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Autor da Semana Oscar Wilde

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Ana Lovejoy, 31 Jan 2012.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

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    Biografia

    Wilde foi criado numa família protestante (convertendo-se à Igreja Católica depois), estudou na Portora Royal School de Enniskillen e no Trinity College de Dublin, onde sobressaiu como latinista e helenista. Ganhou depois uma bolsa de estudos para o Magdalen College de Oxford.Wilde saiu de Oxford em 1878. Um pouco antes havia ganhado o prêmio "Newdigate" com o poema "Ravenna".

    Passou a morar em Londres e começou a ter uma vida social bastante agitada, sendo logo caracterizado pelas atitudes extravagantes. Foi convidado para ir aos Estados Unidos a fim de dar uma série de palestras sobre o movimento estético por ele fundado, o esteticismo, ou dandismo, que defendia, a partir de fundamentos históricos, o belo como antídoto para os horrores da sociedade industrial, sendo ele mesmo um dândi.

    Em 1883, vai para Paris e entra para o mundo literário local, o que o leva a abandonar seu movimento estético. Volta para a Inglaterra e casa-se com Constance Lloyd, filha de um rico advogado de Dublin, indo morar em Chelsea, um bairro de artistas londrinos. Com Constance teve dois filhos, Cyril, em 1885 e Vyvyan, em 1886. O melhor período intelectual de Oscar Wilde é o que vai de 1887 a 1895.

    Em 1892, começa uma série de bem sucedidas histórias, hoje clássicos da dramaturgia britânica: O leque de Lady Windermere (1892), Uma Mulher sem Importância (1893), Um Marido Ideal e A importância de ser Prudente (ambas de 1895). Nesta última, o ar cômico começa pelo título ambíguo: Earnest, tem o mesmo som de Ernest, nome próprio; Publica contos como O Príncipe Feliz e O Rouxinol e a Rosa, que escrevera para os seus filhos, e O crime de Lord Artur Saville. O seu único romance foi O Retrato de Dorian Gray.

    A situação financeira de Wilde começou a melhorar, e, com ela, conquista uma fama ainda maior. O sucesso literário foi acompanhado de uma vida bastante mundana, e suas atitudes tornaram-se cada vez mais excêntricas.

    Fonte:
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    ***

    Agora Anica fala sobre Wilde

    Meu primeiro contato com Oscar Wilde se deu bem cedo, eu tinha algo em torno de 8 a 9 anos quando peguei na biblioteca do bairro O Fantasma de Canterville e outras histórias. Achava que seria um livro todo de histórias de fantasmas, e mesmo que a que dava nome à coletânea seria assustadora, e bem, não era. Fiquei meio decepcionadinha, confesso. Mas né, eu era uma criança ainda. Passam alguns anos, eu tinha quatorze anos quando li O Retrato de Dorian Gray pela primeira vez. Foi uma paixão imediata, especialmente por causa das coisas que a personagem Lord Henry dizia. E eu que estava em uma fase de profunda paixão pela Inglaterra, vibrei ainda mais com aquele retrato da sociedade com o tal do "humor britânico" que Wilde dominava tão bem. Assim, ele entrou na minha lista de favoritos (tanto o livro quanto o escritor).

    Passou mais algum tempo quando ganhei de um ex-namorado um Obras Completas, que tinha junto as peças de teatro de Wilde. Eu tinha ali algo na casa dos 19 anos de idade, e me encantei com os diálogos precisos do autor, chegando ao ponto de pensar que era realmente uma pena que muitas pessoas só conhecessem Wilde pel'O Retrato de Dorian Gray, desconhecendo peças geniais como A Importância de Ser Prudente ou ainda O Marido Ideal (uma das minhas favoritas). Foi mais ou menos nessa época que tranquei a faculdade de jornalismo e tentei Letras, planejando já desde o primeiro ano fazer minha monografia sobre Wilde (não, não fiz. Mas apresentei um seminário sobre Wilde em Literatura Inglesa que me deixou orgulhosa foréva pelos elogios que ganhei de Liana Leão, uma das ~~minhas ídolas~~ da graduação, hehe).

    Pulam alguns anos, vou para Paris e entre tanto defunto famoso enterrado lá, adivinha para quem vou prestar homenagens? Sim, Wilde. Será sempre um autor muito querido para mim, porque acho que um dos responsáveis por me guiar aos clássicos foi justamente ele. Enfim, comprei girassóis (a flor favorita dele), saí como uma doida com aquilo nos braços de metrô em metrô até chegar no Père-Lachaise, onde tive a oportunidade de visitar o túmulo do Wilde ainda sem o vidro de proteção (que foi colocado em novembro do ano passado). Ó eu pimpona aqui (a imagem tá bem grande e talz, só para avisar):

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    Enfim, tudo isso para dizer que Wilde, quando você conhece, não sai mais da sua vida. Juro, não lembro mesmo de alguém chegando para mim e dizendo "Nossa, achei O Retrato de Dorian Gray chato" ou "Joguei meu tempo fora lendo Wilde". Ele é delicioso, divertido, ácido, apaixonante. E muito do que ele disse continua surpreendentemente atual.

    Começo por onde, Anica?

    Sejamos óbvios e não vamos arriscar: o melhor começo é realmente O Retrato de Dorian Gray. Evite o De Profundis, que já é mais coisa de fã hardcore (embora eu ache que se você estiver em um momento pé na bunda vai se identificar profundamente com as queixas de Wilde para Bosie). E dê uma chance para as peças de teatro, que são realmente fantásticas. Se alguém estiver interessado nas peças, recomendo fortemente A importância de ser prudente e outras peças que saiu ano passado pela Penguin-Companhia das Letras. A edição é um capricho só, e dá para achar bem em conta por aí. Vou copiar aqui
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  2. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    Já li Dorian Gray. Colocarei esse livro das peças na lista =)
     
  3. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    O Lol é por causa do A Importância de ser Ernesto.

    Já li Dorian Gray e é mesmo muito bom e o final é :callas:

    Também já li o De Profundis, mas já faz tempo e não me lembro muito bem. Mas é bem denso.
     
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  4. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

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  5. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Minha relação ao ler isso foi: p*** que pariu, minha vida inteira foi uma mentira! :osigh: :lol:
     
  6. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    gente, como assim? o_O
     
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Passei boa parte da aula ontem imaginando 50 tons de cinza entre Basil, Dorian e Lord Henry. Mas aí pesquisei sobre essa edição e, basicamente, o que essa edição sem cortes faz é que ela deixa mais claro as relações homoeróticas entre o Basil pro Dorian e do Dorian ele mesmo (e outras referências aos amores femininos de Dorian como sendo apenas amantes). São mudanças relativamente pequenas, mas substanciais, ainda mais prum romance desse calibre.

    Aqui, ó:

    Um link em inglês:

     
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  8. Paganus

    Paganus Visitante

    Eu li Wilde faz alguns meses, foi pouco antes de excluir minha conta antiga e acabei não falando sobre ele aqui.

    Li primeiro 'Dorian Gray', depois essa edição da Companhia das Letras com as peças 'Uma mulher sem importância', 'O marido ideal' e 'A importância de ser prudente'. Bom, meu primeiro contato com Wilde foi sua coletânea de contos que nem cheguei a ler, alguns aforismos e o ensaio introdutório da tradução do Galindo de Ulysses, que fala da importância da obra enquanto uma crítica da tradição literária com um personagem que se faz a si mesmo, sem pai, não-gerado, aplicando isso de certa forma ao Stephen. Achei isso interessante e guardei na memória.

    As peças foram surpresas, eu achei apaixonante demais o cinismo dos 'Henry's que nelas se encontram, como eles dominam magicamente o mundo em que vivem, não apenas tendo conhecimento do psicológico como do materialmente contingente. É como se o mundo inglês apresentado nas peças se curvasse a esses homens, visto que um mundo só é mundo enquanto reproduz a alma dos homens que nele vivem e somente quem se especializa no humano se torna dono desse mundo, tão humano mundo. Ocorrem pedras no caminho desses magos, como no caso dos 'Prudentes', mas eles ainda mantém a maestria, o domínio e provam dominando o palco da vida, ainda que nele e apenas nele se satisfaçam, ali encontram plena liberdade e reinam absolutos.

    Os tipos descritos nas peças, as situações tão cômicas, tudo é impagável e hilariante.

    Então li Dorian Gray. Olha, esse livro me fez cair de amores pela obra do irlandês, quer dizer, posso não ter lido muito dele mas posso dizer que gosto de tudo que leio. A obra é muito mais que uma crítica moral da sociedade inglesa, pós-vitoriana, pré-moderna. O livro é uma verdadeira metafísica da sensualidade, da arte. É uma estética das paixões. Uma ontologia do vício. Isso é muito importante porque quando se pensa no movimento estético de Oscar Wilde se pensa simplesmente em alguma coisa de um tipo solipsista, de auto-engano metafísico de péssimo gosto, de uma tentativa de fuga do moralismo pela exaltação individualista da contemplação estética, do fazer artístico que se goza a si mesmo na reprodução de um homem qualquer, virtuoso ou viciado. E isso parece ecoar no homossexualismo de Wilde e no de vários de seus personagens homens que parecem menos homens que criaturas degradadas, que só podem se arvorar em juízes por terem ultrapassado a hipocrisia ao assumirem o vício abertamente. Pós-modernismo. Niilismo.

    Mas Wilde vai além, ele não é nenhum niilista, é alguém que crê no vício, crê no mal que o vício realiza não apenas na alma mas também no corpo, uma unidade antropológica bem tradicional, não cai nem na exaltação cadavérica da renúncia do corpo nem na masturbação do 'espírito', seja em suas vertentes mais 'intelectuais' ou místicas. Wilde vai além e prepara, de certa forma, o 'épico do corpo' de Joyce. Ele traz uma sociedade corrompida pelo vício, onde só pessoas como Lord Henry, um ser único como ele, cheio de pecados mas com um controle artístico sobre o vício, um domínio que se não é estoico não deixa de ser heroico, pode se destacar de forma protagonista, monárquica. Penso que é nele que Wilde coloca um certo 'ideal', um homem que é verdadeiro, é orgânico exatamente por ser um dândi porque é o único que não assume valores que ele não pode cumprir nem concordar e que estão fora de moda, fora de qualquer representatividade em uma sociedade praticamente pós-tradicional. Henry não é covarde, é apenas alguém que toma consciência da própria finitude, assume o espírito universal de sua época, dele se reveste e manipula a própria alma brilhantemente, estendendo esse domínio por toda uma sociedade que ele 'domina'. Ele conhece aquelas almas, suas tramoias, seus cacoetes, trejeitos e manias, suas historinhas, sua falta de fé e perspectiva e um otimismo mórbido diante de qualquer pequena oportunidade de prolongar seus pequenos orgasmos. A homossexualidade tem aqui um caráter andrógino também: ela é menos um vício que um desgosto pelo normal que se mata dia a dia, e uma posição de domínio sobre uma masculinidade atrofiada e uma feminilidade que ainda não se reconhece nem no mundo velho nem no mundo novo. Lord Henry é mitológico, é um homem que absorve tudo sem se deixar dominar por nada, é um mago, um conjurador de sortilégios. Porque domina a alma, domina a alma dosando corretamente o uso estratégico de virtudes temperado com uma malícia orgânica, um conhecimento superior do bem e do mal que ele usa a seu bel-prazer. É o homem superior.

    Esse homem encontra então Dorian Gray, puro, inocente, tímido, sem muitas projeções ou orientação. É uma mina de ouro, um ser angelical e tão purissimamente belo como aquele vivendo NESSE mundo? Henry teme por ele, assim como Basil. Henry teme pela sua ingenuidade não provada pelo fogo, sua falta de referenciais reais, seu quimerismo, teme que o mundo o destrua lentamente e sabe que nenhuma virtude o protegerá da erosão lenta e contínua, não duvida de sua Queda mas teme que tal decaída seja lenta e corruptora de seu espírito, em vez de uma queda pela qual ele se domine, e domine o mundo à sua volta. Lord Henry começa a tentar formá-lo.

    Basil é um caso à parte, ele não é exatamente um modelo de virtude mas em seus vícios ainda sobrevive certa decência, certo orgulho, é como se os próprios vícios o impedissem de cair mais baixo, e esses contrastes que ele não domina o vão limpando e purificando. Ele conhece o mal no mundo e se mantém inocente, eis a verdadeira alma artística, a que navega pelo mar tempestuoso das paixões que sempre o empurram à frente, com mais desejos desvairados, mais impulsos da vida que se abre ao mundo sem se corromper e se derrama, iluminando a vida através do belo, belo que é essa mesma contradição entre vida e morte. Assim como a sexualidade é bem esse jogo entre vida e morte, pura poesia, pura arte, as perversões sexuais e morais não nascem do mal mas como uma reação metafisicamente sexual, que buscará gerar, parir todo um mundo novo, mundos e cosmos novos, sem se prender a dialéticas estéreis. Seria patente que Basil não poderia influenciar Dorian, mas poderia simplesmente lhe empurrar na direção de um teste, uma tarefa ontológica. O retrato nada mais é que o esforço de viver, de resistir ao mal, seja pela ascese seja pelo domínio mefistofélico, mas Dorian é muito influenciado por Henry para aderir ao primeiro e é fraco demais para seguir no segundo.

    Dorian não domina nada. Ele vai caindo, caindo, caindo e se degradando cada vez mais. Fraco, não consegue se sobrepor aos vícios como Henry, pelo contrário, ele crê ter ido além de seu mestre e ter descoberto uma verdadeira 'ciência do vício' mas só o que essa ciência conseguiu foi deformar ainda mais seu retrato. Na espiritualidade do cristianismo ortodoxo se fala que o verdadeiro objetivo da vida espiritual é a theosis, a deificação, que nada mais é que a recuperação da imagem divina em nós, imagem danificada pelo pecado ancestral (pode-se dizer que todos temos um retrato de nós mesmos, uma imagem enfraquecida pela qual devemos nos guiar, rumo à sua purificação, imagem difusa, diferente do claro retrato de Dorian Gray que ao mesmo tempo que é a sublimação do ato gerador artístico é um dom divino a Dorian para que ele se guie por esse alerta mais claro mas ele falha nessa empreitada) e que devemos buscar recuperar e, com ela, o estado adâmico original, isso é a base de toda verdadeira espiritualidade tradicional. O nous (intelecto) obscurecido precisa ser alimentado do bem, purificado das paixões e iluminado pelas energias divinas, do contrário só errará de abismo em abismo até que na hora do Juízo o fogo abrasador não lhe seja anelante, mas torturante. Só se anela pelo fogo espiritual a alma que conseguiu se purificar e se espiritualizar, já a alma materialista, a amante dos vícios só experimentará a dor. E existe um terceiro caminho, que parece ser a aplicação da estética de Wilde na obra: a terceira via, o caminho do feiticeiro, do bruxo, do demiurgo, aquele que mantém o bem como casca para não se deixar pegar pelos demônios e por eles ser escravizado, e que se torna conhecedor do mal, das potências lunares, anímicas, do devir e da transformação e pelo seu domínio dessas forças malignas, acaba por ter verdadeiro domínio. Domínio sem libertação, digamo-lo, mas domínio.

    Pode ser uma viagem alucinante mas eu enxergo dessa forma o livro, um tratado sobre a 'terceira via', a sublimação da arte enquanto geradora de uma consciência mais limpa e cristalina do futuro espiritual, a colocação de opções pelas quais a mesma consciência pode optar por seguir, e em tudo pairando a influência de uma forma de vida no vício que, se não liberta, pelo menos, protege contra a dissolução profunda do vício. É uma verdadeira metafísica mefistofélica, um manual de bruxaria esse livro, no sentido de que relata como as consciências dissolutas do nosso tempo dissoluto não estão presas no inferno, visto que o céu se tornou inatingível, mas ainda possuem pela arte, arte enquanto fenômeno espiritual de domínio das realidades humana e sub-humana (sub-consciente?), arte que busca tornar toda a vida um fenômeno estético que podemos sublimar, uma forma iniciática, solar, de afastar nuvens negras e sem se embriagar nas exigências impossíveis e insanas da santidade, escala os mais altos montes da possibilidade de realização metafísica e controla todo o cosmo com seu olhar de lince, seu espírito indomável, sua malícia de feiticeiro.

    O grande drama ainda é o estado mental e espiritual e Dorian no final do livro, quando se vê ate onde o vício leva o homem, à total despersonalização do tipo mais daemônico, a imersão nos abismos mais profundos do terror, do homicídio, da sensualidade mais vil e grotesca, da loucura mais maligna. O suicídio aqui é a consumação de todo mal, é a morte de Deus no homem pelo ato mais luciférico, a destruição da imagem de deus em si mesmo. A destruição do retrato consegue ser pior que o suicídio, é esfaquear o próprio espírito.

    Cambaleante, Dorian vê que nunca teve o espírito forte de Henry muito menos o anelo profético de Basil. Ele simplesmente foi um fraco agraciado com um dom poderoso e maravilhoso demais.
     
    Última edição por um moderador: 26 Jun 2013
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