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Oráculos da verdade, por Frei Betto

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Yohan-san, 25 Mai 2010.

  1. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    O filósofo alemão Emmanuel Kant não anda muito em moda. Sobretudo por ter adotado em suas obras uma linguagem hermética. Porém, num de seus brilhantes textos – O que é o Iluminismo? – sublinha um fenômeno que, na cultura televisual que hoje impera, se torna cada vez mais generalizado: as pessoas renunciam a pensar por si mesmas. Preferem se colocar sob proteção dos “oráculos da verdade”: a revista semanal, o telejornal, o patrão, o chefe, o pároco ou o pastor.

    Esses os guardiões da verdade, que, bondosamente, velam para não nos permitir incorrer em equívocos. Graças a seus alertas sabemos que as mortes de terroristas nas prisões made in USA de Bagdá e Guantánamo são apenas acidentes de percurso comparadas à morte de um preso comum, disfarçado de político, num hospital de Cuba, em decorrência de prolongada greve de fome.

    São eles que nos tornam palatáveis os bombardeios dos EUA no Iraque e no Afeganistão, dizimando aldeias com crianças e mulheres, e nos fazem encarar com horror a pretensão do Irã de fazer uso pacífico da energia nuclear, enquanto seu vizinho Israel ostenta a bomba atômica.

    São eles que nos induzem a repudiar o MST em sua luta por reforma agrária, enquanto o latifúndio, em nome do agronegócio, invade a Amazônia, desmata a floresta e utiliza mão de obra escrava.

    É isso que, na opinião de Kant, faz do público Hausvieh “gado doméstico”, arrebanhamento, de modo que todos aceitem, resignadamente, permanecer confinados no curral, cientes do risco de caminhar sozinhos.

    Kant aponta uma lista de oráculos da verdade: o mau governante, o militar, o professor, o sacerdote etc. Todos clamam “não pensem!”, “obedeçam!”, “paguem!”, “creiam!”. O filósofo francês Dany-Robert Dufour sugere incluir o publicitário, que, hoje, ordena ao rebanho de consumidores: “Não pensem! Gastem!”.

    Tocqueville, autor de Da democracia na América (1840), opina em seu famoso livro que o tipo de despotismo que as nações democráticas deveriam temer é exatamente sua redução a “um rebanho de animais tímidos e industriosos”, livres da “preocupação de pensar”.

    O velho Marx, que anda em moda por ter previsto as crises cíclicas do capitalismo, assinalou que elas decorreriam da superprodução, o que de fato ocorreu em 1929. Mas não foi o que vimos em 2008, cujos reflexos perduram. A crise atual não derivou da maximização da exploração do trabalhador, e sim da maximização da exploração dos consumidores. “Consumo, logo existo”, eis o princípio da lógica pós-moderna.

    Para transformar o mundo num grande mercado, as técnicas do marketing contaram com a valiosa contribuição de Edward Bernays, duplo sobrinho estadunidense de Freud. Anna, irmã do criador da psicanálise e mãe de Bernays, era casada com o irmão de Martha, mulher de Freud. Os livros deste foram publicados pelo sobrinho nos EUA. Já em 1923, em Crystallizing public opinion, Bernays argumenta que governos e anunciantes são capazes de “arregimentar a mente (do público) como os militares o fazem com o corpo”.

    Como gado, o consumidor busca sua segurança na identificação com o rebanho, capaz de homogeneizar seu comportamento, criando padrões universais de hábitos de consumo por meio de uma propaganda libidinal que nele imprime a sensação de ter o desejo correspondido pela mercadoria adquirida. E quanto mais cedo se inicia esse adestramento ao consumismo, tanto maior a maximização do lucro. O ideal é cada criança com um televisor no próprio quarto.

    Para se atingir esse objetivo, é preciso incrementar uma cultura do egoísmo como regra de vida. Não é por acaso que quase todas as peças publicitárias se baseiam na exacerbação de um dos sete pecados capitais. Todos eles, sem exceção, são tidos como virtudes nessa sociedade neoliberal corroída pelo afã consumista.

    A inveja é estimulada no anúncio da família que tem um carro melhor que o de seu vizinho. A avareza é o mote das cadernetas de poupança. A cobiça inspira as peças publicitárias, do último modelo de telefone celular ao tênis de grife. O orgulho é sinal de sucesso dos executivos assegurados por planos de saúde eterna. A preguiça fica por conta das confortáveis sandálias que nos fazem relaxar ao sol.

    A luxúria é marca registrada dos jovens esbeltos e das garotas esculturais que desfrutam vida saudável e feliz ao consumir bebidas, cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula envenena a alimentação infantil na forma de chocolates, refrigerantes e biscoitos, induzindo a crer que sabores são prenúncios de amores.

    Na sociedade neoliberal, a liberdade se restringe à variedade de escolhas consumistas; a democracia, em votar nos que dispõem de recursos milionários para bancar a campanha eleitoral; a virtude, em pensar primeiro em si mesmo e encarar o semelhante como concorrente. Esta a verdade proclamada pelos oráculos do sistema.



    Comentem.... XD
     
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  2. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Bom, se a grande massa do povo frequentasse mais lugares como a valinor, ao invés de bailes funk isso não aconteceria tão facilmente.

    E acho que o texto está correto, a massa é muito comandada pelas ordens, a única opinião própria que têm é quando não gostam do produto que compram mas são facilmente influênciáveis por qualquer um com mídia, posição de poder e talento de orador.

    By Raphael Silvério
    Megafone
     
  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Sobre informações de massa, eu observo que as tendências de massa são representadas por veículos que exprimem uma necessidade legítima e desejável de apontar as tendências de grandes grupos, ainda que muitas pessoas generalizem e pensem que as pessoas sejam apenas diferenças entre si ou apenas semelhanças entre si.

    Ocorre freqüentemente de um indicador global mostrar coisas que um indicador local não consegue apresentar e vice versa e por essas razões os sistemas de grande alcance e de massa não devem desaparecer e sim aumentar a precisão de seus serviços. Por isso é importante haver uma empresa grande no lugar que hoje é ocupado pela Globo ou grupo Abril.

    Penso que não seria exatamente uma questão de "eles" e "nós", mas mais uma questão de que o público é geralmente pouco preparado para saber o que esperar de uma publicação voltada para a massa. Sabem que não gostam daquilo, porém não sabem o porquê. E consomem algo que não é útil ou que não gostam quando isso deixa uma marca de imaturidade no nosso mercado e estimula uma economia doente a crescer. Um sistema econômico imaturo é muito danoso, seja ele capitalista, comunista ou socialista, e no Brasil a maioria dos membros desses lados está na fase imatura ainda.
     
  4. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    Entao Raphael...por isso q ele usa o termo "oráculos da verdade". Pq eles sao os q ditam as "regras" para a massa e ela aceita facilmente. A falta do raciocínio crítico a respeito das coisas q nos cercam, faz com q ela aceitam o q eles empurram para ela. E assim, nenhuma mudança ocorre, seja política, econômica, pessoal, .... as pessoas continuam a buscar o estilo de vida da novela das 8, fazendo com q permaneçam no mesmo lugar.
     
  5. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    Cara, naum entendi o q vc escreveu, naum...explica melhor.
     
  6. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    :) Sem problema, em outras palavras:

    Eu estava pensando na utilidade e comportamento dos produtos de massa.

    Se as "fúrias são as servas dos homens" como era dito antigamente, então os produtos de massa podem se comportar como servos ou como fúrias a depender da abordagem. (podem ser usados para o bem ou para o mal)

    Se forem usados como servidores úteis eles serão excelentes indicadores daquilo que existe em comum em grupos grandes. E poderão dizer muito sobre os serviços procurados pela população.

    Enquanto que se forem usados como fúrias eles serão prejudiciais e poderão causar alienação.

    Mais para o final fiz uma comparação com a maturidade da economia. A maturidade da abordagem da mídia de massa hoje é muito importante.
     
  7. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    hum....vê se eu entendi direito.
    O que vc estah falando eh q os produtos de massa, como a TV, podem ser usados para o bem ou para o mau. Correto?
    Se for para o bem, pode ser uma poderosa ferramenta para unir o povo, mas para o mau pode acabar em alienação.

    De fato, com a tecnologia, ficou mto mais fácil das pessoas se comunicarem. Com ela, naum existe mais o empecílio da distância. Mas da mesma forma, ela pode ser usada para expalhar porcaria na cabeça das pessoas.

    Acho q a quetao naum eh nem maturidade da mídia, mas sim da população. Pq qto menos maduro ela for, mais ela irá consumir o q a TV fala....e isso eh super vantajoso para os de trás das grandes mídias e empresas.
     
  8. Ywan

    Ywan Usuário

    Realmente a questão levantada tem muito sentido e deve ser devidamente comentada.

    Creio eu que o ponto principal abordado seria a capacidade de manipulação através da mídia, ou do chamado "oráculo da verdade". Sim, a mídia consegue manipular a grande massa como deseja, e em épocas como as de hoje (ano de eleição) isso se torna mais visível. Como aqueles políticos que participaram de grandes escândalos nos anos anteriores conseguem se reeleger depois de serem escorraçados pelo povo?

    Concordo ultimamente a cultura brasileira esta por deveras limitada e inutilizada. Por isso que eu mesmo prefiro me "refugir" na cultura infantil (conforme dito por muitos) dos desenhos e histórias de fantasia, do que me sujeitar a hipocrisia que se tornou nosso estilo de vida.

    Peço desculpas pelo texto curto e talvez sem coesão mas não estou com muito tempo no momento e tentei transparecer resumidamente minha opinião.

    :hihihi:
     
    Última edição: 26 Mai 2010
  9. Atya

    Atya Brandebuque

    Realmente cada vez mais as propagandas estão dispostas para que suas empresas consigam vender seus produtos, nem sempre o consumidor precisa de um determinado produto, mas compra porque apareceu na televisão ou porque o preço estava bom. Acaba que o produto pode ou não quase não ser usado, ou até mesmo nunca ser usado e acaba que o consumidor gastou seu dinheiro com algo inútil para ele. Roupas da estação são outra coisa pra chamar o consumidor a comprar mais, tá que chega o inverno e ele precisa de uma blusa de frio, mas nem por isso vai deixar de usar as que possui só pra ficar na moda, infelizmente tem pessoas que são assim, só usam esse tipo de roupa, isso quando não é de grife.
    Os meios de comunicação estão sempre tentando fazer a população consumir, consumir, muitas vezes para maquear os indicadores econômicos falando que a população de fato está consumindo mais, mas a qualidade de vida e as necessidades básicas são direito de todos? O país está preocupado no poder de aquisição da população em geral e usa da informação para "arrebanhar" o povo rumo ao consumo. Produtos novos que ainda tem uso são jogados no lixo e quanto mais novos aparelhos surgem, mais os consumidores querem comprar o que é novo e moderno. Todos podem comprar uma geladeira, mas tem acesso a educação de qualidade?
     
  10. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    É isso mesmo! E complementando, basicamente, um produto de massa pode decidir por seguir dois caminhos. No primeiro caminho ele se comporta como um ser vivo e o comportamento de sua vida será da mesma forma, com um nascimento, crescimento, reprodução e morte do produto. No segundo caminho ele pode evoluir ou amadurecer periodicamente. As vezes a reformulação de um item ocorre várias vezes no mesmo século. Em outras o produto morre na primeira versão.

    Quem produz e quem consome terá que abordar do jeito certo ou o produto entra em extinção. Aí entra a maturidade da abordagem em ambos os lados.

    Em casos de produtos de massa o nível de esclarecimento de um povo termina por influenciar "o tempo de vida útil" de um produto. Se a consciência está madura ela receberá e transmitirá com facilidade. O oposto ocorre quando a consciência social é baixa.
     
  11. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    Ywan, fiquei pasmo com tamanha eloquência ao falar...se quiser, pode ficar mais a vontade e escrever MSNês mesmo...hehehe

    Qto ao seu comentário...na minha opniao a cultura brasileira realmente estah sendo suprimida pela cultura globalizada. Não se dah tanto valor a ela, hj em dia. Ao expulsar o povo da terra ou dificultar o acesso das pessoas à cultura local, a globalização vem tomando o seu lugar a cada ano. Afinal, quando vc vai ao shopping, vc come hamburger e hot-dog, ou aipim e inhame?

    Sobre o lance de se refugiar na cultura infantil, acho q vc deve tomar cuidado com isso. De fato, nós podemos aprender mto com os contos de fantasia...há diversas lições valorosas neles em que a gente pode praticar na vida, mas nunca usando esses contos como fuga da vida real. Pq senaum a sua vida nunca serah realmente vivida, mas sempre serah uma de "faz de conta"...uma meia-vida. Pow...isso naum eh bom pra ninguem.

    Pode crê. Isso q vc escreveu me lembrou um documentário mto doido, sobre o consumismo entre crianças. Se chama "Criança, a alma do negócio". Vale mto a pena se visto....

    Pow...o consumismo eh mto sinistro mesmo. São as pessoas tentando tapar um buraco no interior delas com coisas materiais. Eh sinistro mesmo....

    Sei naum... a TV se expalhou pelo Brasil todo e o nível de consciencia do povo tah no nível "Quem vai ser eliminado hj no BBB??" :think:
     
    Última edição: 27 Mai 2010
  12. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    __________________

    Infelizmente é bem por aí.

    A primeira coisa que uma sociedade faz quando começa a ganhar um pouco mais de dinheiro é ir atrás de entretenimento e cultura.

    Como diz o ditado "quem nunca comeu doce quando come se lambuza". Se sobrou um pouco de dinheiro e tempo ele será gasto na primeira coisa com aparência "interessante" que aparecer na frente. Com mais tempo e dinheiro na mão o povo procura primeiro nos lugares mais comuns e óbvios para só depois ir em busca de bens culturais mais duráveis.

    Essa dinâmica de vida útil do produto e necessidades da sociedade não é criação minha. É uma perspectiva que existe na ásia há muito tempo e só agora vem chegando no ocidente.
     
  13. Ywan

    Ywan Usuário

    hahaha...

    Tranquilo, vou tentar "relaxar" mais nos textos, mas é que eu realmente gosto de escrever assim... como não estamos no Twitter onde realmente temos um limite maximo imposto, porque não utilizar a vasta quantidade de palavras (realmente grande se comparadas a outros idiomas onde uma unica palavra tem varios significados) para expressar o que queremos?

    Mas como eu disse, vou usar alguns termos mais lights... rsrs...

    Quanto a cultura infantil a qual me referi, realmente eu a uso apenas como refugio, tento me manter o mais informado possivel sobre os acontecimentos a nossa volta, mas se não tivermos uma "valvula de escape" com certeza nos tornaremos loucos com mais frequencia e rapidez.
     
  14. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Bom eu estava falando do fórum mundo encantado Valinor então...

    Continuem com a linha de raciocínio enquanto eu vou fumar um mahlboro, cigarro de homem macho do campo.

    By Raphael Silvério
    Entusiastics
     
  15. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    hahahah....
    fica a vontade....tava de brincadeira, heheheh

    Realmente sao tantas coisas ruins q acontece todo dia q a gente acaba pirando nesse sistema...mta repetição, muita rotina, fazendo mtas coisas q nos foram impostas...notícias na mídias, soh se for sobre morte, tragédia ou algum entretenimento barato e fútil...

    Mas o q importa nisso tudo eh como nós levamos a nossas vida. Nossas escolhas...nossas lutas. Naum adianta viver de uma forma passiva...sendo levado pela corrente.
     
  16. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    Pois eh...isso eh falta de objetivo na vida. Como naum há, fica comprando aquele q a TV vende. Daih fica sinistro mesmo....Tem gente q naum tem o q comer direito, mas nunca deixa de comprar seu cigarro ou sua bebida...
     
  17. Atya

    Atya Brandebuque

    Isso me impressiona. Não tem dinheiro pra comer, mas pra comprar bebida e cigarro sempre tem! Isso quando não consomem esse tipo de coisa pra ser inserido em algum grupo ou para ostentação ou também induzido pela mídia que mostra esse tipo de consumo como "chique" e "legal".
     
  18. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    Atya, isso tb eh mto surreal....mas naum eh incomum. Eu jah perguntei pra várias pessoas que me ofereceram uma cerveja se ela começou a beber pq gostava mesmo, ou por outro motivo, como ser aceito pela turminha? Mtos respondem que qdo começaram naum gostaram, mas com o tempo "acostumaram".
    Outra parada doida foi uma pesquisa q fizeram com umas pessoas q foram a um determinado show de uma banda lah...a pergunta era o pq dela ter ido ao show. Vc ficaria surpreso com o número de pessoas q vão ao show soh para depois ficar se gabando q foi....elas naum foram pra curtir o show...tvz nem gostavam da banda.

    Outra coisa.....temos o mesmo Saitor!! :joy:
     
  19. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Bom pombinhos, isso se chama vício, ao menos no caso da bebida e cigarros. A sindrome de Maria vai com as outras se chama falta de opinião, insegurança, miguxisse, etc...

    É muito fácil pra quem não bebe ou quem nunca fumou ter a opinião de vocês pois enxerga apenas o digamos corpo físico dessas drogas. Mas quem é alcoólatra e fumante ativo já tem o organismo comprometido com as substãncias e sabe que o buraco é mais embaixo.

    Tenho muitos amigos que tem dia sagrado pra beber, bebem até cair ou não ficam satisfeitos. Eu graças a Deus bebo casualmente a lá James Bond para mim a bebida não é essencial e não me afetaria em nada se sumisse da face da terra. Já o cigarro é aquela velha história, meus amigos fumam desde os 12, eu começei aos 25 e mesmo assim já sinto minha saúde comprometida por este mal.

    Tenho muitos amigos que querem parar de fumar, dizem e tentam as vezes, mas acabam continuando fumando [Eu sou um deles], e sempre tem alguém pra dizer. Hah mais se você quiser mesmo você para, e é aí que eu digo que não é bem assim. Eu podia ter uma puta força de vontade e de uma hora para outra dizer, pronto o último cigarro e nunca mais fumar, mas a nicotina é esperta e as empresas de cigarro sabem disso.

    Algumas pessoas param de fumar só pela força de vontade, mas são minoria, isso porque o ser humano trava uma luta da mente que quer parar contra o corpo que já está contaminado e quer mais a droga. O processo de desintoxicação não é nada legal e deixa a linha de raciocínio do indivíduo em frangalhos. E isso pra cigarro, então você pode imaginar o que esperar das outras drogas reais que são piores. Há as pessoas que gostam e se aceitam como fumantes e estas nem vão pensar em parar até estarem numa cama de hospital, e mesmo depois de perder a garganta continuarão a fumar pelos tubinhos, se não acredita devem ter inúmeros vídeos demonstrando pela internet mas nem tô afim de procurar e colocar aqui ou vai virar campanha anti tabagismo minha resposta.

    A questão é essa, eu faço parte de uma maioria que sabe que o cigaro faz mal e quer parar de fumar, mas não para por X motivos sentimentais, situação de vida, mais a danada da nicotina que usa tudo ao próprio favor, por isso vocês podem achar o fim do mundo pessoas pobres comprarem seus cigarros, mas o buraco é muito mais embaixo do que se pensa para estas pessoas.

    Se for chamar de inimigo, ele é um inimigo realmente esperto pois ele dá coisas em troca da nossa saúde, ele acalma, distrai, age como ícone de alcanço da maioridade, chama a tenção. Sim, porque muitos começaram a fumar porque os pais fumam ou porque o carinha legal da turma fuma, ou porque o cara chique no filme fuma, etc.

    A bebida funciona de forma similar então não reesceverei tudo de novo.

    São estas as minhas impressões.

    By Raphael Silvério
    Death Holy Smoke Smoker
     
  20. Yohan-san

    Yohan-san Jogando cartas com um

    Realmente nunca fui viciado em cigarro ou em bebida...mas mesmo assim, naum acredito q naum eh possível parar. Afinal ela começou pq quis...entao deve acontecer dela tb a ação de parar.
    Naum digo q eh fácil se livrar do cigarro...eh difícil pacas. Mas mesmo assim, eh possível. Se um pode, todos podem.
    Ficar se justificando soh pq eh dificil parar naum cola.
     

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