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Os Contos de Fada e a Sanidade Mental: A Visão de G. K. Chesterton e J. R. R. Tolkien

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Administração Valinor, 3 Ago 2009.

  1. Administração Valinor

    Administração Valinor Administrador Colaborador

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    Ministro do Tribunal Superior do Trabalho<br />
    Membro do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a
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    &nbsp;
    </div>
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    &nbsp;Vida de juiz de Corte Superior. Estressante, quer pela quantidade de processos a resolver, quer pela responsabilidade de n&atilde;o se cometer injusti&ccedil;a ao deslindar os casos mais complexos. Perto de 50 processos a despachar por dia, cifra humanamente imposs&iacute;vel de se dar conta, sem (ou mesmo com) uma assessoria qualificada e numerosa, em torno de 25 gabaritados bachar&eacute;is, mas que devem ser formados <i>ad mentem judicem</i>. Sess&otilde;es longas de julgamento, em que nem sempre todos os elementos dos autos s&atilde;o dominados pelo julgador. E atendimento a advogados, que buscam convencer de que a raz&atilde;o est&aacute; com seus clientes e esperam alguma sinaliza&ccedil;&atilde;o de que ter&atilde;o ganho de causa. Tantas ocupa&ccedil;&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es, afora aulas, escritos, fam&iacute;lia e amigos, parecem n&atilde;o caber num dia de 24 horas. O recurso a Deus &eacute; cont&iacute;nuo, como sentido de tudo o que se faz, mas tamb&eacute;m para n&atilde;o perder a paci&ecirc;ncia e para resolver com sabedoria tantas causas e problemas alheios. Ingredientes suficientes para colocar &agrave; prova a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental de qualquer um.<br />
    <br />
    &nbsp;&nbsp; &nbsp;Vida n&atilde;o diferente da de tantos homens e mulheres da moderna sociedade de consumo e produ&ccedil;&atilde;o em massa, informatizada e globalizada, que se dedicam a ganhar o seu p&atilde;o de cada dia com sacrif&iacute;cio nas mais diversas &aacute;reas de atividade humana (m&eacute;dicos, advogados, engenheiros, professores, comerciantes, empres&aacute;rios...), correndo atr&aacute;s de clientes (para ter servi&ccedil;o ou receber por eles), estudando para passar em concursos (cada dia mais dif&iacute;ceis e concorridos), lutando para compaginar dois ou tr&ecirc;s empregos simult&acirc;neos (sen&atilde;o n&atilde;o se consegue pagar o aluguel do apartamento), enfrentando a concorr&ecirc;ncia desleal (desde o meio acad&ecirc;mico ao negocial), suportando chefes iracundos e superlativamente exigentes (perfeccionistas mesmo) e procurando atender da melhor forma poss&iacute;vel seus demais compromissos profissionais, familiares, religiosos e sociais. H&aacute; momentos em que, diante de tanta press&atilde;o e tens&atilde;o (a corda do arco da vida est&aacute; continuamente tencionada), d&aacute; vontade de repetir o que se viu numa picha&ccedil;&atilde;o de muro de casa: <i>Parem o mundo que eu quero descer!</i>
    </div>
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    <br />
    </div>
    </ br>
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  2. Eów Dernhelm

    Eów Dernhelm Amigável mesmo sendo um...

    Re: Os Contos de Fada e a Sanidade Mental: A Visão de G. K. Chesterton e J. R. R. Tol

    Adorei o artigo. Ele me fez relembrar pequenas coisas da infância. Mas existem alguns pontos que eu gostaria de ressaltar que me deixaram bastante intrigada e instigada a estudar.

    Neste ponto ele ressalta o quanto a questão do “Ser Criador” é um tema sempre abordado. Costumam dizer que o homem precisa acreditar em algo para se apoiar, para ter um chão e continuar sonhando. Embora eu não siga uma determinada religião eu sou defensora de que em algum lugar deve existir um poder maior ou uma força vital que rege todo o universo. Embora muitas vezes eu me pegue a pensar que talvez “Esse Criador” não exista, porque eu trabalho com ciências biológicas e enfim a gente passa a se tornar descrente em relação a determinadas coisas, fica difícil dizer que um ser tenha resolvido que devamos passar por algum tipo de sofrimento ou que ele rege nossas vidas e não temos direito a escolha.
    Vejo muitos tópicos sobre Tolkien e suas obras, influências entre outros assuntos. Mas a questão da existência de uma alegoria baseada na religião, em Cristo sempre volta á tona. O que eu casualmente acho um tanto quanto absurdo, mas enfim; Qdo eu li Lewis ao chegar ao final do livro eu me surpreendi, por que ali sim encontramos “o dedos Deus”. Quem leu o livro entende o que quero dizer. Não comparo SdA como um conto de fadas, embora o mesmo possuía elementos ás vezes um tanto quanto comuns em contos de fada.
    E aqui fica bem claro a minha opinião a respeito de SdA, eu vejo a saga do Um como um verdadeiro hino á humanidade. Nunca vi, em nenhum livro o ser humano ser representado e sua totalidade com tanta graça e respeito igual nas histórias Tolkienianas. Certa vez em um tópico me falaram que eu estava errada, por que existiam elfos, anões e hobbits entre outros. Mas eu me refiro a questão dos pequenos detalhes, da humildade, do medo, da coragem, do amor, da alegria...eu me refiro a esses sentimentos e características muito marcantes. Das qualidades, das virtudes, dos defeitos e erros que muitas vezes ao decorrer da nossa vida nós acabamos por cometer. Esses “detalhes” como eu disse, são o que tornam a obra de Tolkien e seus personagens em si intensos.
     
  3. Sindar Princess

    Sindar Princess Que deselegante...

    Re: Os Contos de Fada e a Sanidade Mental: A Visão de G. K. Chesterton e J. R. R. Tol

    Parabéns por mais este maravilhoso artigo, Ives!
    Uau! Um dos melhores (se não o melhor) que já li aqui na Valinor!
    Sou uma das pessoas que acreditam piamente no poder dos contos de fadas, sejam eles direcionados às crianças ou à nós, adultos (e o que eu vejo de crianças que são loucas, por exemplo, pelo mundo de Tolkien não está escrito...).
    Enfim, não é à toa que lemos e relemos (assim como as crianças nos pedem para ler as mesmas historinhas infinitas vezes) estes contos ou histórias de mundos distantes...
    É neles que buscamos as fontes de inspiração para a nossa realidade. E neles que nos identificamos com algum personagem. É neles que encontramos o refúgio e o escape necessários para lidar com nossos conflitos e tensões diárias.
    Que belo artigo!
    Muito obrigada por nos cedê-lo!
     
  4. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Re: Os Contos de Fada e a Sanidade Mental: A Visão de G. K. Chesterton e J. R. R. Tol

    Gostei do texto.

    Há um aspecto curativo e gentil nas histórias de fantasia e bastante sutil.

    Como um princípio medicinal elas podem ser usadas para devolver forças a quem precisa e foi desenganado. E também nesses dias quando parece que a noite se adensa com tanta força alimentada pelo sofrimento de tantas pessoas.

    Curiosamente histórias encantadas permitem ao ouvinte aceitar situações que de outro modo não poderiam ser exploradas. Estimulam a diversidade, criatividade e originalidade e são suaves no trato de certos assuntos. Elas podem proteger segredos também até que a pessoa descubra um por um os significados presentes no texto.

    Aos que lembram dos sonhos, durante o sono a pessoa também vive fantasias na forma de simulações ou espelhamentos da realidade, para preservar o verdadeiro conceito de realidade que é a possibilidade de várias situações, sejam elas possíveis ou impossíveis e que no estado de vigília poucos admitem como verdadeiro.

    Nas mãos de autores tendenciosos essa ferramenta é deturpada e pode ser utilizada para o lado negativo tornando a prática da fantasia na prática da mentira, enquanto que nas mãos certas ela é capaz de valorizar a inteligência.
     
    Última edição: 5 Ago 2009
  5. aistano

    aistano vulgo Gilvan Borges

    Re: Os Contos de Fada e a Sanidade Mental: A Visão de G. K. Chesterton e J. R. R. Tol

    texto prazeiroso como sempre.

    tempos atrás, recorri de fuga semelhante, criando um blog com semi-histórias ou semi-poesias sobre um universo quase fantasioso, que moldou minha infância e com o qual me deparei mais tarde, ao ler Guimarães Rosa: O Gerais, ou o sertão-cerrado.

    Há ali um modo de vida tão intrínsecamente permeado de estórias, que não se sabe onde terminam e onde começa a vida real. O que é uma alívio para a vida dos sábios e sofridos matutos. É sobre isso que resolvi falar, e foi isso que me trouxe alívio para as tensões que passava na época.

    Imagino que cada um possa (e talvez deva) encontrar refúgios para a lucidez no universo que mais lhe cativar. Contos de fadas e folclores populares são formas extremamente singelas, e talvez muito mais potentes para fazê-lo.
     

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