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Paranoia de limpeza pode abrir espaço para 'superbactérias'

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 16 Nov 2010.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    A maioria das bactérias não faz mal a ninguém. Mesmo assim, todos os dias, zilhões de germes inocentes são exterminados por um arsenal cada vez maior e mais complexo de desinfetantes e sabonetes antissépticos.

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    A professora Priscila Blazko, que faz os filhos Vinicius, 6, e Marina, 4, tomarem banho toda vez que brincam na areia

    Essa matança injusta e indiscriminada de micro-organismos é desnecessária e pode fazer mal à saúde.
    diz a médica Flávia Rossi, diretora do laboratório de microbiologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Além de ocupar espaço e comer células mortas, bactérias neutras desempenham várias funções no organismo. Ajudam na síntese de vitaminas e no funcionamento do intestino, por exemplo.

    O biólogo Marcos André Vannier-Santos vai além e diz que, sem os parasitas, os homens não seriam os mesmos.
    diz ele, que é pesquisador do laboratório de biomorfologia parasitária da Fundação Oswaldo Cruz,

    É claro que muitos parasitas são nocivos e que os cuidados básicos com higiene são fundamentais, mas nada justifica uma certa paranoia desinfetante que está tomando ares de epidemia, a julgar pela quantidade de produtos "superpoderosos" que chegam ao mercado.

    diz Stefan Cunha Ujvari, médico infectologista, autor do livro "Perigos Ocultos nas Paisagens Brasileiras _Como Evitar Doenças Infecciosas" (Senac/SP, 232 págs., R$ 45).

    A professora de português Priscila Blazko, 34, é uma das adeptas dos produtos que matam 99% dos germes.
    diz.

    Quando seus dois filhos brincam na areia, Priscila exige que tirem a roupa antes de entrar em casa.
    Não só ela. Estamos todos sob influência da "cultura da higiene", na visão da antropóloga Sônia Weidner Maluf, professora da Universidade Federal de Santa Catarina.

    Isso é incentivado, segundo ela, pelo medo coletivo.

    MANIA DE LIMPEZA


    Em excesso, a limpeza pode virar doença. Medo de contaminação é um dos transtornos obsessivo-compulsivos mais comuns, segundo a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc, grupo ligado ao Hospital das Clínicas de SP.

    A dona de casa Marina Carpi, 53, sempre foi perfeccionista e gostou de tudo muito limpinho. Até que a mania passou a incomodar.

    diz ela, que fez terapia por três anos. Hoje, se considera bem melhor.

    Além de ser um sintoma de um transtorno, lavar várias vezes as mãos e tomar vários banhos não faz bem à pele.

    diz a dermatologista Luciana Conrado.

    Um banho de cinco a dez minutos ao dia é suficiente. E não é preciso esfregar.
    O contato com micro-organismos também estimula o sistema imunológico.
    afirma Clóvis Eduardo Santos Galvão, imunologista da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

    RESISTÊNCIA


    Muitos sabonetes e outros produtos bactericidas têm triclosan ou triclocarban na fórmula. Cientistas debatem se essas substâncias antimicrobianas podem selecionar bactérias resistentes, contribuindo para o surgimento de superbactérias.

    diz Marco Miguel, professor de microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Para ele, germicidas devem ser usados só em situações específicas: em hospitais e na manipulação profissional de alimentos e lixo.

    A polêmica vai longe. Semana passada, um grupo da Universidade do Arizona, nos EUA, depois de realizar estudos com os compostos químicos, declarou que não têm eficácia e não se degradam facilmente no ambiente.

    Segundo a Unilever, fabricante da linha Lifebuoy, seu sabonete não tem triclosan na fórmula.
    De acordo com a Reckitt Benckiser, fabricante do sabonete Dettol, que tem triclocarban na fórmula,
    Ainda segundo a fabricante, esses produtos
    A Colgate/Palmolive, fabricante do sabonete Protex, foi procurada pela reportagem, mas não respondeu.
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