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Obras que cairam no esquecimento

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por imported_Rafaela, 20 Abr 2010.

  1. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Existem livros maravilhosos que estão caindo no esquecimento. Livros que são clássicos, com histórias encantadoras, trágicas, bem humoradas, mas que hoje em dia não chamam mais a atenção dos jovens.

    Confesso que nunca conheci ninguém novo que tenha lido Ben Hur, O Prizioneiro de Zenda, entre outros que descobri entre as estantes das bibliotecas, esquecidos, empoeirados e muitos, até mesmo, com as páginas grudadas pela falta de manuseio.

    Outros, ainda, que não chegaram nem ao nosso país, apesar de lá foram serem famosos ou pelo menos bem vistos por quem entende de livros. Hoje, nossas editoras preferem não arriscar, preferindo os livros que fazem sucesso entre o pessoal novo. Obras, muitas vezes sem um conteúdo mais cultural, apenas, como eu costumo dizer, apenas para espairecer, entreter, não para refletir e fazer pensar. Não achem que não gosto desse tipo de livro, o pessoal aqui do Meia sabem que sou quase uma autoridade no assunto! XD

    Eu queria mesmo era falar disso. Fazer o pessoal lembrar ou conhecer livros incríveis que merecem continuar na nossa cultura. Tem uma matéria aqui no Meia mesmo que fala de livros que são jogados fora sem nenhuma consideração por seu valor cultural, às vezes, livros raros, que aos poucos vão sumindo até o último exemplar e esquecidos. Não podemos deixar isso acontecer! Nunca!

    Divulguem livros que vocês leram, são ótimos, mas que quase ninguém que vocês conhecem leu ou ouviu falar. Eu adoro conhecer livros assim, para lê-los e depois induzir outras pessoas a conhecê-los também.

    Segue alguns que li e adorei. São famosos. Hollywood fez grandes filmes baseados neles, mas hoje, muitos nem sabem que aqueles filmes tem uma obra escrita por trás.

    Ben Hur
    Na Jerusalém do início do século I, Judah Ben-Hur, um rico comerciante judeu,aguardava ansioso a chegada do romano Messala,seu amigo de infância,que fora criado na Judéia e agora era chefe das legiões de Roma na cidade.
    Contudo,visões políticas divergentes entre Judah e Messala fizeram com que este condenasse o ex-amigo a viver como escravo nas galerias romanas,mesmo sabendo de sua inocência.
    Porém, o destino daria a Ben-hur uma oportunidade de vingança que ninguém poderia imaginar.

    O Prisioneiro de Zenda
    O Prisioneiro de Zenda tem por cenário um reino imaginário, a Ruritânia, onde a personagem central, Rudolf Rassendyll, um jovem aristocrata inglês, se prepara para assistir à coroação do novo rei. Curiosamente, e devido a um incidente familiar ocorrido no passado, Rudolf é fisicamente muito parecido com o príncipe herdeiro o que acaba por envolvê-lo numa complexa teia de intriga e conspiração. O futuro rei é vítima de perseguição por parte do seu próprio irmão, Black Michael, que ambiciona ocupar o seu lugar quer no trono, quer ao lado da sua noiva, a princesa Flávia. Rudolf vai viver algumas aventuras e correr vários riscos para se assegurar de que o trono fico com quem, legitimamente, a ele tem direito.

    A Ilha do Tesouro - R L Stevenson
    Stevenson concebeu A ilha do tesouro para o divertimento de seu enteado, Lloyd Osbourne, que tinha doze anos em 1881. Escrevendo a seu amigo W. H. Henley a respeito do novo livro, ele declarou que "se isto não encantar os garotos, ora, então eles mudaram muito desde que eu era criança". Uma história de piratas, com um mapa, um tesouro, um motim e um cozinheiro de bordo com uma perna só, A ilha do tesouro permanece uma das histórias de aventuras mais amadas da literatura.

    O Menino E O Alazão - John Steinbeck
    Em O Menino e o Alazão se conta a história de um menino que acalentava grandes sonhos; do potro alazão que era o foco desses sonhos, da terra que os nutria, das montanhas que escondiam os seus feitos... seu avó que enfrentou os índios, seus pais que levam uma vida tranquila no campo e o empregado de seu pai que entende tudo de animais.
    Trata-se sem dúvida de uma obra prima em que o grande romancista abre o coração, revelando o seu profundo amor às coisas simples e puras, livres de contaminação e maldade - crianças, montanhas, animais, pessoas e a terra cheia de sol da Califórnia.
    Há de tudo neste livro - aventura, ternura, relações humanas eemoção, principalmente emoção que vem das pessoas e das suas reações de amor, de renúncia, de dedicação, de esperança e dos anseios indestrutíveis do espírito humano, que ainda é, apesar de todo o avanço da tecnologia, a coisa maior da terra.

    Quo Vadis? - Henryk Sienkiewicz
    Romance do tempo de Nero.
    Em Quo Vadis encontramos o contraste entre o paganismo requintado e orgulhoso e o cristianismo humilde e fervoroso.

    Uma bela narrativa histórica da Roma antiga e de amor, passada nos tempos do Imperador Nero. Encontram-se descrições histórias detalhadas da Roma e história da Roma antes da época da propagação do cristianismo através de palavras das personagens históricas que aparecem na romance. Esta obra literária foi publicada em 1895 em três jornais famosos da Polônia e, em 1896, na forma de um livro. Há tradução em mais de 50 idiomas

    Entre muitos outros.
     
  2. Excluído044

    Excluído044 Banned

    :( Não li nenhum destes... A maioria desconheço...
     
  3. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    A Ilha do Tesouro nem é esquecida, vez ou outra vejo um filme que alguem fala dele, inclusive no famosíssimo Um Sonho de Liberdade.
    Quo Vadis? eu não sei, mas já vi uma música com esse nome. XD

    Eu diria As Minas de Prata, de José de Alencar, um livrão com umas mil páginas e que ninguém fala!
     
  4. Aline Guiotti.

    Aline Guiotti. Usuário

    Nunca tinha ouvido falar deles também. ;/
     
  5. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    eu conheço a maioria de nome...e li A Ilha do Tesouro quando era menina....mas li poucos..
     
  6. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Esquecidos pra quem? Se for pro grande público que só sabe o básico do básico das aulas de literatura do colegial, eles não conhecem nem Dom Quixote, Ilíada ou Odisséia, quem dirá esses outros livros mais "obscuros".

    Eu poderia citar a Eneida, do Virgílio. Muita gente só lembra dele como "o cara que guiou Dante no Inferno", mas esquecem que, para guiar Dante no Inferno, ele fez por merecer com esse livro.
     
  7. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Então Pescaldo, é exatamente isso que eu quis mostrar. Que o grande público não conhece essas obras tão prestigiadas, muitos nem mesmo os filmes, ou se guiam por filmes porcarias como Troia, que assisti pasma de como modificaram e pioraram a história (cadê os deuses, os maiores responsáveis pela luta ter durado tanto!!!), ou ninguém quer assistir o clássico Ben Hur, por ser um filme "velho"!! Igual o Morro dos Ventos Uivantes - muita gente que está lendo ele agora passaria por cima e ainda pisaria se a Bella não tivesse comentado sobre ele.
    Todos os livros que listei acima li e digo que são maravilhosos, que se as pessoas dessem uma chance iria se maravilhar como eu. Mas a vida é assim, nem tudo que é bom dura para sempre!
     
  8. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Mas o grande público desconhece a maioria dos clássicos, e nem desejam conhecer. Quer dizer, pra que encarar um um poema enorme como A Ilíada quando se pode pegar o filme de Brad Pitt? E um filme bem ruim, por sinal ueaheuah

    Vamos lá. Acho que aqui no Brasil, Victor Hugo é muito mal tratado. Tenho certeza que mais de 90% das pessoas acha que Notre-Dame só uma historia de Disney. hm/
     
  9. Anica

    Anica Usuário

    Eu acho normal que apenas um nicho conheça alguns clássicos. Eu sei que para a geração google/wikipedia para um pecado desconhecer alguma coisa, mas é aquela história: tem muito "clássico" do cinema que eu ainda não vi, porque não estudo cinema, sou só uma pessoa que curte assistir filmes. O mesmo vale para pintores que muitos não conhecem, escultores, compositores e por aí vai.

    Literatura também é assim. O leitor esporádico vai atrás do que está "na moda" no momento - e tomo um dos títulos citados pelo Arnie como exemplo: na época que saiu o péssimo Tróia, livros relacionados com a história de Aquiles bombaram na lista de mais vendidos. Assim como Alice estava num cantinho e agora você consegue encontrar em todas as edições imagináveis.

    E isso por quê? Porque essa pessoa não vive de literatura. Essa pessoa não estuda literatura, nem tem como a maior paixão da vida dela. Querer impor uma lista de "livros que devem ser lidos/conhecidos" para um grupo que sequer tolera essa forma de arte é até meio bobo. Eu fico aqui pensando no que as pessoas que entendem de dança diriam para mim quando falo que não conheço nome de alguém envolvido com essa arte que não seja
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    , e isso por causa de uma referência em um desenho animado que assistia trocentos anos atrás...

    Enfim, o que quero dizer é que para nós que amamos literatura é triste que algumas pessoas desconheçam obras tão bacanas, mas hum, isso é absolutamente normal.
     
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  10. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Aham, por isso prefiro falar dos livros que os leitores esquecem, e que, teoricamente, deveriam conhecer. Porque, fala sério, faz sentido você só encontrar um livro de Victor Hugo numa edição decente? Falo nem de publicar tudo, mas, poxa, Notre-Dame é um dos livros mais importantes de todos os tempos... )):
     
  11. kirah

    kirah Usuário

    As pessoas hoje querem algo mais condensado, não se interessam tanto pelo estilo e prosa exata do autor e sim a idéia geral da obra, portanto se assistem um filme baseado já sentem que conhecem a obra...
    Como bem disse Anica, não se deve esperar que todos tenham o mesmo gosto ou interesse que nós...
     
  12. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Sei não, mas acho que esse é um processo normal. Seria pedir muito para que todas as gerações pós-criação de um livro gostem ou deem o devido valor a ele, até porque valores mudam muito.

    Qualquer livro está sujeito a ser esquecido depois de um determinado tempo, mas isso não quer dizer que ficará nessa condição para o resto da existência da humanidade. Então não "caíram" simplesmente no esquecimento, apenas não atendem mais os requisitos para estarem entre os lidos pelas gerações ainda vivas. Eu nem sei quais são esses requisitos e acredito que sejam muito subjetivos (algo como moda), talvez por isso não me incomode tanto com o efeito de "esquecimento".
     
  13. Brontops

    Brontops Usuário

    Um livro que gostei muito, comprado quase por acaso (estava na prateleira errada), foi "Dicionário Kazar" (1984), do sérvio Milorad Pavic.

    Trata-se de um romance-dicionário. O dicionário tem três "livros": um escrito por um cristão, outro por um muçulmano e o último por um judeu. A história é contada através dos verbetes do livro. Os personagens citados referiam-se uns aos outros. Alguns fatos contradizem-se entre cada livro. O "Dicionário Kazar" é muito citado quando se fala em hipertexto... Mas não sei de muita gente que o conheça. Quem quiser saber mais leia aqui:

    http://www.usp.br/revistausp/01/14-aleksandar.pdf

    Independente de suas "inovações", gostei muito da história em tom fantástico, com referências históricas reais. Quem leu o Sandman, irá encontrar paralelos óbvios, que me levam a perguntar se Gaiman não o teria lido.

    Um outro ponto interessante é que o livro tem duas edições: uma masculina e outra feminina. Pensei que fosse "piada", mas é verdade: fuçando na Estante Virtual já encontrei as duas versões... Apenas um parágrafo é diferente para cada uma das versões. Mas não arranque os cabelos... Ao final do livro, o autor revela ONDE é a diferença.

    Abs
     
  14. Gigio

    Gigio Usuário

    Realmente, como bem disse a Anica, muito desse "esquecimento" está mais para falta de conhecimento das pessoas. E não apenas como algo restrito a quem não se interessa perenemente por literatura. Existem muitos nichos e subnichos e subsubnichos... Em um momento despertamos para a ficção científica, ou literatura africana, ou irlandesa, ou chinesa, sempre várias novas portas sendo abertas.

    Por outro lado, ocorre sim um esquecimento em relação àqueles títulos que de uma época de domínio popular vão lentamente se deslocando para universos mais profundos de especialistas. O Saramago, por exemplo, é bem conhecido hoje, mas imaginem como será daqui a 50 anos...

    De qualquer maneira, uma ótima forma de encontrar esses outros universos é trocar informações com outros bibliófilos, que é uma das melhores coisas que o Meia oferece! :joy: Só neste tópico já foram várias dicas legais...

    Minha contribuição: um autor que foi bem popular na sua época, o mais bem pago da década de 30, segundo o Wikipedia, mas que hoje tem um reconhecimento bem marginal, é o Somerset Maughan. "A Servidão Humana" é um dos meus favoritos e também gostei bastante de "O Fio da Navalha". São histórias em que a busca por um caminho, por autoconhecimento, têm um papel central, o que me interessa bastante.
     
  15. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Sim, é verdade.

    Eu sou de uma geração na qual não havia Google ou Internet ou duzentos canais de TV a cabo. Filmes e livros demoravam anos pra chegar aqui. Alguns programas velhos nunca mais reprisavam... Outros reprisavam a ponto de decorarmos os diálogos... Era um mundo onde havia um certo desafio... E parte da graça de se usufruir algumas destas coisas era o desafio.

    Hoje tudo ficou muito fácil. É mais fácil avaliar a obra pelo que ela é, e não pela dificuldade que representou obtê-la ou porque alguém já a julgou boa.

    O leitor, ou o navegante de Internet, fica com a sensação que está sempre atrasado em relação ao mundo. Parece que esta facilidade "obriga" as pessoas a conhecerem tudo... Eu acho importante ter olhos pra tudo... Devemos sempre estar em busca de conhecimento... Mas sem pressão... A vida é curta pra tudo que existe... E NUNCA conheceremos tudo. E existe vida de verdade fora da arte, cinema, literatura e etc. Sempre estaremos perdendo coisas... Não dá pra fazer tudo... E a vida também nos ensina a usufruir melhor algumas coisas.

    * * *

    Assisti a um episódio da "Mansão Foster" cuja história era que todos os moradores da Casa foram viajar e ficaram sozinhos apenas o Mac e o Blu. De repente, o Mac ficou super agitado, ansioso, porque sem nenhum adulto por perto, ele precisa aproveitar ao máximo cada minuto sozinho, e não importava o que fizessem, ele sempre se sentia desesperado porque ele deveria estar aproveitando mais e mais, ele deveria estar se divertindo, porque ele estava sozinho... O paradoxo é que ele nunca conseguia se divertir porque ele PRECISA se divertir o tempo todo. Enfim, era uma loucura o desenho. Mas achei que a lição era importante...

    Seria como eu nunca pudesse estar com uma única mulher, porque eu estarei perdendo todas as outras neste meio tempo. Este é o tipo de raciocínio viciado que não leva a lugar algum. Porque é impossível você estar com todas. Ou não?

    Abs
     
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  16. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Gostei muito do seu post Zzeugma. O que vc disse é realmente verdade. Eu tenho, meio que esse problema: quero fazer tudo ao mesmo tempo pq sempre acredito que nunca terei tempo suficiente para fazer tudo o que eu quero e acabo não conseguindo fazer nada!
     
  17. Brontops

    Brontops Usuário

    Outro livro que gostei muito e peguei praticamente por acaso no sebo.

    Eu nem sei se ele é esquecido, pois pesquisando no google descobri que a 16ª(!) edição de 1996 ainda está disponível. Porém, creio que ele é muito pouco divulgado...

    No País das Sombras Longas(1974) de Hans Ruesch é o relato de uma família de esquimós (inuíte) polares. É um livro baseado nos relatos de antropólogos e conta sobre como estes sobreviviam no Ártico, um lugar tão gélido que os cuspes congelam antes de chegar ao chão. Existe uma continuação chamada "Volta ao País das Sombras Longas" que conta o relato dos descendentes do primeiro livro já em tempos mais "modernos" (Provavelmente o final dos anos 70), que eu considerei até melhor que o primeiro. O autor consegue passar do humor ao trágico rapidamente e existe toda uma ironia que permeia o livro... (Especialmente qdo lida com as religiões, sejam a dos próprios inuítes quanto a dos missionários e brancos que aparecem nos livros).

    Quem gosta dos quadrinhos italianos do Ken Parker irá gostar mais ainda. Alguns episódios de Ken se passavam em terras árticas e fica evidente a contribuição do livro a alguns fatos ocorridos no gibi. Quem se interessa também por assuntos relativos aos índios e antropologia também irá gostar. É uma história muito... "humana".



    Abs
     
  18. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Pois é, olha só o que o Braulio escreveu neste post dele. É sobre o Kindle e o Livro Eletrônico, mas atravessa o que andamos falando aqui:

    http://mundofantasmo.blogspot.com/2010/04/1948-o-livro-eletronico-662009.html

    "Num artigo recente (http://online.wsj.com/article/SB123980920727621353.html#), Steve Johnson observa que o e-book criado pela livraria Amazon, o Kindle, serve como ferramenta de leitura e de compra. Numa viagem de trabalho, fazendo hora num café e lendo no Kindle um tratado técnico, ele ficou entediado, teve vontade de ler um romance, e um minuto depois, com o mesmo aparelho, acessou o saite da Amazon e baixou a versão eletrônica de um livro de Zadie Smith. Entre a vontade, a consulta, o pagamento e o início da leitura do novo livro decorreram apenas poucos minutos. Diz ele: “O fato de existir uma livraria infinita ao alcance dos nossos dedos é uma boa notícia para quem vende livros, e pode ser ótimo para a disseminação do conhecimento, mas não é necessariamente uma boa notícia no que diz respeito ao recurso mais escasso do século 21: a [size=large]atenção[/size]”.

    Ter 5 mil romances dentro da mochila não é muito diferente de tê-los nas estantes do escritório. O tempo necessário para ler cada um deles é mais ou menos o mesmo. O que a biblioteca eletrônica nos dá é a invisibilidade do acervo. Quando meus livros começam a se empilhar no chão percebo que está na hora de “fazer uma limpa” nas estantes ou comprar uma estante nova. Mas um leitor eletrônico é rigorosamente o mesmo com dois mil ou vinte mil títulos no seu interior. Ele nos garante o álibi do espaço ilimitado, e nos faz esquecer que nosso tempo de leitura não é ilimitado. Daqui a alguns anos talvez seja possível colocar um milhão de romances dentro de um HD, mas duvido que haja tecnologia capaz de criar um dia de 48 horas. Ser dono da Biblioteca de Babel ou da biblioteca de papel é irrelevante. [size=large]Só podemos ler um livro de cada vez[/size]. "

    Eu não tenho um super "filmoteca" de Internet... Talvez uns 50 filmes, se tanto (Mais temporadas de Avatar, South Park e Cowboy Bebop). Pergunte quanto disso já assisti... Perco mais tempo baixando informação do que usufruindo informação. Se isto já acontece hoje em dia com filmes (Teoricamente, um bem muito de digestão mais "rápida"), imagine com livros.

    * * *

    Quanto a obras esquecidas MESMO: acho estranho o desaparecimento dos livros mais antigos do Clive Barker: os contos dos vários volumes dos Livros de Sangue e Jogo de Perdição são maravilhosos, não param em prateleira de sebo e, entretanto... E, pessoalmente, estes primeiros livros são muito bem escritos, superiores a grande maioria das coisas do Stephen King. Eu só parei de acompanhá-lo justamente por tempo de leitura: seus livros são muito volumosos e eu preciso escolher outros autores pra ler também...
     
  19. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Achei estranho Ben Hur aparecer nessa lista.

    Vi primeiro o filme, mas aprendi na escola que tinha o livro e mesmo não sendo um de leitura obrigatória fui a biblioteca e o requisitei.
     
  20. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Ben-Hur, do Lew Wallace, é ótimo. Li na minha adolescência. Prefiro o original ao filme.
     

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