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Os Contos da Cantuária.

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Mavericco, 25 Ago 2013.

  1. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    A Cia das Letras vai lançar o livro em outubro. No blog eles estão colocando algumas postagens do tradutor a respeito da obra; então, pra não tumultuar o Lançamentos 2013, vamos concentrar aqui e já criar esse templo da perdição.

    Outra postagem dele é essa aqui,
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    .

    Para uma pequena sessão de links:

     
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  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Que capa foda =(
    Vou me segurar pra comprar na primeira promoção que surgir.

    P.S.: Os Contos da Contuária... :hihihi:
     
    • Gostei! Gostei! x 2
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  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    aff, 680 páginas. vou comprar só se sair para kindle.

    estranho, lembro de ter lido uma edição bem menor em número de páginas na faculdade. :eh:
     
  4. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Minha edição da Wordsworth tem mais ou menos esse número de páginas.
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    É, a média de páginas costuma ser essa mesmo. Tem uma tradução mais antiga do Paulo Vizioli:
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    Era essa que você leu, Anica? Ela tem 302 páginas... Se bem que não acho que o Vizioli traduziu parcialmente. De fato, meio estranho... Talvez a diagramação nela seja diferente (em 2 colunas).

    E a propósito,
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    tem alguns trechos da tradução do Vizioli.
     
  6. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    foi essa aí mesmo, mavericco! mas sinceramente, não recordo se o texto era completo ou não. só sei que fiz meu trabalho usando esse livro :rofl:

    (anos depois li uns trechos em inglês para literatura inglesa, mas só trecho nem conta)
     
  7. Calib

    Calib Visitante

    O desenho dessa capa... me lembra aquela tirinha de humor nonsense que divulgam pelo Facebook...:think:
     
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  8. Dunstran

    Dunstran Bibliotecário itinerante

    Oi, pessoal. Sou o José Francisco Botelho, tradutor dessa edição dos Contos da Cantuária - e, coincidentemente, também membro do fórum Valinor, embora esteja inativo há um bom tempo.
    Quanto ao tamanho do livro: a tradução do Paulo Vizioli foi feita em prosa, ou seja, com menos quebras de linhas. A atual tradução é em versos e, por isso, ocupa mais espaço.
    Quanto à capa: Calib, sua impressão está perfeitamente acertada. Quem desenhou a capa foi mesmo o Joan Cornellà, o artista que faz aquelas tirinhas nonsense no facebook.
    Falo disso aqui no meu último texto para o blog da Cia das Letras:
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    Um abraço a todos,
    Chico.
     
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  9. Calib

    Calib Visitante

    óun \o/ sou foda.


    Joan Cornellà - taí o nome do sujeito. Valeu pelo esclarecimento. ;)

    E, né, 'bora comprar logo esse livrão aí.
     
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  10. Dunstran

    Dunstran Bibliotecário itinerante

    Espero que gostem!
    Abraços.
     
  11. Dunstran

    Dunstran Bibliotecário itinerante

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  12. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Apenas :hihihi:

    Esse ensaio do Harold Bloom deve ser muito bacana também.
     
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  13. Dunstran

    Dunstran Bibliotecário itinerante

    O ensaio do Bloom, se não me engano, é um capítulo de O Cânone Ocidental.
     
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  14. Calib

    Calib Visitante

    Vou colar aqui o textículo que o @Mavericco escreveu sobre este livro lá no seu bloguinho quando incluiu "OS CONTOS DA CANTUÁRIA" entre as suas melhores leituras de 2016:
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    CONTOS DA CANTUÁRIA. CHAUCER
    trad. José Francisco Botelho
    Penguin / Cia das Letras, 2013

    Chaucer, o homem que ri. Sempre lembro do velho Pound elogiando Chaucer daquele jeito meio torto dele, dizendo, entre outras coisas, que Chaucer trazia uma experiência direta para seu leitor (algo como "o que ele vê ele tasca no papel"), e não algo estilizado. Aliás, era bem um argumento desses que fazia com que Pound elogiasse mais a tradução escocesa de Gavin Douglas para a Eneida (Eneados) do que o próprio original de Virgílio (pois, ele diz, o nosso amigo Gavin tinha experiência marítima, sabem?, ele sabia do riscado). Bem. Quanto ao resto eu não sei, mas é intrigante ver Pound tecer um elogio desses para Chaucer, elogio que estava na mesma raiz do que ele também fazia quando a Villon ("After Villon, poetry can be considered as fioritura"). Intrigante e com um fundo de verdade: quando leio algo como "A vida é uma goteira / Que respinga", no Conto do Feitor, de um modo muito estranho eu sinto que estou diante de uma verdade, um tipo de condensação de sabedoria que é trazida para o leitor de maneira muito simples e direta, quase que com um frescor que envolva capim molhado, uns dois violeiros por perto e o barulho da brasa crepitando.

    Chaucer, o homem que ri. Dá pra se divertir e muito lendo os Contos da Cantuária. Logo no início, por exemplo, mencionando a figura do cavaleiro, o poeta diz: "Das roupas falarei com brevidade: / Melhor era o cavalo que o seu traje." Onde mais você vai encontrar uma nota irônica tão precisa como esta? Chaucer retira o globo das costas de Atlas apenas para arremessá-lo na piscina olímpica do deboche, de modo muito parecido com o que Machado, Nabokov ou Roth séculos depois fariam. Não existe ninguém que escape de sua língua ferina. Chaucer viu a máquina do mundo e, ao invés de traduzir aquela visão num alento a mais para que prosseguisse sua alta empresa, ou ao invés de sair por aí de mãos pensas após recusá-la, resolveu rir da maneira empenada e espalhafatosa com que aquelas engrenagens iam se encaixando umas nas outras. Não é, assim sendo, a venerável tradição da poesia humorística e satírica tomada pra que se espante a horda de puritanos embalsamados, primeiro porque se encontra de tudo nos Contos da Cantuária, até mesmo textos de caráter penitencial ou veiculados em registro elevado, e segundo pois a visão de Chaucer é panorâmica e profunda demais para que nos contentemos apenas com a gargalhada desvinculada do gole em seco. Nenhuma poesia satírica é apenas satírica, é apenas colocar um chapéu na cabeça e uns gonzos ali no tornozelo. Existe um fundo moral poderoso na coisa toda.

    Chaucer, o homem que ri. Sim, o homem que ri: ainda no Conto do Feitor, temos a descrição de uma família que dorme com os anjos:

    O moleiro roncava, em abandono,
    Parecendo um cavalo a dar nitridos;
    Pelo rabo também solta rugidos.
    Ao coro roncador uniu-se a esposa,
    Verberando cantiga estridorosa,
    E a garota roncou par compagnie.

    (O par compagnie é do original mesmo: "The wenche routeth eke par compagnie.") Não precisa achar estranho. Roncar pelo rabo é isso mesmo que até as Angels fazem. Existem passagens ainda piores, que falam de sexo de maneira muito safada e com trocadilhos que farão qualquer bobagento da vida dar uns chiliques ― veja-se o que consta no Conto do Navegador, em passagens como: "A mão no meu cofrinho então afunda / E pega ― o pagamento em mim abunda." Ou então, no Conto do Moleiro, a situação do sacristão que, pensando dar um lindo beijo molhado na boca de sua amada, dá um beijo... é, meu amigo, que fase!: "E o sacristão logo enxugou os lábios. / Escura estava a noite; a sombra, funda, / E na janela a moça pôs a bunda."

    Chaucer, o homem que ri. Francisco Botelho realizou um feito que deixou Ivan Junqueira boquiaberto e a nós, pobres mortais, nem se fala. Esse é o tipo de coisa que deveria ter sido anunciada com dois, três anos de antecedência para que nosso emocional pudesse começar a se acostumar com a ideia de podermos ler Chaucer numa tradução que pegasse o boi pelo chifre e enfrentasse as variações formais que a obra apresenta. Em entrevistas, o tradutor menciona que passou a traduzir Chaucer em tudo quanto é lugar, até em fila de espera, e que seu pensamento se dava quase que todo em decassílabos (neste sentido, aliás, seu relato me lembra o de Haroldo de Campos carregando exemplares e dicionários da Ilíada para onde quer que fosse). Felicíssima, de fato, sua tradução, de onde não se pode nem mesmo repreender os estalidos causados por versos fora da métrica aqui e acolá ou, mesmo, pelo uso de rimas parciais, primeiro por se tratar de um purismo que entorna o caldo, segundo por não encontrar apoio na própria métrica chauceriana e terceiro (tenho a impressão que o tradutor, em entrevistas, também o menciona) pois cria uma ponte de contato inteligente e saborosa com a mais cristalina tradição da poesia popular. De fato: a sensação que ficamos lendo muitas e muitas passagens da tradução de Francisco Botelho é a de que estamos saboreando um romance de cordel, tamanha é a fluência não só de passagens prosaicas mas também de passagens onde o tema poético exige uma gravidade própria:

    O rei dos reis, tão forte e altivo e assoberbado,
    Crê que nem mesmo Deus o vença em majestade,
    Nem possa de sua glória imensa derrubá-lo.
    Mas eis súbita a queda, e a tragédia então faz-se:
    Aos ermos, sob a chuva, o rei insano vai-se
    E pasta como um boi, e urra, e corre, e berra,
    E assim viveu no agreste e em regiões selvagens
    Por longo tempo em meio ao nada e junto às feras.

    Do Conto do Monge, falando de Nabucodonosor. O original diz:

    This king of kinges proud was and elate;
    He ween'd that God, that sits in majesty,
    Mighte him not bereave of his estate;
    But suddenly he lost his dignity,
    And like a beast he seemed for to be,
    And ate hay as an ox, and lay thereout
    In rain, with wilde beastes walked he,
    Till certain time was y-come about.


    O tradutor observa que aqui Chaucer emprega um modelo poético distinto do que o leitor encontrará, por exemplo, no Conto do Erudito, de modo que, por isso, optou pelo uso de um dodecassílabo ao invés de um decassílabo. Escolha feliz, pois não só o dodecassílabo comumente se liga a temas nobres com maior frequência que o decassílabo (herança de seu uso pelos parnasianos), como também o poeta consegue em muitos desses dodecassílabos adicionar uma fluência e uma agilidade que impedem que a leitura destes versos seja truncada. No primeiro verso, por exemplo, note as elisões internas, note o uso do "e" agilizando a leitura e note, em específico, a maneira com que essa agilidade ligada à descrição dos sentimentos que o rei nutria, assoberbados, é contraposta à maneira amputada com que, no sexto verso da estrofe, o mesmo procedimento é usado: "e urra, e corre, e berra". É preciso uma consciência poética muito aprimorada para se lançar mão de instrumentos poéticos assim, que potencializam a mensagem retratada e guardam, intacto, vocês já sabem o quê.

    Chaucer, o homem que ri.
     
    Última edição por um moderador: 1 Jan 2017
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  15. DiegoMP

    DiegoMP Usuário

    Vi esse lá na lista do Mav e empolguei, fortes chances de incluí-lo nas metas para esse ano. Essa tradução da Penguin tá saindo por menos de 40 reais na Amazon, e lembrando também que há a edição da 34. Edição bilíngue, com tradução do Vizioli.

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