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Obrigado Por Fumar (Thank You For Smoking, 2005)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Ecthelion, 24 Fev 2008.

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Qual é a nota do filme?

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  1. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    Nesta comédia cínica e cheia de sátiras, Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o porta-voz chefe de uma fábrica de cigarros. Ao mesmo tempo em que deve passar uma imagem benéfica do cigarro, ele tenta posar de modelo adulto para seu filho de 10 anos.

    Gênero: Comédia Dramática
    Tempo: 92 min.
    Lançamento: 18 de Ago, 2006
    Lançamento DVD: Jan de 2007
    Classificação: 12 anos
    Distribuidora: Fox Filmes

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    O cinema norte americano ficou morno depois dos atentados de 11/09. Todo mundo é bonzinho e luta em prol da democracia. O maniqueísmo infelizemente voltou a imperar e isso enche o saco.
    Felizmente ainda existe vida inteligente em Holywood que não se verga ao peso de uma postura politicamente correta e esteticamente ultrapassada. Um bom exemplo é "Obrigado por fumar", dirigido por Jason Reitman.
    O filme é bom porque respeita a inteligência do espectador ao mostrar as engrenagens da indústria da manipulação pública e o jogo escancarado do loby profissional nos States. O personagem principal é o lobista Nick Naylor, um sujeito que dá nó até em pingo dágua. Afinal, alguém tem que fazer esse trabalho. Até mesmo um assassino de crianças merece uma defesa competente, pelo menos é o que garante a Constituição - essa é uma das lições que ele tenta ensinar ao filho - e se você consegue vender cigarros, bem, então você basicamente vai conseguir vender qualquer coisa. O cara é um ás da retórica. Enche linguiça, inventa dados, faz jogo duplo e dá estocadas certeiras nos seus adversários. Mas, principalmente, transmite calma e confiança. Isso é o principal. No começo do filme, quando ele se apresenta, diz algo mais ou menos assim: "Sabe aquele cara que pega todas as mulheres? Pois é, sou eu." Pausa. "Dopado de crack."
    O argumento de que todos merecem uma defesa justa é, em si, óbvio, plausível e coerente. Mesmo que seja uma indústria que mata milhões por ano? Mesmo assim. A lei vale para todos. Uma das diversões de Nick Nailor e dos seus amigos do "Esquadrão da morte" - lobistas dos setores bélico e alcólico - é comprar dados e disputar para ver para qual setor mata mais gente por ano.
    Qualquer ponto de vista, por mais sórdido e imundo que seja, pode ser defendido com competência. O que está em jogo, no final, não é a moralidade da questão, mas a habilidade dos argumentadores. Por isso os lobistas do tabaco são bem pagos. Para te dizer que isso de cancer no pulmão, efisema e tuberculose são exageros dos cristãos reprimidos. Que fumar um cigarrinho aqui outro ali não faz mal - e se fizer, e daí? Cada um tem o direito de exercer sua liberdade o jeito que quiser, desde que não perturbe o vizinho - pelo menos era essa a definição de democracia segundo minha professora da quarta série.
    Por essas e por outras vale a pena conferir "Obrigado por fumar." Os fumantes vão sair do cinema com um sorrisinho indisfarçável no canto da boca. Afinal, todo mundo merece uma defesa justa.

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    Uma grata surpresa está nos cinemas e não tenho receio em dizer que é um dos melhores filmes que você vai assistir neste ano.
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    é uma sátira politicamente incorreta, esperta, dinâmica e afiada como há muito tempo eu não via. Com seu humor negro ácido, o filme constrói uma caricatura das políticas internas e da imagem corporativa tão defendida e propagada pelas grandes empresas. São milhões de dólares gastos com assessoria de imprensa e relações públicas, tudo para que você acredite na integridade das corporações.
    “Obrigado por Fumar”, longa de estréia do diretor Jason Reitman, não é mais um filme sobre os maleficios do cigarro (que você já está careca de saber) como pode parecer à primeira vista, e sim sobre a era do chamado “culture of spin” (cultura de manipulação de informações), o poder da palavra.
    Em resumo, é como grandes indústrias e até o governo podem manipular a opinião pública, construindo um discurso convincente para defender o ponto de vista que lhe interessam. Lembrando que, quando você argumenta, isso é um debate e não uma negociação.
    Pra você, que trabalha com publicidade ou qualquer área ligada a comunicação, o filme é ainda mais essencial. Pois vai dizer que, ao menos em certos jobs, também não fazemos todos parte dos “mercenários da morte”?


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    Nada mais chato do que o “politicamente correto”. Brincar com essa premissa pode ser bastante rentável quando se pretende fazer um filme que desafie com bom humor a sociedade norte-americana, como é o caso de Obrigado por Fumar. Questionando a liberdade e a manipulação da indústria do entretenimento por grandes corporações, o longa-metragem faz piadas com inteligência e é capaz de rir de si mesmo de uma forma desprendida e bastante divertida.

    Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o centro da ação e narrador do filme, baseado em livro homônimo e best seller nos EUA escrito por Christopher Buckley. Nick ganha a vida sendo lobista. A profissão é tão moderna que eu nem sabia que já existe no dicionário, mas existe. Para quem não sabe, lobista é a pessoa que faz lobby para alguma empresa. No caso, nosso protagonista defende publicamente o cigarro. Sim, ele trabalha para uma associação que investiga os efeitos do tabaco na saúde dos fumantes. O detalhe é que seu maior argumento é que não há provas concretas em relação aos males do hábito de se fumar. Nick é muito bem pago para falar e pode apostar que ele consegue argumentar muito bem.

    No entanto, o lobista tem seus próprios fantasmas. Apesar de defender publicamente sua descrença quanto aos males do cigarro para a saúde de seus usuários, ele sabe que isso não é verdade. Divorciado, preocupa-se com a educação moral do filho, Joey (Cameron Bright, numa rara ocasião em que interpreta uma criança normal, sem características mutantes, maldosas ou malucas). Enquanto tenta educar o garoto, Nick tem de lidar com o fato de que, por ser a personificação dos interesses das indústrias tabagistas, é odiado pela maioria das pessoas. No seu caminho, passam uma série de figuras engraçadas, como o agente de Hollywood Jeff Megall (Rob Lowe) e seu assistente hiperativo (Adam Brody, o Seth do seriado The O.C.), a jornalista atiradinha Heather Holloway (Katie Holmes, também conhecida como “sra. Tom Cruise”), seu chefe boca suja BR (J.K. Simmons, de Homem-Aranha) e o senador Ortolan K. Finistirre (William H. Macy). Nick ainda tem outros dois amigos lobistas, Polly (Maria Bello, de Marcas da Violência) e Bobby (David Koechner), com quem forma o que ele gosta de chamar de “esquadrão da morte”, já que Polly defende as indústrias de bebidas alcoólicas e Bobby, as fabricantes de armas.

    Jason Reitman, que estréia na direção de longas-metragens após vasta experiências em curtas, mostra uma direção dinâmica, aliada a uma montagem inteligente e um roteiro contestador de forma bem humorada. Obrigado por Fumar é cínico o suficiente para não se levar a sério, divertindo o espectador, fumante ou não. No fim das contas, tudo se trata da liberdade de escolha que todo cidadão tem. Afinal, os EUA não gostam de serem chamados de “terra da liberdade”?

    Sua visão cínica e despegada é essencial para que o filme divirta sem estar comprometido a qualquer causa. Não há espaço para a panfletagem ou o “politicamente correto” e esse é o maior charme da produção. Guardadas as devidas proporções, a figura de Nick dialoga com a do protagonista de Senhor das Armas (2005): simplificando, ambos lucram com a desgraça dos outros e estão relativamente tranqüilos quanto a isso. A escolha de Aaron Eckhart como protagonista - muito bem apoiado pelos atores coadjuvantes - não poderia ter sido mais acertada, pois ele tem o charme e o carisma para conquistar não apenas seus críticos no filme, mas também entre a platéia.

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    Eu procurei no pesquisar e não achei nada, por isso resolvi fazer o tópico. Se eu tiver me enganado, peço pra que editem pra mim.



    Eu achei o filme fantástico, inteligente, prático e engraçado. Fiquei puto de não ter visto no cinema! As atuações são boas (Até da Kate Holmes!!! Impressionante!!!) e a direção/roteiro formam um casal perfeito.
    Nota: 9/10
     
  2. Hugo

    Hugo Hail to the Thief

    Esse primeiro filme do Reitman é bem melhor do que JUNO.
     
  3. Dirhil

    Dirhil Olha, Schroeder...


    É melhor sim. Mas não chega a ser TÃO melhor, já que Juno é bacana.


    A diferença é que Obrigado por Fumar é tratado um pouco mais seriamente. Os dois filmes pegam assuntos polêmicos e são tratados de maneira engraçada. Reitman, pelo menos, não parte para a comédia escrachada, mas faz filmes divertidos e que mesmo assim fazem pensar sobre as situações desconfortáveis da vida (vícios, gravidez na adolescência, whatever). Obigado Por Fumar é melhor por ter uma narrativa mais inteligente. Sacadas mais brilhantes. E pelo Aaron Eckhart, perfeito no papel.
     
  4. Cad

    Cad The punishment is loneliness.

    A diferença é de uns 3 ou 4 pontos, só.
     
  5. Hellchan

    Hellchan Bad things with you...

    Adoro esse filme
    ótimo
    interpretações otimas
    história ótima
    tudo ótimo
    ^^

    Bjus
     
  6. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    O que não quer dizer necessariamente que Juno seja ruim, mas sim que Obrigado Por Fumar é MUITO bom!
     
  7. F. M. Kalyma

    F. M. Kalyma Felicidade é andar de chinelo!

    Não achei que foi melhor que o Juno. O filme é fraco, humor batido e interpetações medíocres.
     
  8. Fausto

    Fausto Lovely head

    E não é mesmo.

    Mas é bom.
     
  9. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Eu não entendi bem a comparação com Juno. Thank you é de 2005, Juno de 2007 - então não é o ano de lançamento. Tem algo a ver com a questão 'alternativa' da coisa? :eh:
     
  10. Fausto

    Fausto Lovely head

    É do mesmo diretor.
     
  11. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    :rofl:

    sabia que deveria ter pesquisado com mais afinco
     
  12. Fausto

    Fausto Lovely head

  13. Deriel

    Deriel Administrador

    Esse filme é responsável por eu estar acompanhando a carreira do Aaron Eckhart e, por isso, estar vendo uma série de filmes muito bons. E acredito que um dos maiores arrependimentos do diretor/roteirista novo Batman não foi ter matado o Coringa ao invés de o Duas Caras.

    Nota 9 esse filmão, sem peso na consciência.
     
    Última edição: 8 Out 2008
  14. Jedi Solo

    Jedi Solo The Greatest Jedi

    Eu aluguei esse filme há algumas semanas achando que não seria nada demais, só pra passar o tempo num domingo chato, mas acabei achando muito divertido. Nota 7.
     
  15. Mohanah

    Mohanah Usuário

    Disse tudo.
     
  16. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Eu adorei esse filme. E o discurso do Nick Taylor é tão bom que até quem é contra o hábito de fumar se perde na retórica dele.
     

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