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"Os Sertões" (Euclides da Cunha)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Clara, 12 Out 2010.

  1. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Conhecem aquele tópico aqui do Meia, "
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    "?, pois então, eu fui lá e prometi que iria ler "Os Sertões" de Euclides da Cunha ainda este ano.

    Trata-se daqueles livros de que a gente ouve falar desde que se conhece, sabe do que se trata (neste caso, o relato da guerra de Canudos, ocorrida no sertão baiano, no século XIX) só que nunca leu nem o começo, nem mesmo um resumo.

    Então depois de pesquisar em uns sites básicos como
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    , decidi começar a leitura da obra que imaginava difícil pelo assunto de que trata.

    Mas olha, bota difícil nisso!

    Estou na metade do primeiro livro de dois volumes, publicados pela Abril em sua coleção "Clássicos".

    E dá-lhe descrições intermináveis de montanhas, desertos, árvores, plantas, animais, cadáveres, pedras, sol, vento, chuva; e citações de cientistas e estudiosos; e comparações com outros cantos do planeta; e palavras que eu nem sabia que existia; e termos científicos; e... vírgulas! Muitas vírgulas! Centenas delas! Acho que se a gente tirasse todas as vírgulas do texto o livro diminuia pela metade! (Tá, essa parte eu exagerei. ¬¬ )

    Tudo bem, às vezes ele consegue ser bem poético em suas descrições, principalmente das paisagens, mas às vezes dá uma angústia, a impressão de que se você virar e gritar: "Tááá, Euclides! Chega!! Cadê a p**** da guerra?! Cadê esse tal do Antonio Conselheiro, homem?!"

    Então o Euclides vai virar a cabeça, olhar nos seus olhos por alguns segundos com essa cara aqui:

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    olhar pra frente de novo, suspirar e continuar:

    E você: :susto:

    Bom, enfim.
    A promessa está feita e eu já comprei os livros e vou continuar.

    Depois volto aqui pra contar como cheguei ao final, porque eu vou chegar ao final!
    Serei forte como os sertanejos de que fala o Cunha. :chibata:

    Alguém aqui já leu inteira essa obra?
    Conseguiu chegar até o fim dela? (o Lucas Deschain eu sei que conseguiu).
     
  2. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Clara, acho que um dos seus problemas foi não saber o que esperar do livro, né? Quando ouvimos falar do livro temos a impressão de se tratar de romance, ou algo do tipo, mas não é! É ciencias sociais, atropologia, sociologia... É um tipo de leitura bem específica.

    Eu ainda não li Os Sertões, mas.. tu já viu a biografia de Euclides da Cunha? Tensa.
     
  3. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Bom, eu sabia que era um relato histórico.
    Não esperava um romance não e sabia (pelos posts do Lucas
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    sobre o Euclides da Cunha) que era com bastante descrições e tal.
    Mas é muito (muito mesmo) arrastado e acadêmico, como se ele estivesse falando pra uma bancada de professores e estudiosos. =/
     
  4. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Pois é, não é o livro mais agradável de se ler, mas ainda assim é um clássico.
     
  5. Gigio

    Gigio Usuário

    Força, Clara!!! :cheer:

    Nunca li, mas tenho vontade de tentar... "Os Sertões" para mim tem uma aura de algo sobrenaturalmente erudito. Não sei se já viram, mas nas questões de provas de português do tipo "relacione a palavra ao seu significado correto", questões de vocabulário, "Os Sertões" é a fonte mais frequente... e essas costumam ser sinistras. Acho que dava para reescrever o dicionário da língua portuguesa a partir dele, em caso de algum cataclismo ou algo assim...
     
    • LOL LOL x 1
  6. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]O livro além de ser calhamaço tem essa questão dos nomes mesmo. Acho que o que vale dar uma olhada para complementar a leitura e deixá-la mais interessante é justamente dar uma olhada no contexto histórico e nas teorias que estavam em voga na época, o determinismo, por exemplo; além do darwinismo.

    Vale lembrar inclusive que a profusão de dados, nomes, datas e datalhes técnicos das batalhas, patentes, envolvidos etc. se dá também por conta do livro ter sido compilado a partir de escritos jornalísticos, já que Euclides da Cunha foi enviado como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo.

    Apesar dessa vertente, o estudo e o detalhamento do contexto do conflito, desde os habitantes de Canudos, seu entorno natural e social, e da geografia do local fazem dele um estudo sociológico de relevância.

    Acho que já falei em algum tópico do Fórum, mas o Sarmiento, autor de Facundo: Civilização e Barbárie no Pampa Argentino, tinha o Euclides da Cunha como um de seus autores prediletos.[/align]
     
  7. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    :sim:
    O homem pelo jeito era apaixonado por palavras, pelo idioma português.
    Achei bacana (até mesmo fofo) o trecho de uma carta que ele, Euclides da Cunha, enviou Domício da Gama em 15/08/1907, na qual chama a si próprio de "intransigente" e protesta contra a reforma ortográfica que aconteceu naquele período:

    O que diria ele se visse a reforma atual? Com a eliminação do trema, por exemplo? :lol:


    :rofl:
    Obrigada, Gigio!
     
  8. Tataran

    Tataran Usuário

    Houve época em que era "escravo" do conceito de "li" ou "não li" determinado livro. Hoje abordo as obras que vou ler de uma forma muito mais livre, indo para frente, voltando para trás, saltando parágrafos e, às vezes, capítulos etc.

    Enfim, não li Os Sertões, ainda, mas se estivesse na sua situação, já tinha "pulado" muito desses trechos que te desagradam. Como dizem em Hollywood, "cut to the chase". Garanto-lhe que o fantasma do Euclides da Cunha não retornará à terra para te atormentar por conta dessa heresia.
     

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