho, sim é possivél: "Ruim".

    Grande comentário do meu amigo Léo!
     
    Última edição: 5 Set 2012
  14. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Literatura? Paulo Coelho?

    ...

    Ahn?
     
  15. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Nunca li o Coelho. Está na hora de mudar isso... nem que seja para poder falar mal dele em seguida.
     

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