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Os índios e a Shell

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Talira, 22 Set 2011.

  1. Talira

    Talira Usuário

    Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade.
    Geralmente, os "melhores" índios são os americanos... os "mais sábios" são os americanos... os que "rendem" mais bilheteria nos cinemas são os índios americanos, os que tem "cartas divinatórias" são os índios americanos...
    Mas temos índios no Brasil. Tão sofridos quanto os americanos. Tão vilipendiados, mal tratados, desrespeitados, assassinados, quanto os índios americanos.
    E "nossos índios" estão aí, tentando sobreviver a um monte de coisas sem que nossa sociedade saiba, veja e se manifeste.

    Estamos no século 21.
    No Brasil.
    E a carta do irmão indígena da America do norte ainda vale. Vale para nossos índios aqui, guaranis.
    Uma organização international, a Survival International está lutando pelos índios do planeta.
    É deles parte do artigo transcrito abaixo:

    Índios da tribo Guarani, no Brasil, exigiram que a gigante da energia, Shell, pare de usar suas terras ancestrais para produção de etanol.


    Ambrosio Vilhalva, um Guarani de uma das comunidades afetadas, disse que 'A Shell tem que sair das nossas terras ... as empresas têm que parar de trabalhar na terra dos indígenas. Queremos a justiça, e a demarcação das nossas terras.'


    A Shell se tem unido com a Cosan, empresa brasileira de etanol, em um empreendimento conjunto chamado Raízen. Parte do etanol da Raízen, que é vendido como biocombustível, é produzido a partir de cana de açúcar cultivada em terras ancestrais dos Guarani.
    Em uma carta para as empresas, os índios advertem que 'Depois que começou a funcionar a usina, a saúde ficou ruim para todos- crianças, adultos e animais'.
    Acredita-se que os produtos químicos usados nas plantações de cana estão causando diarréia aguda entre as crianças Guarani, além de estarem matando peixes e plantas.
    Os Guarani relatam, 'Acabou remédios de vários tipos, que dá no mato, na beira do rio. A planta acabou pelo envenenamento'.
    Continuam, 'A usina nunca pediu permissão nem consultou com os índios para plantar em nossas terras'.
    Até agora, segundo a Survival, o governo brasileiro tem fracassado em defender suas próprias leis, deixando de mapear e proteger as terras para que fossem de uso exclusivo dos Guarani, e deixando-os vulneráveis à exploração de canaviais.
    Enquanto isso, muitos Guarani ainda vivem em condições desumanas, em reservas super-povoadas ou acampados à beira de estradas.
    Dezenas de Guarani foram assassinados ao tentar reocupar suas terras, e muitos outros foram expostos a atos de violência. Os Guarani de Pueblito Kuê foram os últimos a sofrer ataques, uma vez que reocuparam sua terra no mês passado.

    O Diretor da Survival International, Stephen Corry, disse hoje, 'É uma triste ironia que as pessoas comprem o etanol da Shell como uma ‘alternativa’ ética para combustíveis fósseis: certamente não há nada ético sobre o horrendo tratamento dispensado aos Guarani. O governo brasileiro precisa cumprir suas leis, e parar a destruição em massa de terras indígenas'.

    É mesmo triste que os séculos passem e as mesmas coisas continuem a acontecer: o pequeno massacrado pelo grande, a Natureza destruída como se não fosse importante, e o quintal dos outros sendo tratado como propriedade de todos.

    Nem ficamos sabendo destas coisas.
    :(
     
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