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OSTENTAÇÃO

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por carlo jorge, 28 Mar 2011.

  1. carlo jorge

    carlo jorge Usuário

    Hoje, amanhã e sempre, talvez seja do mesmo jeito, formas e valores, sim, valores, são grandes em comentários e atitudes, querido por muitos, adorado em grande proporcionalidade, Heróis ou bandidos da sociedade, dependendo de cada mão que obtenha, passam de pais para filhos e desses para netos, fogem de algumas famílias e são brasões em mentes evoluídas.
    No típico Domingo de uma tarde, quando na inteligente escolha, segundo pensamento de Walter, resolveu passear no shopping center mais ou menos próximo de casa. Faceiro, no caminho avistou e decidiu torna-se companhia de certa distância de um casal a frente, passo a passo, iam eles curtindo uma boa conversa e namorando gostoso, até ficou feliz com a cena, devido a proximidade, escutou o papo e apanhou os detalhes :
    - Amor, me empresta o seu Nextel ?
    - Pra que ? cadê o celular que te dei de presente ?
    - Tá aqui, mas o seu é mais menor e dá para tirar uma onda no shopping com Nextel.
    - Tá maneiro, mas não perde, amanhã vou esculachar os parceiros do trabalho com ele !
    Fim do primeiro ato, um beijo ardente e caminhos felizes para o templo capitalista. Walter Parou, refletiu e resolveu, para não participar mais daquilo, mesmo perto de casa, pegar um tranquilo ônibus, mas mal sabia que seria uma triste viagem, não por causa de assaltos ou o alto preço da passagem para um lugar tão perto de casa, e sim pelo fato da conversa ao lado :
    - Meu irmão , esse relógio é chow ,
    - Peguei ele numa fitinha boa, se liga só, com esse doze mola no pé, as mulhé no baile vão fica como?!
    - É mermo, já é então!
    No início da troca de informações dos parceiros de banco do coletivo, a cada frase Walter revirava seu dicionário e tentava achar as palavras e dialetos que estavam dizendo, depois de tempos, a duras penas, foram se formando as junções de letras e Walter decifrou o mais novo alfabeto da língua portuguesa, como não estava com vontade de aprender sobre novos idiomas, tirou seu pensamento dos amigos e tentou se concentrar na janela e na paisagem que contemplava.
    Ao parar do ônibus no farol de trânsito, escutou um som grave e alto abaixo de sua janela, colocou seu pescoço para fora de modo que pudesse avistar de onde estava ecoando tal barulho ou pior, quem era o louco que escutava uma música nesse volume, para sua surpresa e admiração, eram dois jovens, de espanto não porque eram jovens, mas sim porque a juventude era muita, provavelmente não tinha o motorista, nem carta de habilitação e dirigindo um carrão daquele, estilo aquele de fórmula 1, com suas capotas abaixadas e olhos digitais acariciando e beijando o couro que parecia ser tão macio. Enquanto isso chegou perto de onde Walter iria descer, e a potência sonora lhe abandonou os ouvidos, aliviou-se por um instante, e logo a conversa:
    - Essa máquina mudou minha vida, agora aonde chego sou notado, fiquei popular na faculdade, peguei várias gatinhas na praia, me tornei até inteligente, falando sobre as peças do carango que são em inglês, sem esse carro eu não sou ninguém!
    Sem tentar dar comentário ou julgamento para o jovem, por mais que seu consciente quase obrigasse, Walter forçou-se ao caminho do bendito shopping, estava disposto e certo que lá estaria à vontade, um sorvetinho, pipoca, churros, o plano tomava rumo e sentido como ele queria. Sem mesmo saber o motivo ficou curioso sobre a agitação de certa loja ou loja incerta na chegada ao shopping, foi avaliar a caráter de espiador para saber o que acontecia.
    As mãos se embaralhavam para pedir um pouco de espaço, a vitrine embaçava devido às respirações serem tão próximas, pensou Walter: “O que era aquilo”? Logo acabou sabendo, o produto cabia na palma da mão, falava vinte e dois idiomas, mostrava filmes, jogos, agenda, tocava música...
    O cômico era os pareceres dos doutores (Microsoft):
    - Eu com um desse não ia nem precisar de amigos e namoradas, baixava as fotos pela net e me acabava, entrava no bate-papo e conversava direto.
    - É assim não ia nem sair do meu quarto para almoçar e jantar com a mãe e o pai chato.
    - Fingia que ia estudar e ficava jogando...
    - Sacava um dinheiro da conta do pai!
    - Quer saber mané? Sabe quando tu vai Ter uma parada dessa? Nuunca parceiro!
    - Dá até vontade de mete (roubar) um.
    Diante da conversa “contagiante”, Walter já estava no seu limite, já chegava, o melhor a fazer era ir pra cama, dormir um pouco e esquecer até do sorvetinho e a pipoca, se apreçou para saída, e como um corredor bem próximo da linha de campeão....A loja, a última ou primeira, depende de qual lado você venha do shopping, tênis e mais tênis, rodando em cores e amortecedores sem utilidade, bem no seu caminho, lotada de desejos oculares, bolsos vazios e cartões de crédito estourados, fim de mês é uma desgrama. Passos seus foram desacelerando, quase parando, parou, na linha da porta de entrada da loja, ostentou, ostentou... Pensou: “Já que voltarei andando para casa, talvez com um novo tênis, fico parecendo um atleta quem sabe?” “Posso, se der sorte, arrumar uma namorada por aí, elas gostam de um cara na moda, bem arrumado, e tem uma bolsa ali na promoção, já posso dar um presente, ganho a gata”.

    Walter passou daquele momento, de uma cara comum a um novo cliente do Sr. Ostentação, seu afiliados, comércios, precisam disso, de novos caras, com novas vontades, não saindo para comprar, e comprando mais do que necessitavam talvez.
    O nosso mundo é assim, sustentamos a ostentação por alguém e para alguém, Walter sou eu e tu, agora não sou Walter, mas vou terminar por aqui, pois a senha do meu cartão de crédito chegou e tem uma promoção ótima...
     

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